História Contrato Inviolável - Capítulo 12


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!
Boa leitura <3!

Capítulo 12 - Nada como namorar as estrelas da escola, só que não


Fanfic / Fanfiction Contrato Inviolável - Capítulo 12 - Nada como namorar as estrelas da escola, só que não

 

 Acordei no dia seguinte ainda ouvindo as reclamações do meu pai no meu subconsciente.

Ok, eu era meio difícil com ele mesmo, mas poxa! Não precisava exagerar né…

 Me levantei desejando voltar para a cama, mas sabia que dois dias sem aula seria limite rígido para os meus pais. Aliás, o que tinha naqueles analgésicos que pareciam mais potentes do que tudo que já tomei?

Devia ser coisa da América, talvez, conclui finalmente arrumado e saindo do meu quarto. Jongin não tinha feito meu café ou seja, ainda estava bravo. Que ótimo…

— Bom dia, Yutie… – Pai Channy saiu do closet dele e veio para mim me dando seu beijinho de testa matinal. Tentava como sempre dar o nó da gravata de forma perfeita, mas falhando. Ele tinha várias gravatas de zíper, que não precisavam dar nós, mas ele sempre preferia as tradicionais que nunca atava certo – Não me olhe assim, eu tenho uma reunião super chata com acionistas pré históricos essa manhã e eles reconhecem uma gravata falsa quando veem uma.

Ele disse rolando os olhos e eu sorri indo para ele que abaixou automaticamente para mim dar o nó perfeito.

— Pronto pai, resolvido.

— Obrigado, Yutie!

— Pai Jongin ainda está bravo?

Perguntei baixo, pai Channy assentiu fraco:

— Sehunnie já falou com ele, vai ficar tudo bem hun? Agora que tal tomar café fora, hoje?

Ele sorriu conspirador e eu assenti. Opa que comer fora com meu pai significava muito açúcar e sem ninguém para nos vigiar. Isso significava também que era melhor eu ficar fora de casa pelo resto do ano!

Foi a minha vez de rolar os olhos. Porque meu pai era tão dramático?

Horas depois e super elétrico devido ao açúcar consumido antes da sete da manhã, mas feliz que eu pude escapar da sopa diet do Jongin, meu pai estacionava na frente da escola e suspirava ao ver aparentemente um grupo de garotas rirem em um grupinho próximo do portão de entrada…

— Você cresceu tão rápido…

— Ai pai, nem é! – Sussurrei sem graça, Chan as vezes tinha aquilo e me deixava constrangido, aparentemente meu namoro não estava sendo muito bom em casa – Olha, eu vou ficar bem…

— Você tem essa coisa do seu tio Suho sabe e isso meio que preocupa o Jongin, por isso tenha paciência, combinado? Você é nosso único filho, Yutie! De início eu fiquei em pânico por ser responsável por outro alguém, contudo agora eu te amo mais do que tudo nesse mundo e os pais todos pensam o mesmo. Seu namoro… Hum… Só não beije de língua, ok?

— Pai!

Meu deus! Mas que coisa! Será que o povo ‘tava enlouquecendo?

— Você é novo, a garota parece legal, mas garotos gostam de avançar, sabe, não deixe… E é isso – Ele viu que eu já desejava pular do carro e terminou aquela conversa versão dois de ontem, rindo baixo – Sei que quer sua coleira e está empolgado porque eles sabem sobre isso e sobre enfim, a vida de dom/sub, porém você precisa ir devagar, vocês são muito jovens… E o Jongup é o galã na escola que eu sei!

— Ele não é o popular, ele é o gênio, papai!

— Pareceu ser o popular para mim!

— Popular é o Nini, só que ele é o popular legal distraído…

Respondi pensando em todos os primos deles que já tinha ouvido o nome e visto passar pelos corredores, menos a Luhana que descobri recentemente ser prima também. A família deles era mesmo grande… E agora seria minha família, ofeguei…

— Certo, o nerd é o menos ruim, acho… Não sei, não me lembro bem na escola, no meu tempo eu meio que ficava disperso pensando em desenhar carrinhos…

— Isso é a sua cara, papai.

Disse rindo, beijando ele de novo e saindo do carro desejando boa reunião e ele, boa aula para mim.

  Esperei o carro sair da rua para suspirar, adorava meus pais e sabia que eles tinham boas intenções, mas as vezes eles eram tão exagerados…

— Bom dia, cunhado! Puxa, seu pai é a cara do tio Channy!

 Eu quase dei um pulo e me virei para ver uma cópia de JYJ atrás de mim com um sorrisinho divertido. Só que ele tinha uma atmosfera quase Jongin ao redor dele e usava calça rasgada dos joelhos ainda que a escola fosse meio rígida com o uniforme.

