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História Contos de razão e instinto. - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olá novamente, seres humanos, ou não, que podem estar a ler aqui. Retornamos então com a história dos gatos diretamente de onde paramos no capítulo 3, espero que gostem. ^-^

Capítulo 7 - Capítulo 6: O conto das terras gélidas:


      O conto das terras gélidas:

Era uma vez, um reino distante de terras geladas, humanos e bestias viviam em quase harmonia, cada um em seus lados cada um em suas divisões....Porém os animais, melhor dizendo os gatos, possuíam habilidades de se alongar e rodopiar e saltar ao som de doces melodias, este tipo de dança nunca antes fora visto por humano algum, e estes ardiam em certa inveja.

Foi então que o rei, tocado pela elegância e beleza dos gatos passou a cobiçar seus talentos. Ele então pede ao mais sedutor de seus serventes, o escolhido era um belo artesão e muito admirado dentro do palácio, para que seduzisse uma das gatas e a fizesse revelar o segredo de seus passo.

O homem parte pela noite fria adentro, e sobre o gelo firme de um lago congelado, ele encontra uma gata, seus pelo brilhava a lua, seus olhos refletiam o céu, seu corpo esguio se apoiava apenas em um do pés, bem na ponta dos dedos, enquanto a outra perna voava firme e estática na lateral de seu corpo, seus braços erguidos e esticados, até seus dedos traziam um tom suave e delicado a pose, ela rotaciona lentamente os braços e seu corpo suavemente segue, ela girava lenta depois rápida e novamente lento, era a visão de um ser celestial sob a luz da galáxia.

O homem não pensou duas vezes, sua aproximação foi rápida e certeira, devido a ingenuidade da gata que de pronto se apaixona pelo mundo humano, e pouco a pouca se apaixona pelo homem também.

Ele promete que ficarão juntos quando ela contasse o segredo da sua dança, ela hesita, mas depois de tanto insistir ela não pode resistir a seus encantos, vivendo dentre os humanos ela acaba os ensinando, e estes reproduziram de sua forma os passos. A gata não via maldade porém os outros gatos a viam como uma vergonhosa traidora, revelou seu nome, distorceu a sua maior graça para que com ela os homens pudessem contar suas histórias. O humano não era nenhum mágico, mas com um poucas palavras, certeiros feitiços ele havia a transformado em humana também.

Envergonhada e em desgraça ela parte pelo gelo, vai até seu ponto alto perto da lua, ali implora por seu perdão, ela dança, gira, salta, chora e se entrega, se entrega de tal forma que em seu último passo, na ponta ela bate as pontas em postura perfeita e ali se deixa ser engolida pela escuridão gélida do abismo...

O artesão de fato amava a gata, e este estava a produzir uma caixa, uma caixa que tocaria as doces melodias, que por engrenagens faria a dançarina, em uma das poses favoritas da gata, girar e com esta caixa a pediria em casamento...Porém quando soube de sua morte entrou em loucura, e desconcertado culpou a si e ao rei e o fez prometer, como forma de pagamento por seus serviços, que batizasse a dança com o nome de sua amada, a doce filha da lua, sua amada Ballet.

Meia noite estava cada vez mais maravilhada com sua protegida, ela estava garantindo que ninguém tocasse na pequena gata, mas não sabia por quanto tempo conseguiria protege-la, mesmo sabendo de tal Jemina nunca parecia ter medo, ela ficava no sótão a noite toda se alongando girando até suas pernas tremerem, e sempre com tanta delicadeza e amor, era visível que ela estava apaixonada em seus próprio movimentos, Meia noite achava tal tão adimirável, sentia uma onda elétrica por seu corpo cada vez que botava os olhos naquela exuberante figura branca.

Jemina no início da manhã, hora de dormir, Jemina se esgueirava para fora de seu quarto e se deitava ao lado da gata negra, esfregando a cabeça ela ronronava baixo e se encolhia em alegria.

_Não deite comigo, minha cama é suja. -Reclama Meia noite.

