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História Contrato - Fillie - Capítulo 9


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Notas do Autor


Hey quarenteners, tudo bem com vocês?!
Eu sei, eu sei, estou muito em débito com vocês e vou tentar recompensar; por isso, leiam as notas finais!
Espero que gostem e façam uma ótima leitura!

Capítulo 9 - A fuga


Tirei o vestido e guardei de volta na caixa com todo o cuidado do mundo. Pensei e repensei se deveria ficar com o anel no dedo; e por mais que ele seja tudo o que um dia eu quis, guardei na caixinha. Eu não precisava ficar com a peça pesando em meu dedo, me lembrando a todo instante sobre como tudo que estava ali era errado. Sem ele eu poderia fingir que estava tudo bem. Que eu era livre. Que eu ainda tinha o meu nome e que ainda era dona de mim mesma.

Eu sou dona de mim mesma.

 

Quando acordei na manhã seguinte, meu estômago se revirou, vazio. Lembrei-me que a última refeição que havia feito fora há mais de vinte e quatro horas, uma vez que ontem não tomei café da manha, almocei um copo de vitamina e não jantei, apenas comi uma porção de quitutes no coquetel. Olhei no relógio em meu pulso, constando que era pouco mais de nove horas. 

Cheguei na cozinha e a simpática senhora estava lá, como sempre. Será que trabalha apenas na cozinha? Ou é uma espécie de governanta? 

– Bom dia, srta. Wolfhard. 

– Por favor, me chame de Millie. – Pedi novamente. 

– Eu estava prestes a subir com o seu café da manhã. – Indicou a mesma bandeja espelhada dos outros dias. – Aqui está. – Pôs o objeto em minha frente e retirou o tampo. 

Dois mini croissants, um pequeno tablete de manteiga, uma xícara de café, outra de leite e uma fatia de bolo de fruta estavam lindamente dispostos sobre pratos de porcelana. Saía vapor de tudo, indicando que eram frescos. Espalhei um pouco de manteiga na massa folheada e o primeiro item começou a derreter. Dei uma mordida ouvindo o barulho da crocância.

– Devo dizer que a senhora cozinha mesmo muito bem. – Elogiei depois de engolir e bebericar um pouco do café. 

– Obrigada srta. O segredo é uma pitadinha bem generosa de amor. – Sorri com sua resposta. 

 

Depois de comer, decidi retomar minha exploração deixada de lado desde que descobri a biblioteca. Deve ter mais algum cômodo legal por aqui pronto a ser descoberto. Andei por vários minutos sem encontrar viv’alma. O silêncio era quase ensurdecedor. Desisti após algumas portas trancadas. Acabei indo para o jardim dos fundos, adjacente a área da piscina onde flagrei o dono da casa há duas noites. O espaço era grande e os muros até que não tão altos como eu previ. Tudo nesse lugar grita “dinheiro!”. Outra vez fui acometida pela sensação de estar em um palácio moderno. Se é que tal coisa existe. Pássaros assobiavam de quando em quando. Encontrei um banco mais para o lado do jardim; que possibilitava a visão da parte da frente da mansão, onde bem de longe eu conseguia discernir a movimentação dos homens de preto que trabalhavam para Finn. Perguntei-me o que eles estariam fazendo e pela primeira vez pensei em meu pai, onde ele e o que estaria fazendo. Aproveitando sua liberdade enquanto eu permaneço trancada no paraíso? Ri com desgosto. Me senti horrível ao imaginar que ele pudesse estar tendo uma overdose agora mesmo em algum lugar.

“Veja se não é a srta. Casada com c maiúsculo mergulhada em pensamentos hostis.” Virei a cabeça para o lado, vendo Noah se aproximar. 

– Pensamentos hostis? 

– Eu é que não queria ser a razão desse sorriso maquiavélico em seu rosto. – Bufei. Estou pior do que pensava. – Acho melhor voltar para dentro.

– O quê?

– Acho melhor voltar para dentro da casa. – Repetiu. Era só o que me faltava. Mais um achando que manda em mim? 

– Não me lembro. 

– De que? 

– De ter perguntado o que você acha. – O rapaz riu com graça. 

