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História Contos do DCG - Capítulo 1


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Notas do Autor


This story was written by students who witnessed such events, and has been translated into dramatic memories for the pure entertainment of others, enjoy while you are still alive.

Capítulo 1 - Tiros no escuro


Era uma noite fria de verão, as luzes jaziam suas formas sobre o chão de terra atrás do Niate, o mato alto e mal cuidado crescia sobre as estruturas, mas ela estava alí em pé, seus cabelos claros absorviam toda a luminosidade para si, ela parecia chorar, suas mão levadas a o rosto, tentava gritar mas não conseguia, e a frente dela a uns metros três pessoas poderiam ser distinguidas na escuridão, pareciam calmos, o choro da garota não os abalavam.

Foi então que dá escuridão um estalo de fogo ocorreu levando o projeto até a garota que caiu se ajoelhando e depois pendeu para o lado, o mato se deitou com ela, o  boraco que tinha em sua testa espirrava bastante sangue, transformando a coloração de um verde até um vermelho, e foi naquela noite que sem explicação aparente uma jovem foi brutalmente assassinada atrás de um dos prédios da universidade.


[...]


Sua inconsistência era nítida pelas vezes que ela arrumou e arrumou novamente suas coisas na bolsa, ela não sabia se iria precisar de mais de dia cadernos de uma única matéria, mas mesmo assim levou-os consigo, no caminho ela tentava escutar suas músicas mas Flume não parecia querer a deixar tranquila, tirou seus fones e tentou se concentrar no caminho até a universidade, era seu primeiro dia de aula lá, não conhecia ninguém do curso que escolheu, insegura com o caminho ela liga pra seu namorado, ele parecia não atender, ele sempre fazia isso, era a coisa que ela mais odiava ele, ele atende no último segundo da chamada, ela :


-Eu estou no caminho já amor, tô achando bem demorado esse caminho, ainda mais com essa ansiedade toda.


-Eu sei eu sei, acho que tô chegando já.


-Não não sei onde descer mas vou tentar acompanhar alguém na descida.


-Tá certo, beijos, vou desligar.


Parecia estar bem próximo de onde ela viu pelo maps, o ônibus começou a contornar a universidade, ela logo desceu na parte de trás da universidade, na parada do maior prédio, era o CFCH ( centro de filosofia e Ciências Humanas), ela foi até dentro dele para pegar informações de onde seria as aulas dela, entrou e falou com uma das tias que estava atendendo na recepção:


-Bom dia moça, a senhorita sabe em que andar acontece as aulas de geografia?


A moça a respondeu com educação:


-Você é novata né, primeiro período ?


-Sim


-Não são nesse prédio, fica no CFCHinho, bem ali na frente.


Ela apontou para um prédio azul no fundo da visão delas, não parecia ser tão longe , ela agradeceu pela informação e caminha até o local indicado, existiam vários prédios que provavelmente seriam destinados a aula, ela passou pela frente de um, que observou bem e julgou velho, ela anda pelo caminho de pedras até chegar a uma pista principal ainda dentro da universidade, ela espera alguns carros passarem e atravessa, parecia haver bastante gente, ela já estava chegando perto do prédio, era quadrado e bem alto, deveria haver de dois a três andares, ela não sabia a quantidade de gente que frequentava o lugar mas julgou haver gente demais.

Havia uma multidão, todos aglomerados, parecia ter acontecido alguma coisa, foi aí que a garota então percebeu os carros da polícia estacionados a sua esquerda, ela então começa a se aproximar mais, entra no meio da galera e vê fitas que impedia a passagem para a parte de trás, estava curiosa, e as pessoas não parecia saber o que estava acontecendo, um garoto parecia ir pela parte do meio do prédio, ela num súbito de curiosidade segue-o, ele passou pelo meio de uma área de convivência com árvores e bancos, ele parecia não perceber que a garota o seguia, ele ia com calma para ninguém ver e ela para ele na ver, ele chegou até a parte de trás do prédio e se esgueirou pela parede, a moça chegou por traz dele e se esgueirou também, ele teve um susto e sussurrou para ela: 


-O que será que aconteceu lá ?


