História Contrato Inviolável - Capítulo 10


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Palavras 1.910
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!
Boa leitura <3

Capítulo 10 - Nós, o baú e outros milagres


Fanfic / Fanfiction Contrato Inviolável - Capítulo 10 - Nós, o baú e outros milagres

 

— Ahhhhhh o mar, senti falta!

Chan suspirou colocando a cabeça fora da janela do carro e Nichkhun sorriu. Sim, também sentia falta e assumiu que tinha feito bem em se prontificar a trazer o baby para a praia.

Tudo começou horas atrás quando ele tomava um chá na cozinha e Channy desceu dizendo que queria comer peixe. Entendia o mais novo, afinal eles comiam peixe quase todos os dias antes, o passatempo de Amber na vila litorânea era pescar.

Então se ofereceu para ir até o mercado de peixe, mas Channy lhe deu um dos seus sorrisos reluzentes e disse:

“Porque não vamos na praia e pegamos fresquinho?”

 No mercado era fresquinho, mas tente dizer não à aquele baby? E fora que queria ver o mar também, foi sua rotina diária por tantos anos que bem… Ele sentia falta, muita mesmo.

 Então arrumaram tudo e saíram antes mesmo do sol nascer. Claro que teve missa do Suho sobre cuidados, mas né, nada que não fosse normal.

 E agora lá estavam os dois diante do oceano, de janelas abertas e sentindo a maresia que o acalmava como nada daquele mundo caótico fazia melhor. Se tornou um homem do mar, era um fato.

Parando para pensar nunca saiu de Seul para ir para a praia antes de acabar na aventura da família dos amigos que agora era a sua também. Porque nunca tinha feito? Parecia tão tolo agora…

— Está com cara triste, Nick, qual o problema?

 A voz de Channy soou preocupada e ele suspirou procurando uma vaga na pequena orla para pisarem um pouco na areia antes de irem para o mercado de peixes local.

— Estou pensando em como sinto falta do mar também e que nem sempre foi assim.

— Viramos uma grande família de pescadores.

Ele brincou rindo baixinho e Nick riu também, fazia sentido.

— Mas acho que o mar não te trouxe sorte do amor, nem para você nem para seus irmãos, sinto muito por isso, sabe Nickie.

— Não sinta, Chan, não era para ser.

Respondeu sincero, a verdade era que ele e seus irmãos não se importavam muito com o amor antes e depois que foram para o Brasil as tentativas foram falhas, porque nenhum dos amantes aceitavam compartilhar. E se antes para eles era importante, com a convivência com a família dos amigos se tornou essencial.

Ele precisava de alguém que amasse seus irmãos do mesmo modo ou então ficaria solteiro para sempre, o que não seria muito mais já que tinha completado cinquenta anos poucos meses antes. Sabia que ele e os irmãos não aparentavam a idade que tinham, eram bem-apessoados e o mar – Ao contrário do que diziam – Tornou todos mais braçais, contudo também, mais fortes. Eles eram um ótimo partido lá na cidadezinha onde moraram por tantos anos, mas a poligamia não era bem vista. Aliás quando ela era bem vista?

 O baby fez um muxoxo e suspirou:

— Um baby para vocês é o que está no topo da minha lista de pedidos aos céus sabia, mas parece que ainda não deu certo!

— Acho que um tesouro perdido deveria estar no topo da sua lista – Brincou com o baby que agora era mais do que um amigo para si. Channy era o coração da imensa família. Era a pessoa mais amorosa e querida que ele já teve o privilégio de conhecer, ele faria qualquer coisa por aquele homem doce – Olha, vamos passear um pouco para irmos comprar seu peixe e voltar ok? Temos que voltar com o mesmo tanque ou Kai vai brigar com a gente.

 Channy rolou os olhos, mas assentiu. Ele conhecia bem o marido ex piloto controlador do carro. Não o julgava já que sabia que os recursos agora eram poucos e que foi um luxo eles fazerem aquela pequena viagem. Não queria estressar mais os Kim.

