História Contos de luz e Sombras - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Contos De Luz, Ficção, Mistério, Sombras, Steampunk, Suspense
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Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este é o primeiro capítulo de uma possível coletânea de contos que se passam no mesmo universo mas em tempos e lugares diferentes.
Espero que gostem!

Obrigado pela atenção e tenham uma ótima leitura,

Paulo Reis

Capítulo 1 - Somos Memórias


Fanfic / Fanfiction Contos de luz e Sombras - Capítulo 1 - Somos Memórias

- Ouvi dizer que você veio de fora. - Lady Alice costumava vestir seu uniforme de caçada. Jaqueta de couro com detalhes ornamentais em ouro, havia um encaixe para sua formosa capa de um braço, vinho. Lady Alice provava sua linhagem sanguínea através de sua delicadeza e comportamento refinado, digno de quem nasceu em berço real. Mas apesar de todos os requintes de uma vida nobre, ela tinha gênio forte o suficiente para enfrentar até os mais cruéis dos homens.

- Cheguei recentemente na cidade, Milady e é uma honra poder prestar meus valorosos serviços à mais influente personalidade de nossa sociedade. A propósito, permita-me me apresentar: Me chame de doutor Otto.  - O doutor era um homem misterioso. Andava com roupas elegantes, terno, colete calças e sapatos novos. Pela voz, parecia ser um homem velho, mas era difícil mensurar sua idade, uma vez que andava com sua cartola fazendo sombra por quase todo seu rosto. A única parte evidente em sua face era seu sorriso icônico, que iam de ponta a ponta de sua orelha e passavam a sensação de estar zombando o tempo todo para quem olhasse. A verdade é que o doutor, nunca fora muito conhecido. O que o tornou facilmente em um homem desprovido de passado.

Doutor Otto estava localizado no lado oposto da mesa, próximo a duas serviçais

- Por favor, retirem-se. - Disse Lady Alice dirigindo a palavra às suas empregadas.

- Com licença, vossa milady. – Responderam as duas servas enquanto acenavam e se retiravam.

- Ouvi dizer muito a seu respeito..., entretanto, não por bocas populares.

- Sou um homem de discrição, Milady. – Disse Doutor Otto ironicamente.

- Por favor sente-se. 

- Com todo respeito Milady, mas acredito que não me chamou de tão longe para termos uma longa conversa banal. - Disse Doutor Otto apoiando seu braço direito sobre a cadeira, escorando-se.

- Tem razão... Me diga, porque demorastes tanto para atender ao meu chamado? 

- Estava resolvendo assuntos pendentes longe daqui, foi uma viagem longa. - Disse doutor Otto enquanto se aproximava da Lady Alice, esboçando um leve sorriso.


- Porque isto soa como mentira para os meus ouvidos? – Questionou Lady Maria estranhando a subjetividade de sua resposta.

- Acredito que sejam os maus ventos do Leste. – Disse doutor Otto novamente em tom irônico.

Comumente não se trata de negócios com homens dos quais não confiamos a palavra. - Indagou Lady Alice, sentada em uma cadeira no meio de uma enorme sala cheia de armaduras, quadros de guerreiros que retratavam episódios históricos do povo de Middland, frente à uma mesa de metrô, completa de fim-a-fim com comidas típicas de nobres.


- Comumente não se trata de negócios com seres de espécies das quais o povo desconhece. Mas cá estamos nós. Pessoas fora do comum. - O doutor então se aproximou da Lady Alice enquanto respirava fundo, como se quisesse degustar o aroma dos aperitivos ali presentes.


Alice, apesar de ter estado surpresa com a alegação do doutor, esboçou um sorriso para aquele que demonstrou conhecer seu maior segredo.
- Olha onde a loucura e o desespero nos fizeram chegar. - Lady Alice, recitou em tom irônico, logo antes de beber sua taça de vinho.


- Conte-me, o me levou a ter com a Milady? - O Doutor demonstrou-se impaciente, frente à toda situação.


