História Contos de Calisto - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Mascára da Morte de Câncer, Saori Kido (Athena)
Tags Acidentesdodestino, Calisto, Calixto84, Mascaradamorte, Romance
Visualizações 38
Palavras 2.044
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amadas e amados,

Essa one se encontra dentro do universo de Acidentes do Destino , fic que escrevi em co autoria com @LuisaPoion e @Kogarin.

Foi num bate papo que aconteceu entre autoras logo de manhã que me deu esse insight..

Espero que gostem.. um beeeeeejo

Capítulo 1 - Contos de Calisto


Calisto, Luísa e Koga estavam sentadas no sofá, que tinha no quarto de Athena, a noiva estava radiante de felicidade, falava animada para as amigas de cada detalhe do que tinha organizado da sua festa de casamento mentalmente, enquanto fazia alguns pedidos para as meninas para ajudá-la nos preparativos.

 

- Luísa, gostaria muito que você fosse comigo até Atenas para ver a decoração da festa. Como me contou que seu irmão tem uma empresa disso no Brasil, acredito que você tenha mais experiência que eu. - sorriu acanhada.

 

- Tu pode contar comigo! - Os olhos azuis da escorpiana brilharam - Trabalhei muito ajudando meu irmão e minha cunhada na organização. Luísa terminou de falar e suspirou fazendo um bico pensativo, depois fez um “Hummmmm”. Analisando suas reflexões, a virginiana que estava ao seu lado, olhou para ela com certo estranhamento, devido a tantos grunhidos que ela fazia

 

- Credo Luísa, tá fazendo tanto barulho, você está com dor de barriga, é? Eu sei fazer um cházinho de erva doce e camomila ótimo. - riu da cara de brava da amiga.

 

- Não é nada disso Ko, que coisa! - cruzou os braços - Só estava pensando uma forma de pedir para Saori liberar o Dite, acho que ele pode nos ajudar a escolher as flores, mas como ele é um cavaleiro de ouro, cheio de responsabilidades, fiquei sem graça.

 

Saori riu baixinho da pequena discussão das amigas. - Garotas, não precisa disso tudo não. Ela porém, parou também e pensou, e começou a fazer os mesmos sons que Luísa anteriormente fez. 

 

- Ixe, começou de novo - Koga revirou os olhos.

 

Saori então sentou ao lado delas, entre Koga e Calisto praticamente se jogando no sofá, fazendo as duas darem um pulinho com a força e o peso da deusa. Ela então virou os rosto na direção das meninas jogando a farta cabeleira para o lado, onde este mesmo chicoteou o rosto da canceriana que estava ao seu lado. 

 

- Ai… - disse baixinho tirando as mechas que ficaram por cima da sua face.

 

- Acho que Shion não vai se importar da gente levar o Dite, mesmo porque faz tempo que ele não sai do Santuário, e eu AMO a companhia dele.

 

Luísa então abriu um sorrisão - Então fechou, Saori! Você quem manda por aqui!

 

A deusa sorriu, tentando acompanhar o toque de mão que a escorpiana fez.

 

- Bom, já vi que sobrou a parte do buffet pra mim, né!? Aliás eu já bem sei o que vou preparar.

 

- Koga se quiser que eu contrate esse serviço e, você só acompanha, tudo bem! - disse compadecida e certa de todo o trabalho que ela teria em fazer todo os pratos do evento.

 

- De jeito nenhum, faço questão! Só preciso que contrate ajudantes! - os olhos ametistas brilhavam com tanta intensidade que Saori até poderia ver uma centelha de cosmos - Koga até chegava assustar com tanta determinação.

 

- Acho que é melhor tu cozinhar aqui no Décimo Terceiro Templo - Luísa sugeriu. - A cozinha de gêmeos é a maior de todas as casas, mas acho que não será suficiente.

 

- Verdade…. 

 

- O medo da Luísa é que o Kanon coma todos os docinhos antes de começar a festa - Calisto disse aérea.

 

As três mulheres riram da observação tão verdadeira da canceriana.

 

- Calisto eu queria fazer um pedido especial para você. - Saori disse pegando na mão da menor. - Eu ficaria muito satisfeita se você cantasse no meu casamento, o Seiya adora sua voz.

 

- Ca-cantar, no seu casamento. - os olhos castanhos se arregalaram, ela engoliu em seco - tem certeza? - falou fininho, depois limpando a garganta - Tem certeza? - perguntou novamente.

 

- Claro, eu vou amar!

 

Calisto com seu sorriso amarelo só acenou positivamente.


