História Contra Ataque - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens Jinyoung, Youngjae
Tags 2young, Clichê, Jinyoung, Libellule, Transbordar, Youngjae
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Palavras 4.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


é, a fic vai ter mais q 3 cap
ksaskasoa

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Capítulo Dois — O time Choi contra ataca!

 

Jackson estava certo sobre uma coisa: apesar dos treinos terem aumentado durante mês, o clima deles tinha melhorado significativamente. Youngjae e Jinyoung já tinham começado a fingir que um não existia para o outro, jogando mais ativamente e em grupo ao invés de manterem os movimentos sempre táticos e individuais demais. Eram ambos levantadores e querendo ou não precisavam trabalhar juntos, ou ao menos tentarem o fazer para não atrapalhar o restante time. Essa coisa de não brigarem, forçando-os a ficarem calados na companhia um do outro, foi levada tão a sério que em duas semanas eles agiam como se nunca tivessem discutido uma vez sequer na vida. Até mesmo depois dos treinos, quando estavam simplesmente limpando as coisas, ficavam naquele silêncio absoluto e quase que chato. Não era algo típico de Choi Youngjae e Park Jinyoung, mas, ei, melhor do que ser expulso, não é?

Youngjae custava para admitir, mas já não sentia mais aquele ódio efervescente quando via Jinyoung. Isso se dava porque ele provavelmente ficava calado perto de si, sem aquelas provocações idiotas ou olhares de deboche. Também tinha notado que o Park sequer procurava reconhecer sua presença, sempre evitando falar mais que o necessário consigo. Ele agia como se Youngjae fosse apenas mais um e apesar de isso ter deixado o Choi estranhamente incomodado no começo, não podia negar que seus dias estavam bem mais calmos sabendo que poderia ir treinar com um sorriso no rosto e não ter que se preocupar em consertar os armários que quebrou quando acabou se emocionando demais e fechou a porta com força. Não negava, contudo, que estava começando a ficar estranhamente entediado. Sua rotina tinha tornado-se pacata, morna. Discutir com Jinyoung ao menos o garantia um sentimento novo a cada semana.

Jinyoung, por outro lado, estava levando tudo com um sorrisinho quase que vitorioso. Não era idiota, muito menos cego. Percebia o quão estranho Youngjae estava perto de si, quase que cauteloso. Ele provavelmente não estava conseguindo processar aquela mudança entre ambos, ou talvez já estivesse sentindo saudades dos gritos que trocavam um com outro afinal, querendo ou não, isso parecia manter o espírito dos dois vivos. Vê-lo tão sem jeito perto de si o dava aquele gostinho de satisfação na boca. Céus, como se achava maldoso, contudo não conseguia evitar. Adorava a forma como Youngjae de repente tencionava quando se aproximava, provavelmente esperando uma provocação, mas então ficava frustrado ao não receber nada fora aquele tratamento extremamente formal. Era o combinado deles, oras, não estava fazendo absolutamente nada de errado. Jinyoung conseguia sentir-se rindo maleficamente pensando assim.

— Você é muito idiota. — Yugyeom disse com um risinho preso entre os lábios. — Por que será que ele está agindo assim?

O Park tinha tentado descobrir se havia algum outro motivo, mas não era como se tivesse intimidade o suficiente — ao menos nesse sentido — para chegar do lado dele e perguntar o que estava incomodando-o. Claro, poderia muito bem alegar que estava ficando incomodado com os olhares de Youngjae, entretanto isso estava longe de ser verdade e, bem, Jinyoung não era fã de mentiras. 

— Sei lá. — resmungou, bebendo quase metade da garrafinha de água em uma virada só. Sentia o suor descendo pelo seu corpo. — Vai ver ele só não está acostumado com nós dois agindo igual adultos.

O Kim riu de novo.

— Talvez seja exatamente isso. — Jinyoung fitou-o curioso. — O quê? Quando você quer, consegue ser bem gentil. Se eu não estivesse de olho no amigo do Youngjae há um bom tempo, provavelmente seria otário por você.

