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História Contrato - Capítulo 5


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Notas do Autor


E ai pessoinhas! <3
espero que estejam bem!
Dicas de leitura!!!!
8 Letters - Why Don't We
Kygo x OneRepublic - Lose Somebody

Capítulo 5 - Contratos nem sempre são imparciais depende de quem escreve!


Fanfic / Fanfiction Contrato - Capítulo 5 - Contratos nem sempre são imparciais depende de quem escreve!

“Qual o tamanho da noite? A noite tem o tamanho do tamanho que a noite tem. Nenhuma noite é maior que aquela quando um homem está só.”
LUDE MENDES

Naquela altura, naquele exato momento tinha um ser me olhando em fúria como se eu fosse o culpado de todas as suas mazelas, mas em seus olhos havia algo mais que a fúria, algo que eu não queria e não dava a mínima para descobrir... Naquela sala abafada demais, a única coisa sã era se abrir uma janela. 01/07/2016.

 

Thomas.15/12/2015

Uma das inúmeras coisas que passei a não ser fã depois do rompimento foram as férias, elas significavam que não podia trabalhar, e sou um adicto ao trabalho, depois que parei de galinhar todas as noites do mês o trabalho sempre foi meu refúgio e as férias eram algo que me mantinha longe dele, e como não podia adiar mais minha viajem ao Brasil e ver minha saudosa mãe isso estava me atormentando desde que comuniquei no cartório quem ficaria responsável por minhas petições e intimações pelos próximos três meses.

–  Cheguei Pudim!! – Disse jogando o casaco pesado no sofá acordando gato dormindo esparramado em meu sofá.

Pudim está comigo desde que o resgatei das ruas, e graças aos cuidados inicias que tive com ele minha vida também melhorou muito, dos horários à limpeza da casa, e como ele tinha que tomar remédios em certos horários, eu não passava mais as noites fora, pelos menos nos quatro meses subsequentes a sua saída ao hospital, na verdade era uma boa desculpa para não ter de voltar a encher a cara sempre e acordar na cama de alguém diferente a cada noite.

Claro que nunca mais confiei em ninguém depois do término, mas isso não me impediu de buscar sexo por ai quando eu sinto vontade, não da forma frequente que era antes, mas de toda forma Pudim era uma boa desculpa para me manter trabalhando até tarde em casa, não que isso impedisse o Lorenzo de vir na minha casa com um bozó de cerveja e vodca sempre que discutia com a namorada brasileira.

– Pudim seu jantar, amigo! – Disse colocando seu potinho com o sachê de cordeiro para gatos no canto da cozinha, ele veio se espreguiçando e se esfregou em minhas pernas e miou, me olhou com aqueles olhões cinza e começou a comer – Quando eu vier na outra encarnação quero vir como gato, você só come e dorme cara! Vai rolar esses dias do sofá! – Ele virou para mim e miou em protesto, bem assim creio eu, foi quando a campainha tocou.

Desabotoei um pouco a camisa e os punhos, e fui ver quem era, quando olhei no olho mágico era o Lorenzo, e como já era previsto, toda vez que ele vem traz cerveja e uma sacola do mercado, abri a porta e lhe dei passagem desensacando a camisa.

– E aí? Como estamos hoje? Trouxe umas cervejinhas e uns petiscos para nós, oi Pudim! Isso é para você, ele abriu o saco e puxou uma bolinha e colocou perto do gato e virou-se para mim – Acabou de chegar?

– Sim, você deveria parar de beber tanto, bebe assim perto da sua namorada? – Disse indo em direção ao quarto.

Joguei a blusa na pilha de roupas para lavar juntamente com as meias, desabotoei a calça e a atirei também na pilha que mais tarde, colocaria para lavar, coloquei uma calça de moletom que estava em cima da cama e voltei p sala.

– A Soph bebe bem mais que eu, acordamos geralmente que não vai beber na saída para que um de nós possa cuidar do outro e você precisa arrumar uma Soph! Quanto tempo você não transa ou dar umas flores, cara? – Disse ele abrindo uma cerveja e entornando, ele e suas perguntas irritantes, – Cara você é de casa pro trabalho do trabalho para casa quando muda a rotina é para levar o gato na petshop, ou para fazer compras para casa você tem quantos anos 40? – Bebeu um pouco mais, me sentei no chão a sua frente e abri uma cerveja para mim.

