História Contradição - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangatn Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jiminie, Jungkook, Kookie
Visualizações 195
Palavras 5.513
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Lemon, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiieeee!!!
Porque não um Jikook saindo do forno (literalmente, pq tá meio quente) para aquecer a noite?
Apenas um aviso para as pessoas que não curtem lemon, ou sadomasoquismo...
Por favor, não leia!
O CAPÍTULO SERÁ NARRADO PELO JIMIN
Então, é isso, espero que gostem!
Desculpem se ficou muito pesado com a quantidade de palavras, mas eu tentei facilitar a escrita para que ficasse mais prático!
Boa leitura!!

Capítulo 1 - A Contradição pela qual me apaixonei...


Fanfic / Fanfiction Contradição - Capítulo 1 - A Contradição pela qual me apaixonei...

Ao longe se pode ouvir o barulho de tiros ressoando pelo corredor escuro daquela mansão. Eu me encontrava ao pé da escada, assustado e abraçado a um travesseiro. Meus olhos fechados com força denunciavam o meu sentimento naquele momento. Medo.  Eu não deveria estar ali, e já estava preparado para o sermão que eu ouviria quando ele retornasse, porém, não tive escolha.

O mundo estava desabando em água lá fora enquanto eu permanecia dormindo, fazia um friozinho confortável até então, o céu acinzentado iluminava-se vez ou outra apenas com relâmpagos e raios. Porém, despertei assustado com um barulho alto de trovão, imediatamente todas as luzes se apagaram e eu fiquei em um breu denso e escuro naquele quarto. Minhas mãos tremelicavam e eu não via alternativa que não fosse chorar. Eu odiava tempestades.

Havia passado alguns minutos e eu estava entrando em pânico, agarrei o primeiro travesseiro que vi, e saí do quarto numa corrida ligeira beirando o desespero, eu precisava dele, mas como eu já esperava, ele não estava ao meu lado na cama. No entanto, segui para o lado oeste da mansão... Para onde eu sabia que ele estaria... Para onde ele havia me proibido de ir a qualquer hipótese, sem contestamentos. Mas eu estava com medo, eu precisava dos seus braços. Me perdoe Jungkook.

Resolvi subir as escadas, minhas pernas estavam bambas e as trovoadas aumentavam gradativamente na medida em que meu choro estendia ainda mais. Ouvi vozes em uma das portas e parei onde estava, podendo ver os seus capangas saírem por ela e me encararem surpresos, porém logo sorriram maliciosos, eu não gostava deles.

-Chefe, parece que o garotinho se perdeu... –Um dos capangas olhou na direção da porta e logo vi aquele que eu procurava sair por ela.

Jungkook olhou-me surpreso e logo sua feição endureceu, suas roupas estavam sujas de sangue e seu rosto brilhava em suor.

Além de meu namorado, Jungkook era líder da máfia que havia herdado do seu pai. Diferente do seu pai que apenas ordenava a morte de algum traidor ou suspeito, Jungkook participava das execuções por vontade própria. Seu pai costumava dizer que seria melhor sujar suas mãos com o sangue do inimigo do que sujar o seu nome e a sua reputação, de modo que colocasse sua família em risco. No entanto, Jungkook levava ao pé da letra.

Mesmo com um perfil mafioso e assassino, Jungkook era gentil e carinhoso, ele era capaz de me passar uma sensação boa de estar protegido, que eu jamais poderia encontrar em outro lugar ou em outros braços, e acima de tudo, nós nos amávamos beirando a loucura.  Porém, não podia negar que de uns tempos para cá, ele havia se tornado distante, suas preocupações eram muitas, e até os nossos beijos eram mínimos selares.

Nosso relacionamento era um tanto estranho pelos olhos externos, não só pelo fato de sermos dois homens, mas também pelo instinto dominante e autoritário que Jungkook possuía. Diferente do que julgam, ele não me tratava mal, pelo contrário, ele respeitava os meus limites, assim como eu lhe obedecia no que me era imposto, pois mesmo sem entender do que se tratava, eu sabia que era para me proteger, e quando se tratava de Jungkook, eu lhe confiava a minha vida.

Eu sabia que ele não estava nem um pouco feliz por eu o haver desobedecido, ele me proibira permanentemente de ir por aqueles lados. Um trovão estalou-se bem acima de onde estávamos e eu cai sentado no chão, voltando a chorar pelo susto. Ouvi os homens que estavam com ele prenderem o riso, e logo Jungkook bateu a porta fortemente, trancando-a e vindo em minha direção.

