História Contrata-se uma babá - Capítulo 2


Escrita por:

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 200
Palavras 3.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - A estufa.


A estufa

 

 

_Esse cretino sem melanina…

Os passos fortes contra a cerâmica lustrosa ecoava pelo extenso corredor que dava acessos aos quartos.

_Posso entrar?

_Entre… Ordenou.

_Precisa de alguma coisa? Adentrou, o quarto antes bagunçado se encontrava devidamente organizado, o aroma de ambiente recentemente limpo impregnava o local. O Uchiha estava saindo do banheiro, usava uma calça moletom branca e uma regata preta com os dizeres “I Love tomatoes” estampados em banco. Os cabelos úmidos eram secados com a toalha que colocara mais cedo no banheiro.

_Sim, quero que vá comprar estas coisas para mim. Falou estendendo em sua direção uma lista de alimentos.

_Mas hoje é domingo e são 16 horas.

_E dai? Perguntou desinteressado

_Está tudo fechado essas horas.

_Não, não esta. Peça ao motorista para te levar, diga a ele que eu mandei você ir ao mercado, ele saberá qual te levar. Falou jogando-se na cama e atentando-se a televisão que exibia o menu de um jogo desconhecido por ela.

_Esta bem.

 

Era exatamente 16:20 quando saiu da residência dos Uchihas. O motorista silencioso que aparentava ter seus cinquenta e poucos anos chama-se Kristofer e possuía cabelos ruivos que contrastavam com a pele clara, os olhos verdes e as pequenas sardas nas bochechas o tornavam incomum para aquela região onde a maioria das pessoas possuíam cabelos loiros, castanhos ou pretos como o dos Uchihas. Não era preciso perguntar para saber que ele era imigrante, mas ainda sim resolveu questionar a naturalidade do homem como forma de iniciar uma conversa.

_Você nasceu aqui mesmo?

_Não.

_Eu sabia.

_O que me entregou? Olhando para ela por poucos segundos e contatando que ela olhava para seus cabelos _Haha, meu cabelo sempre me entrega. Eu sou de origem Polonesa, mas vivo aqui desde meus oito anos.

_Por isso fala tão bem nossa língua. Constatou.

_Sim, e a senhorita?

Se Kristofer não estivesse tão concentrado na estrada teria notada a careta que se formou no rosto de Hinata ao ser chamada daquela forma.

_Meus pai era natural daqui, mas minha mãe era de origens grega.

_Oh, grega?! Mas não dizem que gregos costumam casar com outros gregos?

_Sim, minha mãe abandonou tudo para ficar com meu pai.

_Que história! Você fala grego?

_Não muito. E você fala Polonês?

_Sim, mas apenas quando retorno para Polônia nas minhas férias. A ceta indicando que virariam a direta estava ligada e parou no momento em que Kristofer manobrou o volante fazendo a curva. _Chegamos. Anunciou estacionando em frente a uma loja vinte e quatro horas.

_Obrigada Kristofer. Agradeceu retirando o cinto de segurança.

_De nada senhorita, esperarei aqui.

_Esta bem.

 

A loja era maior do que aparentava por fora, as diversas placas espalhadas indicavam onde estavam alimentos frios, guloseimas etc.

_Macarrão parafuso, carne moída, milho em conserva, molho de tomate…. Suspirou agradecida ao notar que a maioria das coisas que estavam na lista ficavam na mesma seção. A cesta em sua mão começava a pesar, remungou consigo mesma enquanto procurava o último item da lista: Tomates Italianos.

_Senhora, sabe me informar onde encontro tomates italianos? Perguntou a uma mulher que organizava algumas coisas nas prateleiras.

_Claro, ficam no final da seção de frutas. Apontou para o final do extenso corredor. _Se não estiverem la, procure na área refrigerada, sempre colocam alguns nas bandejas la.

_Obrigada.

_De nada, querida.

Assim como a senhora tinha informado os tomates estavam na seção de frutas e finalmente tinha terminado a pequena compra. Devido ao horário não havia muitas pessoas na loja, os caixas possuíam apenas uma mulher atendendo.

_Boa tarde. Cumprimentou a moça do caixa que apenas a olhou com as sobrancelhas extremamente fina arqueada, parecia irritada.

