História Contos Que O Meu Eu Conta - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Contos, Drama, Realismo, Romance, Terror, Thriller
Visualizações 4
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Dê-me seus olhos


As ruas naquela noite estavam estranhamente desertas. Não seria tão estranho se fossem levados em conta a hora — passando das duas horas da madrugada quando Tainara geralmente deixava seu plantão como enfermeira no hospital — e o frio que se instalaram devido a chegada do outono. Se não estivesse tão cansada se ele cria uma perfeita para maratonar uma série ou um bom livro debaixo do seu cobertor felpudo e quentinho na falta de energia para fazer muita coisa só dormir já estava de bom tamanho. Tainara dava passos largos enquanto seu sapatos faziam sons ocos e graves que ecoavam por onde ela passava. Não sabia o motivo de sentir seu corpo diferente e uma sensação peculiar de que alguém a observava porém, estando muito sem tempo e um pouco apreensiva com medo de ser assaltado ou coisa pior prefere apenas um andar sem parar ora ou outra olhando em volta para ver se havia algum sinal de vida, mas era ela só com a rua e as luzes que davam um tom alaranjado onde tocavam intercaladas por breus que pareciam infinitos.

O frio já não era tão convidativo e o cansaço crescente, ainda mais porque parecia que ela nunca que seu destino se afastava mais a cada passo, só crescia. As ruas eram as mesmas e tudo parecia estar se repetindo várias e várias vezes. Ela passava por uma encruzilhada qualquer agora um pouco mais escura e a sensação se tornou, então, quase palpável. Sente calafrios. Uma dose de adrenalina é injetada em seu sangue a deixando mais alerta, com o que quer que fosse. Lutar, não sabia, portanto na primeira oportunidafe, só correria. Sem parar mas com passos lentos e cuidadosos ela observa tentando aguçar um pouco mais a visão. Estava com medo, suas mãos e joelhos trêmulos não a deixavam mentir.

Para de repente e arregala os olhos quando se depara com uma figura escondida nas sobras; se tratava de uma silhueta humana, mesmo soando meio plástico, nada vivo. Nem correr, nem lutar. Seu corpo, simplesmente não respondia. Também parecia ter sido hipnotizada, pois encarava o ser. O encarou por minuto, talvez.

Ela finalmente volta a si quando a criatura se move. Seu coração para por dois segundos voltando a bater em seguida. O movimento era um passo desengonçado e quase caindo. Deu outro e depois o outro e a cada passo que a coisa dava coração de Tainara acelerada mais um pouco. E vindo para luz a criatura revelava-se homem. Vestia uma camiseta branca, blazer preto e o que parecia uma calsa jeans, porém ela tirou da cabeça qualquer detalhe se focando no rosto daquele homem, que mandou até que sombra do poste sob a luz e cobrisse somente seu rosto. Foi quando Tainara finalmente consegui se mexer. Andou o mais rápido que pôde, a todo instante olhando para trás para ver se ele a seguia, porém ele se mantia lá impassível; imóvel.

Quando finalmente se sentia segura, desacelerou. Foi quando começou a ouvir passos atrás de si e acelera mais uma vez.

Porra! Isso não pode estar acontecendo...

Acelerou também, quem quer que estivesse seguindo-a. Queria gritar, mas temia ser assassinada ali mesmo, se agarrou a esperança de passar alguém a quem ela pudesse recorrer. Medo e desespero eram seu nome do meio e sobrenome e o coração latejava no ouvido. Com certeza ela estava pálida como uma folha. Adrenalina era a única coisa que ela sentia, não havia frio nem cansaço. Quando começou a quase correr os passos que ela ouvia iam gradativamente se afastando, como se aquele alguém - suspeitou do sem rosto, como apelidou, que viu anteriormente - desistisse de segui-la. Seria algo bom se instantes depois os passos não voltassem mais uma vez. Nesse momento Tainara passava em frente a uma vitrine decorada e então arrisca pescar com olhar o reflexo do vidro e assim identificar seu perseguidor. Melhor seria se não o fizesse. O perseguidor, na verdade era ela. Era uma versão de si mesma, só que com os olhos arrancados e com sangue escorrendo dos buracos além de estar vestindo uma roupa de paciente de hospital e vários outros machucados espalhados pelos corpo. Ela - a sem olhos - olha para o vidro também, mirando o olhar de Tainara, que tem um sobressalto. Quando pisca novamente, não há mais nada. Olha para trás para ter certeza e não vê nada, nem ninguém.

Ficou ali paralisada, tentando absorver o que acabara de acontecer. Talvez não fosse real.

- Com certeza não é real... - disse tentando achar a verdade naquilo.

Era,talvez, só falta de descanso, mas quando olhou para trás mais uma vez sua versão sem olhos vinha correndo de forma trôpega e arrastada e parecia que não ia parar até que a alcançasse.

Foi injetada, instantaneamente em suas veias, mais uma dose de adrenalina, que a fez correr como se não houvesse amanhã. Ela não conseguia nem ao menos gritar, apenas dizia, sem fôlego, num quase sussurro:

- Socorro! Socorro!, podia menos ainda saber para onde correr. Apenas corria.

Quando eu não tinha mais forças para correr caiu no chão com as mãos sobre o joelhos. Suas têmporas latejavam no Compasso de seu coração que faltava sair pela boca. Suas panturrilhas e coxas pulsavam e doiam de forma aguda. Seu abdômen então parecia ter levado uma facada. No entanto nada doinha mais do que ela notar que havia voltado para o mesmo lugar onde começara; àquela maldita viela. Seus olhos percorreram toda sua volta e o dono do blazer - o Sem-rosto - ainda estava lá parado no mesmo lugar de antes, virado para ela. E tirando forças de onde ela não havia mais, Tainara se levanta, mas não para correr e sim para encarar aquela criatura. Confrontá-la da forma que fosse. Mostrar que não se dava por vencida. O ser dá mais um passo e Tainara a luta contra a vontade de correr desesperadamente. Somente para ver o rosto daquele alguém que ela deduziu está brincando e com sua mente. O causador de tudo aquilo.

Outro e mais outro passo até que ela notou que a cabeça não existia - era um monstro sem cabeça -, e em um milissegundo a aberração sem cabeça estava um palmo dela. Em um salto ela desperta em sua cama. Suor escorria pela sua testa. E o teto branco do seu quarto era a única coisa que via.

Mais tarde naquele mesmo dia, Tainara foi encontrada morta em sua cama com os olhos arrancados e o corpo coberto por feridas.



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