– Não é um bom momento para ficar aqui fora. – Concluiu após a sessão risadas por uma piada que eu não contei.

– E por que não? O dia está lindo, o sol está brilhando, os pássaros cantam, posso ouvir até o barulho da brisa leve. – Comentei sarcástica.

“Schnapp? Cadê você? Chame McLaughlin e venham até o escritório.” Ouvimos a voz autoritária de Finn saindo de um walkie talkie. 

– O poderoso chefão está chamando. – Avisei, roubando o apelido usado por Ayla. Algo nos olhos verde esmeralda que me fitavam me fez querer seguir o que dissera. – Eu vou, mas porque eu quero e não porque você mandou. – Me levantei do banco e fui para dentro da casa, não sem antes ouvi-lo responder um “A encontrei no jardim. Está voltando para dentro”. 

E próximo a escadaria que conectava o primeiro com o segundo andar, havia uma movimentação suspeita. Algo estava acontecendo, ou iria acontecer. Aqueles homens claramente se preparavam para algo. Haviam SUVs espalhadas pela entrada. Optei por subir para o quarto, por mais que eu seja um pouco curiosa, não quero me meter com o que acontece aqui e pelo que Finn é tão famoso e o que ele faz. Sei que não ficarei feliz em saber e quanto mais longe eu ficar disso melhor vai ser. 

 

“Eu sempre fico preocupada, dona Mary. Esse menino gosta mesmo de correr perigo. Mas deu certo como sempre. Foram comemorar logo depois. A casa está por hora um pouco desfalcada da segurança. Quando a senhora retorna?” 

Ouvi a conversa de Dorothy no telefone quando estava indo buscar um copo de água. Certamente falava com a mãe de Finn. Ele saiu para a gandaia de novo. E eu estou aqui presa entediada de novo. Mas não será  por falta de tentativa. 

Voltei para o andar de cima e peguei meu celular, contatando minha melhor amiga. Um novo plano se arquitetava em minha mente, ainda mais com a informação valiosa de que “a casa está por hora um pouco desfalcada de segurança.” Levei menos tempo pois havia acabado de sair do banho. Separei um vestido tubinho curto de veludo vinho e um par de coturnos de salto grosso. Fiz uma maquiagem simples e estava pronta. Desci atenta para o térreo e segui para a parte externa da casa onde estive hoje durante o dia. Minha intenção era uma fuga de um jeito bem óbvio. Caminhei até a parte do muro que possuia paletes com trepadeiras como decoração. Fácil para ser usado de escada. Olhei ao redor mais uma vez, certificando-me de que realmente estava sozinha e comecei a subir. Quando cheguei lá em cima, pude ver um carro prateado e uma cabeleira ruiva. Sorri. 

– Você é meu orgulho todinh. – Falou.

– Não tenha tanta certeza assim. Eu posso pular e torcer o meu pé. Não é tão baixo como pensei, deve ter mais de dois metros e meio. – Falei um tanto apreensiva.

– Tire os sapatos e pule, não vai dar nada. 

– Tudo bem. – Assenti e fiz o que pediu. 

Joguei os sapatos pretos para ela e tomei coragem, saltando do muro e caindo em pé com os joelhos flexionados. 

– Viu? Meu orgulho. AH QUE SAUDADE da minha parceira do crime! – Deu um gritinho me agarrando em um abraço apertado.

– Também estava com saudade de você. – Apertei-a contra mim, inspirando seu perfume inseparável de maçã verde. 

Entramos no uber que ela havia chamado e seguimos para a casa noturna. Eu estava com a adrenalina correndo nas veias por ter quebrado a regra, pulado o muro e saído escondida; o que me deixa eufórica o suficiente para querer aproveitar a noite inteira.


Notas Finais


YAYYY o que acharam???? E ela fugiu (cadê a quarentena dona Millie? huh? hahaha) Quero palpites do que acham que vai acontecer - já acertaram há alguns caps - e... se caso batermos 50 comentários aqui, visando ser de pessoas diferentes, eu logo posto o próximo!!!! Beijinhos e peguem o recadinho do Finn: Fiquem em casa!


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