_Runf, boa. Enquanto a mulher passava o código dos produtos Hinata dava-se conta de que Sasuke não tinha lhe dado dinheiro para pagar aquelas compras e ela duvidava muito que tivesse aquela contia na bolsa _ 87 reais.

_Er…

A moça á olhava como se já tivesse visto aquela cena muitas vezes antes.

_Algum problema?

_Eu esqueci de pegar o dinheiro…

_Uhum, sei.

Poderia ir ate Kristofer e pedir para ele lhe emprestar o dinheiro, mas não acreditava que ele tivesse aquela quantia com ele no momento.

_Eu pago.

Alguém falou atrás de si.

_Não preci… Recusaria a ajuda daquele estranho, mas ao ver aquele sorriso aberto que ele lhe lançava sentiu-se muda. Os cabelos loiros contra a luz ambiente da loja pareciam macios como camurça, a pele bronzeada não parecia ser efeito de horas exposto ao sol e sim uma tonalidade natural, os olhos azuis assemelhavam-se com duas pedras de Topázio Azul em sua forma mais pura.

_Tudo bem, eu pago. Ele falou novamente passando por ela e indo ate a caixa que olhava para ele da mesma forma que Hinata olhava : como uma idiota. _Aqui…

Em seu estado normal Hinata teria recusado veemente, mas o sorriso bonito e amigável que ele ostentava tirava as palavras de sua boca.

_Pronto…

Agora não havia mais como recusar, ele já tinha inserido o cartão e pagado sua compra e agora passava as suas.

Hnata ainda olhava para o desconhecido como se estivesse observando um alienígena ou algo assim, nunca alguém tinha feito algo tão legal para ela e agora que alguém tinha feito… era para ele. Suspirou informada com seu azar.

_Quer ajuda com isso? O loiro apontava para as sacolas.

_Como faço para pagá-lo? Você tem conta?. Procurava na bolsa uma caneta e seu bloquinho de anotações.

_Não precisa…

_Eu insisto.

_Bom, se é importante para você. Pegou o bloquinho das mãos dela _Este é meu número, quando poder me pagar pode me ligar que eu irei ate você. O bloco novamente estava em suas mãos, o número acompanhado do nome “Naruto” estavam escritos com uma caligrafia bonita.

_Esta bem, obrigada!

_De nada...er…

_Hinata!

_Hinata... prazer, me chamo Naruto. A mão dele estava estendida em sua direção, os lábios exibiam o mesmo sorriso amigável de antes.

_Eu sei. informou, sorriu quando ele a olhou curioso, quase perguntando como ela sabia aquilo. _Você anotou junto com seu número.

_Ah, é mesmo. Sem graça bagunçou a parte de trás dos cabelos como se quisesse disfarçar. _Eu te ajudo. Pegou as sacolas deixando para ela apenas duas.

_Obrigada.

O loiro carregava em uma mão suas compras e na outra as dele. O carro estava estacionado no mesmo lugar, notou quando Kristofer foi em sua direção para ajudá-los e pegar de suas mãos as poucas sacolas que carregava, apertou em algum botão no controle do carro que abriu o porta-malas automaticamente.

Naruto colocou as compras com a ajuda de Kristofer no porta-malas.

_Obrigada, Naruto.

_De nada, ate mais. Falou virando-se e indo em direção a loja novamente.

_Até…

 

 

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O caminho de volta para a mansão Uchiha estava melhor que a inda, Kristofer que no inicio pensou ser calado de mais se mostrou um verdadeiro puxador de conversas.

_Você trabalha para o senhor Uchiha a muito tempo?

_Ah sim, comecei a trabalhar la em 1995, bem antes do menino Sasuke nascer.

_Nossa, nunca pensou em trocar de trabalho?

_Algumas vezes, mas nunca levei adiante e não me arrependo disso.

_Você sabe por que o senhor Fugaku me contratou? Quer dizer, o Sasuke não parece…

_Não parece precisar de alguém para cuidar dele?! Hinata assentiu com a cabeça observando o curto sorri se formar nos lábios finos. _Eu sei que você não gosta dele. Olhou para ela serio. _ Mas não o julgue antes de conhecê-lo, por fora ele tem aquela postura irritante, mas por dentro, ele está quebrado em pequenos pedaços. As esferas verdes olharam de relance para ela cientes que detinha de total atenção da mesma_ O senhor Uchiha só esta fazendo o que qualquer pai faria, tentando concertar da melhor forma possível seu único filho.