_Se tem você, está perfeito!-Exclama Jemina.

_Você não deveria estar tomando seus remédios? E usando sapatos? O pelo dos seus dedos estão até desgastados...-Comenta Meia noite.

_Remédios é pra homem ver, eu não quero que humano algum bote os olhos em mim! E eu tenho que dançar com as patas no chão, para sentir melhor a energia que vem da terra...

_Já disse que é estranha?

_Todo dia...

As duas ficam em um longo tempo de silêncio, Meia noite se sentia exausta, mas sabia que algo viria, Jemina tinha a bizarra mania de falar depois de longos períodos de silêncio, uma das manias que Meia noite se divertia em conhecer.

_Sabia que um homem roubou nosso estilo de dança? Em troca de "amor", uma pobre coitada traiu os gatos...

_E o que mais? Parece importante. -Meia noite incentiva.

_Gato que morre como gente não pode renascer, humanos não se importam com isso...

_Como assim...

_Quando sairmos juntas daqui, e você conhecer os meus vai entender...

_Não haja com tanta maturidade, me faz sentir além de velha burra. -Meia noite fala em tom infantil.

Jemina não responde, ela se espreiguiça e calmamente adormece, a gata negra sorri e acena a cabeça em negação, se ajeitando levemente ela se junta a outra em seu sono.

Meia noite sonhou, sonhou com os seus tempos de filhote, sonhou com a fome, o medo e se desespero, sonhou com as primeiras vezes que foi machucada, quando conheceu de fato o gosto da vida. Ela arranha a cama ainda em sonolência em busca de seu pequeno reconforto....Porém não o acha. Meia noite desperta em susto seus olhos se abram tão depressa que doem com a luz, ela se levante desesperada tentando sentir algum cheiro, buscando alguma pista, ela tropeça pelos corredores, as gatas resmungam por sua brutalidade. A gata negra corre sótão acima e seu coração palpita e quase para, mas com sorte a gatinha branca estava se alongando tranquilamente no chão, a cauda de Jemina se arrebita em alegria, ela não parece compreender a preocupação de Meia noite.

_Não suma assim! Me matou de susto! -Resmunga.

_Você devia aprender a andar com leveza, parece que se pode desaparecer...

_Desaparecer parece bom...

_Só vez ou outra....Venha se alongar comigo.

Jemina muda de assunto tão facilmente quanto podia se esticar e tocar o peito ao chão com as pernas totalmente separadas, Meia noite gostaria de tentar, ela então, caminha para mais perto porém um passo talvez em falso, talvez azarada, uma dor absurda em sua perna a tomou novamente, seu corpo falha e com um baque ecooa na madeira do piso. Jemina estremece e rapidamente vai ao socorro da tutora, ela apoia o queixo sob o da gata negra em um gesto de carinho, mas também a incentivando a levantar.

_Sua perna...

_Ah essa coisa inútil! Está tudo bem pequena não se preocupe, é só alguma coisa me comendo por dentro. -Zomba a gata.

_Não vai poder dançar comigo então? -Jemina diz demonstrando como isso a afetava.

_Você faz melhor mesmo.

Meia noite se acomoda sentada no chão, abana a cauda de forma bemn lenta aguardando Jemina dançar, a gata porém se aproxima do rosto de Meia noite, tão focada que parecia ler cada piscadela de seu olhar, os olhos de Jemina eram tão brilhantes haviam tantos sentimentos tantas estrelas que pareciam cair e refletir, seus curtos bigodes sacodem, ela parecia dizer muito sem falar nada, Meia noite começava sentir uma estranheza em si, uma certa saudade apertava em seu coração, porém ela não sabia dizer de que, era como se desejasse algo que outrora nunca teve. E ainda assim, de certa forma ela sabia, esses sentimentos cresciam em sua mente como palavras.

_Na noite tempestuosa, quando tetos se abrirem, e morrer a última rosa, não precisa temer, não há porque chorar, pois sozinho nunca há de estar, pois mesmo na noite mais escura eu cantarei por ti, e meu espírito contigo há de seguir...

