História Contos de Hades e Perséfone - Capítulo 6


Escrita por: e Joao42k

Postado
Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Caronte, Cronos, Demeter, Dionísio, Hades, Hera (Juno), Hermes, Nêmesis, Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Zeus
Tags Contos, Deuses Gregos, Hades, Mitologia Grega, Mundo Inferior, Perséfone
Visualizações 159
Palavras 2.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Boa noite e desculpem pela demora... A fanfic está meio que voltando, agradeço pela paciência, todos os comentários e os favoritos, e também peço encarecidamente que compreendam que infelizmente tive responsabilidades que não pude deixar de lado, por isso não posso postar com frequência. O processo de escrita é lento e as vezes acaba a inspiração, e eu não podia escrever tão rapidamente pq não poderia garantir que o resultado final seria bom... Peço perdão a todos que gostam dos contos que postamos aqui e quero que saibam que não deixei de lado minhas histórias, e essa é um projeto que gosto muito e não pretendo desistir embora eu demore horrores pra aparecer.
Os contos: Destino, O Hino das Sombras I e II estão relacionados e contam a história de Hades desde o nascimento até sua ascensão como deus do Mundo Inferior.
~turandot

Capítulo 6 - O Hino das Sombras - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Contos de Hades e Perséfone - Capítulo 6 - O Hino das Sombras - Parte 2

 

Ascensão

 

 

Já era noite, a investida agressiva e impetuosa dos titãs havia forçado os deuses a recuar. Enquanto tentava me infiltrar  no palácio dos titãs, por mais irritados que estivessem, ambos os lados estavam cansados e precisavam de um descanso, e mesmo não havendo possibilidade de negociar uma trégua, a batalha foi deixada de lado. Os deuses se retiraram e os titãs resolveram parar de persegui-los, exatamente como Zeus havia dito.

 

 

Ele era o único que se consultava com Gaia. Nunca fui a favor da ideia de se aliar a mãe dos titãs para saber de profecias, os outros deuses também não, mas com o tempo Zeus foi conquistando a confiança deles, havia algo estranho no modo como ele liderava os outros em batalha, como se houvesse intenções ocultas. Eu sabia que ele esteve escondendo algo importante há dias, mesmo os outros confiando nele, fingi concordar com aquele plano. Mas mesmo ainda ali no Monte Otris eu desconfiava.

 

 

 

Adentrei a enorme sala e com surpresa percebi que não havia ninguém, tudo estava estranhamente silencioso. Continuei em frente até que ouvi barulhos vindos de outro cômodo. Uma sensação estranha tomou conta de mim, como se algo não estivesse certo. Infelizmente eu teria que passar por ali, se quisesse chegar aos aposentos de Cronos segundo as coordenadas que Zeus havia passado. Logo percebi que não estava sozinho.

 

 

 

— Poderoso Hades, lamento não poder recepcioná-lo melhor, temo que estamos em guerra. — A deusa se levanta da mesa onde está disposto um banquete.

 

 

 

— Não vim visitar, vim para matar Cronos e qualquer um que fique em meu caminho. 

 

 

 

— Mas não fará isso sozinho, não é? — Ela pergunta já sabendo a resposta. — Estava esperando que um dos deuses viesse, estou aqui para impedir a morte de meu rei.

 

 

 

— Eu sei, isso é estranho... —  Ela continua depois que vê que não respondo. —  Estou do lado inimigo, eu tenho que interpretar meu papel. — Ela disse com uma piscadela. — Mas esta sala contém uma parte do poder do Senhor do Tempo, quando sair daqui o tempo não terá passado, e tudo permanecerá do jeito que estava quando entrou.

 

 

 

— Se está do lado inimigo porque ainda não avisou os titãs, Nêmesis? — Falei reconhecendo-a.

 

 

 

— Ah... ­— Ela sorriu. — Cronos me nomeou com um título bastante adequado não acha? Nêmesis, a deusa da vingança. Acontece que eu gosto de presenciar vinganças sendo concluídas.