Fora uma resposta enigmática, ao mesmo tempo que lhe confirmava suas suspeitas de que algo não estava certo levantava ainda mais questões para sua mente curiosa, suspirou derrotada afundando-se mais no banco do carro.

_Σκατά… Praguejou em grego.

_Eu não falo grego, mas tenho certeza que isto é um palavrão. Kristofer a repreendeu, a expressão contorcida em uma careta arrancou risadas de Hinata.

_É quase…

O motorista parou o carro em frente ao enorme portão da residência dos Uchihas, notou quando outro botão no controle do carro foi apertado e o portão abriu-se dando passagem para eles. O carro fora estacionado na garagem e Kristofer saiu para ajuda-la com as compras.

_Obrigada.

_De nada, ate mais senhorita.

_Que bom que já voltou. Kurenai apareceu misteriosamente na cozinha, Hinata não se assustou dessa vez, estava se acostumando com as aparições repentinas da mulher_Seu chefe estava perguntando por você a poucos instantes.

_Eu fui comprar as coisas que ele pediu.

_Melhor ir logo até ele.

_Certo.

 

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_Posso entrar?

_Pode!

Lá estava ele, da mesma forma que estava quando havia saído.

_Comprou tudo?

_Sim, deixei na cozinha.

_Certo, por ir. Falou concentrado no jogo, mas Hinata permaneceu no mesmo lugar _ Que foi?

_Você me pediu para comprar um monte de coisas, mas você não me deu dinheiro!

_Por que você não perguntou? Falou ainda concentrado no jogo. _Achei que tinha dinheiro do meu pai.

_Achei que tivesse o dinheiro do meu pai… O imitou _ Aqui. Caminhou ate ele e o entregou a lista do mercado com o valor.

Sasuke resmungou pausando o jogo para pegar na carteira o dinheiro.

_Pode me deixar agora?!

_Com prazer. Falou caminhando em direção a saída do quarto enquanto contava o dinheiro. _ Faltou vinte reais.

_Ta me zoando? Perguntou irritado, mas ela parecia não se importa_ Argh. Pegou na carteira a quantia _Aqui, agora some!

_E o que eu faço com aquelas coisas?

_Deixa la, já vou descer.

_Ta bom.

 

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Como uma criança curiosa, Hinata explorava o grande terreno dos Uchiha encantando-se com as flores no caminho. O sol fraco de fim de tarde junto com o vento fraco tornava sua jornada mais agradável. Duvidava que a ideia de fazer aquele lindo jardim tivesse partido de Fugaku ou ate mesmo de Sasuke, tudo ali era muito bem planejado, a trilha antes de concreto, agora limitava-se a um chão de barro batido, delimitando a trilha havia várias Azaleias cor-de-rosa agrupas em fileira seguindo a trilha. Era bonito, mas delicado de mais, tinha medo de tropeçar nos próprios pés e esmagar alguma daquelas flores.

_Okaa-san adoraria isto.

Realmente, sua mãe gostaria, Yumi Hyuuga era uma amante de jardinagem e por acaso aquelas flores eram as preferidas dela. Sorriu lembrando do dia que seu pai com a missão de aguar as plantas de sua casa, deixou a rosa-do-deserto que Yumi tanto amava naufragada.

Mais a frente, havia uma estufa, a estrutura delicada deixava claro o quão sensível era a pessoa que havia projetando aquele lugar e para seu completo fascínio a estufa era ainda mais bonita por dentro. Havia tantas borboletas coloridas circulando pelo lugar que mais parecia uma chuva de cores. As plantas que estavam ali tinham um aspecto sensível, principalmente as suculentas e rosas.

_Nao deveria está aqui…

Sasuke estava na entrada da estufa, a expressão irritada fez seu coração palpitar ainda mais acelerado por ter sido pega em flagrante.

_Me desculpe, eu não quis… Tentou argumentar.

_Saia! Ordenou _SAIA, SAIA AGORA! Sasuke gritou jogando no chão um vaso de porcelana vazio. Com medo Hinata saiu depressa da estufa, corria desesperada para a mansão, ainda ouvia o som de mais vasos sendo arremessados ao chão e quebrados. Não sabia o que tinha feito de errado, ninguém dissera que aquela área era proibida.