- Sabendo quem eu sou, sabe também que não é fácil me matar. Preciso que providencie o que for necessário para que isso ocorra ainda está noite.
- Está me pedido para cometer homicídio?
- Não senhor, estou pedindo para me ajudar a cometer suicídio. E sei que o senhor tem o que é preciso.

O doutor ficou sem responder por um instante, sua risada desvairou-se e então surgiu um esboço de expressão mais séria.
- O que foi senhor? Algum gato comeu a sua língua?
- Lady Alice, espero que entenda o que estará prestes à fazer.

- De certo, estou plenamente ciente do que isto tudo significa, mas os fantasmas de meu passado me atormentam todas as noites. Ainda que o sangue em minhas mãos tenha significado uma doce vingança por tudo o que fizeram ao meu povo, isso não justificou em meu ser os inocentes das quais ceifei. – Disse Lady Maria desconsolada e demonstrando nos adornos de sua face toda a dor que passara.

- Está me dizendo que pretende encontrar na morte, a paz? – Questionou doutor Otto. – A senhora conhece a verdade Milady... Pode ser a primeira vez que nos vimos, mas fostes uma caçadora como eu em tempos de guerra. Você viu o quê há do outro lado, apenas o vazio. – Argumentou Otto tentando fazer a Lady Alice mudar de ideia.

- Eu não lhe dei intimidade para questionar a minha decisão. – Disse Lady Alice com voz firme, e ao mesmo tempo nervosa como se estivesse escondendo algo.

- Com todo respeito Milady, mas não há redenção para pessoas como nós. Se for apenas isso que deseja, que passe bem em sua vida longa. – Disse Otto acenando com o chapéu e virando as costas.

- Espere... – Disse Lady Alice refletindo se deveria ou não revelar seu segredo.

- Pois não?

- Não é somente sobre uma redenção... é sobre ter uma audiência.  – Disse Alice de forma contida.

Doutor Otto passou à esboçar um sorriso sádico e de fascínio pelo o que ouviu.

- Nunca achei que fosse ouvir isso em vida. – Doutor Otto então virou-se imediatamente para Lady Alice e prosseguiu dizendo. - Me fale mais sobre a sua “audiência”.

- Você sabe quem eu sou e de onde vim, meus últimos sonhos tem me atormentado, mas mais do que isso... foi uma mensagem. Uma mensagem me dizendo sobre o que está por vir. E só há uma maneira de responder à esta mensagem. – Disse Lady Alice cerrando os pulsos.

- Pois bem, e o Lorde Viktor? Como espera que ele reaja à sua morte?

- Isto é um assunto particular e não cabe ser de conhecimento de pessoas estranhas. – Disse Lady Alice irritada pela ousadia de Otto.

- Pois bem... quando poderemos começar? – Perguntou o homem misterioso enquanto acendia seu cigarro com um sorriso asqueroso e maléfico.

No quarto da antiga caçadora, havia uma carta sobre o criado-mudo.

Meu amor,

Quero que saiba que eu não via outro jeito de resolver meus pesadelos. Eles me atormentam desde de nossa missão em Komdo, no qual jamais esqueci do que vimos e fizemos. Mas, desde o dia que eu tive uma visão do meu povo, eu vi uma esperança de reverter todas atrocidades que cometi e seguir em frente.

Espero que entenda as minhas escolhas e quero que se lembre das minhas palavras:

 

Somos memórias em uma noite de sonho eterno.

Quando despertar, me encontre.

 

Com amor,

Alice


Notas Finais


Como disse anteriormente, este é um dos contos relacionados ao universo de luz e Sombras. Universo este que tenho orgulho de dizer que tive como inspiração as obras de Hidetaka Miyazaki e Lovecraft. Haverão ainda diversos personagens e acontecimentos à serem exporados, que irão de encontro à um grande evento futuramente. Prestem atenção em tudo o que foi dito pois isto servirá futuramente.

Espero que tenham gostado e até mais!


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