-Venha. –Segurei sua mão que estava estendida para mim, e levantei-me do chão ainda trêmulo e soluçando. –E vocês... –Ele apontou para os outros homens que logo pararam de rir imediatamente. –Se eu vir mais uma gracinha de vocês com o Jimin ou se ao menos tocarem em um fio de cabelo dele, eu terei o imenso prazer de os colocarem na lista. –Ele apontou para a porta na qual havia saído, e os homens engoliram em seco, assentindo em seguida. –Estão dispensados, obrigado pelo trabalho duro. –Os capangas curvaram-se em sua direção e ele puxou-me pela mão até chegarmos ao nosso quarto, onde entrou junto a mim.

-M...Me desculpe, Jungkookie... –Supliquei assim que a porta foi fechada atrás de mim. –E... Eu estava assustado, está chovendo muito... –Outro trovão se fez ressoar no local em que estávamos e eu agarrei-me em seu tronco afundando meu rosto no vão do seu pescoço, voltando a tremer como um filhote assustado. –Eu... Eu sei que desobedeci, mas eu estava desesperado, me... Me perdoe... –Novas lágrimas surgiam em meus olhos, e o ouvi suspirar apoiando seu queixo no topo da minha cabeça passando a alisar os meus braços.

-Me deixe trocar essa roupa, sim? –Assenti afastando-me do seu corpo novamente percebendo seus trajes sujos de sangue, logo desviei meus olhos daquela imagem. Eu não era fã daquelas execuções e ele sabia disso, tanto que as realizava nas madrugadas, enquanto eu dormia. –Me espere aqui, eu não demoro... –Ele deixou um leve selar em meus lábios e se dirigiu ao banheiro, deixando-me novamente sozinho.

Pulei em nossa cama, especificamente no lado em que ele dormia, e afogando-me naquele mar de cobertas impregnadas com o seu cheiro. Aspirei aqueles tecidos e os agarrei deixando transparecer a minha carência solitária. Não era todos os dias que eu tinha o privilégio de ficar com ele, suas responsabilidades alcançavam o pescoço, e às vezes eu acabava em segundo plano, mas eu não o culpava, sabia bem que não era fácil ter que cuidar de tudo sozinho.

Fechei meus olhos aproveitando aquele aroma e ao abri-los, pude perceber que a tempestade estava passando, apenas chovia constantemente, mas não de modo grosseiro como antes. Em alguns minutos, pude ouvir a porta do banheiro ser aberta e um Jungkook apenas de boxer surgir por entre o vapor de água que agora saía do banheiro. Ele secava os seus cabelos e andava de um lado para o outro separando suas roupas sujas e pegando novas, vestindo-se na minha frente. Ele nem sequer havia me olhado.

-Kookie... –Chamei-o de forma manhosa.

-Hm? –Respondeu ainda sem me olhar.

-Você está bravo comigo? –Questionei mordendo os lábios em nervosismo.

-Você sabe que sim, sabe que eu odeio quando me desobedecem... –Olhou-me com uma feição endurecida e eu encolhi-me nas cobertas.

-Me desculpe... Eu não sabia o que fazer... Queria que eu tivesse procurado outra pessoa? –Desviei meus olhos dos seus, estes que logo ficaram úmidos novamente e ele veio em minha direção, vestido apenas com a parte debaixo do pijama. Sentou-se na cama e puxou-me pelo queixo para que eu lhe olhasse.

-Nem pense nisso... Você me ouviu? –Sua mão agora deslizava pelas minhas bochechas de forma intensa. –Apenas fiquei preocupado, eu não te proibi de ir naqueles lados sem um motivo. Não faça mais isso... –Ele friccionou seus dedos em meus cabelos, puxando-os levemente. –Entendeu? –Assenti levemente e ele logo deslizou seus dedos em meus fios em um carinho confortante.

-Então... O que eu faço se eu ficar assustado de novo? Não quero ficar sozinho, Kookie... –Ousei pergunta-lo e ele sorriu de lado.

-Apenas me espere aqui... Você sabe que eu sempre volto para ficar com você. São apenas barulhos, não vão te fazer mal...

-Mas eu não gosto, não pode me obrigar a não ter medo de trovões. –Cruzei os braços e ele mordeu meu lábio inferior que sustentava um bico.

-Não faça esses biquinhos, ainda estou bravo com você... –Ele suspirou e eu o abracei pelo pescoço aspirando o cheiro de sabonete que exalava do seu tronco desnudo.

