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História Contrato - Fillie - Capítulo 13


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Notas do Autor


Hey strangers! Brotei no meio da tarde com um capítulo novo e G E N T Ê????? 80 comentários no cap anterior????? Vocês = Tudo.

Eu queria fazer uma menção honrosa à @millixfinnz que por conta do #quarentenou fez uma capa de Contrato, vou deixar como capa do capítulo para vocês enaltecerem a obra de arte!

Espero que gostem e boa leitura! (E perdoem o título péssimo, criatividade mandou lembranças)

Capítulo 13 - Eu não ligo


Fanfic / Fanfiction Contrato - Fillie - Capítulo 13 - Eu não ligo

Eu não tenho ideia de por quanto tempo chorei em seus braços, apenas sei que não foi pouco. Não pronunciou uma palavra sequer, no entanto não fora nem um pouco necessário. Eu nunca tive um ombro sobre qual chorar, exceto Sadie. Mas nem ela conseguia me transmitir tanto consolo como as mãos dele apertando minhas costas. O peito subindo e descendo devagar oposto ao meu que parecia enlouquecido. O cheiro inebriante da fragância masculina que parecia possuir um poder acalentador. Não me importei com nada, apenas com deixar sair tudo o que esteve me consumindo durante esses dias até instantes atrás quando me vi sem saída até que ele me salvou. 

 

E então eu acordei.

Não me surpreende eu ter sonhado com o que acontecera noite passada. Mas me deixou deveras incomodada o fato de que toda a parte ruim ficou esquecida pelo meu córtex cerebral.

 

 

O jardim era o meu segundo lugar favorito depois da biblioteca. Grandioso, bem cuidado e exalava perfumes incríveis. Parecia um universo paralelo. Havia um bom tempo em que eu estava ali sozinha, sentada no banco amadeirado antes de Noah aparecer, provavelmente a mando de Wolfhard como no outro dia. 

– Você não cansa de se meter em confusão, huh?

– Talvez eu tivesse agido de outra maneira se soubesse a razão. Para mim ele era só um filho da puta babaca que queria importunar minha vida mais ainda.

– Bem, ele é um filho da puta babaca mesmo. – Olhei-o e recebi um sorriso. – Mas não a ponto de trancar a princesa na torre para se divertir nas horas vagas. As coisas teriam sido um pouco diferentes se você também não fosse tão teimosa e irredutível. – Arqueei uma sobrancelha. Ele tomou a liberdade de ocupar o espaço vazio ao meu lado.

– Suponho que tenha chegado a conclusão de que ele teria te posto a par das coisas naquela reunião, certo?

– Sim.

– A intenção era colocar um segurança para andar com você.

– Mas eu não quis ouvir e fiquei o enfrentando. – Concluí.

– Isso o irritou e então as coisas mudaram de roteiro.

– Porque ele é um teimoso que quer tudo do jeito dele. – Repliquei.

– E ele achou a garota equivalente, não é? – Revirei os olhos. 

– Você também está me irritando. E eu não preciso de babá. 

– Tem certeza disso? 

– Ontem foi um descuido. Eu não teria fugido se ele não tivesse... 

– Se ele não tivesse o que? 

– Nada. – Eu realmente ia falar “se ele não tivesse levado uma mulher para a sua festinha particular”? Soaria patético. Falando nisso... – Como ele soube me encontrar? 

– Acho que deveria perguntar à ele. 

– Porque à ele se você está aqui?

– Porque minha bola de cristal está no conserto, srta. Wolfhard. 

– Srta. Wolfhard é o seu nariz, para não dizer outra coisa, pois sou muito educada para tal. 

– Tenho certeza que sim. 

 

Pensei, repensei e pensei mais uma vez. Devo ter ficado em crise serpenteando de um lado para o outro na porta de seu escritório por uns trinta minutos completos. 

“Vai ficar aí gastando o assoalho por mais quanto tempo?” 

Levei um susto quando escutei sua voz poucos centímetros de distância. Virei a cabeça para o lado vendo-o com a porta consideravelmente aberta e me encarando impaciente a espera de uma resposta. 

