História Contrassenso - Capítulo 4


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Categorias Adriana Lima, Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler, Stella Maxwell
Personagens Adriana Lima, Chaz Somers, Christian Beadles, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Ryan Butler, Stella Maxwell
Tags Anastacia Miller, Criminal, Filho, Justin Bieber, Máfia, Policial, Traição, Ttiana
Visualizações 59
Palavras 2.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Here I am
Once again... Boa leitura amores

Capítulo 4 - Quebra de expectativa


- 2018 -

Anastacia Simpson

Ontem Loreto fez oito aninhos, e eu o amo com todas as minha forças. Apesar das dificuldades, meu filho é minha maior benção e tudo o que eu quero é que ele tenha um futuro diferente do meu.

Nesse tempo, consegui terminar o ensino médio e Derek melhorou muito como pai, ele é muito mais presente e me dá todo o suporte financeiro. Nós não voltamos, por mais que ele insista nisso quase sempre. Eu o perdoei, mas não totalmente, não tem como voltarmos.

Quando acordei o apartamento estava uma bagunça por conta da festa, era sempre assim no dia seguinte ao aniversário de Loreto, mas eu arrumava tudo com o maior prazer.

Minha irmã tinha dormido na minha casa, e já estava arrumando a bagunça.

— Penelope deixa isso aí, vem tomar café, depois eu dou um jeito nessa bagunça. — Falo sem antes a cumprimentar. Minha irmã era sensacional, depois do nascimento de Loreto, ela se tornou uma grande parceira.

— Tudo bem, mas eu já adiantei bastante. — Ela disse vindo até mim sorrindo.

— Bom dia irmã. — Falo e ela me lança um beijo no ar.

— Bom dia.

Começamos a tomar nosso café da manhã em silêncio, um tempo depois Vanessa se juntou a nós. Estava tudo na maior paz, Penelope disse que precisava ir embora pois era o dia da matrícula dela na faculdade, ela havia conseguido! Logo sairia daquele bairro sombrio e iria para faculdade, o futuro da minha irmã estava garantido! Eu estava tão feliz por ela, foi aceita de primeira e tinha as melhores notas, e Deus sabe o quanto essa garota merece um futuro próspero. Após nos despedirmos fui para a janela, de lá eu podia dar mais um tchauzinho para minha irmã quando ela chegasse na rua.

Quando ela apareceu trocamos acenos e então do nada um homem apareceu e tentou tirar a bolsa da minha irmã. Comecei a gritar para ela largar a bolsa, mas ela insistia em ficar segurando, então o homem sacou uma arma. Saí da janela e desci correndo, eu estava quase na porta quando ouvi barulho de tiro. Senti uma pontada no coração e em seguida uma falta de ar, o que me fez desequilibrar e quase cair da escada. Continuei descendo as escadas, e quando cheguei na rua desabei. Minha irmã estava estirada no chão coberta de sangue, cheguei mais perto, ela estava morta.

Lembrei de tudo o que ela já tinha feito por mim, de todas as pessoas a minha irmã não merecia morrer assim tão jovem. Soltei um grito de ódio e de dor, eu queria minha irmã de volta. Agarrei seu corpo em meus braços e com dificuldade por conta dos soluços eu implorava a Deus que ele não levasse minha irmã. Mas de nada adiantou minha súplica, ela já estava morta quando a ambulância chegou.

Lágrimas, quentes e grossas, desciam pelo meu rosto; no entanto, não aliviaram o peso da minha alma. Ela estava repleta de escuridão e de desespero, pois parte dela havia sido roubada.

Minha irmã era uma grande fonte de felicidade e conforto. Eu a amava tanto, e ainda a amo. Enquanto eu seguia o caixão até a cova, relembrei todos os momentos de felicidade que tive com ela. Involuntariamente, comecei a soluçar, e então senti meu irmão me abraçar de lado. Ele usava óculos escuros, mas eu vi todas as vezes em que ele secou o rosto.  

Observei o caixão descer. Tudo estava acabado. Joguei girassóis e uma carta de despedida, mesmo sabendo que ela não leria. Minha irmã queria cursar psicologia, ajudar as crianças que, como nós, tinham uma infância difícil.

(...)

Cheguei em casa e fui direto ao banho. Achei que, debaixo d’água, minhas lágrimas cessariam. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Fui para o meu quarto e tomei um remédio para pegar no sono. Foi quando tive uma visão.