– Há há há... Meus 26 anos não fazem jus aos seus 29 de pura galinhagem por aí. – Bebi uns goles e apoiei a lata na mesinha da sala e me estirei no chão – E a última vez que transei não é da sua conta, só não vejo necessidade de ter uma Soph ou seja lá quem for, me sinto bem assim.

– Há, pra cima de mim? Mano, você não saiu desde que te arrastei para casa do Arthur, e na festa se você fodeu alguém eu nunca irei saber, por que em menos de vinte minutos você não estava mais sob o alcance de minha visão! – Ele entornou mais cerveja para dentro.

– O que isso importa? Cara minha vida sexual vai bem obrigado! – Me levantei vendo lances de memória desse dia, conheci uma mulher quem nem lembro o nome, conversamos e transamos, sem nomes, sem rodeios, foi quente, gostoso como deve ser e depois vestimos nossas roupas e fomos cada um para casa, ponto.

– Realmente não importa nenhum pouco, mas quero que você pare com essa mania de ser bitolado no trampo, e mulher tem um jeitinho de fazer isso, quando menos espero estou fazendo vídeo chamada pra minha pequena! Nem posso acreditar que você vai conhecer a Soph quando não posso estar presente!

– Vou entregar o seu pacote e apenas isso cara, não acho que ela queira uma amizade como a minha, sou a pessoa mais regulada que conheço. – Bebi mais um pouco da cerveja e me levantei para colocar num pote as azeitonas que ele tinha trago os queijos e o cordeiro assado na brasa.

– Velho, não tem como você não gostar dela, na verdade os amigos dela são incríveis, mas tem um deles que não curti muito a vibe sei lá era como se... – Nessa parte parei de prestar atenção na conversa.

Voltei para sala e coloquei a bandeja em cima da mesinha e peguei um pedaço do cordeiro, e bebi mais cerveja, lá vem ele de novo com a conversa de que não gostou da melhor amiga da namorada porque ela mal puxava assunto com ele e ficou olhando para ele como se estivesse tentando descobrir seu passado, bem se eu soubesse que você namoraria minha melhor amiga ou minha irmã eu fuçaria até no seu histórico escolar sabendo quem era você.

– Como se ela estivesse te estudando! Mano vamos combinar que você não é nenhum santo que seja digno de habitar na capela cistina, fora que se fosse eu, ia até na delegacia ver seus antecedentes e histórico escolar.

– Vai se foder, a mulher me sonda como se eu fosse um dos seus clientes mais barra pesada. – ele bebeu o resto da cerveja em um só gole e afrouxou a gravata – Porra, eu estava em desvantagem, o tal amigo lá, me tratou como um irmão quando comecei a falar dos vinhos e dos bares daqui, e a outra não tinha assunto que pudesse puxar, que ela me ignorava ou fazia de conta que não tinha ouvido.

– O que ela faz da vida? Mora num convento? – Bebi mais um pouco, o Pudim veio se juntar a nós, se acomodou no sofá e ficou prestando atenção na conversa.

– Pelo que a Soph me disse trabalha em meio período numa papelaria em Londres, está se graduando em Literatura Inglesa, ela praticamente nasceu com a Soph, estudam juntas desde que se entendem de gente, é o básico do básico, cacete vou pegar gelo a cerveja está esquentando. – Ele se levantou e foi em direção a minha geladeira, eu peguei mais cerveja e azeitonas.

– Cara você tá muito fodido isso sim, se a amiga dela ler o tanto que eu acho que deva ler, e entenda de romances, digamos que nas horas livres ela faça sua caveira para a Soph, – ri da cena que se implantou em minha cabeça – bem, garotas inteligentes não ficam com caras como nós que apenas bebem e saem por ai.

– Corrigindo, não saem com caras como eu, você quer dizer, você está virando alguma merda puritana, sou o pior de nós dois. – Disse voltando e se sentando a minha frente no chão colocou mais cerveja pra si e as outras latas dentro do cooler com gelo – Veja bem, não estou dizendo que não gostei totalmente da tal amiga, é que... Tenho medo dela de verdade abrir os olhos da Sophie.

– Abrir os olhos dela? Como assim? Vocês já se pegaram em alguma festa? – Agora quem não estava entendo mais nada era eu.

– Santo Cristo! Claro que não! Mas isso não impede de ela conversar com a amiga e ver que pode arranjar alguma coisa melhor por ai, veja bem Tom, sou um advogado de 29 anos, moro num apartamento pequeno em Florença e ainda sustento minha família, mano... – Tá agora essa conversa virou uma depressão só – Veja por esse ângulo, há caras que estão interessados nela nesse momento, o Chico me disse, caras que a veem todos os dias e estão com ela. O que demônios ela viu em mim? Isso para início de conversa.