– Como sabia que eu estava aqui? 

– Uma coisinha inventada recentemente chamada câmera. – Idiota.

– Eu, hã.. poderia falar com você por um instante? – Abriu mais a estrutura me dando passagem.

Mais uma vez quase perdi o ar com aquela sala preta e vermelha. Sentei-me na poltrona aveludada de frente para a sua mesa enorme e radiante que com certeza custava mais que minha vida. O cheiro adocicado de cravo contornava o ambiente e eu vi um pequeno cinzeiro com um cigarro recém apagado.

– Como soube que eu saí ontem a noite? Como conseguiu me encontrar? Quem era aquele cara? – As perguntas esvaíram da minha boca sem eu sequer perceber. 

– Meus homens são treinados, Millie. Não são pessoas quaisquer, sabia disso? – É claro. Ninguém bebe líquido fumegante daquele jeito sem esboçar reação. Eu estava tão concentrada em conseguir sair que devo admitir minha total burrice. – Acha mesmo que conseguiria escapar logo daqui, sem ser notada? – Cruzei os braços. 

– Eu consegui uma vez. Apenas tive o azar de ir parar no mesmo lugar que você.

– Tem certeza? – Desafiou com aquela voz baixa e sugestiva. Não é possível. 

– Você... Você sabia? O tempo todo?

– Desde a hora em que escalou os paletes para pular o muro até todo o resto. Inclusive o bartender responsável por vender bebida alcóolica à uma menor de vinte e um foi devidamente demitido. – Fiquei completamente em choque durante alguns segundos. Eu realmente sou muito inocente.

– Joseph.

– Quê? 

– O nome dele é Joseph.

– Como conseguiu nos encontrar tão rápido? 

– Tenho meus métodos.

– Onde atirou nele? 

– O quê? – Franziu o cenho como se eu tivesse perguntado porque um mais um dá dois.

– Onde atirou nele? 

– Se quer saber se eu o matei, a resposta é não. 

– De qualquer modo... Obrigada. Eu acho.

– Acha? 

– Sim, acho, pois foram vocês que me colocaram em perigo. Eu sei que não significo nada a você ou ao meu pai, e não dou a mínima para isso, mas eu me importo comigo. Eu amo a minha vida e só Deus sabe o que poderia ter acontecido comigo por culpa de vocês dois.

– Está mais segura aqui do que lá fora.

– Então eu devo permanecer aqui dentro durante um ano inteiro? Vou viver em prisão domiciliar porque decidiram que o que eu acho sobre mim mesma não importa?! – Soltou um suspiro fundo. Sei que estou o irritando e sei também que não ligo.

– Estou ocupado. Melhor ir para o seu quarto e esfriar um pouco a cabeça. – Ri com desgosto.

– Você tem alguma noção do quão rídiculo você é?! 

– Sim, eu tenho. Pode continuar sua lista de adjetivos e me mandar por e-mail. Agora peço que se retire. 

Meus olhos encheram-se d’água contra a minha vontade. Eu odeio quando começo a chorar por raiva. O que eu fiz para merecer tamanha humilhação? 

 

Como se ele por si só já não fosse o suficiente para me deixar mais irritado do que nunca, ainda atrapalhou minha maratona de Élite para me intimar à outro evento de alguém que eu não fiz a menor questão de prestar atenção.

– Eu não vou.

– Não lhe dei o benefício da escolha. – Ri amarga.

– Claro que não. Você nem sabe o que isso significa. 

– Saímos às sete. 

– Como quiser. – Respondi grosseira e ele saiu do cômodo deixando as portas abertas. Custa fechar o que abriu, inferno?! Que ÓDIO desse cara. 

Ele não perde por esperar.

