História Contratada para amar - Capítulo 19


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Emma Swan, Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 692
Palavras 5.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeey meus sobrinhos, titia voltou.

Eu sei, eu estou sumida e peço desculpas.
Beem, as minhas férias estão chegando, prometo me organizar para atualizar duas vezes ou mais, por semana!

Eu estoi frequentando psicólogo, as coisas ficaram um pouco tensas, mas enfim

Boa leitura! (Interação SQ)

Capítulo 19 - Quarta- feira negra


Aquela semana havia começado um pouco conturbada, mas nada que um carnaval entre amigos não resolvesse, ou quase isso. Entre Regina e Emma, as coisas fluíam muito bem; conversas, sorrisos de canto, olhares, e até brincadeiras — o que deixava todos espantados —, Zelena não parou de pegar no pé de Killian, que descontou pegando no pé de Robin e o rapaz, para não ficar na desvantagem, pegou no pé — literalmente — de Daniel. Na madrugada de terça-feira para quarta, o último dia deles naquela casa de praia, Robin entrou em uma aposta maluca com Killian, para descobrir quem era o melhor em ser melhor. Apostaram que virariam dez shots de tequilas e conseguiriam andar em linha reta, idéia essa tirada de Zelena, acontece que, não tinha linha. Segundo Zelena, eles estariam focados e bêbados demais para perguntar onde é que estava a linha. Resultado? Robin tentou empurrar Killian que tropeçou no próprio sapato e caiu no chão levando consigo o “amigo” que se agarrou nas calças de Daniel, fazendo-o ficar sem as mesmas, o difícil, foi fazê-lo largar o pé do rapaz, já que ele disse estar se deliciando com a visão do paraíso. Regina balançava a cabeça negativamente, Emma estava boquiaberta, David horrorizado enquanto tampava os olhos do filho, mas cogitava também tampar os seus, quanto a Ruby e Zelena estavam distraídas demais  atrás do carro, se atracando.

Aquela madrugada foi, para alguns, uma das melhores, já para Robin e Killian, acordar de ressaca em plena quarta feira de cinzas era, como eles diziam “uó”

— Sinto como se eu tivesse morrido e voltado a vida. – reclamou Killian, deitado no sofá.

— E como você sabe que pode ser ruim morrer e voltar a vida? – Questionou Robin

— Não sei, mas se eu estivesse morto e alguém fizesse a putaria de me trazer de volta a vida, contente não seria o meu estado emocional. – deu de ombros, sem se dar conta de que estava falando com Robin.

— Te entendo, eu me sinto morto. Só o pó. – Robin suspirou e jogou-se no chão, ficando exatamente debaixo do ventilador de teto. — Minha cabeça vai explodir.

— Esse seria o meu segundo desejo do dia. – alfinetou.

— A pronto, a viada já começou com as ofensas. – Robin bufou e Killian cruzou os braços.

No andar de cima, onde as mulheres dormiam, Emma estava sentada na cama folheando o álbum antigo de fotografias, mais uma vez, ela não entendia como aquilo, que deveria lhe causar o sentimento saudoso, o doce sentimento de como foi feliz e não sabia, sentimentos que todas as pessoas sentiam ao ver fotos antigas ela não entendia o porquê não sentia também. Hoje, ela estava com os olhos fixos em uma foto que, mesmo passando por ela diversas vezes, hoje lhe chamou a atenção. Era uma foto dela, de quando pequena, sorrindo ao lado de Victória, que não abandonou sua pose impiedosa. Ela se recordava bem daquele dia, pediu para que a mãe sorrisse, mas a mesma não sorriu.

— Você passa tempo demais olhando essas fotos. – Regina falou, jogando-se na cama.

— Você é intrometida. – Ralhou Emma.

— Voltamos com o fale comigo somente o indispensável? – a morena arqueou a sobrancelha, com um sorriso no canto dos lábios.

— Gosto de olhar essas fotos. – suspirou.

— Por quê?

— Não sei, só gosto. – confessou, sem olhá-la nos olhos.

— Ok, eu vou descer. – ameaçou a se levantar, mas Emma a impediu, segurando seu pulso.

— Eu não sei, eu só não me sinto completa. – suspirou — É estranho, eu cresci nessa família e não me sinto completamente dela.