 

x.x.x.x.x.x


 

Mais tarde as três estavam descendo as escadarias, Luísa e Koga tagarelavam sobre suas tarefas, animadas enquanto a canceriana descia um degrau mais para trás, calada.

 

- Cali, tu tá quieta, está tudo bem? - A escorpiana parou olhando para trás.

 

- Tô, tô sim! - sorriu. - Gente vou fazer minha parada - elas já estavam dentro do salão de Aquário próximas à estátua gigante de Ganimedes - O Camyu chegou de missão e estou morrendo de saudades. - ela apontou para o teto que voltou a ficar na sua forma “aquática” com a presença do aquariano.

 

- Claro, manda um abraço para ele - Koga disse já continuando a caminhar para fora do templo.

 

- Meu também - Luísa piscou para Calisto - e melhora essa cara viu! 


 

- Tá bom, tá bom... - a canceriana acenou a caminho da escadaria que dava pra ala residencial.


 

x.x.x.x


 

- Mon cher, tem certeza que não quer dormir aqui? - Camus segurava a mão da amiga observando sua face, preocupado. - Sabe que qualquer coisa é só me chamar.

 

Calisto apenas abraçou o cavaleiro com carinho, recebendo de volta um cafuné, suspirou sentindo aquele perfume m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o do francês, sentindo o calor da armadura de ouro. 

 

- Eu estou bem, quer dizer acho que vou ficar.

 

- Você e aquele italiano tem que parrar de brigar, parecem cão e gato! - Camus ergueu a sobrancelha ruiva em repreensão. - Bon qualquer coisa, volta pra cá!


 

Calisto sorriu e começou a descer as escadarias, bem introspectiva. Nem percebia quando algum cavaleiro acenava, até ser parada literalmente pelo peito de quem ia se encontrar realmente,

 

- Buona Notte. - os olhos cristalinos encararam os castanhos perdidos de Calisto.

 

Ela passou a mão no cabelo erguendo a franja para cima. - Nossa nem percebi que já estava aqui.

 

Ele somente ergueu sobrancelha grisalha curvando os lábios para baixo. - Eco. 

 

Calisto engoliu novamente em seco, por mais que amasse muito o canceriano, às vezes ele dava medo, principalmente quando estava bravo com ela.

 

- Preparei um jantar para noi, mas antes quero conversar, va bene? 

 

Calisto fez sim com a cabeça, o canceriano por estar no salão de luta vestia a armadura de ouro, e todas as vezes ela ficava fascinada nos detalhes tão ricos das armaduras. Ele se adiantou indo na frente.  A castanha ficou parada atrás, até perceber que a distância estava um pouco grande e aquelas cabeças horrorosas pareciam que a observava, então saiu correndo e entrelaçou o braço no dele, ele riu baixinho, baixou a cabeça fechando os olhos.

 

- Você sabe que eu tenho pavor das cabeças. - falou baixinho como se quisesse que os adornos de parede do canceriano não a escutasse, vai que sai uma alma penada indignada.

 

Chegando na sala de estar, que ficava abaixo da casa, o canceriano pulsou seu cosmo fazendo a armadura entrar na urna. A canceriana babou um pouco no porte físico do namorado, ou ex namorado, já não sabia.

 

Ele então apontou para o sofá para que ela se sentasse e logo foi para o bar se servir de um copo de whisky. - Domani saio em missão bem cedo, de madrugada praticamente.

 

- Missão? Mas de novo? - Calisto murchou um pouco, fazia tempo que não acordavam juntos, Shion estava mandando Aiolos e Máscara da Morte o tempo todo, parecia marcação do ariano, até a menina que o sagitariano começou a namorar andava reclamando. - Poxa, achei que a gente ia acordar jun… - parou e olhou para o cavaleiro que estava apoiado na parede só analisando a canceriana.

 

- Io estou muito chateado con você. - disse se aproximando.


 

- Eu sei…. - ela baixou o olhar. - Eu não queria ter mexido nas suas coisas, mas aquele diário ficou reluzindo na minha frente.

 

- Você entrou na minha casa, mexeu nas minhas gavetas e encontrou mio diario, DENTRO DA GAVETA.

 

Calisto engoliu em seco de novo. - Eu sou curiosa… 

 

- Io non mexo nas suas coisas, Cali, sem pedir!

 

Ela então explodindo de vergonha pelo ato infantil de ler o diário alheio, pegou uma almofada e tapou o rosto vermelho.

 

 Máscara da Morte se ajoelhou na frente dela, pegou no topo da almofada e foi baixando até aparecer os olhos castanhos. - Non faça mais isso, okay?