 Assim ambos, já descalços, saíram do carro e foram para a areia da praia que estava vazia ao nascer do sol. Ele amava o nascer do sol, ou o poente… A vida era tão preciosa…

— Hummmm será que podemos mergulhar?

 Channy perguntou animado e Nick sorriu.  Sabia que os Kim não deixariam, não conheciam a praia, nem a corrente marítima dali, nem nada, mas ele não via problema algum, Channy nadava como um peixe, melhor que ele aliás. Ele ensinou os filhos, todos eram peixes, verdade fosse dita.

— Se for nosso segredo, eu deixo.

 Disse divertido e Channy gargalhou antes de tirar a camisa e correr para o mar. Nick foi atrás, deixando as roupas secas em lugar seguro e amarrando a chave do carro na corrente que mantinha no pescoço.

 Ambos entraram no mar como duas crianças e logo já mergulhavam mais para o fundo. A água ali não era cristalina como lá, mas era fresca e tinha certa visibilidade. Eles nadaram um pouco mais fundo voltando para a superfície para tomar folego – Agradecia aos anos de mergulho assim, porque se fosse antes morreria afogado – E logo encontraram uma caverna rasa submersa que Channy parecia eufórico por encontrar. Nick fez sinal de ‘rápido’ e logo ambos nadaram até ela animados com a pequena aventura.

 Os Kim iriam esganá-lo de quantas formas?

Era tudo o que se perguntava quando Channy entrou e sacudiu os braços para ele sorrindo com os olhos.

 Subiram para a superfície para respirarem e então Channy pode falar eufórico:

— Você viu o que eu vi, Nickie!?

—Aqui é uma costa acidentada, Channy, tem cavernas mesmo.

— Eu vi um baú lá dentro, um baú! - Nichkhun rolou os olhos, mas Channy tinha uma imaginação imensa mesmo. Impressionante… – Não me olhe assim, e se tiver algo de dinastias antigas lá hein? Vamos pegar? Vai que seja algo legal! As crianças iriam adorar!

— Tudo bem Chan, vamos pegar…

 Concordou vencido pela euforia dele e logo ambos voltavam para as profundezas não tão profundas e ele entrava na pequena caverna e pegava o baú médio… Sim era um baú mesmo, um baú velho e bem antigo… E pesado, senhor!

 Arrastou até uma parte aberta e então Channy o ajudou a levar para cima. Nadaram com mais dificuldade até a água rasa e Nick foi se dando conta de que aquele objeto era mesmo muito antigo, mas não desfragmentara ao ser arrastado e içado.

Channy estremecia de animação e ele começou a entrar no clima.

 O baby era o centro de milagres, a começar pela gravidez inexplicável de Chansonie e Laila e depois das alterações hormonais e do próprio corpo que teve durante a gestação. Não havia explicação científica para aquilo, era apenas milagre e aquele pensamento o fez sentir um arrepio sobrenatural por toda a pele. Aquilo parecia outro daqueles milagres doidos dele.

Mas aí já seria demais, não é? A vida real não era um filme de piratas e tesouros perdidos e…

— Nick, olha isso!

 Já estavam na areia da praia e o sol ainda saía, como se o tempo que ficaram na água fossem meros minutos e não muito mais tempo como sabia que foi.

 Channy limpava a lateral do baú pesadíssimo e ele se curvou para olhar. Era um tridente com um escudo côncavo que tinha o seu centro talhado com um cachalote imenso que parecia lhe encarar fixo.

Nick deu um passo para trás tremulo.

 Droga, aquilo era um pouco perturbador, mas Channy apenas fazia sons de ahhh e ohhh como uma criança diante de uma descoberta mágica.

— Um tesouro perdido? O que tem aqui dentro, será?

— Chan, acho que devíamos devolver e… – Ficou mundo quando viu o baby passar os dedos pelo cadeado pesado maior que a mão dele e simplesmente a coisa se abrir. Se alguém lhe contasse, ele não acreditaria, mas estava acontecendo diante dos seus olhos, deus! – Chan… Meu deus!