A melodia cantada era doce, suave e quase lírica, e de certa surpresa ela provinha de uma Meia noite que, mesmo com um grande sorriso não podia conter as lágrimas, o aroma da água salgada se mesclava a uma imagem quase vívida de uma enorme chuva, que batia contra um telhado esburacado, o suave calor em contraste com o frio, e por fim a imagem sorridente de uma bela gata negra cujo o focinho possuía uma única mancha branca.

_A minha mãe...Ela cantava isso para mim, sempre que eu tinha medo...Pensei que nunca já havia esquecido.

Jemina toca o lado esquerdo do peito de Meia noite, e com um olhar serene diz:

_A mente esquece, mas o coração de um gato nunca esquece.

Meia noite sorri por alguns segundos, mas algo na atmosfera muda, o gosto doce se torna azedo e amargo, não importava o sentimento nostálgico que lhe tomava, a sua realidade não condizia com este sentimento, e de certa forma tais memórias somente ampliavam sua dor. Ela enxuga as lágrimas da face e com certa raiva se levanta, a gata menor ainda confusa deita a cabeça confusa.

_Talvez fosse melhor esquecer...

_Meia noite? -Chama Jemina. -Sua voz é linda, cante para mim mais vezes.

Meia noite acena escondendo um sorriso sarcástico. Ela vai até a varanda do casarão e observa a rua, morar tão perto da Valery street seria ruim para qualquer um que não imerso na mais profunda podridão daquela sociedade, do modo estranho o olhar de sua mãe, como se lembrara, era muito semelhante ao de Jemina, bem talvez essa fosse apenas a forma como imaginara, não era possível se lembrar do olhar de quem mal se lembrava a face, não gostava de pensar sobre a vida que teve fora do casarão, ou mesmo sobre sua mãe, elas viveram poucos anos juntas, e no fundo Meia noite sabia que só destratava os pensamentos sobre sua mãe para não se torturar, afinal quem não desejaria uma vida diferente? Irritada ela acendeu um cigarro.

_Você divide?

_Estamos fechados... -Meia noite diz para um jovem raposo parado em sua frente.

_Não me entenda mal, eu só quero um cigarro.

Meia noite estende um cigarro para o raposa que aceita sentando em um degrau abaixo da gata, Meia noite observa a criatura perto de si, rondar o mercado pareceia uma tendência entre os novos predadores ou algo de tipo, ela não podia deixar de ficar curiosa sobre como funciona a cabeça de uma besta selvagem, seus instintos não funcionavam tão agressivamente, talvez o erro dos gatos tenha sido se aproximar demais dos humanos, confiança se tornando tolice que clichê.

_Dia difícil? -Pergunta a raposa.

_Vida difícil.

A raposa sorri e inala a fumaça calmamente, o olhar da criatura para a gata era impassivo, e de certa forma, vindo de um macho era o melhor que já recebera.

_Está esperando o mercado abrir? -Questiona Meia noite.

_Nah! Eu gosto de frutinhas. -A raposa sacode um saquinho de amoras. -Meia noite o encara intrigada. -Um coelho me deu.

_Conta outra! -A gata ri até quase se engasgar na fumaça.

_Acredite no que quiser. -A raposa retribui a risada e morde uma das amoras.

Pelo alto som das risadas e tossidas do lado de fora, Jemina é instigada a sair em procura da que considerava a gata sábia, e ao ver a cena não parecia muito feliz, lentamente suas orelhas iam para trás.

_Parece que essa é minha deixa! Sua amiga não está muito feliz comigo...Então bye bye.

Sem dar tempo para que Meia noite respondesse a raposa se vai, ela se vira a Jemina cuja a face era sem dúvidas de certo ciúmes, a gata negra não podia deixar de sorrir.

_ Macho estranho.....Vamos pequena, o sol está baixando e eu tenho que esconder você.

