História CONTRATEMPO - Clexa - (adaptação) - Capítulo 16


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Categorias The 100
Tags Clarke, Clexa, Drama, Ficção, Lésbica, Lexa, Romance, The 100
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Palavras 1.569
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Penúltimo Capítulo.

Capítulo 16 - Vida Nova


Fanfic / Fanfiction CONTRATEMPO - Clexa - (adaptação) - Capítulo 16 - Vida Nova

A segunda coisa que Lexa faz após a morte de Simon é mudar totalmente a sua rotina. Assim que conclui o Complexo Riviera, ela dispensa Luna, com frieza e sem abertura para continuar a amizade. Ela decide ligar para Murphy e aceitar a proposta de sociedade do irmão. Os dois se encontram e procuram um lugar no centro para montarem o escritório.

Durante todo o processo de mudança, Lexa escreve para Clarke todos os dias. Mas não tem resposta. A pequena caixa de correio acumula os envelopes dia após dia e mesmo assim ela não desiste.

Em 2006, Clarke não se permite pensar em Lexa. Ela aceita trabalhar o máximo de horas possíveis, dando plantões no hospital. As cartas foram guardadas na sua caixinha de lembranças e escondida atrás de algumas roupas dentro do armário. Nas poucas horas de folga, ou ela visita Abby ou sai para um bar qualquer com Maya.

E é num desses bares que ela recebe uma chamada.

Ela atende em meio à gritaria das pessoas. Clarke da uma piscadela para Maya e se retira para um lugar mais calmo. A ligação é de Octavia e dessa vez, a advogada consegue o que tanto deseja e em poucos minutos ela se encontra com Clarke.

Algumas horas depois, as duas saem do bar e vão até um restaurante. As intenções de Octavia são claras e Clarke começa a se permitir a essa nova fase. Sentadas uma de frente a outra, elas conversam tranquilamente.

— Eu tenho bons amigos. — Clarke diz e toma mais um gole de vinho.

— Eu acho difícil de acreditar. — Octavia replica rindo.

— Foi ótimo ouvir a sua voz. Eu me surpreendi por gostar tanto de ouvir a sua voz. — A médica confessa fazendo os olhos de Octavia brilharem.

É verdade. Depois de toda a ilusão criada com Lexa, tudo o que Clarke mais deseja agora é algo real. Ela anseia pelo toque Octavia, por seus beijos e pela segurança que ela lhe passa. Obviamente, nem chega perto do que ela sente com e por Lexa, mas é algo palpável e é isso o que ela quer para a sua vida.

Os olhares se cruzam em um flerte conhecido por ambas. Do outro lado da mesa, Octavia sente sua excitação aumentar quando Clarke lança o seu famoso sorriso sedutor.

— Octavia, como foi a reunião? — Ela pergunta sem desviar o olhar.

— Foi ótima! — Octavia responde e vira a taça, bebendo e saboreando todo o vinho. — Eu fui contratada.

— Sério? Parabéns!

— Obrigada! É uma empresa de telecomunicações e eu serei a advogada da firma. Eles me adoraram e o salário é alto. E... É aqui, em Chicago.

Os olhos de Clarke não poderiam ficar mais abertos. Ela pigarreia e bebe um pouco de água. Ela sabe o que Octavia pretende e sente o seu ego aumentar quando percebe o que a advogada tem feito só para ficar próxima a ela.

Por uma fração de segundos, ela pensa nos seus sentimentos por Lexa. Há meses as duas não se falam e Clarke decide não retomar aquela fantasia. Ao contrário, ela afugenta os pensamentos, abre um sorriso e pergunta a Octavia se ela a acompanharia até o seu apartamento.

Sem pensar duas vezes, a advogada pede a conta e leva a medica para casa. Ela deixa o carro no estacionamento e convida Clarke para dar mais uma volta. As duas andam lado a lado e depois de alguns minutos, finalmente elas param em frente ao edifício.

Enquanto Octavia tenta um contato visual, Clarke paralisa ao olhar a árvore que Lexa havia plantado para ela, meses atrás. O aperto no peito e os olhos cheios d’água faz Clarke desejar ir correndo até a casa no litoral. Entretanto, a sua razão fala mais alto e ela puxa Octavia para um beijo intenso.

***MESES DEPOIS***

É manhã de inverno.

Lexa passeia com Jack próximo a casa do litoral. O chão coberto de neve a faz recordar de como tudo entre ela e Clarke havia começado. Os bilhetes misteriosos, as cartas de desabafos e as palavras de amor trocadas por elas não existem mais. Ela continua escrevendo todos os dias e a pequena caixa de correio está abarrotada de cartas.

Todas as mudanças feitas por Lexa deram ótimos resultados, entretanto, ela não consegue esquecer Clarke e isso a incomoda.

Ela caminha ao lado de Jack pensando em alguma forma para resolver isso. De repente, a cadela começa a latir e a correr.

— Jack!

Lexa grita chamando-a de volta, mas é em vão.

Jack desaparece entre as árvores e Lexa começa a correr e ir a sua procura. Mas ela para. 