 

 

 

— Porque está aqui? — Perguntei confuso e querendo acabar logo com aquilo.

 

 

 

— Não vê? Eu sou fundamental para a vitória ou a derrota dos deuses que buscam vingança, cabe a mim permitir que ela seja bem sucedida ou não. — Ela responde se aproximando. 

 

 

 

— Eu não tenho tempo pra isso, de que lado você está? 

 

 

 

— Eu estou do lado da justiça, e as vezes a justiça clama por vingança, e eu nasci para garantir que ela seja saciada.  A justiça é maior que todos os deuses e titãs, ela pode demorar, mas nunca é esquecida, eu escolho com cuidado quais decisões devo tomar para que seja concluída da melhor maneira... — Ela diz olhando para o vazio parecendo distraída, mas logo volta seu olhar para mim. — Acontece que eu gosto de presenciar vinganças sendo concluídas.

 

 

 

Refleti por alguns segundos se deveria ficar ali ouvindo as palavras enigmáticas da deusa da vingança ou ir em frente e concluir o que eu havia sido designado para fazer, mas algo me dizia para ficar, mesmo com a atmosfera um tanto estranha. Aquele sentimento de que algo estava errado apenas crescia dentro de mim. Parecia errado, mas eu queria extrair alguma informação que fizesse sentido naquele discurso sobre vingança.

 

 

 

— Não veio me impedir, não está do lado dos titãs, também não está do lado dos deuses... Mas também não veio para me dizer se iremos ganhar a guerra ou não, isso não depende de você, já está predestinado, Gaia profetizou nossa vitória. — Conclui sem rodeios, Nêmesis estava enganada se pensou que teria algo a fazer ali.

 

 

 

— Ah muito bem, Hades. — Ela parabenizou. — Não vim aqui para avisá-lo do que já sabe, vim para vê-lo decidir sobre seu destino, não posso prever o futuro mas dentre todos os deuses você é o mais justo, característica boa para um líder, faz com que ele tenha sede de vingança, e a vingança é um tipo de portadora da justiça para quem a busca. Qualidade que você deve ser grato a Nix. — O tom dela mudou ao pronunciar o nome da mãe.

 

 

 

— O que houve com Nix? — Perguntei.

 

 

 

— Cronos a baniu para o Tártaro, quando se manipula o tempo, a escuridão da noite se torna um impecilho, e segundo o próprio Cronos, a noite sempre cai.

 

 

 

De repente me ocorreu o porque o dias pareciam intermináveis nas batalhas que travamos contra os titãs, a sensação de que o tempo não passava, era porque a noite quase nunca chegava, e com a deusa da noite presa, o titã do tempo poderia fazer a noite chegar no tempo que quisesse.

 

 

 

 

— Por isso está aqui, nossa vitória será a sua vingança contra o que Cronos fez a Nix. — Respondi.

 

 

 

— Minha vingança será quando eu permirtir passagem para que os deuses o matem ao invés de alertar os outros titãs, e em troca eles libertarão minha mãe. — Ela disse com um sorriso. — Deve ser difícil, repartir o universo com mais cinco irmãos, mas será que você deve se preocupar com isso? Pela linha de nascimento, você é o primogênito entre os homens, deve estar destinado a algo grandioso. — Ela piscou os olhosque possuiam um brilho sinistro.

 

 

 

 

Parei por um instante e logo percebo o sorriso malicioso em seu rosto. Logo percebo o que ela quer dizer com isso.

 

 

 

— Você sabe, não é? — Ela ousou se aproximar agora que eu havia baixado a guarda. — Vê como eles te olham, já não escondem mais o quanto não o querem por perto.

 

 

 

Pela primeira vez ela havia conseguido me atingir, e com pesar eu sabia que ela estava certa, eu sentia isso desde que Zeus nos libertou. O modo como ele e os outros deuses me olhavam, eles não faziam mais esforço para disfarçar seu descontentamento.