Dentro havia tanto e tanto ouro reluzente e pedras preciosas que os joelhos de Nick dobraram e ele caiu ao lado do amigo chocado demais para falar algo.

— Uau! Olha isso Nickie!

 Ele esfregou os olhos perturbado, mas a cena continuava a mesma, um baú cheiro de tesouro que provavelmente valia bilhões e bilhões… Não era possível…

— Vamos levar? Achamos não é, isso quer dizer que é nosso certo? Os daddys vão ficar felizes não vão!? Será que dá para ficarmos tranquilos agora com as contas e tudo isso? Eu não sei quanto vale… Nick, Nickie?

 Ele viu que Channy o sacudia, mas seu cérebro entrou em pane. C-como… Como…

— Isso é impossível!

— Talvez, mas nós achamos então é nosso né! Venha, vamos levar para o carro, ainda temos que comprar peixe.

Nick ajudou o baby automaticamente, mas sua mente rodava com a situação toda. Um baú do mar com tesouros? Não era possível, não mesmo…

 O tempo então passou como vulto e se alguém lhe perguntasse como voltou para casa ele não saberia dizer. O fato era que quando entrou na garagem, eram nove da manhã e assistiu perturbado Channy entrar no prédio todo animado chamando os babies…

 Saiu do carro olhando o estranho baú no banco de trás sentindo um pouco de calafrio outra vez. Aquele símbolo era sinistro, de alguma forma perturbadora. Suspirou e abriu o porta malas para pegar a caixa de isopor e quase deu um pulo para trás.

 Um par de olhos assustados o encarou junto de um sorriso sem graça.

 O garoto parecia um gato molhado e descabelado, mas o coração de Nick pulou dentro do peito, nunca tinha visto olhos tão lindos…

— Bom dia?

 Ele disse enrolado em tom de pergunta e Nick ofegou. Aquele dia era real?

— Quem é você e o que está fazendo no porta malas?

— E-eu v-vi aberrrrrto e-e est-tava c-com s-sonoooo…

 Nichkhun abriu e fechou a boca várias as vezes até ouvir a voz divertida da pequena Mia ao seu lado:

— Papai disse que trouxe peixe, mas eu pensei que era de comer e não um sereio. Legal!

— É tritão – PCY corrigiu em seguida passando por ele até o porta malas -  Nick estava em choque ainda – E encarou o invasor com um sorriso suave – Oi, você está com fome? Você parece um peixinho afogado, é fofo, podemos ficar com você?

— Porque não foram para escola hoje?

Disse quase que automático outra vez, os dois se voltaram para ele e o encararam confusos:

— Mas são seis e meia da manhã, tio Nick, ainda vamos.

— Hein?

 Ele olhou de volta no relógio e viu que sim, não era nove e sim, seis e trinta e cinco. Ele tinha batido a cabeça?

— Eu preciso de ar.

 Saiu rápido da garagem e foi até perto do portão e olhou para o céu. Ainda estava raiando o dia…

 O que era tudo aquilo?

Sacudiu a cabeça fechando os olhos.

— Respira Nichkhun, só respira, isso, respira…

Mas ele acabou mesmo foi caindo no chão e olhando para o céu matutino. Estava sonhando, era isso, sonhando…

 

☺♀♥♂☺

 

Michelle olhou para o amigo estirado lá embaixo no chão e riu baixo. Acabava de descer do quarto da irmã e não esperava ver Nick em surto existencial outra vez. Isso porque ele era um psicanalista de renome.

 Então Channy a alcançou e pelo sorriso de orelha a orelha ela soube que algo muito grande aconteceu:

— Mimi, prepara o coração! Eu e Nick fomos comprar peixe e encontramos um baú com tesouros, eu juro, tem tudo lá! Estamos resolvidos, agora não vamos mais ter problemas com dinheiro, não é maravilhoso?

 Michelle engasgou com o café e ofegou. Hein? Que história é essa?

— Channy meu bem, conte do começo, sim.

— Então, foi assim…

 


Notas Finais


Beijinhos!!!


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