— Isso é coisa que crianças da idade do Henry sente, não? — Regina indagou retoricamente.

— Eu sabia que você não entenderia, pode me deixar sozinha, por favor? – Emma falou ressentida.

— Emma, não. – olhou-a ternamente. — Eu só quis dizer que é estranho, alguém da sua idade se sentir assim. Quer dizer, Eu não conheço pessoas de vinte e…

— Vinte e cinco. – completou.

— Vinte e cinco anos com esses questionamentos, não vou mentir pra você, eu não conheço. Mas você não é a única pessoa no mundo e com certeza não será a única que terá essas dúvidas.

— O que eu faço então? – a loira perguntou, já conformada.

— Uh… perguntar ao David? - sugeriu com uma careta divertida no rosto.

— Claro. “Oi pai, por acaso eu sou adotada?” – ironizou, fazendo aspas.

— Adotada não, você é a cara dele. – Mills levou a mão ao queixo. — Emma! – gritou.

— Eu estou do seu lado, Reg…

— Você é a cara DELE! – interrompeu-a

— Sim, idai?

— Você é lerda assim mesmo ou o pacote de esperteza já atingiu oitenta por cento? – revirou os olhos. — você é a cara DELE, mas não tem nada da Victoria.

— Claro que tenho, sou profissional e ética igual ela. Sou pulso firme e tenho eficiência.

— Claro. – riu.

— Não tem graça, o que você discorda? – perguntou já emburrada.

— Tirando a parte do profissional? Só concordo que você tem o pulso firme… oh se tem. – mordeu o lábio inferior disfarçadamente.

— Eu deveria brigar com você, mas agora estou com vontade de te beijar, porque você faz isso?

— Eu não fiz nada! – riu. — E vontade é coisa que dá e passa.

— Claro, se você me beijar. Afinal, porque você me beija tanto?

— Mas é você quem me beija. – Regina revirou os olhos.

— Verdade, você nunca me beijou. – Emma refletiu.

— Você fala como se nós fizéssemos isso constantemente. – a morena revirou os olhos.

— Não foi por falta de querer da minha parte. – murmurou.

— Eu ouvi! – Mills deferiu um tapa contra o ombro da loira.

— E ainda não fez nada. – massageou o local do tapa.

— Você é noiva.

— É carnaval.

— Idai? Existe feriado para relacionamento agora? – indagou.

— Não, mas eu não sei o que ele está fazendo, e ele não sabe o que eu estou. – deu de ombros.

— Isso é errado. – encolheu os ombros.

— Não vou terminar com ele por você, custa me beijar?

— Não pedi para fazer isso. E outra, você não era hétero?

— Eu sou. – estufou o peito. — Eu só gostei de te beijar. Tem algo errado nisso?

— Sim. Não sou experiência, e você tem noivo. Se não for para falarmos do seu… – olhou para as fotos — “problema” – fez aspas com os dedos. —, eu vou embora, antes que acabe fazendo besteira.

— Não. Tudo bem, vamos focar no meu… problema – suspirou.

— Certo. – Regina sentou-se ao lado da mulher e voltou a encarar a foto, agora procuravam semelhanças entre ela e Victoria.

— Mas nem um selinho? – insistiu a loira.

— Emma, não! – repreendeu-a, mas no fundo queria rir.

Era por volta das três da tarde quando todos estavam na praia, despedindo-se do último dia de folga. Voltar à rotina não seria nada fácil, quando se passa cinco dias dormindo tarde, acordando tarde e indo para festas. Zelena estava sentada à beira do mar, ao lado de Regina e Ruby, que faziam rabiscos na areia, quando ela resolve falar:

— Esse ano que se inicia, eu farei tudo diferente. – suspirou a ruiva.

— Tipo o quê? – questionou a morena de mechas ruivas.

— Não sei, talvez engatar em um relacionamento fixo. – refletiu.

— Você? Em um relacionamento sério? Tipo, você é alguém em um relacionamento sério, daqueles que comemoram o mês e não ficam com nenhuma outra pessoa?

— Qual o espanto nisso? – indagou a ruiva.

— Nada, é só que é você, Zelena. – Ruby esclareceu.