— Ainda não entendi. — Resmungou, o cenho franzido em clara confusão.

— Hyung você é um cara bem legal. E, sei lá, você me falou que salvou ele de ficar preso algumas semanas atrás e aí Youngjae começou a agir estranho, não é? — o Park assentiu. — Vai ver ele não sabe lidar com isso, com você se comportando igual uma pessoa normal. Ele te odiava antes porque você merecia.

— Quer dizer que por que agora eu não sou detestável, ele meio que ‘tá ficando confuso?

— Deve ser. Você não sente o mesmo?

Jinyoung deu de ombros, observando os meninos terminarem o jogo. Youngjae tinha aquele olhar confiante e sorria de lado cada vez que seu time marcava mais um ponto. O Choi jogava bem para caralho, cada toque seu era gracioso e bem posicionado, ele nunca errava. Quase parecia flutuar pela quadra, os pés deslizando rapidamente, colocando-o em cada canto certo. O Park sempre ficava surpreso com a agilidade dele, era quase como se Youngjae conseguisse ler os movimentos das pessoas em volta, sabendo assim o que elas fariam e para onde a bola iria. Além de que até perdia-se um pouco observando-o jogar, não só porque ele era realmente bom, mas também porque a expressão de satisfação em cada vitória o dava arrepios. Aqueles cabelos caindo sobre o rosto, a roupa grudada no corpo, a respiração descompassada e aquela língua de fora. Nossa, Jinyoung se arrependia de tantas coisas sobre eles dois.

— Honestamente falando, eu ainda quero ficar com ele. — murmurou, vendo seu amigo fitá-lo com um sorrisinho. — ‘Tô falando sério. Eu tirei meu tempo para ficar observando ele e só fico cada vez mais surpreso. O cara é perfeito. 

— Você me disse que ele é insuportável.

— Talvez eu seja o insuportável. — Yugyeom riu. — O quê? Ele não me enche o saco faz três semanas.

— Você está se ouvindo, hyung? Eu nunca te vi interessado por alguém durante tanto tempo.

— Ah, sei lá. Posso estar surtando também. — murmurou. — Vai ver é exatamente o que você disse, eu devo estar confuso.

Yugyeom o fitou por alguns segundos com aquele sorrisinho malicioso, então deu de ombros. Tivera uma ideia, mas precisava de um tempinho para que ela funcionasse.

— É. Quem sabe é isso mesmo.

***

Jinyoung terminou de guardar tudo no armário e voltou para a quadra. Yugyeom já tinha ido embora há alguns minutos, não queria sentir pena do melhor amigo e ter que ajudá-lo a limpar a quadra. Youngjae estava recolhendo algumas garrafinhas de água espalhadas pela arquibancada, ele tinha aquela expressão tranquila no rosto e por um momento Jinyoung parou e apenas ficou olhando-o. Nem fazia tanto tempo assim, mas porque estavam praticamente forçando silêncio um sobre o outro era como se sequer tivessem conversado em algum momento. Havia certa sensação de estranheza preenchendo o espaço entre os dois de forma pesada e chata. Voltou a pensar no que o amigo tinha dito: por que se importava tanto com aquela confusão entre os dois agora?

— O que foi? — O Choi resmungou, fitando-o pelo canto dos olhos, logo voltando a recolher as garrafinhas.

Jinyoung realmente não tinha ideia do porquê, mas ele ainda queria ficar com Youngjae.

— Nada. Só estava te olhando.

— Você... — Youngjae o fitou confuso, mas logo rolou os olhos, dando de ombros. — Que seja, só me ajude nisso aqui.

Aproximou-se dele rapidamente, logo tomando uma grande quantidade de garrafinhas da mão de Youngjae. O mais novo o fitou um pouco irritado, mas o Park não entendeu o porquê. Não tinha feito absolutamente nada.