Era o irmão do JYJ? Não tinham sido apresentados, mas já tinha visto ele na escola…

— Daehyun Zelo, mas pode me chamar de DZ – Ele disse antes que eu perguntasse e logo meus olhos viram o que eu sempre fui treinado para enxergar nos últimos anos. Uma coleira de sub quase escondida na gola da camisa. Ele sorriu de canto – Sim, somos cunhados pelos dois lados, Yuto, a irmã da Bianca é minha dome. Barbara, acho que ainda não a viu, Ba não vem para escola, medida de segurança. Vamos entrar, teremos tempo de conversar bastante no intervalo.

 E ele enganchou o braço no meu braço bom e praticamente me guiou para dentro da escola e então… E então eu senti o que era ter milhões de olhos sobre mim. Gemi internamente.

JYJ era lindo, mas tinha uma aura “não fale comigo, suas anêmonas” agora o gêmeo descolado parecia brilhar por onde andava como um flower boy dizendo “Eu sou lindo não sou? Babem”.

 Como podiam ser tão diferentes sendo iguais?

— Sabe qual a melhor coisa de ser um baby da minha família, Yuto? – Ele disse baixinho em determinado momento quando atravessamos o pátio em direção ao corredor das salas de aula. Eu neguei, estava meio perturbado pela exposição, senhor, aquilo eram as princesas da escola sorrindo como idiotas para o DZ? – Todos vão saber exatamente o que acontece quando tentam nos tocar. Só podem nos admirar a distância, porque somos intocáveis. Legal, não é?

 DZ era narcisista? Quase ri. Nos trocaram no berço e ele era filho do Jongin, só podia… E então estávamos não na minha sala, mas na biblioteca, dez minutos antes de tocar o sinal de entrada.

— Pacote entregue, priminha!

Luhana se ergueu da mesa e me sorriu animada. Ao redor dela duas pastas etiquetadas com o título do meu trabalho que eu tinha de entregar e que esqueci devido a tudo o que houve e ainda um pen drive com um post-it com a minha letra nele, escrito ‘dados importantes’.

Oi? Eu não escrevi nada daquilo…

— Mia, minha irmã sabe copiar letras com perfeição, eu dei a ela a sua ontem e ela fez todas as anotações para você. Só precisa dar uma lida caso o professor te questione. Está tudo aí, e ainda tem slides com os tópicos relevantes. Eu mudei meu lugar também, agora sento a sua frente. Dúvidas eu posso te passar por ponto eletrônico, mas vai se sair bem.

Ela apontou algo minúsculo dentro do ouvido e estendeu outro para mim. Eu só a encarei chocado. O que era aquilo, uma missão James Bond?

— Bem-vindo a nossa família, Yuto. Nos vemos no intervalo!

 E DZ saiu dali me deixando mudo com minha colega de sala à lá espiã.

Meu deus… Aquilo era real?

Quando o sinal bateu para o intervalo eu tinha uma nota dez no meu trabalho extraclasse e um olhar chocado do professor. Eu também não estava muito normal com aquilo então eu o entedia e quase o encarava com compreensão.

Não era algo comum para nenhum de nós dois.

Arrumei minha mochila de forma lenta pois meu cotovelo resolveu me dizer oi e arder, mas logo Luhana veio para mim e terminou minha tarefa.

— Precisa movimentar menos o braço até semana que vem, Yuto, senão, não vai cicatrizar, eu sei do que estou falando.

— Você cai muito?

— Eu caio sempre, na verdade – E ela me piscou risonha, como ela sorria, senhor – Minha infância foi meio selvagem, podemos dizer. E eu vivia em uma aldeia a beira da praia.

— Nossa, devia ser legal! Eu adoro praia!

— Eu também.

— Ai estão vocês! – E Nini, o tal popular alienado entrou na minha sala agora só com nós dois e veio para mim me estendendo um sanduiche caprichado da cantina. Não me passou despercebido o jeito que ele estava vestido, ninguém ficava tão alinhado como ele naquele uniforme sem graça, ele era mesmo muito, muito lindo… – JYJ me mandou entregar, ele está resolvendo um problema na diretoria, mas já nos encontra no pátio.

— Diretoria?

Congelei, eu tinha más experiências naquela sala dos demônios!

— O que aconteceu?

Luhana questionou, Nini sorriu:

— Nada demais eu acho, tio Chul está lá.

 Eu não sabia quem era esse tio deles, mas eu conhecia o olhar que trocaram, era o mesmo olhar que os doms da minha família trocavam quando queriam dizer algo sem dizer. Eu quase bufei, mas não disse nada, afinal eu ainda precisava conhecer eles mais… Ainda não sabia como agir com eles e minha timidez não ajudava, nenhum pouco.

— Ok, vamos lá!