– Nem eu sei! – Dei uma golada na cerveja, enquanto ele me fuzilava com o olhar.

– Grande amigo você!

– Mano, ela deve ser incrível mesmo para você está assim todo sentido de não estar perto dela, outra se ela é isso tudo que você está me dizendo, acho difícil que ela saia por aí traindo e o caralho a quatro, muito menos de festa em festa.

– Eu sei disso, mas tem coisas que a distância mina qualquer relacionamento velho.

– Quais? – Entornei o resto da cerveja em minha mão.

– Carinho, o querer estar junto para ver um filme e não poder, entre outras coisas...

– Você está mesmo de quatro por essa mulher.

– Sim, e isso me assusta, você nem sabe o quanto, mas sinto que por ela vale a pena.

– Então vai ter que confiar nela, – falei olhando em seus olhos – ser sincero e ter cuidado para não foder a porra toda, já pensou em casamento? Como vai ficar seu trampo? Em que país vão morar? Sabe da porra que a burocracia é...

– Pensei sim, não a toque de caixa ainda tem um tempo pra isso, mas pensei em morar um tempo no Brasil.

– Você tá tão fodido...

– A mano se for por ela vale a pena!

– Boa sorte então...

– Vai se danar mano. – Rimos e brindamos depois disso.

O que nós não contávamos era com a porra do destino, por um motivo desconhecido à nós dois, a tal Sophie resolveu morar em Londres com a tal amiga dela, não deu muitos detalhes, mas ao que parece ela resolveu do anda transferir o curso para Londres, o que facilitou um pouco a distância, mas não uma parte dos problemas.

O Lorenzo ficou furioso por a Sophie não dar mais informações, só apareceu do nada em Londres e numa vídeo chamada apareceu com alguns hematomas visíveis, o que o fez largar tudo em Florença e vê-la em Londres, o tal Chico explicou as coisas por cima, e o que podia, mas tinha haver coma tal amiga deles, e por ordens expressas dela ninguém ousou dizer absolutamente nada além do necessário, o que levou a um quase termino do relacionamento dos dois, e uma rixa enorme entre o Lorenzo e a tal amiga que ele não nomeava em hipótese alguma.

O que ele dizia, é que a amiga dela era um ser irresponsável e egoísta, mas até então nenhuma de suas queixas surtiu muito efeito, o que acabaria em pontes aéreas entre Florença e Londres, precisava que ele parasse de viajar sempre que a saudade dele apertasse e cuidasse de meus processos como cuidei dos dele quando ele resolveu viajar de férias para o Brasil e ficou por lá mais de três meses.

Eu passaria dois meses no Brasil, e o outro mês na Itália tentando fechar negócio com uma empresa para expandir o nosso escritório, isso significava que viraria ano lá e consequentemente meu aniversario também, para alegria de meus pais, e ainda mais para dona Aurélia, minha mãe, que assim que cheguei fez uma ode interminável sobre meu abandono sentimental, e me entupiu de comida, já que na cabeça dela sua criança mal agradecida tinha ficado alguns quilos mais magra,  em linhas gerais “desnutrida”, meu quarto continuava o mesmo, livros por todos os lados, uma escrivaninha capenga num canto e uma parede cheia de medalhas dos jogos de futebol do colegial e algumas camisas do Flamengo.

Era nostálgico estar ali, onde passei boa parte de minha vida, meus pais eram estabilizados financeiramente, minha mãe era professora universitária, e meu pai cirurgião dentista, tinha feito uma pequena fortuna os dois, meu irmão morava em Manaus com a esposa e minha sobrinha, ao que indicava viriam para o jantar de fim de ano, devido a propaganda da minha mãe.

Mas foi o que aconteceu depois que fez meu mundo rodar, na noite da  virada de ano, minha família estava reunida na mesa onde todos conversávamos e jogávamos conversa fora, meu irmão falando dos seus investimentos na empresa que ele mantinha com a esposa com meu pai, minha sobrinha contrabandeava ervilhas para meu prato sem ninguém perceber, e eu tentava distrair minha cunhada e minha mãe para que seu plano fosse um sucesso, e logo em seguida foi a vez de comemorar meu aniversário, o que nos rendeu furtos de brigadeiro da mesa antes da hora, pela Molly minha sobrinha, lógico que eu como seu tio amado incentivava um pouco esses furtos já que eu sentia que minha mãe prepararia outra ode a meu aniversário sendo comemorado em família depois de milhões de anos longe de casa.