-Eu sinto sua falta, Kookie-ah. Porque você é tão chato comigo? Eu estou em segurança... Não pode apenas ignorar isso e me dar carinho, huh? –Passeei com o nariz em seu pescoço e ele me encarou ainda sério.

-Não posso ignorar Jiminie! Se eu fizer isso, você fará novamente esperando que eu acate todas as suas desobediências, eu odeio quando me desobedecem e você sabe muito bem o quanto eu zelo pela sua segurança. –Soltei-me de seu tronco bufando irritado e o encarei raivoso.

-Zela tanto que esquece que eu preciso mais da sua atenção do que da sua segurança, eu não sou nenhum tipo de preciosidade material, sou seu namorado... Se é que você me considera assim...

-Jimin...

-Não Kookie, eu aceitei todas as suas regras, todos os seus limites, e não faço isso porque você me obriga, faço porque te amo... Mas você só me dá atenção se eu desobedeço a um deles, e é sempre de maneira ruim... Você é tão paranoico com isso, que tenta me proteger até de você mesmo. –Ele encarou-me surpreso e eu suspirei continuando- Você nunca nem sequer me perguntou se eu queria me entregar a você, apenas impôs que não queria me machucar e por isso nunca ia adiante quando nos beijávamos... –Sim, nós nunca tivemos uma noite realmente completa, Jungkook sempre se retraía alegando que eu ainda não estava pronto e que nunca me machucaria, me deixando sozinho e necessitado. Ele não sabe, mas eu acabava por me aliviar sozinho, graças à maldita ereção que ele deixava a desejar bem no meio das minhas pernas. Eu não entendia o seu medo.

-Jimin... –Ele suspirou segurando em minhas mãos – Eu peço desculpas por não ser o suficiente para você... –Seus olhos exalavam tristeza, e por um momento me senti culpado – Eu realmente me esforço todos os dias pelo seu bem estar... Você é o que eu tenho de mais precioso... O meu menino... –Ele passou a mão pelas minhas bochechas e vi os seus olhos marejarem. –Se me tirarem você, eu morro Jimin... Me preocupo tanto com tudo, que me esqueço das pequenas coisas, eu peço desculpas... –Ele beija minhas mãos e em seguida os meus lábios, não demoro a subir em seu colo e logo sentar em suas coxas, aprofundando o beijo e matando toda a saudade, provando o gosto que eu tanto senti falta.

Suas mãos descem até a minha cintura pressionando-a contra o seu corpo e por um momento, uma pequena chama de esperança cresceu dentro de mim de que talvez aquela noite pudesse ser diferente.

Mero engano.

Jungkook encerrou o beijo com leves selinhos e afastou-me de si. Meus olhos marejaram e eu senti vontade de chorar mais uma vez naquela noite, estava quase para desidratar. Eu não aguentava mais ser ignorado, era sempre assim, ele me afastava e agia como se nada tivesse acontecido. O problema era eu?

-Kookie... Eu sou feio? –Perguntei olhando para os meus dedos.

-O que? –Ele riu nasalado e voltou sua atenção para mim.

-Eu sou gordo? Ou estou fedendo? –Lhe encarei com uma expressão tristonha e ele segurou minhas mãos olhando em meus olhos.

-Claro que não meu amor... –Ele sorriu de forma carinhosa e continuou - Você é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida. Porque isso agora? –Ele passou a mão em meus cabelos, deslizando pelas minhas bochechas.

-Então porque você sempre me afasta? Porque sempre parece que você não me deseja? –Questionei chateado e me sentindo mal ao ver seu olhar desviar para qualquer lugar que não fosse o meu rosto. – Qual é o meu problema, Jeon Jungkook? –Ele levantou-se passando a mão em seus cabelos e suspirando nervoso.

-Jimin, o problema não é você... –Ele encarou o meu corpo e seus olhos desceram até as minhas coxas, suspirando em seguida. –É impossível encontrar alguém mais perfeito do que você, você é tão gostoso que me dá arrepios. –Senti meu rosto ruborizar com o seu comentário, ele não era de falar coisas assim.

-E... Então por quê? Por... Porque você não me toca como qualquer casal de namorados? Às vezes parece que você tem nojo de mim... –Minha voz falhava e ele logo me encarou surpreso.