 

 

 

 

 — Você chegou até aqui, a vitória dos deuses depende de você, escolha seus próximos passos com cuidado, quando sair desta sala tudo o que fizer será para sempre e não terá volta. — Ela sussurrou ao meu ouvido. — Já disse que não prevejo o futuro, mas os deuses não foram os únicos que andaram se consultando com Gaia. Quer saber porque os titãs pararam de atacar para que os deuses pudessem recuar e você entrasse no palácio? 

 

 

 

Eu olho em seus olhos, por mais que estivesse cansado daqueles jogos e não devesse ceder aos seus encantos, ela havia ganhado ao mencionar os outros deuses, não precisava de uma análise profunda para saber que ela sabia que Zeus havia falado com Gaia, e se ela sabia, Cronos também. 

 

Queria saber o que me aguardava por mais perigoso que pudesse ser correr o risco de estar sendo manipulado pela deusa da vingança. Me permitir ser dominado pela curiosidade, não era justo ela guardar segredos, ainda mais pela situação nada positiva que tinha com meus irmãos. Minha intuição dizia que ela estava falando a verdade, mas eu não podia conficar nela que até antes de me ver estava do lado dos titãs.

 

 

— Do que está falando? — Pergunto para confirmar o que eu já sabia.

 

 

 

— Você irá descobrir em breve, Hades. — Ela ergueu a mão para tocar meu rosto mas eu a segurei.

 

 

— E voce não vai tomar mais do meu tempo, Nêmesis. — Respondo enquanto me afasto dela, por mais que eu quisesse saber, eu precisava sair dali.

 

 

Segui meu caminho me sentindo frustrado, mas eu sabia que apesar de Nêmesis não ter revelado explicitamente o que tinha a dizer, era só ligar os pontos para perceber que o motivo dela ter estado ali e falado comigo e não com outro deus, era que o meu real destino havia começado agora que me dirigia ao quarto de Cronos. Tudo o que eu fizesse agora não teria volta, mas porque eu iria querer pensar duas vezes antes de matá-lo? 

 

 

Tudo o que a deusa havia falado era incerto e cheio de enigmas, e eu não estava em condições de parar para interpretá-los agora, eu tinha uma tarefa a cumprir, mas ainda assim eu não conseguia deixar de pensar no  pouco que ela havia revelado e eu havia entendido.

 

 

 

 Por qual motivo Cronos havia baixado a guarda permitindo que recuassemos? Isso não fazia sentido. Lembrei de quando Zeus apresentou este plano, ele era o único de nós que havia se consultado com Gaia, então ele sabia algo que eu, os outros deuses e Cronos não sabiam, mas Cronos sabia algo que não sabíamos. Tudo parecia um plano muito bem arquitetado, eu não confiava em Zeus e agora duvidava de que suas instruções para entrar no palácio e matar Cronos eram de fato verdadeiras. Zeus havia dito que eu era o único que poderia executar a tarefa 

 

 

Agora tudo fazia sentido, não restavam dúvidas de que os deuses haviam me enviado para morrer. Parei subitamente e fiquei imóvel diante dos aposentos de Cronos. Tudo estava silencioso e as portas estavam bem abertas, como se fosse um convite para entrar. 

 

 

 

E foi o que eu fiz.

 

 

 

Havia pouca luz no ambiente, mas eu podia ver tudo claramente, inclusive o próprio Cronos sentado em seu trono de ouro. Ele possuía um sorriso sombrio no rosto. Foi então que percebi tudo com um choque, não esperava que aquela fosse a verdade. Minha primeira tarefa seria roubar sua foice, mas ela já havia sido deixada de lado em um canto da parede. O titã estava sem armadura, era claro que ele já me esperava e não estava disposto a lutar, mas também não estava ali para tentar se render, não haveria rendição.

 

 

 Retirei o elmo enquanto encarava Cronos, ele dirigiu os olhos a mim quando fiquei visível. 

 

 

Ele permanicia imóvel olhando para mim com um sorriso sádico. Nêmesis havia dito que ele havia se consultado com Gaia, sabia que os deuses venceriam, e eu sabia que ele não havia travado tantas batalhas para se entregar daquele jeito, não. 

