História Contos Good Omens - Capítulo 2


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley
Tags Arizaphale, Bela Maldições, Crowley, David Tennant, Good Omens, Michael Sheen
Visualizações 28
Palavras 1.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pretendo mudar o nome do book, mas por ora deixo assim até achar um nome decente.

Capítulo 2 - Piquenique!


Naquele mesmo dia...

 

Ao chegarem em um parque aberto e flórido meio afastado da cidade, o ruivo e o loiro estenderam um lençol quadriculado vermelho na grama. O anjo não sabia qual a necessidade disso, já que o verde natural era bonito e limpo. Porém o demônio não gostava nem de pensar em sentir qualquer inseto andando por cima de sua calça jeans e mordiscando sua pele exótica.

- Estamos num espaço natural, é claro que vai ter insetos e outros bichos grudentos por aqui. – disse Aziraphale – Em outro caso, poderíamos ter feito um piquenique em uma mesa pendurado em um guindaste num prédio, se quisesse. – soando irônico.

- Aí já é demais, né. E tem que ainda posso ser atingido por um pássaro. Não sou tão fresco assim... Ai! Saí de perto de mim borboleta! – espantando a criaturinha indefesa de perto. O platinado lançou um ar que dizia o contrário. – Ai, tá bom, tá bom. Talvez eu seja um pouco. – dizia balançando as mãos.

Sentaram-se e olharam em volta percebendo que mais pessoas tinham tido a mesma idéia para aquele dia bastante caloroso.

Não comeram de imediato, apenas apreciaram a agitação do outros em suas atividades esportivas ao ar livre. Alguns jogavam bola, outros praticavam danças, chamando a atenção de quem passava ali. Havia pombinhos apaixonados conversando e se beijando. Pipas de muitos formatos corriam pelo céu. Crianças passavam por eles, todos sujos de sorvete na cara e nas roupas. E cachorros corriam por toda a parte.

Um desses cachorros, que nenhum dos dois vira de onde tinha vindo, se aproximou perto de Crowley, que ao notar o toque gelado do focinho em sua mão - “agh!” - logo tratou de puxá-la, dando um salto para o lado, batendo nos ombros do amigo.

- Que foi demônio?!

- Esse cachorro chegou do nada e lambeu minha mão. – disse o ruivo vermelho.

- E pra que esse escândalo? É só um filhote. – disse em defesa do animalzinho – Venha aqui coisa fofa, não tenha medo. Esse animal não vai mais te assustar. – o cãozinho balançou o rabinho todo oferecido para ele.

- Óh-Aí! Quem perdeu um cachorro aqui? – Crowley gritou para quem pudesse ouvi-lo.

Quatro crianças correram até eles, parando e fazendo sombra em cima do Sombrio.

- É meu senhor. Ele deve ter sentido o cheiro de comida na sua cesta. – disse um guri cacheado.

- Senhor teu... – ia dizer, mas foi interrompido pelo platinado o censurando de dizer um palavrão. – Então pega esse cachorro e se suma, muleke.

- Não precisa ser um cavalo com os meninos. – colocando o cachorro nos braços do dono. – Perdoe o modo estúpido que meu companheiro os tratou. Ele quase não sai e não sabe como se comportar direito diante das pessoas. – reprovando o demônio com um olhar firme.

Adam e sua turma se afastaram para bem longe deles, e ambos decidiram começar a refeição antes que mais algum imprevisto acontecesse.

Os sanduíches de peito com molho branco logo desaparecem, indo para dentro da barriga dos dois. Crowley quase não comia, mas como estava se divertindo bastante ao lado do anjo, teve fome pelo tamanho entusiasmo que estava sentido. Um cacho de uvas foi consumido aos poucos, sendo algumas delas jogadas perto do casal apaixonado que ria alto demais para o ruivo.

- Pra que toda essa euforia?! Ele nem vai te pedir em casamento.

- ME DESCULPEM, O SENSO DE HUMOR DELE ESTÁ ENFERRUJADO! –disse Aziraphale, cobrindo o rosto com uma mão. – O que tá fazendo? Querendo me matar de vergonha?

- Ah! Não sei pra que tanto dente pra fora da boca. – disse em descaso.

 

O sol batia na metade da linha do horizonte quando a garrafa de vinho já estava quase vazia.

As crianças que horas antes vieram atrás do filhote, agora corriam enquanto lançavam um bumerangue para o ar. O objeto rodopiava em meia lua no alto das cabeças abaixo.  Aziraphale notou pelo canto dos olhos aquilo se aproximando, mas Crowley não.

E virando a taça de vinho, o ruivo foi atingido no lado esquerdo da cabeça, fazendo voar os óculos para o chão, e todo o resto da bebida na camisa social preta.

O demônio levantou num salto - Mas seus pestinhas... – pegando fogo nos olhos.

- Crowley, poor faa-voor, são só crianças. – disse entre os dentes para ninguém mais ouvir.

Cada um correu para um lado.

- Quando eu pegar vocês...- continuava.

- ANTHONY J. CROWLEY! – gritou o anjo.

- O que ééé? – virando para ele com seus olhos expostos.

- Vamos para casa antes que os pais dessas crianças cheguem e nos causem mais confusão. Já tive demais por um dia.

Apressadamente embrulharam tudo dentro da cesta com um estalo e sairam, com Aziraphale dando passos remendados e Crowley expelindo sua língua bifurcada, fumegando nas orelhas. Só quem estava perto viu as cores ondulantes nos olhos do ruivo.

 

 

Correndo desenfreado com o Bentley entre os carros desviados, Aziraphale soltou um berro descontrolado dentro do carro. O Sombrio arqueou uma sobrancelha sem entender o motivo da súbita gargalhada do passageiro.

- O que foi? O que é de tão engraçado assim? – perguntou ele tentando controlar a direção.

- Aw Hahahahaha! – o anjo já estava vermelho de tanto rir.

O demônio acabou soltando um riso olhando para o lado sem perceber que quase subia pela calçada.

- Cuidado! – disse o loiro, retomando o controle de si rapidamente, e olhando para a mesa e cadeiras voadoras atrás. – ainda bem que saíram depressa.

- O que foi que te deu? – Crowley perguntou já alinhado no asfalto.

- Foi um piquenique maravilhoso só isso. – disse mais calmo.

- Se gostou tanto podemos fazer mais vezes. – disse se sentindo aliviado pelo fato de terem saído às pressas do lugar.

- Claro! Podemos sim, mas deixa que dessa vez eu escolho o lugar. Ok?

- Ok. – dando um sorriso tímido para Aziraphale.

Quando o anjo chegou em casa o céu cintilava pelas poucas estrelas visíveis lá em cima. Ligou a água quente da torneira e jogou uma quantia de sabonete líquido cheiroso na banheira, e entrou.

Há meia hora de distância dali, Crowley também estava dentro de sua banheira espumante.

Ambos riram em sintonia, mesmo não estando no mesmo lugar.



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