História Contra Partida - Capítulo 5


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Categorias O Diabo Veste Prada
Personagens Andrea "Andy" Sachs, Miranda Priestly
Tags Andrea, Miranda, Odiabo, Priestly, Sachs
Visualizações 32
Palavras 1.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, amores, desculpem a demora. Segue mais um! Obrigada pelo carinho.

Capítulo 5 - Cp 5


─ Acredito que a resposta correta a sua pergunta presunçosa é quem eu de fato quero! ─ ele disse com o rosto sorridente entrando ali como se o mundo fosse acabar.

Anny ficou sentindo que todo seu corpo estava em choque, a simples presença dele a deixava sem saber como reagir. Claro que estava ali para causar, para criar intrigas, para construir questões.

─ O que você quer, Irv? O que você veio fazer aqui a essa hora? ─ a voz dela estava cheia de raiva e dor e medo e tudo mais.

─ Claro que você está nervosa, minha cara, talvez porque você ache que eu quero contar algo, dizer algo a sua esposa. Mas não se preocupe, ela não saberá de nada! Nada mesmo, não contarei nenhum dos detalhes que você tanto teme que Mirandinha saiba. ─ ele sorriu e foi ao bar pegar uma bebida bem forte para ele.

─ Sai de nossa casa, vá embora daqui! Por que você insiste nessa situação? Eu quero que nos deixe em paz, que nos deixe em nossa vida, ser feliz como qualquer pessoa normal. Não basta tudo que faz contra Miranda no trabalho dela?

Ele soltou uma gargalhada maldosa, claro que fazia aquilo para avisar a Miranda que estava ali. Ela o detestava, com tal força que ninguém mais no mundo seria capaz. Era trincheira completa quando os dois estavam juntos.

─ Onde está a minha Mirandinha? ─ ele disse rindo. ─ Você pode avisar a ela que estou aqui? Pode dizer a ela que o namoradinha dela de juventude chegou e quer falar com ela? ─ disse cínico tomando sua bebida e sentando na bancada do bar da casa delas.

─ Fique longe da minha mulher! Longe dela ou eu... ─ ela estava vermelha como um tomate quando ele a interrompeu.

─ Ou você o que? O que vai fazer, hum? ─ele chegou perto dela e bebeu tudo a segurando com a mão livre e puxando para ele. ─ O que vai fazer, Anny? Vai dar essa boceta para mim em troca de que eu não queira a de Miranda? Ou vai me oferecer uma noite com as duas? ─ ele a apertou e ela sentou dois tapas na cara dele com força.

Irv balanceou e sorriu debochado. Olhou e achou que Miranda não iria aparecer ou não tinha chegado em casa. Ele olhou para Anny com raiva, o rosto estava mudado.

─ Você tem apenas alguns dias até seu prazo se esgotar. Ou conta a ela ou eu contarei. E pode apostar que Miranda vai ser minha mulher de novo! Ela vai de um vez por todas se dar conta que essa besteira dela de ficar comendo bocetas não é nada sério. Isso já durou tempo demais. Ficar escondendo o que teve comigo, ficar escondendo o que ela realmente sente? Por Deus, olhe para você! Miranda precisa de satisfação! De um homem com um pau enorme que dê a ela o que ela merece como mulher. Caralhos foram feitos para bocetas e tudo mais é apenas desvio de caráter!

Ele vomitou seu preconceito enquanto caminhava para a porta. Bateu depois de deixar seu copo ali e uma Anny sem reação. Ela estava nas mãos dele, ela precisava de algo para fugir daquele homem, de algo forte para não perder o amor de sua vida. O que Irv tinha para contar mudaria tudo!

Anny se sentou no sofá da sala e apagou as luzes, as poucas que estavam acesas. Precisava do escuro. Miranda desceu a escada cantando minutos depois a procura de sua esposa. Estava faminta de comida e de sexo. Sorriu a procura dela e encontrou Anny chorando na bancada do bar com uma taça de vinho.

Estremeceu, será que algo tinha acontecido? Será que o pior já estava por vir r ela tinha descoberto tudo? Será que An estava sabendo de alguma coisa? Miranda se aproximou dela. Cada passo dado como a certeza de que um bomba relógio poderia explodir.

─ Darling? O que foi? ─ disse carinho com aquele tom de amor que sempre guardava para Anny. ─ Por que está chorando?

Anny não conseguiu dizer nada. Sua mente estava voltada a tido que ela nem sabia que podia sentir. Era um mundo de coisas ruins que poderia estar a sua frente. Um mundo de coisas que ela nem podia suportar. Um mundo onde Miranda a deixava para sempre e ela perdia o amor de sua mulher.

─ Eu estou com medo, Miranda, medo de perder você. Medo que nos separem! ─ disse com toda sinceridade e Miranda ficou tensa.

─ Ninguém vai nos separar! Não precisa pensar nisso. O que houve? Estava tudo bem e achei que te encontraria nua aqui para estarmos juntas! ─ disse com o rosto cheio de riso por perceber que eram apenas as inseguranças dela.

─ Eu sou uma boba, meu amor, sou uma boba. ─ soluçou nos braços de Miranda.

Ver sua esposa daquele modo mexeu com Miranda em um ponto que ela nem se quer pensava que pudesse ser afetada. Era tão bom imaginar que ela teria sempre aquele amor. Anny era tão doce e especial. Machucá-la estava fora de questão. A dor dela naquele momento demonstrava que tudo parecia cheio de horror.

─ Está tudo bem, minha querida, não fique pensando coisas. Não há motivos para sofrer assim, para se sentir assim. Você está aqui comigo. Eu estou aqui com você tudo parece perfeitamente bem!

