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História Contraditório - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Adeus


Fanfic / Fanfiction Contraditório - Capítulo 17 - Adeus

Sasuke ainda não podia acreditar no giro que havia dado sua vida. Duas vezes para ser preciso. Primeiro era o herdeiro ômega de uma grande fortuna, mas que não possuía liberdade para decidir sobre seu próprio futuro; depois um pobretão, que tinha sua liberdade, mas também passava fome, de comida e amor; e agora, era uma pessoa comum, de classe média, com um namorado lindo e doce, uma família que já considerava sua, e um bebê que vinha em caminho, era muita loucura para sua pobre cabeça.


- O que faz, teme? – perguntou o alfa se jogando a seu lado no sofá.
- Televisão. – respondeu unicamente, levando mais uma garfada de seu delicioso alimento aos lábios.
- Que isso que está comendo? – perguntou o loiro com nojo.
- Rúcula com mel. Agora fica quieto dobe. – os olhos do maior se expandiram.
- O que? Não pode comer isso teme. – tirou o prato do menor, que o assassinou com o olhar.
- Usuratonkachi, me devolve esse prato. – ordenou, o mais velho negou.
- Não. Está comendo seus semelhantes.
- O que?
- Está comendo seus semelhantes, olha... – apontou para as rúculas empapadas em mel, o menor rodou os olhos.
- Naruto...
- Não vou deixar dar isso à meu feijãozinho, não é pequeno? Você não quer, né? – falou o alfa, levando a orelha ao ventre de já quatro meses do menor – Não papai, não quero. – imitou a voz de um bebê – Viu só Sasuke, feijãozinho não quer. E eu também não quero te ver preso por canibalismo.
- Naruto, vai à merda. – falou o ômega, tomando o prato outra vez, e levando mais uma garfada da rúcula a seus lábios, ignorando o bico do loiro, mas fazendo careta quando uma náusea o atingiu – Ah, merda. – resmungou, antes de sair correndo ao banheiro, colocar tudo para fora. 
Faziam três meses que haviam descoberto sua gravidez, Naruto quando ficou sabendo havia ficado em êxtase, o pegando no colo e girando tanto que o havia feito vomitar sobre todo o vestido esverdeado do alfa, que preferiu jogá-lo no lixo a ter que lavar.
- Ei, está tudo bem. – o alfa acariciou suas costas, levando a mão à testa alheia para que o menor não sujasse os cabelos com o próprio vômito. Várias arcadas depois, o ômega finalmente pôde sentar no chão, mais pálido que o normal.
- Odeio isso. – reclamou.
- Eu sei, mas vai passar, eu prometo. – o alfa beijou a testa suada e levantou o menor, o ajudando a escovar os dentes, para depois levá-lo em braços, pela fraqueza, de volta à sala, estavam sozinhos nesse dia, Kushina e Minato haviam saído para visitar seu outro genro grávido. Sasuke apenas concordou em silêncio, escondendo seu rosto na curva do pescoço contrário, sentia alívio de que o odor a vinho e laranja não o enjoava como quase todos os odores restantes, não poderia ficar longe de seu alfa.

 

(...)

 

No dia seguinte, Sasuke acordou com um mau pressentimento, não disse nada à Naruto, mas o dia inteiro passou com um sentimento ruim, como se algo fosse acontecer e quando à noite chegou, as más notícias também chegaram.


- Não... – o ômega negava com a cabeça, rejeitando acreditar no que ouvia.
- Eu sinto muito, Sasuke. – falou a alfa ruiva, com um semblante triste, o puxando para si para deixá-lo chorar tudo o que precisasse, enquanto liberava seu odor para acalmá-lo, desejando que essa triste notícia não afetasse sua saúde.

 

(...)

 

A morte de seu irmão o pegou totalmente de surpresa. Itachi sempre havia sido um alfa forte, com uma saúde de ferro, que nem resfriado pegava. Também sempre havia sido responsável, por que então havia pegado o carro embriagado? Não conseguia entender. 

O pequeno Uchiha passou a noite chorando, mesmo estivesse brigado com seu irmão, ainda o amava e guardava com carinho as lembranças de sua infância, quando eram tão unidos. Naruto passou a noite consigo, o acalmando e transmitindo carinho, desejando aliviar mesmo fosse um pouco da tristeza no coração de seu namorado.

No dia seguinte partiram ao cemitério, onde sua família já estava reunida, muitos chorando, sua mãe inconsolável nos braços de Kagami, seu cunhado, já que seu pai estava rígido, parecendo em choque, Itachi sempre havia sido seu filho preferido, e perdê-lo agora, de tal forma estúpida era algo que não podia digerir. 