 

 

 

— Estava me esperando, por que? — Perguntei desembainhando a espada.

 

 

— Apenas esperando meu filho favorito vir cumprir o seu destino e se tornar o rei do universo, o rei de todos os deuses. 

 

 

O sarcasmo claramente audível me fez ter arrepios.

 

 

— Você é o titã do tempo, você não espera, nós que esperamos anos por uma oportunidade de matá-lo, por que deixou que eu entrasse? 

 

 

— Você está certo, eu não vou cair sem lutar.

 

 

 

Cronos ergueu a mão e se levantou, mas antes que pudesse fazer qualquer movimento para me atacar, arremessei minha lança em sua direção, a lâmina o atravessou. O titã caiu sentado no trono.  

 

 

 

Me aproximei e retirei a espada. Sangue dourado escorria do ferimento, não era o suficiente para matá-lo, mas bastava para deixá-lo vulnerável. 

 

 

 

— Você será minha vingança. — Cronos sorriu.

 

 

 

Eu estava certo quanto ao que eu faria, não pensei duas vezes antes de cravar minha lança em seu corpo centenas de vezes, mas não importava quantas vezes eu desferia golpes brutais contra ele, ele não reagia e nem tirava aquele maldito sorriso do rosto.

 

 

 Me afastei lentamente. Não conseguia compreender na hora, mas logo em seguida ouvi um estrondo. Os deuses entrando pela porta frente. A noite havia chegado. Nós havíamos vencido a guerra.

 

 

 

Não falei uma palavra sobre o que havia acontecido no Monte Otris, nem havia considerado contar, eu já não confiava em mais ninguém e as palavras de Cronos me assombravam toda vez que olhava para meus irmãos. Por isso apenas disse a eles que havia feito o necessário, havia matado Cronos. 

 

 

 

Ainda lembro da cerimônia de repartição dos domínios, quando me foi concebido o domínio do Mundo Inferior. Enquanto Zeus e Poseidon comemoravam junto com os outros deuses, eu me retirei, não havia motivo para qualquer celebração da minha parte. Eu havia sido traído e enganado, enviado como ísca para morrer no Monte Otris apenas para que eles pudessem organizar um novo plano, já que consideravam impossível eu enfrentar e matar Cronos sozinho, mas como eu havia conseguido, os outros apareceram no último minuto para destruir o que sobrou de Cronos. 

 

 

 

Mesmo assim, durante a repartição perante Gaia, jurei que concordava com meus domínios e os dos outros deuses, não me opus, eu havia finalmente entendido as palavras de Nêmesis. A deusa da vingança estava lá para me alertar, mesmo que de um jeito incerto.

 

 

 

Zeus não havia planejado minha entrada no Monte Otris com a intenção de ganhar a guerra, mas sim para ganhar tempo. Os deuses ficaram surpresos quando entraram no palácio e me viram ao lado do titã sem vida. Entraram com a intenção de fazer um ataque surpresa, Gaia os instruiu a fazer isso, mas ela também havia dito a Cronos que ele perderia, e o titã não se entregaria daquele jeito sem uma garantia, ele sabia que teria sua vingança, e de acordo com o próprio, sua vingança seria eu.

 

 

 

Ao final da cerimônia que celou nossos destinos para sempre, por debaixo do elmo pude perceber os olhares apreensivos e os sorrisos nervosos nos rostos dos outros deuses, que temiam que eu fosse atacá-los. Com medo por eu ter enfrentado Cronos sozinho. 

 

 

 

Ali, diante de Gaia, deuses menores, mortais, sátiros, ninfas, dríades, aliados e tantos outros, eu poderia me pronunciar, dizer o quanto os deuses não eram merecedores de nada do que estavam recebendo. Mas não falei nada, Gaia fingia estar do lado dos deuses, mas não falei nada. Entendi que Cronos só havia se entregado a mim porque sabia que iria perder, e também que eu estava destinado a me vingar de todos os deuses, e Nêmesis estava lá para garantir que eu entendesse o recado.