— Não precisa segurar tudo isso, eu esperava que você pegasse só umas duas. — Resmungou, frustrado.

Eu só estou ajudando?

Youngjae grunhiu.

— Eu percebi.

Era exatamente o que Yugyeom tinha dito: ele não sabia lidar consigo agindo de forma normal. Talvez fosse a realização de que Jinyoung não era só feito de provocações e risadinhas irônicas, ou apenas a tristeza de aceitar isso, mas Youngjae parecia ficar extremamente sem jeito por conta do seu verdadeiro eu, esse sentimento logo se transformando naquela birra que o Park simplesmente adorava. Era satisfatório vê-lo bravinho, o rosto moldado daquela forma mais emburrada, a forma como batia o pé de um jeitinho nervoso. Youngjae era perfeitinho em todos os tipos de estado e isso deixava Jinyoung realmente a ponto de gritar com ele sobre o quanto isso afetava-o. Geralmente era o cara que esperava os outros cederem, mas, se fosse sincero, não se importaria de ceder um pouquinho para o Choi se isso amolecesse o coração dele.

— Eu preciso te pedir desculpas. — Disse em tom casual.

— Pelo quê? — Youngjae resmungou, separando o lixo que iriam reciclar.

— Pelo o que aconteceu na festa.

Youngjae o fitou confuso.

— Isso foi há meses atrás.

— Bom, melhor pedir desculpas atrasado do que nunca pedir, não é?

Com um suspiro, o mais novo voltou-se ao lixo. Ele estava novamente confuso por causa de Jinyoung.

— Certo, eu aceito as desculpas. Feliz?

— Você não precisa aceitá-las por obrigação. Eu pedi porque sei que é o certo a se fazer, apesar de estar bem atrasado. Só acho que a gente deveria superar isso, mas... Você pode só não aceitar ainda se não estiver pronto. 

— Por que você tem se importado tanto com o que eu sinto? — Virou-se para o mais velho, frustrado.

Jinyoung não fazia ideia.

— Só achei que deveria garantir que você não aceitasse por pressão. — Deu de ombros.

Youngjae respirou fundo, terminando de jogar as garrafas no lixo certo, pegando as que estavam nas mãos de Jinyoung.

— Eu não aceitei por obrigação. — resmungou, enfiando-as com certa agressividade para dentro do saco preto. — E, de qualquer forma, não brigar com você por tanto tempo me deixou desacostumado, então não faz mais tanta diferença. Eu não sinto mais porcaria nenhuma sobre isso. Claro, no dia eu quis comer seu fígado, ainda mais depois que você veio brincar sobre, mas... Com o tempo só pareceu um problema idiota. 

— Eu não brinquei com a intenção de fazer graça de você.

Ele o fitou com uma careta, mas assentiu.

— Eu demorei um tempo para perceber, mas obrigado por deixar isso claro agora. — Disse em tom irônico, mas Jinyoung não se incomodou. Quase achou graça, na realidade. 

— Então você não me odeia mais mortalmente? — Perguntou um tanto que entusiasmado, acompanhando o passo do menor até o vestiário.

— As coisas não funcionam assim! Eu não faço ideia o que sinto por você, às vezes quero arrancar sua cabeça e dar para os urubus.

— E nas outras? — Arriscou, vendo-o fitá-lo com irritação, mas também certa vergonha.

— Nas outras eu quero jogar seu corpo para os tubarões. — Resmungou, praticamente marchando para dentro.

Mas Jinyoung apenas sorriu, seguindo-o com prazer. Sentia que aquilo era um avanço.

— Eu não odeio você, sabe. — o Park disse, vendo Youngjae suspirar. — É só que eu não consigo conter a língua quando a pessoa me irrita. Me desculpa por isso também, pelas nossas brigas, eu deveria ter sido mais paciente e não revidado nada. Você estava no direito de estar bravo comigo no começo, não é? Eu só piorei tudo.