— E você acha que eu não sou séria o suficiente para entrar em um relacionamento sério, duradouro e que pode resultar em um casamento? – fitou-a.

— Regina? – Ruby chamou a morena.

— Olha, eu sou nova no grupo, não posso falar muita coisa. Não. Relacionamento sério e Zelena é como Betty e Archie, não existe.

— Eu escutei Zelena e relacionamento sério? Ela está tentando ficar com alguém que está namorando? – David se aproximou.

Ruby apenas olhou para a amiga.

— Eu disse que esse ano, eu vou começar a namorar. – deu de ombros. — Qual o crime nisso?

— Você dizer que vai namorar alguém. – sentou-se Emma, ao lado de Regina.

— Eu sou madura suficiente para ficar em um relacionamento, acreditem vocês ou não.

— Qual foi a última vez que você esteve em um relacionamento? – perguntou Regina.

— Há três anos, Zelena e eu namorávamos. – esclareceu, Ruby.

— Novidade. – ironizou. — Por que terminaram?

— Eu a vi na cama com a minha prima e depois de ter participado, terminamos. – contou como se fosse algo natural.

— QUE? – gritaram em uníssono.

— Ah gente, sério que vocês não sabiam? – questionou surpresa.

— A gente sabia que vocês tinham terminado por traição, mas não que você participou. – falou David, ainda assustado.

— Gente, quem rejeita sexo? Eu que não. Zel e eu terminamos, mas não pela traição, até porque nosso relacionamento era aberto, mas porque não estava dando certo mesmo.

— Eu estou assustada demais para falar algo que faça sentido. – Regina disse, ainda espantada.

— Ninguém me respeita nessa merda. – bufou a mulher, tirando a areia da roupa. — quero todos prontos em cinco minutos, caso contrário, eu vou descer o cacete.

— GOSTO! – gritou Robin.

— A pronto, a bicha necessitada. – alfinetou Jones, enquanto passava gel em seu cabelo.

— A pessoa está passando gel da capricho no tufo de cabelo e acha que tem moral? – replicou o loiro.

— E você? Que acha que só porque foi convidado, pode respirar perto de mim?

— Meu querido, você já está errado porque nasceu, quer falar o que? – riu.

— Está decidido. Robin e Killian no mesmo carro, quem vai dirigir é o Daniel, eu vou atrás e o primeiro a falar, eu vou jogar da janela. – declarou Zelena. — Vamos, meus anjinhos?

E conforme foi decidido por Zelena, os dois rapazes foram no mesmo carro, sentados um do lado do outro, Ruby foi no banco da frente e David foi no carro com Emma, Regina e Henry. Henry pediu que eles parassem na barraca de coco da mãe de Regina, a morena, mesmo receosa de como seria recepcionada pela mãe, aceitou. Afinal, conhecia a mãe, ela não destruiria a própria “imagem” arrumando confusão na rua.

Depois que se distraíram, Emma e Regina não tocaram mais no assunto sobre ela e a mãe, mas a verdade é que isso não saía da cabeça de nenhuma das duas. Emma nem tanto, conhecia o gênio da mãe e sabia que ela havia herdado o mesmo. Entretanto, era um fato que ela nunca havia se sentido amada pela mesma, não da maneira que sempre quis na infância. A pergunta era, será que Regina tinha razão? Ela deveria perguntar ao pai?

Com todos os pequenos acontecimentos que ocorreram nesses dias, Emma se deu conta de que só se lembrava do noivo quando Regina mencionava. Não era segredo que Emma não queria aquele relacionamento e que só estava fazendo aquilo para agradar a mãe. Seu interior vivia em constante conflito; agradar a mãe e não ligar se deveria realmente agradá-la.

*******

Victória estava deitada em sua king size,ao lado de Marcos, seu fiel amante. Os dias que passaram e de Vancouver, eles foram para as Bahamas. Victória passou o primeiro dia executando seu plano; chegando o valor das ações do hospital, planejando como pegar a parte de David e Emma para finalmente se divorciar e deixar aqueles dois com o que ela achou justo chamar de “suficiente” que era a casa e o cargo de Chefe de cirurgia da área dele, geral.