Quando já passava da meia noite, meu pai me chamou a seu escritório sua cara não era das melhores, e minha mãe pela primeira vez tinha uma face chorosa, havia alguns papeis em cima da mesa, e meu irmão me olhava impassível, eu não sabia o que estava acontecendo, e creio, que mesmo depois de saber do que  se tratava, preferiria nunca ter tirado aquelas férias.

– O que está havendo aqui? – Perguntei em um tom baixo demais, e me sentei perto do meu irmão.

– Meus filhos, o que eu tenho a dizer não é nada fácil, mas necessário, por um descuido meu e de sua mãe talvez possamos perder todo nosso patrimônio.

Me levantei na mesma hora, meu irmão não se mexeu e minha mãe começou a chorar copiosamente, meu sangue gelou o que podia levar a uma perda assim? Alguém estava doente? Alguém os roubou?

– Pai o que aconteceu precisamente? Eu posso ajudar juridicamente!

– Thomas, filho, escute, eu e sua mãe entramos numa divida enorme devido a coisas do escritório que não vem ao caso agora!

– COMO ASSIM NÃO VEM AO CASO PAI!

– Fale baixo comigo Ricardo! Sou seu pai ainda! O que faço dos meus negócios não é da conta de nenhum de vocês! Estão crescidos e se sustentam com os próprios pés! – Bradou, o que nos fez recuar – Minha preocupação maior são as inúmeras famílias que emprego nas clinicas, hoje são quarenta clinicas, negócios em construtoras e afins, pais de família que trabalham para mim a mais de trinta anos.

– Mas pai... – Tentei ponderar.

– Thomas, agora não! A dívida soma mais de trinta e cinco milhões, meu patrimônio e mais um pouco.

Eu gelei na cadeira, minhas pernas perderam a sustentação, meu irmão gemeu ao meu lado, meu pai estava me dizendo que havia perdido o sustento não apenas dele como de outras famílias e eu não estava assimilando muita coisa a essa altura.

– Não foi apenas eu que entrei nessa jogada infeliz, um amigo meu também e o caso dele é bem pior que o nosso, embora há algo que possa nos socorrer de certo ponto de vista, – havia saída? – Antes de fazermos essa loucura que me arrependo imensamente, nos apostamos e registramos em cartório uma soma de 100 milhões de reais, que seria a junção de todo nosso patrimônio hoje.

– COMO ASSIM? – Berrou eu e meu irmão ao mesmo tempo.

– Já mandei ficarem calados! Deixe-me terminar!

– Pai isso até onde eu sei é ilegal nesse país! Até emprestar mais que cinco mil reais é considerado agiotagem! – Me levantei olhando para meu pai.

– O que está feito está feito! Foi a única forma de salvar as inúmeras famílias que trabalham a anos para nós e nos salvar também! – Ele pegou um envelope de camurça preto e tirou um punhado de papeis de lá de dentro e me passou, quando o vi gelei.

–É um contrato nupcial, esse contrato assegura o emprego de diversas famílias e nosso patrimônio assim como o do meu amigo, como o Ricardo já é casado não posso pedir a ele, mas venho pedir a você que faça esse esforço por sua família Thomas, não apenas pela sua, mas como de inúmeras famílias que ficaram desempregadas e sem ter o que comer, assim como suas crianças.

– Pai... – Eu tremia com os papeis nas mãos, minha mãe não me olhava, meu irmão me olhava impassível e pela primeira vez em anos vi ele desmoronar em minha frente. – Eu...

– Escute, esse contrato assim como a aposta dura um ano e meio, caso nenhum de vocês peçam o divorcio o dinheiro em deposito será dividido meio a meio, assim poderemos sair desse mar de lama, caso um de vocês peçam todo o dinheiro irá para o outro, e isso acontece caso venha haver traições ou algo que force a outra parte a pedir o divórcio, Thomas podemos salvar tudo, desde que você assine o contrato em suas mãos.

Meu sangue gelou, na pressa eu folheei o contrato, olhei tudo cada linha, cada virgula e não havia anda contra a lei, pelo menos não que eu pudesse usar para anular aquilo, eu olhei para meu pai em fúria minha mãe tentou colocar uma mão em cima de mim em forma de me dar apoio, levantei irado corri meus olhos pelo enorme nome contrato nupcial cego de ódio e atirei em cima da mesa.