Youngjae virou-se e fitou-o por alguns segundos com aquela expressão que mesclava irritação, surpresa e vergonha. Jinyoung cruzou os braços, sorrindo de lado ao devolver o olhar. O Choi soltou um som de frustração depois de alguns segundos, virando-se para o próprio armário novamente e buscando suas roupas. O mais velho sabia que continuar empurrando-o naquele momento deixaria Youngjae bravo, então decidiu parar. Mas havia cedido um pouco e conseguido progresso, só esperava que o Choi não fosse tão complicado quanto se mostrava. 

***

Youngjae impediu que Bambam continuasse a falar porque previu o que ele iria perguntar.

Não, nós não somos amigos agora.

O tailandês fez uma careta indignada, logo voltando-se a Jaebum, que soltou um risinho e abraçou-o de lado. Mark ainda tinha aquele mesmo jeito desinteressado de antes, contudo agora tinha feito alguns comentários enquanto o Choi se ocupava em contar o que tinha acontecido entre si e Jinyoung nas últimas semanas. Lhe doía o orgulho ter que admitir que, sim, Park Jinyoung era um ser humano educado e civilizado, contudo não conseguia manter mais aquela onda de pensamentos dentro de si. Se não desabafasse com os amigos, provavelmente iria surtar logo logo. 

— Isso é normal, Youngjae. — Jaebum finalmente abriu a boca naquele dia. — Vocês nunca tiveram chances de conhecer um ao outro antes, não é? Vai ver é por isso que você está tão desacostumado.

— Eu sei, mas... — grunhiu, frustrado. — Essa porra me irrita.

— É porque você ainda quer beijar ele. — Mark resmungou, checando suas unhas em tédio.

— Claro que não! — Youngjae voltou-se ao amigo furioso, as bochechas vermelhas deixando-o adorável.

— Então o que é? — O Tuan rebateu, também fitando-o.

— Se eu soubesse não estaria aqui passando raiva!

— Vocês são dois cabeçudos. Se tivessem conversado como adultos naquele dia, nada disso estaria acontecendo. Estão os dois com tesão reprimido desde então.

Youngjae até ia retrucar, mas o olhar que Mark o dirigiu indicava que ele não estava afim de continuar com aquele papo — e não é como se o Choi tivesse qualquer coisa concreta para dizer, iria apenas murmurar até ele se cansar de si. Aquele papo todo era uma completa loucura, não fazia nem um mês direito que tinha aceitado aquele acordo idiota e sua vida tinha virado de cabeça para baixo. Talvez fosse tudo um plano de Jinyoung para deixá-lo distraído e ganhar a faixa de capitão, isso parecia bastante com algo que o mais velho aprontaria. E o pior de tudo não era nem não saber o que estava afetando-o tanto, mas sim agir daquele jeito idiota perto de Jinyoung como se ele de fato mexesse consigo. Cruzes, Youngjae só queria gritar ao pensar no que ele provavelmente estava achando de seus movimentos cautelosos. Deveria ficar rindo a noite inteira de sua idiotice.

— Mas por que é ruim o Youngjae querer ficar com ele? — Bambam questionou confuso. — Isso já aconteceu antes.

— Sim, aí eu descobri que ele é um cretino.

Mark soltou um risinho. Tivera uma estranha sensação de déjà vu.

— Mas acontece, Bambam, que Youngjae acabou de descobrir recentemente que Jinyoung não é o cretino que ele pensava. — provocou. — Admite logo que é isso, Jae. Jinyoung está sendo um anjo, está te ajudando com a limpeza sem encher o saco, fazendo o trabalho inteiro praticamente, e ainda pediu desculpas. Você não tem mais por que odiar ele e isso te frustra, não é? 

— Eu... — O Choi começou, mas sua voz morreu logo em seguida. Não sabia exatamente o que responder. O Tuan sorriu de lado.