Ela então avança mais um pouco e se depara com a cena, os investigadores estavam tirando fotos do mato das paredes, havia uma garota loira de pele branca e ensanguentada, morta sobre a grama alta, a menina teve uma leve congelada, ficou horrorizada com o que estava vendo, mas não conseguia parar de olhar, o menino que estava atrás dela perguntou:


-Você conhece ela ?


-Não sei quem é, é meu primeiro dia aqui


Puxando ela para trás o garoto fala:


-Precisamos ir, antes que alguém nos veja aqui, foi um crime, não podemos estar numa cena de crime.


Ela volta e eles vão com cautela para junto da multidão novamente, as pessoas estavam se perguntando o que aconteceu, até uma garota descer as escadas que dava para as salas gritando e chorando, dois meninos tentava segurá-la mas era impossível, ela parecia estar incontrolável:


-Ela era minha melhor amiga, porque fizeram isso com ela? - gritava e se perguntava a garota.


As pessoas começaram a entender a situação e a comentarem, ficaram em Pânico até chegar um funcionário do prédio e com uma frase dispersar as pessoas para as suas salas:


-Vamos alunos, todos para suas salas, não tem o que ver aqui são oito horas já.


As pessoas começaram a resmungar e subir a escadaria, a garota foi até a lista que tinha num quadro e procurou seu nome nos alunos do primeiro período e achou. Gisela Barreto e Silva, turma confirmada para as aulas de geologia, ela confirma a sala 201 e sobe a escadaria até o segundo andar, procura a sala e depois entra, sua tia quem ministrava as aulas de geologia, quando ela entra todos já estavam sentados nas bancas, ela procura uma na parte do meio e falha, mas havia uma perto do birô da tia, e ela senta lá, faz um aceno para ela e abre seu caderno, ela deveria saber tudo sobre o que iria acontecer, mas acabará de ver uma pessoa morta, e ela estava achando que ninguém ali sabia sobre o tal acontecido, apenas ela e aquele garoto misterioso, era uma turma pouco numerosa, uns 35 talvez, não importava, ela só queria terminar aquela aula e ir respirar em algum lugar, e assim fez.

Quando a aula acabou, saiu e foi para a parte de trás do prédio, não havia mais corpo nenhum, nem sinais do sangue que cobria as paredes, estava molhada e com um pouco de sabão ainda, ela toca e sente escorregar os dedos, de trás dela ecoa uma voz:


-Eles limparam tudo, parece que não deixaram rastros.


Era o garoto, ele se aproximou e sentou no chão numa parte que estava seca, Gisela então diz:


-Para não causar pânico?


-Talvez.


O garoto se levanta num súbito e então diz:


-Qual seu nome ?


A menina se sentiu livre de dizer quem era:


-Gisela, e o seu ?


-Rodrigo, prazer em conhecer você.


Eles ficaram em silêncio por algum tempo, se perguntando talvez sobre o acontecido, até que Gisela fala:


-Se eles não sabem sobre isso, como aquela garota estava gritando sobre o que o ocorreu? 


Com uma cara de dúvida Rodrigo responde:


-Talvez devêssemos perguntar a alguém sobre isso, eu não vou conseguir dormir a noite pensando sobre isso.


Gisela assentiu com a cabeça e eles foram para o lobby, havia poucas pessoas já, pareciam ter esquecido que a duas horas atrás estava cheio de curiosos, as pessoas pareciam não ter informações, alunos de diversos cursos de graduação estudavam lá, Rodrigo aproxima-se de um garoto e senta ao seu lado, Gisela caminha e senta a frente deles numa mesa branca, mais parecia com mesas de picnic, eles pareciam já se conhecer, Rodrigo pergunta:


-Você soube da garota que morreu lá trás?


