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História Contos Obscuros. Jeon Jungkook - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


AVISO: sei que a na capa do capítulo está o Hoseok, pois eu não achei fanart do "Jungkook Prince" que me agradasse; então coloquei essa que me agradou bastante.

Sugestão para o capítulo: ouvir a música "Emad Yaghoubi - REACH" (link nas notas finais e de seu direito ouvir a música com o capítulo ou não, mas ficará mais legal ouvindo a música).

Explicação:

S/n - Seu Nome;
Hope - Seu Apelido.

Boa Leitura !

Capítulo 7 - Mate-me aos poucos.


Fanfic / Fanfiction Contos Obscuros. Jeon Jungkook - Capítulo 7 - Mate-me aos poucos.


Castelo de Hopeless

                [ S/N - P.O.V's ]

 

 O desespero aloja-se em meu peito após sua confiante fala, a majestade não demonstra-me uma reação de pena ou angústia em seu anuncio, provando-me que o mesmo é impiedoso e frio ao extremo. 

 Minha visão foi ficando borrada, fazendo o príncipe virar apenas uma sombra aos meus olhos. As lágrimas estão se formando sozinhas e isso deixa-me entristecida, pois tentei passar conforto e independência com minhas falas anteriores.

- achas que tereis pena da senhorita por sua fraqueza, não queres ser uma mulher independente e tudo mais? Assuma suas consequências de seus atos insolentes. - comenta fazendo sua respiração quente ir de encontro com minha gélida pele. A majestade juntou nossos lábios e deslizou sua mão ao encontro de meu pescoço, apertando com força. - sérias mais fácil se tivesse apenas aceitado tudo isso. - pronúncia soltando meu pescoço. O jovem homem afastou-se de meu ser. - tirem a dama de minha frente. - ordená direcionando sua fala aos soldados.

 Dois homens vem em minha direção, prendendo-me pelos braços com uma força surreal. Ambos os homens iniciam uma caminhada, arrastando-me junto a eles, enquanto tento afastar-me dos homens de armaduras. Encaro a majestade por um breve momento, vendo as duas damas tentarem o reconfortar com carícias e insinuações, mas seu olhar está preso a mim. O príncipe aparenta querer prender-me em seu olhar. Poderia voltar atrás e suplicar pelo seu perdão, mas não será um conforto necessário para mim. Mais dois guardas aparecem e fecham a porta do quarto de mármore branco, retirando o olhar do príncipe de mim.

 Novamente encontro-me naquele enorme labirinto. Andando e andando, mas não parecíamos sair do mesmo lugar.

- para aonde estão levando essa dama ?- o general questioná os dois homens ao meu lado. 

- a dama tentou ferir o príncipe, a majestade ordenou que levemos a jovem para as masmorras e fique sem comer durante cinco dias; e terá que ajudar nas tarefas da criada do príncipe. - responde o soldado ao meu lado direito, o mesmo não encará o general nos olhos e permanece em sua posição de submissão e respeito ao homem.

- tentou ferir a majestade ?- questioná-me com a feição bastante duvidosa. Mantenho calada e levo meu olhar aos meus pés, demonstrando meu arrependimento. - deixe que eu levarei a dama para masmorras. - anuncia pegando-me brutalmente pela nuca, fazendo-me ajoelhar perante ele. - voltem aos seus postos. - ordená.

- sim, senhor. - os dois soldados responderam em um conjunto, no mesmo tom e no mesmo momento. Ecoa os passos dos homens afastando-se de nossa presença.

- levante-se. - a voz grossa do general fez-me assustar com o tom do mesmo. Levanto-me e continuo com meu olhar ao chão, estou completamente envergonhada e com medo de ser acusado por mais coisas que não havia feito. - então tentou ferir seu príncipe ?- questioná-me calmo, porém sua voz sai de maneira horripilante.

- acho que não feri. - comento com meu olhar implorando por confiar em minha palavra. Sinto a mão do homem tocar-me no queixo, guiando meu olhar ao seu. - apenas tentei afasta-lo. Não querias aqueles toques sem sentimentos e torturantes. - comento deixando uma lágrima escapar. Essas amaldiçoadas lágrimas percorrem o meu rosto sozinhas, elas estão querendo transformar-me em um mero recipiente de água salgada.

- teres que leva-la a masmorras. - anuncia.

 O homem pegou-me pelo braço sem força alguma, iniciando uma caminhada aos corredores sem fins. Namjoon apenas guiá-me sem pressa ou fúria, apenas segue um ritmo que possa acompanha-lo sem dificuldades.

 Com o decorrer do enorme corredor, percebo o local ficar sem vida alguma, as paredes não estavam com quadros ou com cores e mármores, apenas as enormes pedras que deixam o castelo mais seguro e forte. A luz também foi ficando extremamente baixa, sendo quase impossível enchergar com a pouca iluminação.

 Algumas senhoras e senhores estão de um lado ao outro arrumando aquele desastre. Fico com uma dor no peito ao notar uma senhora ao chão chorando, a mesma está com um balde e esfregá o chão com um pano sujo. Após andar mais um pouco, percebo que estamos no lado obscuro do castelo.

- Ruby, traga uma veste a dama. - ordená diretamente a uma senhora já de idade. A mesma levanta-se do chão com dificuldades e caminha lentamente a um armário aos pedaços. - ande. - proferiu em um tom extremamente alto, assustando-me com sua falta de compaixão em um momento como esse.

