História Contos dos Ascendentes: Arrependimentos - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá galerinha ! Espero que gostem desse capítulo! Boa leitura

Capítulo 3 - Capítulo 3: Sean


Durante todos esses séculos de vida, não me arrependo de quase nada, a não ser de uma coisa: Ter deixado que Layla sucumbisse ao poder do Nefasto.

Sempre amei Yara, e acredito que a amarei por todos os séculos vindouros, não é a toa que a escolhi como minha rainha e convenci aos meus irmãos a torná-la imortal. A noite que tive com Layla, foi apenas um lapso da minha parte, uma vontade que não consegui controlar. Mas foi insignificante apenas para mim.

Quando encontrei a Ilha del Sol, com a cidade de Soleil e as duas irmãs que ali nasceram, eu tive que me fazer humano. Era uma cidade diferente, com pessoas diferentes, e as duas irmãs ali.

Yara me ignorava sempre que tinha a oportunidade, ela era educada, mas sempre distante. Layla era o contrário, sempre tentava me agradar, seguindo-me para todos os lados.

Conquistar Yara foi uma das coisas mais árduas e satisfatórias que já fiz.

A noite que tive com Layla foi durante a lua cheia, Yara havia saído para o mar, para uma das ilhas vizinhas. Acompanhei-a pelo mar durante todo o caminho, dividindo e aquecendo a cama de sua cabine. Porém, quando ela chegou em terra, não consegui mais. Fiquei preso em Ilha del Sol.

Depois de uma semana tentando contato com Yara, Layla entrou em minha cabana no meio da noite. Eu simplesmente não aguentei, ela ficou comigo até o sol nascer.

Em toda minha existência não existe uma noite que eu me arrependa mais. Arrependo-me de tê-la deixado ficar, de aceitar seus carinhos e seus beijos, arrependo-me de não ter sido forte o suficiente para me manter fiel à Yara.

E o pior é que Yara havia entrado em meus domínios no meio daquela noite, eu pude senti-la me chamar.

Não tive coragem de aparecer em sua cabine durante todo seu caminho de volta. Quando Yara chegou na ilha, todos já sabiam o que havia acontecido. Layla fizera questão de espalhar o ocorrido aos mil ventos.

Fui até Yara mesmo assim, eu precisava conversar com ela, tentar explicar o inexplicável, dar justificativas que poderiam amenizar minha culpa.

Quando a encontrei quando ela voltou, ela estava mais bela do que nunca. Seus cabelos dourados brilhavam como ouro, reluzindo a luz do sol. Sua pele ficou ainda mais morena pelo sol. Mas seus belos olhos azulados, como os mares, o meu detalhe favorito de seu rosto, estão vermelhos e secos. Aproximo-me devagar, com medo de que qualquer movimento brusco a faça fugir.

_ Yara... Eu sinto muito. Eu não queria... – as palavras simplesmente me abandonam. E eu sei que nada que eu falar vai conseguir justificar o que eu fiz. Solto um suspiro e falo a única coisa que tenho certeza no momento. - Eu te amo Yara.

Ela levanta a mão, olhando para todas as direções menos para meu rosto.

_ Eu não vou conseguir te perdoar tão cedo, mas para começarmos esse caminho, e se realmente me ama, você vai ter de escolher.

Não preciso nem pensar muito. Ajoelho-me no chão, e tiro do bolso a caixa que venho carregando comigo desde que nos beijamos pela primeira vez.

_ Yara Montnegro, quer casar comigo?

Abro a caixa e deixo que ela veja o anel com pérolas.

_ Sean... – ela se ajoelha na minha frente, com os olhos completamente molhados pelas lágrimas. - Eu... Eu não posso aceitar isso agora. Não com tudo que ouvi ainda tão fresco na cabeça. – Yara fecha a caixa em minha mão. – Vamos dar tempo ao tempo.

A loira então se levanta e passa pela porta. Nem preciso dizer que depois disso, eu voltei para meus domínios.

Cerca de cinco anos depois, voltei a Ilha del Sol, não por Yara, mas pelo desequilíbrio que senti ali. Mas quando cheguei, o ritual já estava completo. A lua havia se tornado vermelha e podia sentir a vida da ilha sendo sugada por forças mais antigas do que eu mesmo.

Chego na Ilha e me deparo com as duas mulheres lutando no começo da praia. Layla consegue derrubar Yara.

Corro com um desespero que não imaginava ser capaz de sentir.

Layla sobe a arma para dar mais impulso. Posso ver onde ela vai acertar em Layla. Agarro a espada com toda a força que tenho, sem me importar em estar em corpo humano e sangrar. Não posso deixá-la fazer isso.

_ Isso não irá acontecer. – digo usando uma fração dos meus poderes.

Layla se vira para mim, deixando a espada em minha mão, afastando-se espantada.

_ O que você está fazendo aqui?

_ Protegendo minha esposa. – respondo sem pensar

Ela cai de joelhos na água, encarrando-me triste.

_ Eu te amei Sean, e foi assim que retribuiu meu amor? – seu semblante se fecha e ela se levanta. – Pois eu juro perante a Mãe Lua que você pagará por isso, nem que seja a última coisa que eu faça.

Ela então é rodeada por um redemoinho de fumaça negra. Quando a fumaça baixa, ela não está mais lá. Solto um suspiro e largo a espada, caminhando até onde Yara permanece caída.

_ Tudo bem? -estendo a mão para ajudá-la.

Ela recusa e se levanta sozinha.

_ Achei que você era diferente. – diz ela tentando conter o choro.

Ela então se vira e corre para longe de mim.

Fico alguns segundos parado ali, antes de caminhar até onde Yara foi.

Encontro-a na árvore que costumávamos vir todas as noites de lua cheia para observar o mar.

_ Ela se entregou. Deixou que uma daquelas sombras entrasse em seu corpo. Eu não tive como impedi-la. – ela soluça enquanto fala. – Estão todos mortos, e aquela coisa ainda não está saciada. – Yara se vira para mim. – Mas existe uma brecha para impedi-la, não é?

_ Yara... Você não é obrigada a fazer isso.

_ Sangue destrói sangue não é? É a única maneira de matar os Generais.

_ Yara.

_ Eu me caso com você Sean. Se me prometer que nossos descendentes acabem com aquela coisa dentro dela. E que eu poderei ver isso. 

_ Eu prometo os dois, mas não se sinta obrigada...

_ Eu quero. Eu aceito me casar com você Sean. 


Notas Finais


Comentem, compartilhem, curtam, favoritem... E a autora ficará muito feliz. Beijinhos e até o próximo!


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