– VOCÊS NÃO ME VEEM A QUASE TRÊS ANOS, NUNCA ENTENDERAM MINHA VIDA, APENAS ME JULGAM E CRITICAM FORAM SEMPRE CONTRA A TUDO QUE EU FAÇO E QUERO, E AGORA ME MANDAM ARRUMAR A MERDA DE VOCÊS? ACHAM ISSO CERTO? EU TENHO UMA VIDA NA ITÁLIA, TRABALHO, AMIGOS!!!

– FALE BAIXO COMIGO! EU CONTINUO SENDO SEU PAI! OUTRA QUE VIDA INTERESSANTE ESSA SUA, ONDE TE AFASTOU DE SEUS PAIS, DA SUA FAMÍLIA POR TRÊS ANOS, E AGORA QUE ESTOU PEDINDO QUE ME AJUDE VOCÊ ME GRITA?

– Meu filho por favor! – Minha mãe estava em prantos meu sangue fervia.

– Filho? Filho dona Aurélia? Seu filho ficou fodido na Itália por meses a fio, colhendo o pão que o diabo amassou, sofrendo feito um cachorro e agora isso? Como...

– Faça assim Thomas, não aceite e deixe que inúmeras famílias percam seu pão, por que você com a possibilidade de ajudar não quer, deixe que seus filhos passem fome! – Meu pai pegou o contrato e quando ia guardar no envelope passou mal e meu irmão o sustentou.

– QUERIDO! – Minha mãe foi ao seu socorro, meu irmão me olhava em reprovação.

– Tom é apenas um ano e meio, um ano e meio que pode salvar não apenas o nosso patrimônio, mas o emprego de muitas famílias, estou bem certo que a outra pessoa desse contrato está tão satisfeita quanto você! Sente-se pai! Mãe pegue os remédios dele!

Minha mãe correu passando por mim, em busca dos comprimidos, eu fui em direção a sacada respirar um pouco de ar, meus pais enlouqueceram, meu trabalho, minha vida, meus amigos o escritório, isso não se compara com as famílias que perderiam seu pão de cada dia por causa dessa merda toda, o que eu diria ao Lorenzo? Que ele ficaria cuidando dos meus casos por um ano e meio, enquanto eu tento buscar um meio de limpar a merda que meu pai e o amigo dele fizeram? Senti um puxão na minha calça e olhei para baixo.

– Titio? – Molly acordou em meio aos gritos, todos me olhavam em silencio, peguei minha sobrinha no colo fiquei calado – Titio tá bem?

– Não amorzinho... Titio está muito mal

– Tá dodói? Titio parece tiste... – Ela pegou as mãozinhas e colocou uma de cada lado do meu rosto.

– Sim, acho que o titio tá dodói. – Sorri de leve, ela nem imagina o quanto estou fervendo de ódio nesse exato momento.

– Vou pedir pro meu anjinho da guarda curar o titio, e pra papai do céu também! – Meu estômago deu um nó, mal sabia ela que a muitos anos deixei de acreditar em Deus e muito menos em anjo da guarda, não podia tirar sua inocência, seus olhinhos eram inocentes e sonolentos, a abracei e ela se encostou em pescoço e se aconchegou ali.

Sabia que me arrependeria daquela decisão, mas não faria por mais ninguém que minha pequena Molly, voltei para dentro e coloquei a pequena na poltrona perto da janela, peguei a caneta e rasguei o envelope ao abrir, rubriquei todas as páginas e assinei na última, coloquei o envelope em cima da mesa nem olhei para os outros dei as costas e peguei a minha pequena sonolenta e fui rumo ao meu quarto, Molly ressonava em meus braços quando a coloquei em minha cama e a cobri, voltei na adega na sala e peguei um rum e um copo e voltei ao quarto.

– Filho por favor, filho me escute!

Minha mãe vinha atrás de mim chorando, dei-lhe as costas e marchei rumo ao quarto e tranquei a porta, me sentei na perto do parapeito e comei a beber, o ano mal tinha começado e essa seria umas das noites mais compridas de toda minha vida!!!


Notas Finais


Espero que gostem do cap. e com a outra fic vcs devem começar a se atualizar até o cap 05.
ou seja começar a ler do prologo até o cap 05. o cap será postado da atualização será postado no sábado e domingo.
bjinhos de cereja!
ssforlay


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