- não grite com a senhora. Por favor. - comento com meu tom baixo, saindo quase em um sussurro. O homem encarou sem dizer uma palavra se quer, mas aguardou a senhora paciente.

- aqui está, senhor. - anuncia estendendo suas mãos para entregar a roupa longa e preta. O general pegou a roupa rapidamente, assustando a mulher que tremeu com seu ato indesejável, e soltou meu braço entregando o vestido preto em minhas mãos.

 Encaro o homem e visto-me com aquele simples vestido. O senhor observa-me com olhares curiosos, me incomodando com essa atitude, e paira seu olhar ao local.

- Ruby, essa dama irá lhe ajudar durante cinco dias. - o homem anuncia para mulher, que já ficou com os olhos cheios de lágrimas. - a Hope irá ajudar-te durante as manhãs, pois a mesma terás que ficar presa nas masmorras por enfrentar a majestade. - comenta.

 Muitos que estão presentes no local, encaram-me surpresos e curiosos com meu ato.

 Namjoon pegou-me novamente em meus braços e direcioná sua caminhada a uma porta de puro ferro, aproximando-se da mesma pude notar uma enorme escada, indo para um lugar sem luz. O homem pegou uma vela acessa, abriu a porta e puxou-me para segui-lo. A cada passo que eu dou, sinto que posso cair naquela escuridão e nunca mais voltar. Mesmo com o general com a vela em mãos, não há luz alguma e nem final da escada; o homem está me levando para lugar nenhum.

- socorro. - aproximando-se mais da escuridão, ouço vozes ao longe. Todos suplicando por piedade, pela dignidade e honra que perderam.

 Assim que finalmente chegamos ao fim da escada, sinto um cheiro de carne podre em toda parte. 

 Namjoon soltou-me e seguiu iluminando o local sombrio, sigo o homem em passos lentos. Meus olhos parecem querer enganar-me, ou não estou aceitando o que vejo. A diversas pessoas, homens e mulheres, machucados e extremamente magros.

- para que tudo isso ?- questiono o homem. O mesmo ignorou-me, porém parei de caminhar e o general também cessou sua caminhada.

- nem sempre a motivos. - respondeu-me e prosseguiu sua caminhada. 

 Encaro um homem magro com os olhos abertos, até a luz se distanciar de seu rosto. Volto minha caminhada, seguindo o soldado com meu olhar ao chão e arregalados, pelo medo e tamanha crueldade.

- entre. - o homem pronúncia, após abrir um portão de ferro. Encaro o local sem luz, respiro fundo e entro.

 O som do portão sendo fechado assustou-me, fazendo-me tremer enquanto estou de costas para a porta de ferro. A luz foi sumindo e passos lentos foram sendo ecoados no local silencioso, o homem está indo embora.

 Ajoelhei-me no chão, deixando o medo falar mais alto que minha esperança.

- Olá. - uma voz masculina se faz presente em meio ao silêncio e escuridão. Encarando o nada, respondo-o.

- Olá. - meu tom de voz saiu em um simples sussurro.

- não fiques com medo, a escuridão não é um grande mal. Como chama-se ?- questioná-me.

- s/n. E o senhor da escuridão tem algum nome ?- questiono a voz. Ouço uma pequena e curta risada.

- sim, eu tenho nome. Me chamo Jung Hoseok, mas a senhorita de voz meiga pode chamar-me de Hobi. Ou apenas Hoseok. Como preferes ?- questioná-me em um tom suave.

- Hobi é belíssimo, e encantador pronunciar. - comento.

- por que estás aqui ?- questioná-me novamente.

- o senhor é bastante curioso. - pronuncio.

- perdoe por isso, mas há dias que não converso com ninguém. Todas as pessoas que conheci, infelizmente, não aguentaram viver aqui. - comenta. Seu tom está extremamente cabisbaixo.

- sinto muito. Eu não rendi-me aos toques do príncipe, o empurrei da cama para afastar aquele nojento ato. - explico com as lágrimas em meu rosto.

- eu sinto muito e lhe entendo. Eu tenho só mais uma pergunta para não deixa-la enfurecida com minha atitude. - seu tom de voz foi mudando. - a jovem dama conheceu a Rosé ?- questioná-me.

- sim. Por que queres sabe dis. - sou interrompida por soluços. Encaro a escuridão do lado que ouço os soluços. - sinto muito. - comento.

- ela está bem ?- pergunto com sua voz sendo tomada pelo choro. 

- noiva, esposa ou irmã ?- questiono o homem dominado pelos soluços longos.

- esposa. Ela é minha esposa. - o voz do homem fica mais desesperada. Os soluços do Hoseok fica cada vez mais altas. Mantenho-me calada, esperando o homem acalmar-se ou continuasse. - será que é pedir demais um felizes para sempre ?- questioná-me. O homem poderia ter se calado durante alguns minutos, mas eu consegui sentir a sua dor. Os sons que saiem da garganta do homem, me causam angústia.

- em Hopeless, infelizmente, é. Nesse maldito reino não existe o felizes para sempre. Mas o pior é a minha esperança, que só aumenta minha dor. - comento.

- eu prefiro sentir essa dor. Não quero imaginar-me sem ela, sem seu toque, sem seu cheiro, sem pode-la chamar de amor. Que minha esperança mate-me aos poucos, mas não deixarei de sonhar com o seu abraço. - anuncia branjando confiança em meio aos soluços.



Notas Finais


@LOKOOKIE

Música sugerida para o capítulo: https://youtu.be/vyn8gAYtNu4


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