Neal, que desde o início mostrou-se muito interessado com o plano, esses dias se mostrou o contrário. Estar com Tamara, seu pai e Victória, o fez perceber como aquilo estava errado. Afinal, o que Emma havia feito contra ele? Sempre soube que Swan não o via com paixão, mas isso não lhe importava, ele estava focado no dinheiro que ele receberia com esse golpe. Mas hoje, hoje era um dia atípico. Passar aquela semana com Tamara serviu para que ele tomasse uma decisão em sua vida, a primeira digna ao menos.

— Amor? Suas coisas já estão prontas? – Cassidy perguntou, sentando-se na cama, ao lado da mulher.

— Quase, ainda não separei a roupa que usarei hoje. – a mulher respondeu, sem desviar o olhar de sua mala.

— Você fica linda de qualquer forma. – puxou-a para si. — Estava pensando em algumas coisas…

— Tipo? – colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.

— E se eu terminasse com Emma, e a gente fosse viver a nossa vida longe dessa confusão toda da Victoria? – sugeriu o homem.

Tamara gargalhou. Tamara riu como se Neal tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo, distribuiu beijos pelo seu rosto e finalizou com um beijo lento.

— Você está brincando, não é? – Perguntou retoricamente. — Quer dizer, você está me testando.

— Não, é sério. Olha, se esse plano não der certo, podemos pegar anos de prisão, e perderemos tudo o que temos. Eu amo você e você me ama, precisamos de mais alguma coisa?

— Precisarmos de dinheiro, Neal! Nosso relacionamento é movido pelo dinheiro, você precisa de dinheiro, eu preciso. O luxo é o que nos cerca. Olha, tire esses pensamentos de hippie da cabeça. – levantou-se. — Eu não gosto de miséria, e se temos a oportunidade de ter mais dinheiro, temos que agarrar! – Tamara finalizou, fazendo um coque em seu cabelo. — O que te deu hoje? – riu. — Largar tudo e viver a nossa vida, confesso que essa foi uma ótima piada.

Calado, Cassidy permaneceu até que a mulher terminasse de falar. Por Tamara, o rapaz era capaz de qualquer coisa, se era luxo que ela queria, então era luxo que ela teria.

No cômodo ao lado, Marcos e Victoria desfrutavam de um delicioso Chardonnay, enquanto discutiam o plano para arrancar a assinatura de David.

— Será fácil demais. O problema é Emma. – Tremaine declarou.

— Mas não é só o Neal se casar com ela? – perguntou o homem, massageando a coxa da mulher.

— Imbecil, qual o motivo de um rapaz rico se casar com uma mulher rica em comunhão universal de bens? – bufou. — Homem não presta pra nada mesmo.

— Fale isso quando estiver de quatro chamando meu nome. – vangloriou-se.

— Posso ficar de quatro chamando o meu próprio nome enquanto me penetro com um dos meus brinquedos, que por sinal, funcionam bem melhor que você. – refutou, dando a última golada de sua bebida.

— Você desdenha demais, Victoria, mas você sabe que precisa de mim.

— Toda rainha precisa de um peão. – deu de ombros. — Mas sim, eu preciso de você. Só por favor, seja menos burro.

— Emma não quer assumir as responsabilidades do hospital, então, se Neal a convencer de passar para ele a parte dela, tudo será…

— Ele pode fazer isso sem ter os cinco por cento, idiota. – revirou os olhos.

— Então dope-a, oras. Se nada vai funcionar.

— Eu, sinceramente, estou quase cedendo a essa opção. – suspirou. — Terei tempo para arquitetar algo.

**

Henry estava deitado no colo de Regina enquanto Emma acariciava a face do irmão, em pensamentos, ela se perguntava quanto tempo havia perdido da vida do menino, por achar que o mesmo tratamento dado a ela, deveria ser dado a ele. Vez ou outra, ela olhava para a morena, que correspondia o olhar. Um sorriso tímido, bochechas ruborizadas e a vontade de puxar a conversa, era o que havia no banco de trás. David estava tão disperso em seus pensamentos que nem sequer olhou pelo retrovisor ou puxou assunto, por achar que estaria incomodando o descanso delas.

— Quando chegarmos no quiosque, acho que o pessoal vai embora, o que acha de darmos uma volta? – Sugeriu Emma.