E Luhana colocou uma mochila em cada ombro - a minha e a dela - e me empurrou com suavidade para a porta.

 Se um dia me dissessem que eu iria entrar para uma família mais estranha do que a minha eu teria gargalhado, mas eu me dei conta de que sim, existia gente mais estranha e isso ficou óbvio quando eu cheguei no pátio – Eu sempre ficava meio que sozinho pelos cantos da escola tentando ser invisível para não ter problemas – E fui recebido por uma dúzia de pessoas que nunca tinham trocado uma palavra comigo, mas que agora pareciam receber um parente querido que viajou por anos. Eram da família e Luhana apresentou uma a um para mim enquanto nos sentávamos em uma mesa espaçosa:

— Meus primos Himchan Yongguk, HY, Júnior e Júnior ou se preferir, J&J e DZ que já conhece. Essas são Júlia e Julieta, também irmãs dos trigêmeos e meus irmãos Mia, PCY, Chechen e Júnior. Meu irmão Chin já terminou a escola e ainda não começou a faculdade e prima Ba vai fazer as provas finais direto. Os quadrigêmeos, irmãos da Bi e da Bá ficaram em casa hoje.

— E você é o famoso Yuto! – HY, outro garoto a cara do JYJ, mas que parecia bem mais sério e com um olhar quase preguiçoso me disse com seus olhos cravados nos meus – Um baby, não temos muitos entre nós. Só DZ e Chechen.

— Baby?

Repeti pensando se aquilo era um elogio, um título ou algo da América. Recebi um abraço de Luhana sentada ao meu lado:

— Baby é um nome carinhoso para um sub que não é só sub… As vezes nem é sub, como tio Tao, por exemplo… Ou tia Michelle. Olha, o significado entre nós é meio diferente do significado técnico. Mas no geral é isso.

 Eu assenti embora não tivesse entendido bem. Minha mente ainda estava assimilando cara e nome. DZ e HY eram mais fáceis porque pareciam JYJ. Nini também porque eu o via mais frequente pelos corredores, os menores estudavam no outro prédio, na área dos menores mesmo, mas aparentemente todos lanchavam juntos.

 Entretanto eu precisava ser justo, ao menos todos me olhavam com carinho real. Não era forçado, ainda que fosse meio louco.

 E então eu parei de comer quando ela se aproximou. Minha ex crush, Bianca… Porque ela tinha que ser tão linda?

— Todos bem?

— Apresentações feitas, comida na mesa, trabalho entregue e com nota máxima antes do intervalo. Trabalho da manhã realizado com sucesso!

Luhana disse como se reportasse notícias para uma oficial, como um drama que eu tinha visto ano passado e eu quase ri. Mas elas eram meio doidinhas, não?

 Bianca assentiu e então se sentou à minha frente me sorrindo suave:

— Como está o braço?

— Er… bem.

Respondi evitando gaguejar, caramba, eu precisava mesmo resolver isso!

— Então hoje vamos te levar para tomar sorvete como queria, combinado?

— Nossa Bi, seu sorvete é bem melhor dos que eles têm aqui, faça em casa mesmo ué!

Nini rebateu sorrindo animado e eu ofeguei. Jesus… Que água esse povo tomou para ter aquele tipo de sorriso?

— Tomar sorvete fora de casa é uma ação social de namorados, Nini, aqui é meio que “comum” – Luhana respondeu como se fosse alguma tradutora de costumes locais fazendo aspas na palavra comum – Eles não vão tomar sorvete por tomar sorvete, eles vão ter um encontro, entendeu?

— Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh…

 Eu sabia que tinha ficado vermelho porque as gêmeas riram baixinho e DZ piscou murmurando “Eles são assim, ignora”.

 Mas por fim um senhor se aproximou e todos se ergueram quando o homem se aproximou da mesa. JYJ estava ao lado dele e me sorriu amável. Eu alternava o olhar do meu namorado… Ahhh eu ainda não acreditava que ele era meu namorado! – Para o ajussi alto e bonito ainda que devesse estar na casa dos sessenta ou algo assim:

— Está feito, crianças. Vocês têm a segunda feira livre, vamos acampar!

 A mesa se tornou uma algazarra e eu fiquei olhando tudo aquilo de forma confusa. Hein?

— Agora só falta falar com os pais do Yuto, tio Chul!

Luhana disse animada voltando a me abraçar. Eu quase engasguei, oi?

 Então ele me olhou e eu quase dei um passo para trás. Caramba… Ele era um Dom?

— Isso será feito, será feito. Bem-vindo a nossa família, Kim Yuto.

 E por algum motivo aquilo me fez ter certeza absoluta que sim, eu tinha entrado para a família deles…

 Que loucura!

Mas quem acampava na segunda feira?

 

 


Notas Finais


Beijocas!!!


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