Penelope, sorria abertamente para mim, dizendo que as coisas estavam bem e que tudo havia acontecido com um propósito.

Antes de ir embora, ela me entregou um papel. Abri-o com todo cuidado. Era o seu diploma de psicologia, mas com o meu nome. Então aquela era minha missão: dar continuidade ao sonho da minha irmã.

Levantei, esperançosa, e fui até o computador à procura de faculdades nas quais poderia entrar. Depois de muito tempo de pesquisa, achei uma que parecia boa e barata, mas, como nada é perfeito, ela ficava em Los Angeles.

Sei que não conseguirei uma bolsa, e não posso perder dinheiro com a taxa de inscrição para prova. São necessários dez mil dólares para pagar o primeiro ano de faculdade, e, depois de um ano, eu estaria preparada para virar bolsista. Comecei a me animar, li mais sobre psicologia. Além de ser um instrumento de ajuda ao próximo, era um curso muito interessante.

— Amiga, não sabia que estava acordada. Eu estava no meu quarto com Loreto. — Vanessa apareceu, dando-me um susto.

— Eu vou cursar psicologia — informo, animada. — A minha irmã apareceu para mim em um sonho e me deu essa missão.

— Como é? — indaga, surpresa.

— Eu vou estudar na West Los Angeles College — continuo, sorridente.

— Ah, é, gênio? E como você vai pagar uma faculdade? Como vai frequentar uma faculdade em Los Angeles se você mora em Detroit?

— A faculdade é barata, eu vou conseguir o dinheiro.

— O aluguel? O dinheiro para alimentação e higiene? Amiga, eu te amo, e sei que é um momento difícil, mas ponha o pé no chão.

— Estou com os pés no chão! Sei que posso fazer isso, talvez eu pegue dinheiro com meu irmão, ou sei lá! Aliás, como o Loreto está?

— Dormiu a maior parte do tempo, mas não está sendo fácil para ele.

— Ainda está dormindo?

— Sim, mas não fuja do assunto. Tem certeza de que esse é o certo a se fazer? Porque eu sei um modo de não pagarmos aluguel.

— Foi impressão minha, ou você falou no plural?

— Acha que vai se livrar de mim? — Nessa pergunta, fazendo-me rir.

— Fico feliz que não, mas qual modo seria esse?

— Digamos que, há um tempo, eu descobri que um conhecido mora em Los Angeles, e que eu sei que ele quer retomar contato com você.

— Qual conhecido é esse? — pergunto, desconfiada.

— Seu pai, e eu sei que não é quem você gostaria, mas pense em Penelope. E também seria apenas enquanto não arrumamos nosso cantinho — Vanessa argumenta, deixando-me sem palavras.

— Eu não quero que ele conheça o Loreto . Não mesmo. Prefiro achar outra maneira.

— Talvez seja hora do Loreto passar um tempo com o pai. Só um mês, Anastacia, o tempo de nos estabelecermos. Se não der certo, nós podemos voltar.

Então era isso? Pela memória de minha irmã, eu iria reencontrar meu pai e passar um mês sem o meu bebê? Engoli em seco, sem saber ao certo como proceder. Era tudo tão complexo. Mas, após muito refletir e chorar, cheguei à conclusão que era mesmo o melhor a ser feito.

Justin Bieber

Já fazia dias que eu não caçava, e já estava ficando agoniado. Porém, tinha que permanecer assim até resolver alguns assuntos importantes.

Eu estava no meu escritório, planejando um assalto a banco em Beverly Hills. Desde que assumi a máfia, decidi que sairia da zona de conforto e chegaria ao topo. Derrotei um por um até conseguir o controle total da América do Norte. O próximo assalto que eu iria realizar seria grande, o tipo de trabalho que há tempos nós não fazíamos, já que a polícia estava na nossa cola.

Tudo tinha que dar certo, pois o assalto de Beverly Hills é, antes de tudo, um treinamento para quando formos realizar o maior assalto de nossas vidas, daqui a um mês, em Washington.

Era algo novo e que precisava de todo o cuidado. Nós estamos sem a polícia na nossa cola há dois meses, e eu não quero ter nenhum problema com eles até depois do assalto em Washington.

Ouvi alguém bater à porta e bufei.

Odiava ser interrompido.

— Entra — permito, e, quando a porta se abre, encontro o chefe de minha segurança, Joseph Simpson.

