História Contrato de casamento - Capítulo 15


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli, Personagens Originais
Visualizações 239
Palavras 1.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - "Prato principal"


- Bom dia, Charlie Sheen!

- Tão engraçadinho! - ela reclamou com uma careta. - Ai! Por que sua casa tem tantas janelas de vidro?

- Porque eu sou um vampiro é gosto de ver minha pele brilhar!

- Fala mais baixo, por favor.. - ela se sentou e apoiou a cabeça na bancada a minha frente. - ah, doce mármore frio.

- Você tá horrível! - sussurrei próximo ao ouvido dela.

- Você é um péssimo noivo! - choramingou. - É como se um rinoceronte sentado em um elefante estivesse sapateando sobre a minha cabeça. - eu ri. - Como você pode não tá de ressaca? Ou sequer ter ficado bêbado ontem?

- Eu não bebi como você!

- Bebeu sim. Bebemos a mesma quantidade!

- Não! - respondi com um sorriso. - Você tava tão aérea que pensou ter me visto bebendo o mesmo que você. - franziu o cenho. - Quando na verdade eu não bebi mais nada depois da tequila!

- O quê?! - gritou e automaticamente levou a mão a cabeça. - Porra!

- Não é melhor você voltar a dormir?

- Meu corpo pede, mas tenho que ir pra casa! - falou. - E obrigada pela garrafa de água na cabeceira da cama. Eu esvaziei em segundos.

- Você pode ficar aqui! - afirmei. - Você tem roupas no meu guarda-roupa e vai ser bom ter a sua companhia. - disse era verdade. Ter Giovanna ao meu lado me fazia bem, quando estava ao lado dela tudo era motivo de diversão e risadas. Ela me fazia sorrir genuinamente e amenizava o buraco que a Karen deixou. - Dorme aqui.

- Normalmente caras me pedem para dormir na casa deles não envolve cuidar de mim. - disse. - Não dá maneira que você pretende fazer isso pelo menos.

- Então, agora você confia que eu não vou te agarrar. - ele deu um sorriso fraco.

- Se tu quisesse teria feito isso ontem!

- Eu não me aproveitaria de uma garota bêbada! - falei.

- Ainda bem que não! - apoiou o queixo com as mãos. - Porque se você tivesse, eu sei que não teria parado. - prendi a respiração. Em alguns momentos Giovanna era apenas minha amiga e alguém que me fazia bem, mas em outros eu lembrava que ela era uma mulher atraente com o poder de causar arrepios e despertar seu desejo com meras palavras. Havíamos nos conhecido uma semana antes e se eu dissesse  que durante todo esse tempo nunca pensei nela de outra maneira estaria mentindo. Pigarreei cortando minha própria linha de pensamento.

- Então, você fica? - Giovanna resolveu dormir na minha casa e a tarde dela basicamente constituiu-se em migrar do banheiro para o quarto. Eu mantive a garrafa de água na cabeceira da cama o tempo todo. A maioria das vezes em que eu entrava no quarto ela estava dormindo. Giovanna parecia tão mais nova e doce enquanto dormia. Em uma das poucas vezes que ela me viu no quarto notou que eu estava a observando.

- Tu tava me olhando dormir? - perguntou de olhos fechados. Corei.

- Na verdade, tô vendo como você fica quando tá calada! - ela bufou. - Como você sabia que eu estava aqui?

- Seu perfume é gostoso. - disse e fechou os olhos novamente. Sai do quarto em silêncio, sorrindo com seu comentário.

Quando eu não cuidava dela, estava estudando processos e terminei de redigir uns dois contratos pendentes. Eu tinha papéis espalhados ao meu redor, mal percebi quando Giovanna sentou-se ao meu lado e começou a ler alguns deles.

- Isso parece complicado.

- Giovanna! Você me assustou.

- Desculpa! - sorriu. - Ok, eu estou com uma dor de cabeça horrível e não estou enxergando direito as letras no seu laptop, mas parece genial.

- Giovanna, só é uma linguagem rebuscada por isso você crê que seja tão incrível!

- Cara, eu ajudava a Amora a estudar quando estávamos em Dartmouth. - disse. - Eu sabia tanto quanto ela sobre a lei.

- Sério? - assentiu.

- A maioria não ficou muito fixada na minha mente, exceto os processos envolvendo celebridades. - revirei os olhos. - Ei, eu tenho a permissão de ser um pouco fútil, Ok?

- Tão garota! - ela bufou e eu ri. - Giovanna, você fez qual curso em Dartmouth?