-Nunca mais fale algo assim, eu me sinto um terrível por fazer você pensar dessa forma, mas eu... –Ele fechou seus olhos e massageou suas têmporas – Jimin... Tem... –Ele suspirou e sentou-se novamente olhando em meus olhos - Tem algo sobre mim que você não sabe... –Franzi o cenho e esperei que ele continuasse – Mas antes, eu quero confirmar que você sabe que eu nunca, em hipótese alguma, faria algo para te machucar... Você sabe disso, não é? – Assenti rapidamente, eu sabia daquilo e confiava naquilo com a minha vida – Eu não quero enrolar, então eu vou direito ao ponto, por favor, sei que vai ficar assustado, mas confie em mim... –Ele apertou minhas mãos e respirou fundo, olhando profundamente em meus olhos.

-Kookie, você está me assustando. O que houve?

-Jimin, eu... Eu sou sádico. –Eu não consegui esboçar uma reação, meu corpo congelou e meus dedos apertaram-se contra os seus. Seu olhar desesperado clamava por alguma resposta, porém eu não conseguia expressar nada.

-C... Como? –Questionei com muito esforço, e pela primeira vez em minha vida, eu o vi surtado.

-Me desculpa Jiminie... Eu... Eu não sei como explicar... Por favor, não me deixe... –Ele puxou-me para um abraço e apertou-me contra o seu corpo como se confirmasse que eu estava ali - Eu não vou te machucar meu amor, eu juro... Por isso tenho te protegido tanto, por isso evitava te tocar demais... Eu tenho medo... Medo de que fuja do meu controle... –Eu soltei-me dos seus braços para encará-lo de perto, encarar aquele homem que sempre foi impassível e facilmente perdia a cabeça, mas que agora deixava suas lágrimas desabafarem todo um segredo que ele temia nos separar. Mas não... Não iria... Não se dependesse de mim.

Mandei todo o meu nervosismo e tensão para longe e o envolvi novamente em meus braços, deixando que ele liberasse tudo o que precisava, deixando-o desabafar em meus braços tudo de ruim que ainda o cercava. E não, eu não sentia medo, isso era algo impossível de se sentir quando se estava com Jeon Jungkook. Dessa vez, eu seria o seu porto seguro.

-Kookie... Eu... Eu nunca vou te deixar... Eu te amo demais e não vai ser isso que vai me tirar de você... – Eu podia sentir seu pranto diminuir aos poucos, e logo seus olhos vermelhos se encontraram com os meus, suas mãos alcançaram minhas bochechas e um carinho sereno foi desferido ali. – Mas... Vo... Você pode me explicar o que realmente acontece com você?

-Jiminie, eu sei que você não gosta quando eu participo das execuções da máfia... Mas eu confesso que não faço isso apenas pelo que meu pai dizia, e sim por que... –Encarei seus olhos temerosos e eles fecharam-se antes de continuar – Porque eu me divirto com isso, eu... Eu sinto prazer... Jimin, eu não apenas mato pessoas... Eu as torturo, e deixo a execução final para os meus homens... –Meus olhos arregalaram-se de imediato, eu estava assustado por saber disso, mas eu não conseguia sentir medo dele, eu sabia que ele jamais me faria algum mal - Eu nunca te levaria comigo para algo assim, porque eu não queria que você conhecesse o meu lado monstruoso, o lado que provavelmente te machucaria caso você me levasse à loucura, o que eu sei que é certo... Mas eu não posso suportar que pense coisas ruins sobre você mesmo, que não se sinta desejado, que ache que o problema está em você, quando eu sou o verdadeiro monstro aqui... Eu deveria ter te poupado, deveria ter te deixado ir quando eu pude, mas já era tarde demais quando me vi apaixonado por você... E então, vi que talvez você fosse minha possível cura, que talvez eu pudesse te proteger mesmo sendo eu o seu perigo... Mas isso não parou, eu desconto essa angústia horrível nas pessoas que caem em minhas mãos. Jimin... –Nesse momento meu choro já não era controlável, eu me sentia horrível por cobrá-lo tanto, por imaginar todas as vezes que ele teve que aguentar isso sozinho e sofrer calado sem que eu soubesse. -Eu te desejo tanto que chega a doer, você não sabe o quanto é horrível te rejeitar quando você fica assim... –Seus dedos foram até os meus lábios, acariciando-os enquanto seu olhar me transmitia amor e desejo contido.

Seus lábios aproximaram-se do meu rosto, beijando as lágrimas que ainda escorriam e em seguida, beijou os meus olhos ainda molhados.