Ao chegar a mansão correu para o seu quarto, o coração ainda estava acelerado. O corpo estava trêmulo devido ao olhar cheio de ódio com que ele a olhou, algo lhe dizia que tinha escapado de algo muito pior.

_Você entrou na estufa, não foi?! Kurenai estava na porta do quarto.

_Eu n-não sabia…

_Não se preocupe. Falou aproximando-se dela e tocando-a nas costas em uma espécie de carinho desajeitado.

_Ele me olhou com tanto ódio, eu pensei que…

_Não pense em nada, esqueça o que quer que tenha acontecido la, mas acostume-se com isso. Afastou-se novamente e saiu.

O quarto tornou-se silencioso assim como toda a residência, a frase de Kurenai ecoava em sua cabeça, arrepiou-se em pensar que novamente veria aquele olhar em sua direção.

 

 

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O cheiro inebriante de comida que vinha do andar de baixo a fez despertar, olhou para o pulso a fim de verificar as horas, assustou-se ao constatar que mais de duas horas havia passado. O estômago roncou a fazendo lembrar que ainda não tinha jantado, o aroma de comida sendo preparada parecia atraí-la. Desceu as escadas indo em direção a cozinha esperando encontrar com Kurenai ou alguma outra cozinheira, mas quem cozinhava era ele, antes que fosse notada se escondeu, não queria encará-lo ainda ou ser acusada de esta bisbilhotando.

_Eu sei que tá ai. Ele falou, mas se manteve em seu lugar _Pare com isso Hinata, saia logo dai.

Ele tinha a descoberto em apenas alguns segundos, respirou fundo antes de sair de seu esconderijo.

_Como descobriu? Perguntou apoiando-se no balcão enquanto observava as costas dele.

_Seu estômago tem voz própria. Falou virando-se para olhá-la. _ Se quiser pode comer.

Queria recurar, mas estava com fome de mais para se sentir constrangida ou ter medo dele.

_Já tá pronto?

_Uhum. Ele colocou a comida em seu prato e sem olhar para ela sentou na mesa para comer.

Hinata esperou o momento em que ele levou o garfo a boca, mastigando o macarrão.

_Eu não enveneneii a comida, se é o que esta pensando. Falou levando mais uma porção de macarão a boca.

_Eu não pensei isso. Colocou uma quatidade razoavel no prato, desejando que o sabor estivesse tão bom quanto a aparecia e o cheiro.

_Sente-se. Apontou para a cadeira ao seu lado.

Mesmo vacilante ele sentou-se ao lado dele, pensou que ele iniciaria uma conversa onde ele a acusaria, mas não foi assim que ocorreu, Sasuke não falou mais nada e não seria Hinata quem quebraria o silêncio. A comida estava gostosa, não acreditava que fora ele quem preparou, mas não revelou isto, preferiu limitar-se a apenas elogiar.

_Esta muito bom.

_Obrigado.

Quando terminaram de comer, Hinata recolheu os pratos para lavá-los.

_Eu sei que tem medo de mim!

Ele falou, do nada, sem preparo algum ou qualquer sinal que denunciava que iniciaria aquela conversa naquele momento. Hinata colocou os pratos na pia e de costas falou:

_Eu me assustei, foi apenas isso.

_Você correu como uma lebre fugindo de um leão... Eu peço desculpas por te-la assustado. Não foi minha intenção.

_Tudo bem.

_Olhe para mim, Hinata. Virou-a, as mãos fortes apertavam os ombros como se temesse que ela fugisse como fizeram mais cedo. _Diga, diga-me olhando nos meus olhos que não tens medo de mim… Ele a pedia, os olhos negros profundos pareciam sugá-la para dentro do abismo que havia neles.

_Eu não tenho medo de você senhor Uchiha. Não estava mentindo, ali olhando dentro dos olhos dele, notava algo que antes não percebia, Sasuke Uchiha era uma pessoa quebrada…

_Obrigado.

Foi tudo que ele disse antes de solta-la e subir as escadas sumindo de sua visão.

O ar lhe faltou aos pulmões e só então notou que prendia a respiração, inspirou desseperada… Que mistério fora aquele que encontrou nos olhos cor de Ônix? Por que sentia-se tentada a descobrir o que ele escondia?