Meu relógio de pulso marcava cinco e quarenta e dois. Andei até o banheiro, despindo-me e colocando as roupas sujas no armário debaixo da pia que as levava para a lavanderia. Prendi o cabelo em um coque alto para não molhar, tirei os slides tocando meus pés no mármore frio do chão e tomei um longo banho de banheira, perfumando a água com todos os sais dispostos ali. Pus uma lingerie no closet e vesti o robe de seda que me dava sensação aveludada. Estava mexendo nos cabides quando de relance olhei para o quarto e minha atenção foi atraída por uma caixa branca com bordas pretas que contrastava com toda a roupa de cama branca. Cheguei um pouco mais perto tendo a certeza do que eu já imaginava. Uma caixa Chanel. Cristo, eu vou passar mal. Abri o tampo da caixa, vendo o paninho com o logotipo mais lindo de todos. Abri as abas do leve pano de proteção, deparando-me com um tecido que quase me fez chorar de tão incrível. A Chanel é uma marca conhecida por fazer roupas com um estilo mais clássico, tradicional e ao mesmo tempo atemporal. Muitas vezes com recortes mais retos, todavia é uma grife que sabe muito bem trabalhar com variações. Eu nunca havia visto uma renda tão bem feita e encorpada. Parecia cravejada com minúsculos pontinhos de cristais, quase imperceptíveis mas que reluzia conforme a luz batia. O tecido de baixo era neutro, quase no mesmo tom da minha pele, o que daria um efeito como do ilusion. Ergui a peça que se revelava um vestido midi, parecia ser bem justinho, diferente do que vemos a marca fazer. Como eu disse, eles sabem bem trabalhar com variações sem perder sua característica principal. Ele era inteiro daquela renda, decote não era muito profundo; o corte assemelhava-se à uma lingerie devido ao rendado. Porém era elegância pura. Lutei com todas as minhas forças contra a vontade de experimentá-lo. Guardei-o de volta na caixa com todo o cuidado e pus em uma prateleira acrílica do closet junto a caixa Louis Vuitton. Fiquei na frente daquele espelho colossal fazendo skincare e hidratando o meu corpo com um hidratante de leite de rosas natural, esperando dar a hora de me atrasar. 

 

A única coisa dada por ele que coloquei foi o anel. Até porque eu não poderia sair sem. Desci as escadas vestindo um blusão de moletom rosa três números maior que o meu e para finalizar o escárnio; um par de sandálias de salto nos pés. Permaneci séria enquanto descia cada degrau, tendo Finn me fitando a todo segundo. Cruzei os braços quando me pus em sua frente. 

– Se a intenção é me desafiar outra vez, novamente não está dando certo. 

– Se eu sou obrigada a ir, vai ser do meu jeito. – Impliquei. O canto de sua boca se ergueu em um sorriso incompetente. 

– Realmente acha que não usar maquiagem e vestir um moletom rosa vai te deixar feia a ponto de eu desistir de levá-la comigo? – Franzi o cenho.

– Era essa a intenção... – Falei mais para mim do que para ele. Eu praticamente fiz cosplay da Peppa pig de saltos.

– Alguém já falou o quão bonita você é, Millie? – Abri a boca mas som algum saiu. Ele acabara de me fazer um elogio? 

– Bem, uh... Saddy vive dizendo. Mas ela é minha melhor amiga, é meio que o dever dela. 

– Vamos. 

– O quê?! 

– Eu disse vamos. 

– Eu... Mas... Assim? – Apontei para mim mesma. 

– Assim. – Concordou.

– Você vai passar vergonha. Estou de moletom e você de terno. – E que terno, diga-se de passagem.

– Não ligo.

– Pois deveria, já que você se diz o gângster-mor. Deveria andar com uma modelo.  – Ele riu e por meio segundo pareci uma pateta olhando-o dar risada. Era estranho e incomum. 

– Dá próxima vez, vista-se de beringela. Eu odeio beringelas. Quem sabe funciona. – Sussurrou perto do meu ouvido antes de sair andando para a porta principal.


Notas Finais


Eu amo um capítulo (não esse, o próximo. Uma parte dele ao menos). O que acharam???? Teorias para o próximo???? Comentem e favoritem, é importante para o engajamento da história 💖
E perdão caso tenha ficado muito ruim, eu não revisei antes de postar.


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