O menino faz uma cara de surpreso, abrindo bem os olhos e fala:


-Então foi uma garota dessa vez ?


Aquela frase parecia ter entrado numa ferida de Gisela, não podia ser, era normal isso acontecer por lá? Como pode ser tão insensível de ter ido ver um cadáver, e como as pessoas poderiam achar normal a morte de alguém, ainda mais profanar como se fosse só mais uma.

Ela então pergunta quase tremendo:


-Como assim "dessa vez" ? 


-Vocês não sabem? 


-O que a gente deveria saber ?


O garoto coça a cabeça meio que se saindo da conversa, ele esboça uma reação de algo que ele não deveria tá fazendo e então diz levantando-se e indo embora:


-Vocês deveriam falar com alguém do DCG, não cabe a mim explicar isso a vocês, nem sou de Geografia.


Ele vai embora em falar mais nada, sobe a escadaria e some, Gisela e Rodrigo se entre olharam e ficaram se perguntando o que tinha acabado de acontecer, eles vão para frente do CE ( Centro de Educação), onde aconteceria a próxima aula, Gisela achou que deveria perguntar a sua tia sobre o acontecido, ela pega seu telefone e tenta mandar mensagens, mas a sua internet não estava funcionando, ela respirou fundo e guardou seu telefone, sem saber para onde ir ela só seguia Rodrigo, uns dez minutos depois anunciaram que não haveria aulas de educação nas duas primeiras semanas de aula, ela liga para seu namorado mas estava fora de área.

Sem saber o que fazer, ela decide ir para casa, era a sua única opção, não conhecia ninguém nem muito menos os lugares, mas a ideia de ir para casa simplesmente a deixava mal, então perguntou a Rodrigo:


-O que você vai fazer agora?


-Talvez procurar saber o que é o DCG


-Eu não faço a mínima ideia também.


Eles tentaram descobrir o que a sigla significa, eles vão até a moça da recepção do CFCH, onde mais cedo Gisela pediu informação, e perguntaram a ela:


-A senhorita sabe onde ou o que é o DCG?


Com um sorriso ela respondeu:


-Sexto andar, podem subir pelos elevadores.


Eles esperaram por mais informações, porém ela já se voltou a falar com outras pessoas, eles perceberam que só era aquilo e que deveriam subir para descobrir, esperam o elevador na fila, quando ele chegou, entraram e pediram a mulher que apertava os botões, que iriam descer no sexto andar.

O elevador parou no segundo e no quarto andar, quando chegou no sexto eles saíram, logo se depararam com uma placa do curso de geografia, nela estava gravado " DCG - Departamento de Ciências Geográficas" , era isso, até quem não foi tão difícil, agora eles estavam numa preocupação meio estranha, queriam saber sobre a morte, as salas estavam vazias, outras fechadas, mas em um banco bem distante tinha uma garota, cabelos curtos ao vento, pele clara, o tanto que iam se aproximando percebiam suas sardas que montava a coexistência de sua paisagem, Gisela parecia encantada, pensou já ter visto ela em algum lugar, o tanto que se aproximavam mais ainda percebeu que era ela, Emília Novaes, famosas entre os jovens e os idosos antenados, ídolo teen, conhecida por seu nome artístico Milla Star, protagonizou novelas como " Caminhos do Amor ", filmes como " O brilho só sucesso", mas só hitou mesmo na sua carreira musical, com o álbum " A lição vai aprender ".

Rodrigo parecia não conhecer, mas Gisela já tinha ligado os pontos, a artista tinha sumido dos holofotes a um tempo, por um período as pessoas procuravam ela para saber o que ela estava fazendo, mas depois de cinco meses, ela já tinha virado uma subcelebridade, eles se aproximando dela, ela estava lendo um livro, Gisela a interrompe falando:


-Milla Star não é?


Ela olha para a garota e baixa o livro, e com educação responde:


-Emília, Emília Novaes, esse é meu nome.


-Me desculpe eu não queria lhe ofender.