— Boa tarde, senhor. Eu vim porque quero pedir permissão para minha filha vir a Los Angeles, passar um tempo comigo aqui na sua residência — pede, fazendo com que eu me lembre de que ele tem família.

Joseph sempre foi tão dedicado que não me lembro se um dia ele já tirou férias.

— Como o senhor sabe, eu tenho me dedicado inteiramente ao trabalho desde que fui contratado pelo senhor. Naquela época, minha filha era apenas uma menina. Hoje ela me pediu um teto, pois vai entrar para faculdade e não tem onde ficar. E...

— Pode parar por aí — interrompi o discurso do meu funcionário. — Ela pode ficar aqui por um mês, contanto que não atrapalhe em nada. Quero o nome completo dela para saber quem está vindo para minha casa.

— Sim, senhor. Muito obrigado. Mas tenho que dizer que ela queria trazer junto uma amiga, e, se não for pedir demais...

— É pedir demais — voltei a interrompê-lo. — Mas como tem sido um bom funcionário nos últimos anos, vou concordar. Escreva o nome delas aqui — falo, entregando papel e caneta nas mãos dele.

— Muito obrigado, senhor. Não sei nem como agradecer — disse, entregando-me o papel.

— Não precisa, pode se retirar — respondo, entediado.

— Com licença — pede e, finalmente, sai.

Aproveito a distração para dar uma pausa no trabalho.

Enquanto mexia no celular, vi uma notícia que me irritou profundamente. Duas mulheres que estavam desaparecidas foram encontradas incineradas atrás da minha boate e, porque já não era o bastante, elas estavam mutiladas; ou seja, a culpa era de Khalil.

Senti meu sangue ferver.

Depois de tanto tempo tentando manter a gente longe da polícia, esse desgraçado nos coloca na mira deles de novo. E pior, eu não poderia caçar, já que mais sumiços chamariam atenção.

Disquei o número de Khalil, puto da vida, e deu na caixa postal. Deixei um recado bem claro: “Presta muita atenção, seu imbecil. Por sua culpa, nós não vamos fazer o assalto em Beverly Hills, pois a polícia está na nossa cola. De novo. Então faça, pelo menos, uma coisa inteligente: não apareça na minha frente, ou vou ter muito prazer em comer sua carne.”

Dito isso, saí do escritório. Eu não precisava mais passar tempo nenhum trabalhando, pois não teria mais merda de assalto nenhum. Fui para o meu bar, que ficava estrategicamente perto do escritório, e, para completar ainda mais minha frustração, Ashley e Stella estavam lá.

— Que cara é essa, Bieber? Não me diga que seu brinquedinho falhou. — Stella me perturba, como sempre. Tento ignorá-la e apenas pegar minha bebida. — Ai, que delícia! O chefinho está triste, será que a sobremesa dele acordou e saiu andando?

— Não é muito difícil ter mais sorte do que você em trazer alguém à vida. Falando nisso, como vai Andrew? — respondo, maldoso. Sei que o ex-noivo é o ponto fraco dela.

— Morto, como você bem sabe, já que é o culpado de isso ter acontecido — responde, com ódio, e sai do bar, enfurecida. Provavelmente iria chorar. Bem feito.

Quando eu acho que finalmente vou poder beber em paz, Ashley acaba com o meu sossego: — O que aconteceu? Deu alguma coisa de errado no assalto?

— Deu sim, ele não vai mais acontecer — respondo, entre dentes. Não estava a fim de papo com ninguém.

— Como assim? E quando você ia me contar isso? — questiona, aparentemente indignada.

— Quando me desse na telha, agora sai do meu bar — mando, voltando a perder a paciência.

— Olha bem o tom que usa comigo! Eu sou a herdeira...

— Você não é nada! O que o seu pai tinha não chega aos pés do que eu construí. Você sabe muito bem disso — interrompo-a, enfurecido.

— Se chega aos pés ou não, não importa; eu ainda sou dona de metade disso aqui, e, se não vamos realizar o assalto, isso é culpa sua. Sua e da sua incompetência — revida.

Quando ouvi aquilo, meu sangue ferveu.

Essa patricinha do inferno se diz dona do meu império, só que nunca se coça para ajudar a resolver nada. Acha-se muito útil só porque conseguiu contato com Giuseppe, mas essa vadia continua sendo descartável.