 

 

 

 Assim, os olimpianos — como haviam se entitulado por morarem no mais novo palácio que estava sendo construído por seus aliados — receberam toda a glória e adoração dos mortais. Não foi nem mesmo me oferecido um lugar entre eles quando o palácio ficou pronto, ou qualquer tipo de parabenização. Quando fui convocado por Zeus ao Olimpo, ele me mostrou o belo lugar em que morava, e pediu desculpas por qualquer desentendimento que houvesse tido entre nós, e que eu era bem-vindo no Olimpo. Uma tentativa fracassada de me fazer esquecer o que haviam feito.

 

 

 

— Não, há muito o que fazer no Mundo Inferior. — Respondi.

 

 

 

— Ah mas o que deu em você, Hades? — Zeus perguntou entrando em minha frente. — Se é pelo lugar no conselho eu sinto muito, mas a maioria votou contra, me perdoe Hades, mas os outros deuses tem medo de você, e eu também não acho que você iria se encaixar... Entende?

 

 

 

— Perfeitamente, eu também não ousaria me comparar com qualquer um de vocês... Como eu disse, tenho muito o que fazer. 

 

 

Em meio a olhares surpresos e expressões horrorizadas, sem fazer uma reverência, dei as costas para o senhor do Olimpo e saí da sala do conselho, onde claramente não era o meu lugar. 

 

 

E realmente, havia muito o que fazer. O Mundo Inferior estava no mais caótico estado, e eu trabalhei durantes eras para transformá-lo no que é hoje. 

 

 

 

Agora eu observava com pesar minha amada e belíssima esposa atravessar o jardim.

 

 

 Perséfone acenou em despedida e se virou para entrar no portal junto com Hermes, ele a levaria ao Olimpo. Por três meses do ano, na contagem dos mortais, eu me sentia vivo e feliz ao lado dela, mas quando esse periodo se encerrava, tudo o que restava era o crescente desejo por vingança contra o Olimpo que a tirava de mim todas as vezes, e havia sido um deles que me havia feito me apaixonar pela deusa da primavera apenas para tirá-la de mim, a única coisa boa que havia acontecido comigo.

 

 

Para os mortais e os olimpianos o inverno durava três meses, para mim o resto do ano.

 

 

Eu ainda olhava fixamente o local onde o portal havia se fechado quando sinto a presença da deusa da vingança.

 

 

— Está na hora. — Ela anuncia.

 

 

Não me movo. Esperei eras por aquele dia e finalmente havia chegado, não apenas por mim, mas já não suportava ter Perséfone para mim e ter que vê-la partir daquela forma sempre. Não me sentia feliz ou ansioso, mas finalmente eu executaria a vingança que faria o Olimpo cair.

 

 

 

—  O Invisível, Mestre dos mortos, Lorde do mundo inferior, Rei dos Campos de Asfódelos, do Tártaro e dos Campos Elísios, Senhor das Sombras e da Escuridão, Hospedeiro e Soberano das almas mortais. — Nêmesis diz alguns de seus títulos com um sorriso ardiloso. — Está pronto para cumprir seu destino?


Notas Finais


Por várias vezes notei como foi injusto o modo como os demais deuses tratavam Hades, e por ele ser rotulado como um deus rancoroso consequentemente ele guardaria bastante rancor dos deuses por não ter sido o rei do universo e ter acabado no submundo... isso na mitologia grega... na minha versão contando a história de Hades ele tem seus motivos para guardar rancor e planejar uma vingança durante anos, e acredito que vocês leitores amantes da mitologia grega já devem ter visto em algum filme de mitologia Hades se rebelar contra os deuses, como em Hércules (Disney) e Fúria de Titãs. Pensando nessa questão de Hades ter sido excluído pelos demais deuses eu resolvi escrever esse conto e se os deuses permitirem, continuar essa narrativa contando a vingança dele a partir do final deste conto.
Espero que tenham gostado <3
PS: Se não for pedir muito, gostaria que dessem sugestões de contos ou o que vcs gostariam de ler sobre Hades e Perséfone <3


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