-Kookie... Eu amo você... –Tomando como deixa a posição em que ele estava, passei a distribuir selares molhados em seu maxilar até o vão do seu pescoço, desenhando suas curvas que tanto me atraíam. Seus dedos emaranharam-se em meus cabelos, puxando-os para trás com certa força de modo que meus lábios encontrassem os seus em um beijo intenso e molhado, com direito a mordidas e suspiros, como se estivéssemos começando de novo, dessa vez, transparentes.

-Eu vou te deixar descansar... Não quero te forçar a nada depois de despejar tudo isso em cima de você. –Me entristeci levemente com a sua fala. Eu não estava com medo, não existia algo no mundo que eu desejasse mais do que tê-lo para mim, mas acho que tanto quanto eu, ele precisava de um tempo para organizar seus pensamentos - Me desculpe por ainda estar inseguro, Minnie. Eu vou me esforçar por você. –Ele deixou um beijo em meus lábios e deitou-se ao meu lado. Não demorei a aninhar-me em seu peito e aspirar seu cheiro amadeirado que eu tanto amava.

Pequenos raios de sol já entravam pela janela, mas não nos importávamos com o fato de já estar amanhecendo, apenas adormecemos um no conforto do outro.

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Despertei ainda sonolento e bocejei espreguiçando-me, espantando alguns resquícios de sono. Sentei-me na cama e percebi que Jungkook ainda dormia serenamente, seus lábios entreabertos e os cabelos espalhados pelo travesseiro lhe proporcionavam uma feição angelical. De imediato lembrei-me da noite passada, de tudo que ele havia me falado e de como eu, estranhamente, não me sentia tão mal como eu imaginava. Eu não sentia medo.

Ri com o pensamento de que mesmo que Jungkook estivesse endemoniado, eu confiaria nele, eu sabia que estávamos ligados por uma força que não podíamos ver e que sentíamos na pele, algo que nos uniria mesmo que ele estivesse do outro lado do mundo. Jungkook era meu, e eu igualmente o pertencia, por isso eu não temeria qualquer desequilíbrio dele, estaríamos bem se estivéssemos juntos.

Deixei-o dormindo e me dirigi até o banheiro para escovar os dentes e tomar um banho. Enquanto a água escorria em meu corpo, pensamentos um tanto impuros apossavam-se da minha mente sem que eu percebesse, a forma como ele olhara para mim na noite passada havia me deixado desconcertado e subindo pelas paredes. Eu sentia saudades mesmo que nunca o tivesse sentido verdadeiramente, mas eu, em hipótese alguma, planejava que fosse assim para sempre. Eu o faria perder o medo, e para isso, faria como ele, executaria a minha inocência.

Saí do box ainda encharcado, e passei a enxugar-me olhando ao redor e percebendo que não havia trazido roupas limpas. Por sorte havia uma cueca limpa sobre a pia e não demorei a vesti-la antes de pendurar a toalha em meus ombros e seguir para o quarto. Jeon ainda dormia, e praguejei mentalmente por acabar molhando o tapete que revestia o chão por completo. Segui até o guarda roupa e abaixei-me para abrir as gavetas, a procura de uma roupa.

-Assim você dificulta minha vida, Jiminie. –O susto que levei foi tanto, que com um impulso para frente bati a cabeça no próprio guarda roupa, podendo ouvir uma risadinha baixa atrás de mim.

-Aish... Doeu... Não me assusta assim, droga! –Lhe lancei uma expressão emburrada de choro e ele me devolveu uma feição que eu nunca havia visto antes, Jungkook mordia seus lábios e permanecia sério. Parecia... Desejo? Até que olhei para o meu próprio corpo e entendi do que se tratava. Sorri de lado, e não me permiti envergonhar, não dessa vez.

-Acha saudável que alguém acorde com uma visão assim todos os dias, Park Jimin? – Park Jimin. Ele nunca me chamava pelo nome completo, exceto quando eu lhe desobedecia, mas dessa vez, seu tom era diferenciado. Engoli em seco, mas não me deixei abalar.

-Depende do referencial, Jeon Jungkook. Não sei você, mas talvez seja saudável para mim se você decidir ficar apenas olhando. – Arqueei a sobrancelha e por um momento ele pareceu surpreso. Então era assim que se jogava?

-Isso foi uma afronta? –Ele levantou-se da cama e meu corpo congelou, antes que esquentasse de vez ao ver que a única peça que cobria o seu corpo era uma cueca boxer, assim como eu. Quando ele havia tirado a roupa?

-E... Entenda como quiser... –Ousei responde-lo e ele parecia cada vez mais sério. Lentamente, pude vê-lo passar a língua pelos lábios e descer seus olhos pelo meu corpo. Merda, o que é esse calor? Eu acabei de tomar banho.