Olhou aos lados, percebendo que Izumi, a esposa de seu irmão, não estava, apenas a pequena Yumi, filha de ambos, estava nos braços da avó materna. Não entendia, Izumi sempre havia dito amar muito a seu irmão, por que então não estava em seu enterro?


- Sasuke... – Mikoto sussurrou ao vê-lo e com passos atrapalhados, aproximou-se à seu caçula, notando o ventre avantajado e a presença do alfa a seu lado, o qual acreditou fosse uma mulher pelos longos cabelos soltos e vestido negro. A ômega levantou a mão, desejando tocá-lo, mas afastou-a, temendo à reação de seu filho, depois de tudo não o havia defendido quando mais havia precisado. Sasuke percebendo, sorriu com tristeza, soltando-se de seu namorado e abraçando ele, a mulher, que chorou em seu ombro, inalando o odor doce de seu filhote, o qual havia sentido tanta falta.

 

(...)

 

Durante todo o enterro, Mikoto não havia se separado de seu caçula, permanecendo abraçada a este e quando tudo chegou a seu final, seu marido a tomou pelo braço, a levando embora sem nem olhar ao mais novo. Sasuke abaixou a cabeça, triste, mas decidiu ignorar, depois de tudo seu pai sempre havia sido assim, nunca havia se importado de verdade com um simples ômega como ele.

Cumprimentou a todos que ali estavam, seu tio Kagami, irmão de seu pai, os sogros de Itachi, dando uma atenção especial à pequena Yumi, de quatro aninhos, que parecia assustada no colo da avó. Deixou flores no túmulo de seu irmão, sentindo uma grande tristeza ao ver a bonita foto ali contida e chorou, chorou muito ao se despedir.

Todos já haviam ido embora e Naruto, junto a seus pais, o aguardavam uns passos atrás, por isso ficou surpreso quando sentiu um cítrico odor diferente, observando calado como o alfa, contendo lágrimas, deixava flores ao túmulo, as preferidas de seu irmão.


- Ele sentia sua falta. – falou o alfa, depois de vários instantes em silêncio – Queria te buscar, mas não tinha coragem, estava envergonhado.
- O que aconteceu de verdade? – perguntou, seu primo sorriu triste.
- Izumi não veio, não é? – Sasuke franziu as sobrancelhas sem entender e o que ouviu a seguir quase o fez engasgar de surpresa – Ela nos pegou juntos... na cama. – a boca do ômega se abriu, estava chocado.
- Mas... mas vocês... – não entendia, sabia que ambos haviam crescido juntos, eram melhores amigos, além de primos, mas... ambos eram alfas e Itachi era casado, casado com uma mulher, uma ômega. Shisui sorriu por sua expressão espantada.
- Ninguém manda no coração Sasuke, não pudemos evitar, nos apaixonamos. No início, Itachi não queria aceitar, porque ambos éramos alfas, por isso aceitou se casar com Izumi, como seu pai havia arranjado. – um suspiro escapou do alfa – Ele tentou, de verdade tentou amá-la e o resultado disso foi Yumi, mas... nossa ligação era mais forte, nenhum de nós pôde controlar. Quando seu pai te expulsou de casa, Itachi quis te procurar, mas Fugaku havia acabado de descobrir nosso relacionamento, e ele não queria mais problemas com o pai. Desculpe Sasuke, fomos egoístas...
- Eu... – o ômega não sabia o que dizer.
- Ontem, quando estávamos na cama, conversamos, ele havia decidido te procurar hoje, mas... de alguma forma, Izumi ficou sabendo de nós, e foi até minha casa, nos pegou no flagra, nus na cama. Ela ficou irada, jogou vários objetos sobre nós, disse que pediria o divórcio e o impediria de ver a filha. Ele ficou desesperado, podia não amá-la, mas amava a filha. Saiu correndo atrás dela, e quando tentou entrar em casa, ela não permitiu, havia trocado as fechaduras, já deveria estar preparada, na certa já estava desconfiada. – outro suspiro escapou, junto à grossas lágrimas – Ele não sabia o que fazer, foi à um bar, acabou bebendo e aconteceu o acidente, ele morreu na hora.
- Eu... não sei o que dizer. – o maior sorriu com tristeza.
- Te peço perdão Sasuke, por mim e por ele.
- Shisui...
- Só lembre-se Sasuke, ele te amava, pode ter sido covarde, mas ele te amava. – o menor assentiu, e o maior suspirou uma última vez, antes de bagunçar os cabelos do ômega e ir embora. Naruto se aproximou ao vê-lo sozinho.
- Sasuke? – o moreno fechou os olhos ao sentir uma leve brisa tocá-lo e acabou sorrindo.
- Podemos ir, dobe. – Naruto assentiu, entrelaçando seus dedos, sem ouvir o último que seu namorado disse antes de sair – Te perdoo niisan... adeus.
 


Notas Finais


Continua...


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