- Psicologia!

- Legal! - riu. - Vou te chamar de garota Freud agora.

- Não seja idiota! - reclamou.

- Como você foi parar sendo vice-presidente da Leluvo?

- É tão legal que eu tenha que explicar a você o porquê de ser vice-presidente e não editora chefe! - ri. Eu conhecia a Leluvo de perto, não se travava apenas de uma revista. Era uma franquia e cresceu o suficiente para comprar os outros departamentos de sua editora e ter em seu domínio além da produção em cosméticos e outros, a publicação das revistas mais populares no país. - Amora recebeu uma oferta de estágio remunerado aqui em NY e na época eu quis estar ao lado dela, então nos mudamos juntas e para ajudar nas contas eu consegui um emprego como assistente na Leluvo. Eu sempre fui ligada à moda e tinha um jeito para publicidade, Sawn notou e aos poucos foi me promovendo e tornou-se cada vez mais confiante na minha capacidade. Até que ela me concedeu o prazer de ter tanta responsabilidade dentro da revista. 


- Sawn realmente gosta de você!

- Eu o vejo como um pai de certa maneira.

- Interessante!

- Por quê?

- Quando discutimos sobre nosso acordo, você disse que não teria nenhuma família para mentir sobre nós. - ela abaixou os olhos. - Mas você tava errada. Você tem uma família enorme e pessoas que te amam de uma maneira visível.

- Talvez! - sorriu.

- Você tem medo disso?

- Você tá tentando me analisar, Sr. Advogado?

- Talvez eu esteja, garota Freud! - riu.

- Eu me apego facilmente às pessoas e acredito que esteja me protegendo de sofrer quando perdê-las se continuar pensando que elas não me ama da maneira que eu as amo. - ela estava tão vulnerável e seu olhar triste. Aquilo doeu em mim, eu queria acalentá-la como fiz no dia que fomos almoçar e ela lembrou da tia dela. Nem parecia que nos conhecemos há apenas uma semana. - Meu Deus! Não acredito que estou falando isso para alguém que eu mal conheço! - aquilo magoou um pouco, mas eu compreendi é sorri.

- Tempo não é nada, você pode me contar qualquer coisa e ser qualquer pessoa ao meu lado. Eu não vou te julgar. - levantei o queixo dela é enxuguei algumas lágrimas que desciam, acariciando sua bochecha com a ponta dos dedos.

- Você ainda poderia ser um serial killer! - soltou um sorriso fraco. - Eu não posso abrir minha vida pra um serial killer.

- Acho que se eu fosse você já teria descoberto, né?

- Se descobrir significa a minha morte, prefiro a ignorância. - revirei os olhos. Eu estava assimilando a mania irritante que Giovanna tinha. - Acho melhor eu te deixar trabalhar agora.

- Ah não, você não tá atrapalhando juro. Gosto da sua companhia. - disse com sinceridade. - Fica aqui comigo.

- Eu vou fazer alguma coisa pra gente comer.. algum problema pra você eu mexer na sua cozinha?

- Não, tudo bem! - soltei uma risada involuntária.

- O que foi? Tá duvidando da minha capacidade como cozinheira?

- Claro que não! - ela semicerrou os olhos para mim. Levantei as mãos me rendendo. Ela jogou o cabelo e saiu rebolando para a cozinha. Ri sozinho daquilo. Eu estava no meio da construção dos meus argumentos para um processo quando fui desconcentrado pelo cheiro que vinha da cozinha. Eu odiava Admitir, mas o que ela fazia tinha um cheiro delicioso. Depois do que eu imaginei ser uma hora, Giovanna desfilou pela sala é pendurou-se no sofá ao meu lado, com a cabeça na altura da minha.

- Deixa esses papéis de lado e vem comer.

- Giovanna, o cheiro tá bom mas..

- Sem "mais". - me deu um beijo na bochecha, me pegando de surpresa. - Levanta desse sofá e vem comer! - mordiscou minha orelha. Senti meu sexo despertar ivoluntariamente. Fechei os olhos, filha da puta! - Não é isso o que as esposas fazem, cuidam dos maridos? Tô treinando desde já.

- Só quero se você for o prato principal! - coloquei a mão sobre a boca ao perceber que falei isso em voz alta. Ela me observou por um tempo que deve ter durado 5 segundos, e soltou uma gargalhada alta.

- Tá esperando o que pra vim comer? - mordeu o lábio, antes de sair rebolando até a cozinha. 

Notas Finais


Rindo muito aqui em NY do tombo de vocês hahaha.


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