-Tá tudo bem, não me ofendeu, mas por acaso vocês sabem o porque não tem ninguém da administração do curso nas suas salas?


Rodrigo responde um pouco encabulado com a situação que se desenrolou: 


-Também queremos saber, o que você faz aqui ?


-Preciso de um documento do curso para poder fazer umas coisas pessoais aí.


-Entendi - Conclui Rodrigo.


Gisela tava com dúvidas de o que uma garota famosa como ela fazia numa instituição de Ensino superior, ela não exita e pergunta:


-O que? você aqui?


-Mas eu já não disse, estou aguardando alguém para pegar um documento.


-Não isso, o que você faz na federal? Não devia tá gravando alguma novela por aí?


Emília ignorou a pergunta, levantou-se e foi em direção aos elevadores, Gisela se arrependeu de como falou e tenta arrumar a situação:


-Me desculpa, eu só não entendo, como uma garota famosa e rica como você tá fazendo aqui


-Me poupe desse interrogatório.


Uma moça sai de uma sala perto do elevador que antes estava trancada, ela vê as garotas e se surpreende, corre até o elevador, como se estivesse fugindo deles, Gisela apressa o passo e grita:


-Ei espere, queremos falar com você.


O elevador chega num apito e ela entra, fica apertando desesperadamente o botão do térreo, Rodrigo chega primeiro, e quando o elevador quase vai fechar ele põe a mão, parando o fechamento, a mulher que estava dentro estava apavorada, ela empurra Rodrigo para fora e o elevador fecha de vez, Rodrigo cai no chão com a força do empurrão da moça, as meninas levantam ele.

Um barulho muito forte vem de cima deles, como um desmoronamento, mas eles escutam direito, era de dentro do elevador, ele descia com tudo, eles sentem o cabo saltitar solto, o som para com um estrondo ensurdecedor no térreo, o elevador tinha se soltado e caído, Gisela sentiu seu coração bater muito forte, num súbito de medo e pavor, Emília e Rodrigo começaram a correr para a escadaria, Gisela continuava ali paralisada de medo em frente a porta do elevador fechada, logo a porta se abre, ela se aproxima, e esgueira-se sobre o boraco, ela podia ver o fogo lá em baixo e fumaça logo subiria, ela desperta e se dá conta do que tinha acontecido, corre pela escadaria, uma longa corrida até o térreo, as pessoas estavam em pânico, todos descendo, o alarme de incêndio soava muito alto e sem parar, os alunos saiam de suas salas, todos molhados e segurando suas coisas, gisela chega ao térreo e já havia pessoas com extintores apagando o fogo.

Ela procura Rodrigo e o vê bem próximo ao elevador destruído, o chão estava todo rachado e cheio de poeira, pedaços do elevador e cabos, ela vai até ele, alguns minutos, bombeiros chegam para cortar as ferragens, mais alguns minutos depois vê-se a notícia de que não havia ninguém dentro na hora da queda, os três se entreolharam sem fazer o mínimo de sentido algum, eles viram a mulher entrar, empurrar Rodrigo, algo muito errado estava acontecendo naquela universidade e isto se podia afirmar, eles foram praticamente arrastados para fora do prédio, se juntaram na rampa bem em frente dele, sentados lá Emília fala:


-Há algo de muito errado nesse lugar.


Gisela comentar:


-Essa não é a primeira vez que presenciamos momentos estranhos nesse lugar, uma garota morreu a quase 5 horas e ninguém sabe ou comenta sobre isso.


Rodrigo então finalmente fala:


-Eu senti as mãos dela, ela me empurrou, ela estava lá, não é possível.


As coisas pareciam ter tomado proporções sobrenaturais, sem explicações as garotas e Rodrigo castelavam sobre os acontecidos, pareciam perdidos sobre o sol do meio dia, não estavam se importando com ele, só queriam saber o que estava acontecendo, mas mal esperam para o que estava por vir.



Notas Finais


The characters and stories told are mere fanciful interpretations by the author of this anonymous work.


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