— Eu posso ir com vocês? – Henry falou, ainda sonolento.

— Mas você não estava dormindo? – a irmã indagou.

— Estava, agora não estou mais. Posso ir com vocês? – perguntou mais uma vez.

— Querido, você está cansado, e eu também. – Regina olhou para Emma que arqueou a sobrancelha. — Acho que esse passeio vai ficar para a próxima.

— Ah, poxa… – murmurou.

— Teremos bastante tempo.

Emma: Não é um encontro.

Regina sente o seu celular vibrar e, ao ver que a mensagem era da loira que estava ao seu lado, ri negando com a cabeça.

Regina: Eu estou tentando ser sensata. Já que você se esqueceu do seu noivo.

Emma: Eu não pedi um encontro, e quem está insinuando é você, “deena”

Regina: Não me chame assim, é o apelido que Henry me deu. 😒 E sim. Você quis dizer muita coisa com esse “que tal darmos uma volta?” Eu não nasci ontem, Swan.

Emma: Tenho até segunda feira de folga. Agora que finalmente você parou de me tratar com frieza, podemos conversar

Regina: Verdade, agora que finalmente você se tornou gente e parou de humilhar os outros para se sentir melhor.

Emma: Precisava ofender?

Regina: A verdade dói, eu sei.

Emma: Vamos ou não?

Regina: Só se você comer um x big bacon egg burguer.

Emma: Misericórdia…

Regina: Não, burra. É hambúrguer.

Emma: Eu quis dizer… Deixa. Eu como metade, certo?

Regina: Com coca cola?

Emma: Não pode ser um suco detox?

Regina: Eu nunca entendi os ricos, vocês usam esse troço na cara e bebem? O  gosto não é ruim?

Emma: BOTOX é no rosto, suco detox é suco para dieta.

Regina: Ah, aquele negócio verde? Eca. Eu assistia Popeye e mesmo assim não gosto de espinafre. Mas não, você vai beber coca cola, tem o gosto muito melhor que esse detox/botox aí.

E assim foi. O grupo, quando chegou no Rio de Janeiro, fizeram uma breve parada no quiosque de Cora, mãe de Regina, para desfrutar da maravilhosa água de coco. Cora não era dócil e muito menos delicada, contudo, sua mercadoria era a melhor daquele posto.

A mais velha nem sequer dirigiu a palavra para a filha, o tempo inteiro a ignorou, como se a mulher não estivesse presente ali, ação essa, que não passou despercebida por nenhuma das pessoas ali presente. Entretanto, não tocaram no assunto, não era algo para eles se intrometerem.

— Veja Robin, finalmente uma coisa do seu habitat natural, água de coco. - provocou o moreno, enquanto saboreava sua bebida.

— Pois é, sua sorte é que a sua bebida você mesmo fabrica, o veneno. - sorriu cinicamente.

— Não mais que você, princesa. - refutou o rapaz.

— A julgar por essa cara judiada, ou sua mãe te enforcou na hora do parto, ou você bebeu demais do seu próprio veneno. - Robin beijou seu próprio ombro e saiu desfilando de perto de Killian, ao som de aplausos e risadas.

Zelena caminhou até onde Regina e Emma estavam sentadas e juntou-se à elas, na esperança de fugir daquela bagunça.

— Céus, eles não param? Quer dizer, eu adoro uma confusão, mas chega. Aguentei por cinco dias, chega. – reclamou.

— Na escola era pior. – Regina riu.

— É possível? – Emma perguntou.

— Uma vez, Robin colocou pó de mico dentro da mochila do Killian, e sujou a camisa dele com tinta guache. – contou.

— E o Killian fez o quê? – Mader questionou.

— Esfregou uma torta de pêssego azeda na cara dele, no dia seguinte. Foi engraçado.

— Como você conseguiu viver esse tempo todo com esses dois? – Emma declarou.

— Eu não entendo essa implicância deles, mas eles se protegem, sabe? É estranho. – encolheu os ombros e inspirou fundo, olhando para o céu. — Teve uma vez, que um valentão do oitavo ano ameaçou o Killian, Robin tomou as dores dele. – riu saudosa. — Robin sempre conheceu muitas pessoas, quer dizer, a gente é da favela, temos muitas – fez aspas com o dedo — parcerias. Ele enfrentou o garoto e disse que se ele voltasse a mexer com o Kill, ele teria problemas com a – fez aspas com o dedo — quebrada. O garoto foi embora, muito puto.