Aquela noite tinha tudo para ser só mais uma, estressante, repugnante, porém sem empecilhos. Meia noite nunca soube quem ou porque, porém naquela fria e simplória noite, entre um serviço e outro, havia uma grande confusão na entrada do casarão, ela ouvia um grande sooar de vozes, para a gata não era incomum, mas de uma forma macabra algo a chamou atenção...Era a voz de Jemina.

Meia noite correu ignorando as fêmeas da espécie que reclamavam e os homens nojentos que ali falavam, ela foi o mais ráapido possível para a entrada, e de forma infeliz lá estava sua protegida, sibilando alto enquanto tentava se desprender das mãos de um senhor, o home por sua vez reclamava a Madre pelo mau comportamento da gata que insistia em o arranhar. A expressão dolorida e desesperada de Jemina fez com que o coração de Meia noite se torcesse até sangrar.

_Aqui está você! É desta forma que anda cuidando dessa garota? Deixando ela rebelde?

_Madre...Ela não está pronta!

_Todas as outras novatas estão! Quer que eu acredite que você é tão boazinha desta forma?

Meia noite não responde, suas perna bambeiam seu corpo se encolhe, ela se sente insegura.

_Eu pensei que fosse esperta! Eu lhe dei a oportunidade da sua vida! Tudo que precisava era mandar ela fazer o seu trabalho e pegar parte do dinheiro, você logo estaria livre da vida que considera miserável como a sua tutora fez! -Madre esbraveja.

Meia noite acuada sente faltar o ar, ela matava seu passado todo dia para tentar sobreviver, para tentar se manter sã, essa vida que tanto odiava, era como arder na própria morte.

_Eu nunca faria isso! Escolheu a gata errada Madre! Ela é muito melhor que eu, melhor do que você!

_É sobre moralidade que quer discutir? Dignidade não serve para nada nesses dias! -Mas bem já discutimos demais na frente do cliente, mesmo que eu a poupe hoje...Você sabe o lugar dela, e é o mesmo que o seu! Pode levar.

A gata branca grunhi e fdirma as patas no chão enquanto é brutamente arrastada, ela olha para Meia noite com medo e lágrimas no olhar, Meia noite não podia suportar mais toda aquela cena.

_Pare! -Grita.

_Meia noite, já chega disso.

_Não Madre...Eu vou compra-la!

_O que está dizendo?

A gata negra corre ao seu quarto e retorna com um pequena caixa de música, ao abri-la uma doce melodia toca, mas o que de fato era importante era o dinheiro dentro dela, guardado por anos para quando conseguisse mudar de vida.

_Uma gata comprando outra gata? -A gata velha zomba.

_Não quer o dinheiro? Aqui tem mais do que você vai receber com ela em anos.

A gata velha toma o dinheiro e metodicamente o conta, um sorriso sinistro se forma em sua face, ela sacode o dinheiro e empurra com toda sua força a gata branca para cima de Meia noite.

_Faça como quiser....-A gata velha sorri maliciosamente.

Meia noite segura o corpo trêmula da pequena gata, esta murmura algo sobre como Meia noite não deveria ter feito aquilo, mas a gata mais velha nem poderia a deixar cogitar qualquer outra coisa que seja.

_Vamos lá para fora, sim? -A gata pede com ternura na voz.

As duas caminham coxas para a noite a fora, o corpo de Jemina tremia a cada passo dado, seu choro era incessante. Elas caminharam, apressadas dentre o comércio ilegal das noites bestiais, lentas por entre a vida noturna comum, até chegarem em uma parte de um pequeno bosque com a vista para um pequeno lago congelado. Meia noite se sentou na neve com Jemina, a pequena fêmea não mais chorava porém sem rosto estava vago, límpido de expressão.

_Jemina...

Jemina virou seu olhar branco para a gata negra, havia uma dor ali nunca antes vista, era como se parte da cerâmica de inocência de seu ser havia sido rachada, por sorte ainda não estava quebrada. Jemina olhou para as mãos de Meia noite que por algum motivo ainda carregava a pequena caixinha de música, quando a gata negra reparou na situação esta imaginou que Jemina faria algum comentário sobre o dinheiro, porém esta a segurou nas mãos e com um meiguice sôfrega finalmente fala:

_A caixa de música é esculpida a imagem dos gatos, onde o amado sempre representaria a dor e a graça da Ballet, a verdadeira essência de uma bailarina.