-Você acordou tão atrevido, Park Jimin... Esqueceu que eu prefiro quando você é comportadinho e obediente? –Ele aproximou-se do meu corpo ao ponto de sentir sua respiração bater em meu rosto. A visão das suas mãos fechadas em punho me dava arrepios. Olhei em seus olhos e por um momento, me senti nu diante daquele olhar. Intenso, profundo, intimidante. Lentamente, eu me sentia pegando fogo.

-Jeon... Eu... –Mordi os lábios a cada nova sensação que apenas o seu olhar me proporcionava. Eu o desejava tanto. –Eu quero... Quero que me faça seu... –Suas mãos seguraram minha cintura com força e eu soltei um suspiro em surpresa. –Jeon...

-Você não deveria brincar com o perigo, Park Jimin. Sabe que eu não quero te machucar e você está a um passo de arrancar a minha sanidade sem um pingo de pena... Não faça isso comigo...

Aos poucos, pude perceber seus olhos nublarem de excitação. Seus lábios ressacavam e aqueles movimentos que ele fazia com a própria língua em seus lábios estavam me levando à combustão. Arranhei seu peito desnudo me sentindo hipnotizar por cada parte em que eu passava minhas unhas, seus olhos fecharam-se e eu aproveitei a deixa para distribuir leves beijos em seu peitoral, seus suspiros chegavam aos meus ouvidos, arrepiando-me e me incitando a continuar.

Num momento desnorteado, resolvi passar a língua em seu peitoral, e foi nesse momento que senti meus cabelos serem agarrados com força, e puxados com violência em direção à cama, onde fui jogado sem um mínimo de cuidado.

-Eu falei para não fazer isso comigo... Não me provoque, Park Jimin! Eu não sei do que sou capaz de fazer com você assim...

-Eu estou disposto... –Suspirei com meu coração a mil, minha cabeça ainda doía pelo forte aperto, mas eu não estava pensando muito, não com um Jeon Jungkook apenas de boxer e excitado em minha frente.

-O que?

-Eu estou disposto a saber do que você é capaz, Jeon Jungkook... Eu não quero uma máscara de bom garoto quando eu sei que você não é... Não quero que se contenha em relação ao meu corpo... Quero que seja Jeon Jungkook a me tocar, e não o garoto bonzinho que você idealizou para mim... –A parte superior de sua sobrancelha tremia enquanto seus dedos estavam esbranquiçados pela força que aplicava em um punho. Em uma onda de coragem, fiquei de joelhos na cama e me aproximei do seu corpo, voltando a lambê-lo sem nenhum pudor. Gemidos baixos chegavam aos meus ouvidos acompanhados de uma leve fisgada em lugares que em outros momentos, eu ficaria envergonhado, mas não hoje, não agora. –Vamos Jungkook, você pode fazer melhor do que isso...

No momento seguinte, minhas costas colaram em seu peito de forma brutal e sua mão segurou meu braço na minha região lombar, imobilizando-me, enquanto sentia seu membro roçar endurecido em minhas nádegas, causando-me uma onda de excitação que se apoderou ainda mais quando sua boca passou a abusar do meu pescoço numa série de chupões e mordidas. Era tão intenso que chegava a doer. Vez ou outra sua língua passeava naquela região como um pedido de desculpas.

-Foi você que pediu... –Ele sussurrou em meu ouvido e logo meus cabelos foram puxados para trás novamente, de forma que meus lábios foram tomados pelos seus de forma descontrolada. Sua língua passeava em minha boca e seus dedos intensificavam o aperto em meus cabelos.

Sua mão libertou meu braço, antes imobilizado, e passou a deslizar em meu corpo, arranhando-o e apertando-o com vontade, fazendo com que meus suspiros aumentassem na medida em que ele se aproximava do local em que eu desejava tanto a sua atenção. Porém, ele desviou seus toques, logo acertando um tapa em minha coxa, pegando-me de surpresa e fazendo com que eu gemesse em sua boca.

-Jeon... –Outro tapa foi desferido, dessa vez em minha bunda, fazendo com que eu gritasse em surpresa.

-Calado! –Ele jogou-me na cama, fazendo com que eu ficasse apoiado apenas em minhas mãos e em meus joelhos. Sim, eu estava de quatro. Não era uma posição confortável, eu não estava preparado para ficar tão exposto assim, porém, não poderia contestar, eu pedi por aquilo.