— E o Killian? E eles? Não… sei lá, tentaram ser amigos? – indagou Zelena.

— Sim. Mas brigaram pelo esmalte da Mary cinco minutos depois. – fitou as mulheres ao seu lado.

— Já experimentou trancar os dois em um quarto? – sugeriu Emma.

— Alguém sairia de lá numa ambulância.

— Sacrifícios são necessários. – suspirou Zelena.

— Credo, Zelena! – Regina falou espantada.

— Ué? Se tivessem feito isso, aquilo ali – apontou para Killian e Robin brigando pelo lugar vago ao lado de David — não estaria acontecendo. Eu não sei vocês, mas eu já estou indo para casa.

Zelena se levantou, deixando as mulheres ainda conversando sentadas no banco. Assim que todos foram embora, Emma e Regina foram para o pequeno restaurante Recantus, cumprir com o acordo de comer um hambúrguer artesanal. Swan, nada satisfeita, passou o trajeto inteiro explicando o que as gorduras daquela comida poderia causar em uma pessoa.

— Regina, eu ainda acho que seria melhor a gente comer algo mais leve… olha, o ministério da saúde adverte que…

— O ministério da saúde que se dane, se for pra morrer que eu pelo menos morra feliz com a minha horta entalada. – falou, dando de ombros.

— Você quis dizer AORTA, certo? – corrigiu-a.

— tanto faz, tudo entope. – a morena riu, fazendo Swan rir também.

— Na verdade…

— Emma, não estrague nossa amizade. Já sabemos que você era a Nerd da classe e eu a do fundão. – mostrou língua.

— Quem te garante? Eu poderia muito bem ser da turma do fundão, inclusive, eu já fui muito encrenqueira. – vangloriou-se.

— Ah é? E qual foi a regra que você quebrou? Levou abacaxi para a professora, no lugar de maçã? – alfinetou mais uma vez.

— Eu já briguei na escola. – sorriu vitoriosa.

— Sério?

— Não. – bufou, fazendo Regina gargalhar.

Quando chegaram no recinto, procuraram uma mesa afastada e fizeram seus pedidos. Enquanto esperavam, engataram em uma conversa leve e descontraída. Estar com Regina era sempre muito leve, Swan sentia como se ela fosse ela mesmo. Conhecia pouco daquela morena. Sofreu algumas decepções amorosas, mas nunca desistiu de tentar, acreditava fielmente na filosofia de Antoine Saints Exupéry, o escritor de pequeno príncipe, onde a rosa diz para o príncipe que era preciso suportar duas ou três lagartas, para que se pudesse ver a borboleta. Tinha para si que essa frase se aplica a tudo em sua vida. Elas não começaram com o pé direito, mas com certeza terminariam da mesma forma que começou.

Entre uma conversa e outra, Regina sente seu celular vibrar, Era Kristin. Aquilo deixou Emma incomodada, ciúmes? Não. Mas ela sentia como se o seu compromisso a impedisse de ter o mesmo que Regina tinha com Kristin. O motivo dela pensar isso? Ela foi cativada, encantada e atraída magneticamente pela morena.

— Desculpe, era uma amiga. – justificou mills.

— Era aquela loira, Kristin, não é? – perguntou séria.

— Sim. Era ela.

— Entendo. Sabe, acho que seria melhor irmos para nossas casas. – Falou Emma, tentando inutilmente esconder seu desconforto.

— Oi? Isso foi ciúmes? Quer dizer, tem motivo? Aliás, por que teria?

— Não. Não foi ciúmes, eu só me senti um pouco desconfortável. – suspirou, dando uma longa golada em seu refrigerante. Fez uma careta ao sentir o líquido descer por sua garganta. — Tenho um pouco de inveja.

— Como assim? – perguntou Regina, sem entender.

— Regina, é fato que não começamos bem, mas eu me encantei por você desde a primeira vez que te vi. – suspirou. — E eu não me sinto bem no meu relacionamento, aliás, ele é totalmente forçado. E eu me sinto sim atraída por você e sim, eu não sei o motivo. Eu sou Hétero.