_É lindo...

_É triste...Me diga uma coisa Meia noite?

_Claro, o que você precisar... -Meia noite suspira.

_Você pagou a minha dívida....De uma certa forma...Então, isso significa que estou livre?

_Tão livre quanto a lua...

_A lua não é totalmente livre...

As duas se calaram, a lua brilhava alto no céu, o vento uivava gélido, a noite estava limpa, e bela demais para pertencer a este mundo, talvez de fato não pertencesse, Meia noite absorvida pela lua notou seu ponto alto "É meia noite" riu sozinha enquanto pensava e se perguntava se Jemina também sabia, ou se soubesse se riria também.

_Meia noite, eu estou livre...Mas como a lua não sou totalmente livre, me sinto presa a ti, preciso que vá comigo!

_O que quer dizer? -A gata negra arregala os olhos confusa.

_Fuja comigo! Eu quero lhe mostrar o meu mundo, os meus sonhos, a minha esperança... -Os olhos de Jemina brilham.

_Jemina não posso....Eu devo muito a Madre...

_Eu sei quem pode ajudar...Eu só não podia sair para procura-lo, não nos preocupemos com isso, só venham!

Jemina se levanta segurando as mãos de Meia noite, seus olhos reflexos do univeros, sua alma em órbita, sua cauda abanava, suas orelhas sacudiam, Meia noite via ali esperança, seu coração palpitava de desejo, a vontade de experimentar, sair da trilha nunca era o caminho mais seguro, mas as vzes a vida precisa de certo tempero, de certo risco.

_Eu vou! Pelos meus deuses eu vou!

Jemina envolveu Meia noite em um abraço, e com um sorriso doce a guiou pela mão, a gata corria com os olhos quase fechados seu coração sabia para onde deveria ir, onde era de fato seu lugar. Elas correram e andaram muito, mas pareciam não chegar em lugara algum, quando Jemina começou a desacelerar ela olha para Meia noite e com um aceno caminha para dentro de um beco, lá havia o que se parecia um teatro abandonado, era um estilo clássico com pilares desgastados e uma grande porta de madeira. Jemina tomou alguns passou a frente e em plenos pulmões, como o mais esculpido dos anjos se pôs a cantar:

_Na noite tempestuosa, quando tetos se abrirem, e morrer a última rosa, não precisa temer, não há porque chorar, pois sozinho nunca há de estar, pois mesmo na noite mais escura eu cantarei por ti, e meu espírito contigo há de seguir...

A porta se abre e um coro ressoa, Meia noite não sabia dizer se alguém estava de fato cantando, o som parecia vir do momento, Jemina estava em casa, era visível em seu olhar que a lua perdera rapidamente sua órbita, livre para vagar, flutuar e seguir seu caminho, ela olha para trás por alguns segundos convidando Meia noite para estar ao seu lado, Meia noite se aproximou ela própria se sentia agora como a lua, como um satélite circundando uma nova realidade, ela mal podia distinguir as silhuetas que de ponta em ponta se arrastavam para mais perto, não podia usar o mínimo de sua razão para pensar sobre a loucura que era fugir de Madre, a insanidade que era seguir um filhote para os fins do mundo, loucura que fosse aquela cena que se pintava lentamente, sob a luz do luar a ecoar o coro dos gatos, a possibilidade de uma nova vida, trazia o calor necessário para derreter toda neve daquelas terras gélidas.


Notas Finais


E terminamos, esse capítulo proveio de um enorme bloqueio então não está como eu gostaria, mas vou trabalhar melhor, espero que mesmo assim tenham gostado é perdoem qualquer errinho. Se gostaram do capítulo e quiseram interagir fico grata, é isso então nos vemos na próxima.


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