Minha boxer foi arrancada de forma nada carinhosa, e pude sentir minhas bochechas esquentarem em constrangimento. Porém, fui arrancado dos meus pensamentos por um estalo alto acompanhado de uma forte ardência em minhas coxas, fazendo com que eu gemesse de dor, olhei para o lado, arregalando os olhos ao ver uma espécie de chicote em sua mão. 

-Eu não disse que era para ficar calado, Park Jimin? –Outra chicotada foi desferida, dessa vez em minha bunda, fazendo-me segurar o murmúrio, porém não deu muito certo.

Pude contar ainda mais sete chicotadas nas minhas coxas e em minha bunda. Meus olhos marejavam levemente, mas eu poderia confessar de que não era de um todo ruim, prova disso era que eu não estava aguentando de excitação, meu membro suplicava por alívio, e sentia-o escorrer de tão molhado pelo pré-gozo. Logo pude sentir seus lábios selarem as minhas costas e com leves toques de língua, ele foi descendo até as minhas nádegas, em um carinho mudo que me fazia tremer.

Ele virou-me de frente de forma que eu me chocasse fortemente com a cama, não consegui segurar o gemido dolorido, uma vez que a região da minha bunda estava sensível e provavelmente machucada. Ele voltou a abusar do meu pescoço e o preencheu de beijos formando uma trilha até que chegasse aos meus mamilos, onde os violentou sem piedade de forma que eu me contorcesse sobre a cama, puxando os seus cabelos, bagunçando os lençóis e gemendo o seu nome vergonhosamente.

Estava perdido em excitação, quando fui surpreendido por uma venda em meus olhos, tirando-me a capacidade de enxergar o que aconteceria dali em diante. Logo, não o senti mais sobre mim, gemendo em insatisfação na medida em o meu corpo gritava por ele.

-Kookie...

-Acha que eu já maltratei você o suficiente, Park Jimin? –Ouvi sua voz enrouquecida e me permiti gemer, meus sentidos afloraram de forma quase imediata quando ele me tirou o direito de enxerga-lo.

Ouvi um barulho de metal e logo tencionei o corpo por não saber o que acontecia. Meus pulsos foram levados acima da minha cabeça em uma pegada forte junto a um barulho de tranca, e quando me dei conta, estava preso... Aquilo... Eu estava algemado?

-Kookie, o que é...

-Shh... –Ele pôs um dedo em meus lábios e os beijou invadindo a minha boca com a sua língua. –Se soubesse o quanto você está gostoso nessa situação... –Roçou o nariz em meu ouvido, arrepiando-me de leve.

Novamente não o senti mais sobre mim, e quando ia contesta-lo, minha mente nublou, meus músculos contraíram e meus dedos certamente estavam esbranquiçados por puxar os lençóis. Senti sua mão em meu membro, apertando-o com o força e o movimentando para cima e para baixo, levando-me a inconsciência. O quarto havia se transformado em um berço onde se ouvia apenas os meus gemidos e suspiros da parte dele.

Abri a boca em um gemido mudo ao sentir sua cavidade aveludada e molhada em volta do meu membro, passando a realizar sucções que me faziam chorar pelo prazer absurdo que estava sentindo, sentia como se eu fosse desfalecer por entre as cobertas.

Uma onda energizada transportava-se pelo corpo, passando-me a sensação de que iria explodir a qualquer momento, e antes que isso acontecesse, Jungkook parou com os movimentos. Meu corpo estava incontrolável, eu tentava a todo custo soltar-me, mas era inútil. Minhas pernas tremiam e meu coração iria sair da caixa torácica em segundos.

-Viu o que você ganha por ser desobediente, Park Jimin? –Ele deixou um último beijo em meu membro, fazendo com que eu gemesse agoniado pela tortura.

-Kookie, por favor, eu não aguento... –Escorriam lágrimas em minhas bochechas. Eu estava chorando de pura excitação.

-Eu até teria pena de você, mas não foi isso que você me pediu, Jiminie... –Seus dedos passaram na parte inferior das minhas coxas, e logo pude sentir mordidas fortes em cada uma delas. Aquilo estava acabando comigo. –Eu irei te fazer sentir melhor, pequeno... –Seus dedos foram até meus lábios, e eu não esperei um comando para chupá-los com vontade, ouvindo-o praguejar alguns palavrões sobre mim.

Ele separou minhas pernas deixando-me completamente exposto para si, e sem avisos prévios, senti um seus dedos me penetrarem começando a movimentar-se. Gemi insatisfeito com o desconforto, e inconscientemente contraia-me em seus dedos, expulsando-o.