— Primeiro – levantou o dedo indicador, para enumerar seus argumentos. — Pare de ter essa necessidade de rotular. Hétero ou gay, não interessa. Segundo, Emma, você estando por vontade ou não, ainda é um relacionamento e eu não me envolvo com pessoas comprometidas. Terceiro – sorriu. — Você também me atraiu, mesmo sendo essa pessoa nojenta e cheia de si. Eu não tenho nada com Kristin. Já tive, mas agora não tenho mais. A não ser a amizade. Sabe, depois que me beijou, eu não tive muito tempo para raciocinar, mas eu sinto muita vontade de te beijar… o tempo inteiro. – confessou.

Swan não fez esforços para esconder o sorriso, não tinha porquê esconder. Ela não sabia que aquilo era o que ela queria ouvir, mas soube assim que escutou.

— Será que poderíamos ir para o meu carro, para você me beijar? – sussurrou.

— Emma…

— Eu te beijei duas vezes, você nenhuma. – fez biquinho.

— Oh, estou lidando com uma criança. – riu.

— Crianças não beijam. – sorriu maliciosamente.

— Você que pensa. – murmurou.

— Credo Regina!

— Vamos… vamos para o seu carro. – deu-se por vencida. — Será a última vez.

No carro, parecia que não era só as duas que tinham entrado, o nervosismo se fazia bem presente também. Emma esfregava as mãos nas pernas, Regina batucava com os dedos na janela, os suspiros eram frequentes e o silêncio também era presente. Parece que fazer algo planejado não era o forte delas, mas agora, teria de ser.

— Não é nosso primeiro beijo. – Regina falou.

— Não somos adolescentes. – concordou a loira.

— Então…

— Bem, é você…

Num fôlego de coragem, Regina aproximou-se de Emma e pousou sua mão direita na nuca da loira, encostou sua testa com a dela e, ainda nervosa, sorriu, sendo correspondida imediatamente. Mills roçou os lábios da loira nos seus, sentir aquela textura macia e molhada mexeu com seu íntimo.

— Você gosta de torturar assim mesmo? – sussurrou Emma.

— Você não imagina o quanto. – respondeu no mesmo tom.

Capturando os lábios da fisioterapeuta, Regina posicionou-se no colo da mesma e, com a mão livre, guiou uma das mãos de Swan para sua cintura, sem perder o ritmo calmo do beijo. Não era uma disputa, não havia volúpia. O beijo, apesar de ardente, era calmo era explorador. Conhecer o gosto uma da outra era o foco.

Instintivamente, Swan levou a outra mão para a cintura de Regina e a apertou, arrancando um breve gemido da morena, fazendo aquele beijo perder a inocência. Regina iniciou movimentos de vai e vem no colo da mulher, enquanto suas respirações tornavam-se mais ofegantes, ninguém queria parar. Quando as mãos da babá pararam na alça da blusa de Emma, ela caiu em si, percebendo que se não parasse naquele momento, as coisas esquentariam, ainda mais.

— É melhor… – afastou-se. — É melhor pararmos por aqui. — completou com dificuldade.

— Concordo. – Emma falou, entendendo perfeitamente aquela situação.

— Eu preciso ir para casa. Robin já deve estar preocupo. – mordeu o lábio inferior.

— Tudo bem, eu te levo. – Emma disse, ajudando a morena se sentar no banco.

— Não precisa. Me deixe na entrada mesmo. – negou.

— Está tarde. Eu vou subir e te deixar em frente à sua casa, Regina. – declarou.

Ao contrário da última vez, elas conversaram abertamente e não agiram como completas desconhecidas, elas queriam e assumiram isso, era a única coisa que elas precisavam naquele momento; a companhia e a tranquilidade de que tudo ficaria bem no dia seguinte.

— Até amanhã? – disse Emma.

— Claro. – sorriu em resposta.

Com um breve selinho, Regina se despediu e desceu do carro. Acenou para a loira que buzinou e fez o retorno para seguir seu rumo.