Além de eu ser um chefe muito melhor que o seu pai. Patrick era bom e, sem dúvida, ele me ajudou muito. No entanto, não sabia pensar, se achava bom o suficiente, e morreu com uma “máfia” pequena e sem recursos, no Canadá. Funcionava mais como uma gangue que repassava as drogas de grandes mafiosos, fazia assaltos pequenos e uns rachas meias-bocas.

Quando eu assumi, expandi o território para os Estados Unidos. Apesar de, por enquanto, eu ser dono apenas de uma área modesta de Los Angeles, comecei a fazer contato com pessoas importantes, trabalhei com políticos, realizei assaltos maiores, iniciei uma competição de luta de rua que acontece toda semana, os caras que correm nos meus rachas são quase profissionais e tenho diversos projetos em mente. Vou ser dono de várias boates e, o mais importante, de tudo. Vou produzir minha própria droga — por enquanto, só tenho uma plantação de maconha, mas logo terei um laboratório enorme.

Então essa garota vem e me chama de incompetente? Tudo o que ela fez foi abrir as pernas para outro mafioso que eu queria parceria.

Tomado pela raiva, prenso o corpo dela contra a parede.

— Não ouse falar assim comigo nunca mais, ouviu bem? Nunca mais! — grito.

— Justin, pare com isso. Ficou maluco, cara? — Ryan chega, puxando-me junto com Christian.

— Essa vadia acha que é dona disso aqui — grito de novo, nervoso.

Nós temos um contrato, e ele ainda está valendo — retruca de volta. Desgraçada!

— Ryan, tire-a daqui! Eu preciso conversar com Justin — Christian se pronuncia.

Eu estava furioso e exausto.

Minha cabeça estava a mil por conta de tudo o que estava acontecendo. Aquele, definitivamente, era o pior momento para vir falar qualquer coisa comigo; mas, mesmo contra a minha vontade, esperei para ouvir o que Christian tinha a me dizer.

— É melhor se acalmar, temos que conversar assuntos importantes — revela, com um tom firme.

— O que aconteceu agora? — pergunto, rude.

Não conseguia nem imaginar ter que lidar com mais problemas.

— O Khalil...

Não o deixei completar a frase, declarando: — Eu já sei, e eu gostaria que você o trouxesse para mim hoje.

— Tudo bem. Outra coisa, o italiano quer nos encontrar na próxima terça-feira. Ele está ansioso para acabar de vez com Ian, e talvez seja uma boa adiar o assalto e atacá-lo primeiro. Além disso, você precisa contratar uma prostituta, ou outro alguém, para transportar a droga daqui para Nova Iorque — Christian avisa, jogando mais trabalho nas minhas costas.

— Eu decido isso até terça-feira. O que eu quero agora é encontrar aquele desgraçado — digo, referindo-me a Khalil.

— Vou achá-lo logo, não se preocupe — Chris confirma de imediato.

— Me diz como, se parece que eu estou cercado de imbecis? — murmuro, nervoso.

— Ah, eu sei um jeito — Christian conta, vindo em minha direção e dando em cima de mim, o que me deixou ainda mais puto.

— Se você se aproximar de mim, eu vou te espancar até a morte — ameaço, com sangue nos olhos.

— Tá. Pelo menos, tentei — diz, dando de ombros. — Sabe, o meu trabalho é muito pesado. Eu tenho que manter a ordem de absolutamente tudo. Acho que está na hora da Ashley fazer alguma coisa, passar a tomar conta das boates — sugere.

Eu respondo, grosseiro: — Foda-se, Christian. Passa essa merda para ela, já que você não tem competência para isso. Já acabou?

— Já. Olha, Justin, eu entendo sua frustração, mas eu estou fazendo de tudo para te agradar, e, se você me deixasse, poderia fazer muito mais. Tem que parar de mostrar esse seu lado ariano, seu ascendente acaba com o seu charme — reclama, fazendo-me perder totalmente a cabeça.

— Eu não preciso de charme, e não preciso que você venha aqui me animar. A única coisa que você tem que fazer é o seu trabalho — grito, puto. — Mas como parece que todos acham que estão aqui por amizade, eu quero uma reunião, no domingo, com todos os empregados desta casa. E avise ao Simpson que se ele quer que a vadia da filha dele e a outra garota venham para cá, elas terão que chegar antes da reunião e vir falar comigo. Fui claro?

— Claro como água. Com licença — responde, e sai de cabeça baixa.

Estúpido.

 


Notas Finais




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