História Contos e Lendas Japonesas - Capítulo 4


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Categorias Mitologia Japonesa
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Palavras 455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Misticismo, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - A Lenda da Borboleta Branca


Fanfic / Fanfiction Contos e Lendas Japonesas - Capítulo 4 - A Lenda da Borboleta Branca

O CONTO

 

Em uma antiga aldeia japonesa, numa pequena casa atrás do cemitério do templo Sozanji, vivia um velho senhor chamado Takahama. Ele era extremamente amável e geralmente seus vizinhos gostavam dele, embora a maioria deles considerava-o um pouco louco. Sua loucura, ao que parece, repousava inteiramente sobre o fato de que ele nunca havia se casado ou tido desejo de companheirismo íntimo com as mulheres.

Um dia, ele ficou extremamente doente, de fato, tão doente, que chamaram sua irmã e sobrinho. Ambos vieram e fizeram todo o possível para trazer conforto durante suas últimas horas.

Enquanto observavam, Takahama adormeceu; mas ele não tinha feito isso antes de uma grande borboleta branca voar para dentro do quarto e pousar delicadamente sobre seu travesseiro. O sobrinho tentou afastá-la com um abanador; mas ela voltou três vezes, como se não quisesse deixá-lo.

Na última, o garoto perseguiu a borboleta até o jardim através do portão, e no cemitério, onde ele a avistou voando em círculos sobre um túmulo aparentemente de uma mulher, e depois desapareceu misteriosamente.

Ao examinar a lápide, o jovem encontrou o nome “Akiko” escrito, juntamente com uma descrição narrando a morte da garota quando tinha só dezoito anos.

Embora o túmulo estivesse coberto de musgo, sugerindo ter sido feito a mais de de 50 anos, ele viu que estava cercado por flores, e que o pequeno tanque de água tinha sido recentemente cheio.

Quando o garoto voltou para a casa, descobriu que seu tio, o velho Takahama,  havia falecido, ele se virou para sua mãe e contou-lhe o que tinha visto no cemitério.

  - Akiko? - murmurou a mulher - Quando o seu tio era jovem, ele estava noivo da bela jovem Akiko. Ela morreu pouco antes do dia do casamento. Quando sua amada deixou este mundo, seu tio resolveu nunca se casar, e viver dedicado as suas memórias, sempre perto de seu túmulo. Por todos esses anos, ele manteve-se fiel o seu voto, e manteve em seu coração todas as lembranças doces de seu primeiro e único amor.

Todo dia Takahama ia para o cemitério, tanto se o ar estava perfumado com a brisa do verão, quanto com a grossa  espessura da congelante neve invernal. Todo dia ele foi para seu túmulo e orou por sua felicidade, varreu e limpou, cuidando para que tivesse sempre cercado de flores. Quando estava velho e morrendo, prestes a partir para a “Terra da Primavera Amarela”, ele não pode mais realizar sua dedicada tarefa. Então, ele docemente murmurou:


“Onde as flores dormem,

Graças a Deus eu dormirei esta noite.

Borboleta, venha me buscar!”


E Akiko veio até ele… Essa borboleta branca, tão alva e serena, era sua alma doce e amorosa em busca de seu eterno prometido. 


Notas Finais


Um tanto quanto triste, mas um dos meus contos favoritos.


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