─ Eu te amo! ─ disse perdida nos olhos de sua esposa, inclinada nos braços dela.

Miranda sorriu, mas não disse que a amava. Por algum motivo que Anny não quis analisar naquela noite, Miranda estava sorrindo tão lindo que a declaração podia ficar para depois. As duas se abraçaram, se beijaram e comeram juntas. Fizeram amor repetidas vezes com aquela sensação de que o mundo ia acabar.

Miranda se sentiu jovem e atraente tamanho desejo que via nos olhos de sua maravilhosa esposa naquela noite. Foram muitas vezes que as duas chegaram ao orgasmo. Quando finalmente, quase as três da manhã, Anny deitou cansada e suada sobre o corpo de Miranda depois de ter mais um orgasmo poderoso, ela sorriu...

─ Você é tão quente, meu amor, tão intensa e cheia de vida.

Miranda sorriu. Elas não tinham tanta diferença de idade, mas Miranda sabia que a esposa estava dizendo aquilo pelo tempo que estavam casadas. Ela poderia ser menos intensa se não a desejasse. Mas esse era o segredo de Miranda, ela desejava Anny, desejava seus beijos, toques e cheiro.

Miranda queria ela, queria de todo seu coração. Não abriria mão dela assim como não abriria mão de Andrea. Se alguém chamasse aquilo de egoísmo, ela poderia justificar que não se sentia egoísta por desejar duas mulheres tão lindas.

─ Você é perfeita, An você sempre foi perfeita em tudo!

─ Na cama também? ─ provocou roçando seu corpo suado sobre o da esposa.

Aquelas provocações deixavam Miranda fora de si. As duas se beijaram e Miranda segurou o rosto dela com toda atenção.

─ Você é perfeita na cama e fora dela. Eu te desejo de todos os modos, você é uma esposa adorável e gosto de tudo em você. ─ ela disse intensa segurando Anny pelos cabelos e prendendo entre os dedos!

─ Eu adoro que me diga isso, meu amor, eu preciso que me diga que me deseja, que sou sua, que te realizo na cama. Você é feliz comigo na cama, Miranda?

─ Eu sou muito feliz com você em tudo, Ann, em tudo! ─ sorriu e mordeu o pescoço dela com um pouco de força causando riso na outra.

─ Eu quero dormir, mas vamos fazer amor antes de você sair. Quero que tenha um dia de trabalho totalmente satisfeita! Quero você intensamente saciada para não ter tempo de me esquecer. ─ sorriu maldosa e lambeu o seio de Miranda.

─ Tudo que quiser, Darling... ─ foi o que Miranda disse antes da esposa adormecer em seus braços.

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Um toque, apenas um toque foi suficiente para que Miranda abrisse seu celular e ouvisse enquanto mexia nele para destravar, o som do ressonar de sua esposa ao seu lado deitada na cama. Miranda suspirou e se virou com o celular na mão.

A luz poderia acordar Anny se não fosse uma noite onde ela estava muito cansada. Se não fosse pelo esgotamento de estar sempre ali com sua esposa no sexo mais delicioso que poderiam ter. Se aproveitando desse fato, Miranda abriu o vídeo enviado a ela de um número desconhecido.

Lá estava Andrea, linda, sexy, desejosamente intensa e nua. A s pernas abertas e uma mão tocando o pequeno espaço do clitóris dela. Miranda perdeu o ar e sentiu uma pontada no coração. Ela era linda... gemendo, gozando, soltando seu fogo em um vídeo desgraçado para tirar toda a pouca paz que Miranda poderia ter ...

Assim que o vídeo acabou, em seus um minuto e vinte segundos, Miranda o repetiu e repetiu e por fim atendeu a ligação que foi feita do mesmo número... Miranda atendeu sem dizer alô. Andrea sabia que ela não podia fazer aquilo àquela hora. Andrea sorriu e respirou pesado perto do fone.

─ Andreaaahhh... ─ Miranda disse depois de alguns segundos ouvindo a respiração dela.

─ Você não está aqui e por isso, vou dar para alguém... ─ ela disse com certeza.

Miranda sentiu o corpo tremer, a simples menção de alguém dando o que era dela, ou melhor comendo, foi como um tiro central em sua paz interior. Ela sabia que Andrea era capaz de tudo para ter o que queria e com ela não seria diferente.

 ─ Não faça... ─ gemeu baixinho e viu a esposa se mexer na cama.

─ Você devia estar aqui comigo e não com ela. ─ A voz tinha um arrastado de bebida. Mas Andrea ainda estava totalmente consciente.

Ela queria Miranda e não ia medir esforços para ter exatamente tudo que ela queria. Era seu momento, sua vez de ter a mulher que mais amava na vida somente para ela. Ela sabia o risco que corria se Miranda decidisse assumir o caso delas. Seria atacada na mídia como uma caça fortunas, uma destruidora de lares. Ela não ligava, queria Miranda e pronto!

─ Sabe a boceta que você tanto ama? Vou dá-la a alguém... ─ ela sussurrou e sorriu mordendo os lábios...

─ Andy. ─ a voz do homem no fundo, como se chamasse Andrea de volta para a cama fez Miranda sentar na cama dela de imediato. O rosto bufou e ficou rosada como um camarão.

─ Viu, Miranda? Vou dar agora... E saiba que ou você fica comigo ou seu inferno vai começar...

─ Andreahhhh... ─ Miranda falou nervosa ouvindo o som do desligar do celular da outra.

Não havia como raciocinar com aquela imagem de um homem em cima dela. Miranda pensou que ia enfartar. Saltou da cama com tanto ódio que daria uma coça em Andrea...

─ Maldita! ─ ela sussurrou furiosa procurando uma roupa para ir resolver seu problema naquele segundo.



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