 

Calisto, tirou a almofada finalmente do rosto, mordeu os lábios, tinha uma pulga enooooorme atrás da sua orelha e ela estava berrando para que ela falasse.

 

- Mask? Eu sei que não tenho  nada a ver com seu passado, mas eu…. - ela parou sentindo seu coração quase sair pela boca. - Ela era muito bonita? Você disse tantas vezes que a amava, que… eu, - Calisto sentiu algumas lágrimas querendo brotar dos seus olhos. - eu estou com ciúmes. - tapou os olhos com as mãos, seu peito já doía por tentar cessar o choro.

 

O dourado se assustou com as palavras de Calisto, não sabia que ela tinha ido tão adiante em seu diário. - Bella…… - saiu quase num suspiro de seus lábios, ele então a abraçou com força. - Non tem do que ficar com ciúmes.

 

Calisto sem se conter em meio ao choro, começou a falar sem parar. - Você descreveu ela perfeitamente, eu, eu não tenho nem um quinto da beleza dela, ela é perfeita, doce, cuidadosa, carinhosa. e eu sou…., - parou e começou a chorar de novo. - Sou desengonçada, feia, atrapalhada.

 

- Non, non, pare com isso Cali - o canceriano, tentava confortá-la sentindo em seu cosmo toda a dor que a namorada estava sentindo, ela estava indo longe demais!

 

- Por favor Mask, não minta pra mim, essas missões, tantas missões, é para você vê-la, não é? 

 

Máscara da Morte chegou abrir a boca. - Madonna Mia Calisto, calma, não é nada disso! Vou pegar uma água para você - saiu correndo para a cozinha.

 

Calisto, tentava secar as lágrimas com a manga do casaco, agora mesmo que ele ia falar pra ela que continuava a sair com ex e ia dar um pé na sua bunda. Logo ele voltou com o copo - Toma devagar.

 

Calisto olhou para ele como se fosse a última vez, ele podia ser aquele ogro todo, mas com ela era o cara mais carinhoso, cuidador, romântico que ela já havia conhecido. 

 

- Pode falar Mask, eu estou preparada. - baixou a cabeça de novo fixando o olhar no copo que estava segurando em seu colo.

 

Ele então ergueu seu queixo, aqueles olhos tão lindos que ela se perdia sempre estavam cheios de compaixão. - Bella, - ele chamou - A moça que eu falo em meu diário, foi sim um grande amor, porém noi nunca ficamos juntos, foi platônico.

 

-Hân - agora que o cérebro da menina deu um nó. - Mas você conta dela com tantos detalhes. 

 

- Sim, io sei, ficamos pouquíssimo tempo juntos, mas io sonhava... - ele fazia aqueles gestos com a mão típicos italiano.

 

- Qual era o nome dela? - Calisto logo depois mordeu os lábios, será que ela queria saber mesmo? Pois em nenhum momento, ele mencionou o nome da moça.

 

- Helena… - ele disse continuando a olhar em seus olhos. - Calisto ela non está mais aqui entre nós, ela acabou morrendo em uma batalha.

 

Agora era vez da canceriana abrir a boca e de se sentir ainda mais envergonhada. - Nossa Mask, eu sinto muito. 

 

- Non sinta, as coisas devem ser do jeito que são. - respondeu um pouco frio.

 

- Verdade…, desculpa tá? Eu fui muito invasiva, foi falta de respeito o que fiz, estou muito, muito envergonhada.

 

Os lábios do canceriano desenharam um sorriso de lado, então ele pegou a namorada e puxou para o seu colo,  - Amore mio, eu sofri muito com a perda de Helena, mas o universo me deu um presente muito maior.

 

- Deu? - a cabeça lúdica da canceriana já ficou imaginando uma galáxia cheia de caixas de presente. Sabendo do jeitinho especial da namorada ele riu da cara dela perdida no espaço sideral 

 

- Eco, meu deu você! - então ele a beijou com muito carinho. - Non poderia pedir nada melhor, nem mais bonito, nem mais especial. Você é tudo isso e muito mais mi amore.

 

Calisto então sorriu e abraçou o canceriano. -  Digo mesmo meu amor.

 

FIM. 









 




 

 

 

 


Notas Finais


Claro que na minha cabeça senti vontade de fazer continuações, mas desta vez vou me conter.

Espero que tenham gostado da leitura! Faço um convite para quem não leu Acidentes do Destino, é uma fic terminada e muito legal!

Até um futuro breve... beeeejos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...