— E porque você não tem mais porque odiar ele, começou a ficar confuso. Primeiro porque sua vida ‘tá uma chatice sem ter com quem desestressar, sem aquela estranha expectativa sobre o que vocês iriam usar para extravasar a energia, e segundo porque você voltou a perceber o quão gostoso ele é... 

Não é bem assim... — Murmurou, ficando com vergonha daquele olhar de Mark. Era como se ele lesse sua alma, o sorrisinho crescendo ao ver o amigo perder aquela armadura orgulhosa.

— Jinyoung cedeu por você, Youngjae. Ele é uma das pessoas mais orgulhosas que eu conheço, mas mesmo assim ele pediu desculpas. Se você acha que isso foi sem intenção, está se enganando. Meu palpite é que vocês dois querem a mesma coisa, mas não conseguem admitir primeiro.

Youngjae cruzou os braços, irritado. Quando fitou Jaebum e Bambam, os dois apenas deram de ombros, praticamente concordando. Com um bufar, decidiu que não falaria mais sobre. Contudo Mark não tinha terminado, ele era uma cobra venenosa e nunca deixaria aquele assunto morrer daquela forma. Não tinha aguentado meses e meses de Youngjae reclamando sobre Jinyoung para deixá-lo escapar com o rabo entre as pernas agora que as coisas finalmente estavam caminhando para algum lugar.

— E eu não sou otário. Você sempre me disse que se ele não fosse um idiota, daria outra chance. Pois bem, ele não é. 

— Mas...

— E, de qualquer forma, ele pediu desculpas pelas brigas e se explicou. Você ainda não pediu desculpa por nenhuma das vezes que brigou com ele, pediu?

— Não. — Resmungou, emburrado.

— Bom, se quer descobrir o que está acontecendo, comece por aí. 

Youngjae não conseguiu esquecer as falas do melhor amigo. Não conseguiu nem se distrair em paz sem pensar no tom ardiloso dele o fazendo sentir-se inclinado a realmente pedir desculpas a Jinyoung. Quer dizer, em teoria, era exatamente isso que deveria ter feito, contudo só de pensar em estar sozinho com ele novamente seu corpo inteiro arrepiava. Odiava sentir-se assim, estava tendo cautela em dobro perto do Park e nem sabia exatamente o que estava causando tanta hesitação. Sabia bem que tinha certos problemas em deixar o orgulho de lado e aquelas três semanas sem brigar com ele mostraram o quão mesquinho conseguia ser. Ainda achou-se no direito de ficar irritado quando Jinyoung não lhe deu atenção, aquela sensação infantil de não estar sendo o foco dele enquanto os outros meninos do time faziam passes e se aqueciam junto do Park. Argh, Youngjae odiava ser tão bobo.

Nem conseguiu focar-se na hora de ir para o treino. Pegou até mesmo uma blusa que tinha certeza que não era sua, contudo agora era tarde demais uma vez que se notou a diferença quando estava fora de casa. Felizmente Jackson não ligava para suas tatuagens a mostra, afinal aquela blusa sem mangas cavada nas laterais certamente mostrava bem mais que apenas algumas pontinhas de tinta solta. Quando chegou o time inteiro ficou olhando-o, não era normal que Youngjae, apesar do físico perfeito, mostrasse tanta pele assim, contudo ele estava estressado e tratou de não pensar muito sobre. Um olhar em específico, contudo, o fez querer chutar a quadra inteira até sentir-se bem, e ele não podia vir de ninguém menos que Park Jinyoung. O mais velho não estava nem disfarçando, ele até chegou a perder o passe enquanto observava a forma emburrada do Choi de andar por aí.