Ela se lembra da conexão que existe entre ela, Jack e Clarke e, neste exato momento, Lexa finalmente entende que não há nada que ela possa fazer. Ela aceita que perdeu Clarke e Jack.  Olha para todos os lados e tudo o que ela consegue sentir é um imenso vazio dentro de si.

Cabisbaixa e derrotada, com as mãos enterradas nos bolsos do jeans, Lexa volta para casa. Ela chora por algum tempo em frente a sua moradia enquanto recolhe as cartas de dentro da caixa de correio. Ela chora ao fazer a sua mala e a encaixotar as suas coisas. Carinhosamente, Lexa guarda as correspondências escritas e não lidas. Ela puxa a escada do sótão, sobe e coloca a caixa dentro e, com isso, ela recorda-se do primeiro bilhete deixado por Clarke:

“Caro novo inquilino, bem vindo ao seu novo lar.

Como a inquilina anterior, eu espero que você goste de morar aqui como eu gostei. Eu informei o meu novo endereço ao correio, mas você sabe que isso pode ser bastante arriscado, então, se receber alguma correspondência minha, poderia endereçar a mim? Eu agradeceria. Segue meu novo endereço...

Agradeço desde já.

PS: Eu lamento pelas pegadas perto da porta da frente, elas estavam lá quando eu cheguei, assim como a caixa no sótão”.

Estupefata, Lexa desce a escada e se dá conta que a caixa que Clarke se referia é a mesma que ela acaba de deixar e que ela nunca leu as suas correspondências desde a sua despedida.

Então, ela volta a chorar. Ela entende que Clarke seguiu com a sua vida e tudo o que ela pode fazer é respeitá-la.

Com uma tristeza que não consegue encontrar palavras para explicar, Lexa pega o livro “Persuasão” e coloca dentro dele uma rosa vermelha. Ela o leva para o seu carro, onde já se encontram todas as suas coisas e, decidida, dirige até a cidade, mais precisamente, até o escritório de advocacia.

Octavia vê o momento em que Lexa desce do carro e vai até ela. Ela ainda está furiosa e culpa Lexa por ter perdido Clarke.

Com a cara fechada, ela abre a porta de vidro e para de frente a arquiteta.

— Ainda quer alugar uma casa no lago? — Lexa pergunta, sem dar a chance de uma discussão ser iniciada.

— Não. — Octavia responde ríspida.

— É o que a Clarke quer.

— Como você sabe o que a Clarke quer?

Lexa engole em seco toda a sua tristeza, angustia, solidão e raiva. Enfia a mão em um dos bolsos e pega uma chave prateada, entregando sem muita vontade para Octavia.

— Confie em mim. — Lexa replica.

Assim que a arquiteta sai e some da visão de Octavia, Jack aparece do nada latindo e se aproxima de Octavia, sentando-se ao seu lado, como se pertencesse a ela.

Alguns dias depois, a advogada consegue um encontro com a médica. Elas não retomam o namoro, mas Octavia a presenteia com Jack e Clarke aluga a casa do litoral.

***

No centro de Chicago, Lexa e Murphy conversam dentro do seu novo escritório. A empresa de arquitetura da certo e ambos conseguem muitos clientes.

— O que você acha? — Lexa pergunta, mostrando mais um desenho que fez da casa do litoral.

— Acho que você está obcecada, sabia? Com tantos novos clientes que temos, por que você fica aprimorando a casa do litoral? Por que não faz um projeto seu?

— Porque é dela. — Lexa responde com a voz fraca e triste.

— Ah! Está falando da garota do futuro? — Murphy pergunta e senta-se ao lado da irmã, nitidamente preocupado.

— Clarke. O nome dela é Clarke. — Ela encara o irmão.

— Ainda se corresponde com a Clarke?

Murphy teme por Lexa desaparecer novamente e ele não tem certeza de que a sua irmã está em um bom estado de saúde mental. A história da garota do futuro não tem nenhuma prova de que seja real, apesar de Lexa ter lhe mostrado as correspondências. Ele a olha com descrença, enquanto conversam.

— Não.

— Por quê?

— Ela me pediu pra parar.

— Por quê?

— Tempo. — Lexa balança a cabeça em negativo e sente o seu coração doer ao se lembrar de Clarke.

— Sabe de uma coisa? Isso é bom. Você precisa de uma mulher de verdade. — ele tenta animar a irmã.

— Murphy! Preste atenção: Enquanto durou, ela era mais real pra mim do que qualquer outra. Ela foi mais real pra mim do que qualquer relação que eu já tive. Eu a vi. Eu a beijei. Eu a amei. — Lexa encara o irmão com intensidade antes de finalizar — Eu a amo. Mas eu a perdi. Ela partiu.

Lexa levanta-se e, pela primeira vez, não esconde a dor e as lágrimas que descem por sua face.

Murphy finalmente entende que o amor de Lexa por Clarke é real, mas infelizmente, agora, é tarde demais para as duas.


Notas Finais


Sinta-se a vontade para comentar, criticar ou apenas ler.
Obrigada a todos por acompanhar.
Já estou com saudades!!


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