Por que Sasuke Uchiha parecia ainda mais interessante depois dos acontecimentos na estufa? Talvez fosse apenas sua maldita curiosidade falando mais alto, mas tinha algo nele, que transmitia para ela aquela sensação de melancolia e desespero.

_O que ele esconde?

 

 

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Era segunda de manhã, Fugaku após passar o final de semana inteiro fora de casa resolveu dá o ar de sua graça.

_Hinata, hoje irei com você ate a escola que Sasuke estuda providenciar sua matrícula. Falou terminado de tonar-seu café da manhã.

_Sim, senhor. 

_Ja esta com todos os documentos necessários? Levantou-se pegando sua maleta e seu blazer.

_Acredito que sim. Hinata la tinha se servido, apenas aguardava Fugaku terminar de organizar alguns documentos.

_Ótimo. Vamos?! 

_Sim.

Hinata não viu Sasuke aquela manhã, talvez por ainda ser seis horas, mas, de qualquer forma, anotou seu numero em um papel e colocou ao sobre o criado-mudo que ficava ao lado da cama dele.

Estava sentada ao lado do senhor Uchiha no banco de trás do carro, ele como sempre estava perfeitamente vestido usando um terno cinza. Kristofer dirigia silencioso.

_Esta se dando bem com meu filho? Fugaku quebrou o silêncio, mesmo que ele estivesse concentrado lendo o jornal, Hinata sabia que ele prestaria atenção no que ela disse-se.

_De certa forma sim.

_Kurenai me contou sobre o que aconteceu ontem. Os olhos escuros agora estavam sobre si. _ Sinto muito, deveria ter avisado-a sobre a estufa. Por favor, não volte mais la, Sasuke presa muito por aquele lugar.

_Por que? Novamente sua curiosidade falou mais alto.

_Porque aquele foi o último projeto de minha esposa. Falou, parecia vagar em lembranças

_Projeto?

_Sim, minha esposa era formada em Arquitetura, uma paisagista. Tudo aquilo, desde aquele enorme jardim ate aquela delicada estufa foram obras dela. Ela morreu quando Sasuke tinha seis anos, devido ao meu trabalho eu não tive muito tempo para me dedicar ao meu filho… por isso ele é daquele jeito, sua mãe faleceu no momento em que estava aprendendo a se relacionar e a criar laços.

_Por isso ele é tão antissocial.

_Exatamente, quando eu decidi que contrataria alguém para cuidar de meu filho, esperava que aprendesse tudo que eu não podia ensiná-lo...mas Sasuke nunca se permitiu criar laços com outras pessoas. Foi quando eu tive a ideia de contratar alguém da idade dele para torna-se amigo dele, alguém em quem ele confiaria…

_O senhor acredita que eu posso fazer isso? Perguntou descrente.

_Você não?

_Senhor, eu sou órfã, meus pais morreram quando eu tinha doze anos de idade, não acredito que eu possa ensiná-lo a fazer amizades…

_Você amava seus pais?

_Sim!

_Então eu acredito que você possa. Falou antes de colocar os óculos de sol e descer do carro a deixando para trás.

_Ele é louco Kristofer! Falou ainda olhando na direção que Fugaku havia seguido.

_Haha, eu sei! Tenha um bom dia senhorita.

_Obrigada. Desceu do carro correndo para alcançar o Uchiha mais velho.

 

 

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_Por que você quer voltar para lá agora querida? Você não está feliz aqui? O homem perguntou novamente.

_Sim pai, mas eu quero voltar para perto dele.

_Sakura, aquele Uchiha não te merece, ele é uma casca vazia, duvido que um dia venha a nutrir algum sentimento por alguém…

_Ele vai me amar pai, o senhor vai ver.

_Você acredita mesmo nisso?

_Claro que sim, escreva o que eu digo pai, eu serei a próxima senhora Uchiha.


Notas Finais


Saiu rapido ne kkkk eu to focada nessa fic.
O proximo cap sera inteiro com o ponto de vista do Sasuke *--*
E o narutinho ein, um fofo que sera ainda mais encantador nos proximos cap.
A Sakura ta determinada, mas sera que ela vai conseguir?
E sera que Fugaku esta sendo sincero com nossa protagonista?
O proximo cap saira semana que vem, aguardem!


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