-Porra Jimin... –Ele gemia e suspirava deixando-me atônito e ainda mais necessitado.

Após três dedos, eu estava rebolando em suas mãos, pedindo por mais contato, e ele não ousou em me negar. Com um movimento rápido, ele pôs minhas panturrilhas em seus ombros e pincelou seu membro em minha entrada, fazendo-me revirar os olhos e aproveitar as sensações ainda sem conseguir enxerga-lo. Ele penetrou-me de modo lento, gemendo alto e apertando minhas coxas com força. Doeu. Doeu muito.

-Caralho Jimin, tão apertado... –Minha entrada tentava expulsá-lo a qualquer custo e isso parecia excitá-lo ainda mais. Meus olhos estavam marejados pela dor, a ardência era insuportável.

Após alguns segundos de tortura para Jungkook, eu consegui me acostumar, e rebolei timidamente em seu membro. Ele passou a se movimentar, e gemendo alto desferia leves tapas em minhas coxas, a sensação de dor ia passando sendo substituída por um prazer quase incontrolável.

Eu gemia seu nome sem nenhum pudor, e ele urrava em meu ouvido enquanto entrava e saia de mim cada vez mais rápido. Jungkook libertou meus braços, agora dormentes e doloridos, e segurou minhas mãos com força. Eu sentia minhas costas molhando o lençol devido ao suor, meus cabelos colados na testa denunciavam o intenso prazer que me era dado.

Jungkook arrancou minha venda e finalmente pude enxerga-lo. A respiração descompassada, os lábios cortados, provavelmente de tanto mordê-los, os cabelos molhados devido ao suor e os sons dos seus gemidos não me fizeram aguentar mais.

A fricção do seu abdômen em meu membro fez-me chegar ao ápice gemendo despudoradamente o nome do homem acima de mim, o homem que eu amo. Com a contração do meu corpo, pude sentir Jungkook se derramar dentro de mim, trazendo-me uma maravilhosa sensação de estar preenchido. Preenchido por ele.

Ele deixou seu corpo colar-se ao meu, e ainda suados, nos abraçamos e aproveitamos juntos aquele momento que, certamente, havia se tornando o meu favorito. Estávamos conectados em corpo e alma. Eu havia me entregado a ele. Nossas respirações calmamente foram voltando ao ritmo normal, e após alguns segundos, Jungkook olhou em meus olhos e sorriu maravilhosamente fazendo com que meu coração acelerasse de imediato. Definitivamente, ele era lindo.

-Você nunca foi tão meu quanto agora... –Ele sorria tão lindo que por um momento, eu pareci flutuar em alguma galáxia longe daqui. –Apenas meu... –Suas mãos foram até as minhas bochechas acariciando-as da forma como ele sempre fazia.

-Kookie... Eu... Eu não sei o que dizer...

-Então eu digo... Você fica ainda mais lindo depois do sexo... –Minhas bochechas ruborizaram e ele sorriu antes de selar a minha testa. –Não adianta ficar com vergonha agora... –Seu olhar encontrou-se com o meu de forma intensa, e mais uma vez eu pude confirmar... Eu o amava mais que tudo. –Obrigado por confiar em mim, Jiminie... Obrigado por ser meu... E por me proporcionar uma das melhores sensações que eu poderia ter na vida... –Meus olhos marejaram e eu selei seus lábios em um selinho carinhoso.

-Obrigado por ser você, Kookie, eu te amo...

-Eu também te amo, Jiminie...

Naquele momento não me importava se o meu namorado sofria de algum problema psicológico e se conseguiríamos conviver com ele.

Eu sabia que ele superaria por mim, e se não o superasse, eu estaria disposto a me apaixonar pela dor, de modo que nos adaptássemos um ao outro.

Estou falando de renúncias, sacrifícios... Estou disposto a tudo por Jungkook.

Jeon Jungkook, o garoto gentil e sádico. O mesmo garoto por quem eu me apaixonei, e que agora acaricia minhas bochechas e me olha nos olhos... Aqueles olhos que insistem em refletir uma contradição pela qual hoje me descobri completamente dependente e submisso.  

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Ai que vergonha meu deus, faz tanto tempo que eu não escrevo um lemon que eu me senti estuprada!
Mas eu espero que vocês tenham gostado, e que @alwaysreminds2 esteja viva, pela continuação da minha existencia, preciso dela!
Beijinhooos!! Até mais


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