Jinyoung também teve problemas com foco naquele dia. Era realmente difícil ficar prestando atenção na bola quando podia ficar espiando o corpo de Youngjae pelas aberturas da regata extremamente cavada, checando as tatuagens e as pintinhas fofas descendo pelo corpo. Em dado momento quase chegou a levar uma bolada por causa da falta de atenção, então tentou se recompor e jogar direito, contudo era realmente complicado. O Choi certamente tinha percebido seus olhares, afinal além de fitá-lo de forma envergonhada o mais novo foi um dos jogadores que riu quando Jinyoung quase levou a bola na cabeça. O Park só queria que aquele treino terminasse logo para que pudessem ficar sozinhos de uma vez, queria ter a liberdade de olhar para Youngjae sem precisar se preocupar em ser atingido.

Quando Jackson chamou o time e disse que o treino tinha terminado Jinyoung praticamente caminhou saltitante até a arquibancada. Era a vez de Youngjae arrumar as bolas, então observou-o em silêncio recolher uma por uma e levar até o nicho. Toda vez que ele se abaixava a regata mostrava seu abdômen definido, Jinyoung suspirava pesado sempre que pensava em ter suas mãos correndo pelo corpo dele como se lembrava. Youngjae gemia tão gostosinho uma vez que se entregava e só pensar nisso fez o Park sentir-se quente, mudando a posição em que estava sentado para ficar mais confortável ali. Lembrava-se dos beijos como se eles tivessem sido trocados ontem, o Choi era tão intenso em tudo que fazia, Jinyoung recordava-se de certas vezes ter que segurá-lo no lugar antes que acabassem transando no corredor. Quando finalmente haviam chego no quarto estavam mais que desesperados, então o Park foi puxado para longe.

Só de lembrar ele ficava com raiva da cara do seu veterano. 

— 'Falou, Jinyoung. — Os meninos do time foram se despedindo, logo fazendo o mesmo com Youngjae, que apenas acenava.

Demorou vinte minutos, mas finalmente estavam sozinhos. Levantou-se com um sorriso, rumando até o Choi, ajudando-o a retirar a rede. Enrolaram-a com cuidado e guardaram em uma sacola, jogando-a dentro do nicho em seguida. Youngjae direcionou um olhar demorado para o Park, que, confuso, franziu o cenho com esse gesto dele. Mas o mais novo não falou nada, apenas suspirou, aproximando-se. Aquele andar determinado dele fez Jinyoung sentir arrepios, queria puxá-lo pela nuca e infiltrar sua mão no cabelo azul dele, puxá-lo com força, beijar o pescoço todinho e finalmente continuar o que tinham deixado para trás naquela festa. Se Youngjae se aproximasse o suficiente e mostrasse interesse, Jinyoung poderia largar todo o plano meticuloso que tinham em conquistá-lo em questão de segundos. Yugyeom não mentira, o Choi realmente tinha tudo que queria se ele fizesse o jogo certo, o Park já era uma vítima sem o outro sequer agir. 

— Me desculpa. — Youngjae murmurou, quase que inaudível.

Mas, bem, isso não era bem o que Jinyoung esperava.

Como? — Resmungou, confuso.

— Me desculpa. — o Choi disse mais alto, apesar de estar emburrado, contudo o Park continuava confuso. — Pelas brigas, Jinyoung. Me desculpa por elas.

— Ah. — o mais velho assentiu. — Tudo bem, eu aceito.

— Que bom. — Youngjae sussurrou, logo saindo de perto.

Continuaram a arrumar a quadra em um silêncio esquisito. O Choi pensava que finalmente pedindo desculpas estaria livre daquele sentimento confuso, contudo as coisas apenas pareceram piorar. Jinyoung continuava encarando-o enquanto fazia seus deveres, mas agora não tinha mais aquela expressão satisfeita, ele parecia estar na mesma confusão interna que si. Não fazia sentido, ambos tinham se resolvido, então por que os ombros continuavam pensando naquela tensão esquisita? Youngjae estava prestes a surtar, as palavras de Mark ecoando na sua cabeça com todo aquele veneno dele. Certo, tinha feito o que era certo, agora em teoria ambos literalmente não tinham mais assunto um com o outro, contudo o Choi quase sentia aquela necessidade de dizer algo a ele, de chegar perto. Os meses em contato direto com Jinyoung tinham o deixado mal acostumado.