Finalmente em casa. Nada melhor que o conforto do nosso lar para relaxar. Não importa quanto tempo você passe numa praia, tomando sol, sem precisar se preocupar com trabalho, nada se compara a ficar em casa, na sua casa.

Regina deixou a sapatilha na porta e calçou o chinelo que estava no mesmo lugar, viu as luzes acesas e estranhou, Robin não costuma deixar as luzes do cômodo acesas à toa. Caminhou em direção à cozinha e deparou com a única pessoa que não imaginava encontrar ali tão cedo.

— Quer dizer então que você agora anda com aquele bando de afeminados? – falou Cora, com desdém.

— Oi para você também, mãe. Quer dizer então que você notou a minha presença lá? – rebateu.

— Eu queria não ter visto aquela pouca vergonha. Me surpreende muito a tal da Emma, uma mulher rica se misturar com pessoas feito vocês. Aquele não era o pai dela, David, o diretor do hospital? – estalou a língua nos dentes repetidas vezes. — Que decepção que deve ser para ele, ter que ficar perto daquela gente toda.

— Você está muito equivocada, Cora. Todos ali são seres humanos, respiram como você, comem como você, têm necessidades, pare de julgar pela orientação das pessoas! – ralhou.

— Você mora com um viado. Está dizendo que essa gente é como eu? Me poupe.

— A pronto, a Cruella da Rocinha vai se doer pelo cu dos outros. – Robin falou, ficando ao lado de Regina. — Cora, não me leve a mal… na verdade, me leve sim, se quiser. Olha só, essa casa é tão minha quanto de Regina, então, eu estou no meu direito de te convidar a se retirar. – falou, mostrando a saída para a matriarca.

Sem falar nada, Cora ajeitou a roupa no corpo e caminhou até a saída, abriu a porta e antes de sair, chamou pela filha.

— Eu preferia morrer a ter uma filha como você. – declarou, deixando Regina estática, Robin levou as mãos à boca.

Não houve tempo de ninguém reagir, quando escutaram os tiros ecoarem a favela, seria mais uma noite de tiroteio, contudo, naquela noite algo mudou; a expressão mista de dor e espanto no rosto de Cora, deixou os dois amigos confusos, estáticos assistindo a mulher cair de joelhos bem a frente deles. Um segundo pode mudar a vida de muita gente. As palavras têm poder, infelizmente só tomamos consciência disso quando passamos pela situação. Acordando do transe, Regina tentou correr na direção da mãe, mas Robin a segurou, segurou com toda a força que ainda tinha naquele momento. Também estava assustado e, principalmente com medo, medo que Regina também se machucasse.

— Me solta, me solta Robin! – Regina se debatia nos braços do amigo. — Mãe! Maaae! Por favor, Robin, me solta.

Locksley abraçou ainda mais forte o corpo da amiga e abaixou-se sobre ela, queria protegê-la de mais uma possível bala perdida. Os gritos da morena poderiam ser escutados além dos tiros e barulhos de explosivos, os vidros da sala foram quebrados, Cora se contorcia no chão, e Robin ainda lutava contra a força de Regina.

— ME SOLTA, EU PRECISO SALVÁ-LA! – Regina gritava, as lágrimas escorriam de seus olhos, a vista embaçada não a impedia de tentar lutar.

— Regina, por favor, você pode se machucar.

— A minha mãe levou um tiro! Me solta, por favor! Robin, MÃE!

E bem de longe, Cora escutava Regina chamar por ela. A voz da filha ficava cada vez mais longe, sua visão, que já turva, escurecia. De bruços, com muito custo Cora conseguiu erguer o rosto e olhar para a cena, Robin em cima de Regina, tentando impedi-la de ir até ela, o rapaz já não se importava mais em segurar suas lágrimas, o importante era não deixar Regina se levantar. E vendo que a filha estava segura, na medida do possível, a matriarca sorriu terna e, num último fôlego ela sorriu, dizendo algo e fechando os olhos logo em seguida.



Notas Finais


Que tombo, não é mesmo?

Tentarei voltar em breve!
Gente, eu sei que a Cora é uma embuste, mas infelizmente ela ainda é mãe da Regina...
ENFIM, COMENTEM, QUERO VER O QUE VOCÊS ACHARAM

BJSSS 💙 >>> berrem lá @parrillascherry


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