Arrumaram o vestiário no mesmo clima pesado. Youngjae terminou primeiro e foi em direção ao seu armário, contudo ao abri-lo a tranca que tinha ajeitado alguns meses antes cedeu e a porta acabou machucando-o ao despencar sobre sua mão. Com um resmungo de dor, segurou a porta antes que ela caísse de vez. Jinyoung rapidamente aproximou-se de si, colocando-a no lugar. O Choi ficou parado ao lado dele, conseguia sentir perfeitamente o calor que emanava do corpo do mais velho e ver o olhar concentrado dele naquela pequena tarefa era hipnotizante. Ao terminar de colocar os parafusos no lugar, o Park resmungou algo sobre a chave, contudo Youngjae estava mais preocupado em acompanhar os movimentos do lábio dele ao falar. Nem percebeu que Jinyoung estava o fitando-o, apenas acordou ao vê-lo sorrir.

— Você se machucou, Youngjae? 

— Ah, não. — pigarreou, mostrando um corte em sua mão. — Vou lavar e depois passa.

Jinyoung ficou em frente a si e pegou sua mão. O primeiro instinto do Choi foi puxá-la de volta, entretanto se conteve ao sentir a maciez das mãos do mais velho cuidadosamente checando o corte. O Park analisou-o, virando a cabeça para o próprio armário.

— Acho que eu tenho curativos aqui.

— Está tudo bem. — murmurou, envergonhado. Ainda não conseguia lidar com esse lado de Jinyoung. — Obrigado.

Mas o Park não se afastou, ele continuou ali tão perto que chegava a ser desnorteante. Youngjae não levantou o rosto para fitá-lo, por algum motivo simplesmente não conseguia. Aquela energia que emanava de Jinyoung estava deixando-o louco, fora exatamente o que tinha sentido na festa de calouros quando o viu num canto com aquela garrafa de cerveja e sorriso cafajeste. Os mesmos arrepios, o mesmo calor vergonhoso entre as pernas, o mesmo tremor na voz ao tentar falar. Não se lembrava de ter chego tão perto dele depois daquele dia, mesmo quando brigavam ambos procuravam manter uma distância segura para não chegarem perto demais e acabarem se tocando. Apesar de não estar acostumado a ficar tão perto dele, Youngjae não estava sentindo-se desconfortável. Era quase que bom demais para ser verdade.

— Você tem certeza que não quer o curativo? — A voz intencionalmente mais rouca de Jinyoung mostrou-se, fazendo com que o Choi engolisse a seco.

— Não acho que precise. — Murmurou.

— Youngjae. — o seu nome soou quase que em súplica da boca dele, o mais novo levantou o olhar, fitando-o sem jeito. Jinyoung o fitava com aqueles olhos negros encantadores e por um momento o Choi quase o puxou para perto. — Eu posso cuidar disso.

Eu posso cuidar de você. Jinyoung quis dizer isso, mas ainda não. Ele precisava que o outro estivesse mais confortável.

— E-Está tudo bem. — resmungou, estava começando a ficar birrento por causa da vergonha. — Nós deveríamos tomar banho logo, eles fecham a quadra às onze. — Disse com certa dificuldade, saindo de perto de Jinyoung depois de muita luta.

O Park assentiu, sorrindo.

— Ei, — o outro fitou-o, ainda envergonhado. — vem com essa blusa mais vezes para o treino. Eu não me importo de levar uma bolada por essa visão.

Não que ele fosse deixar de provocar, apesar dos pesares.

Youngjae pareceu chocado por um momento, mas então soltou um riso, rumando até a ducha. Ele também tinha cedido.

 


Notas Finais


a relação deles vai ser passada rapido porq não quero tornar ela maior do q ja vai estar okay? essa fic não é p serdetalhada


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