História Contrato Inviolável - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Harem, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como eu disse em jornal, eu voltei kkkkkkkkk
E a fic do Yuto tbm devido aos muitos pedidos hehehehe
Aproveitem!
Boa leitura <3

Capítulo 6 - Morri e fui para o céu?


Fanfic / Fanfiction Contrato Inviolável - Capítulo 6 - Morri e fui para o céu?

 

 Eu abri meus olhos confuso por sentir uma mão no meu rosto. E não era qualquer mão, porque se fosse qualquer uma eu ia gritar, tenho bons pulmões, ia colocar o lugar abaixo… Mas não, era uma mão quentinha e cheirosa… Era a mão da minha crush.

Minha crush… Senhor!

Defina choque agudo, depois duplique e era eu naquele segundo.

Encarei ela sentada ao lado de onde eu estava deitado…

Era uma maca? Sei lá, eu não me atentei aquele mero detalhe tendo Jang Bianca Campone tocando minha testa e mexendo na minha franja. Tudo o que vi foi a camisa do greenpeace branca com as letras verdes, os cabelos longos amarrados em um rabo de cavalo e o olhar grudado no meu. O que vi, foi aquela garota linda por quem eu era caidinho ali, diante de mim, perto o suficiente para que eu pudesse ver o tom esverdeado dos olhos dela. Puxa… Era legal!

 E então ela sorriu e eu juro que se tivesse algum lençol sobre mim eu teria me escondido debaixo, porque sou desses e não sei lidar com essas coisas não, não sei mesmo. Mas eu não tinha e o jeito foi fechar os olhos e desejar chamar meu pai, não o Jongin, mas o Soo porque ele ia me levar dali e evitar que eu passasse ainda mais mico.

 O que eu ia dizer? O que eu podia fazer? Eu sabia respirar de novo?

Aquilo era algum teste dos céus depois de ter sido quase morto por um ciclista doido?

— Está doendo em algum lugar, Yuto? Meus tios aplicaram anestésico além de fazerem um bom curativo, mas sei que esse tipo de corte com arranhão arde bastante. Você não teve febre então significa que sua cicatrização vai cuidar do pior, mas quero que me diga se está se sentindo mal de alguma forma. Yuto?

 Eu abri um dos olhos e engoli em seco.

 Meu deus, ela estava falando mesmo comigo, ela sabia meu nome de verdade e aparentemente o cara da calçada era tio dela. O mundo estava conspirando ao meu favor? Eu teria furado a fila da sorte alheia? Seria injusto eu agradecer a qualquer divindade responsável por aquilo e desejar ter outro acidente como aquele no futuro?

 Era assim ficar apaixonado? Deixa a gente mais louco do que o comum mesmo ou era só comigo? E espera, eu estava na casa dela…? Isso significava que o perfeitinho das exatas também estava ali…? Ai deus, AI DEUS!

— Me diga que estamos no hospital!

Disse atropelado. Ela arregalou os olhos e então negou:

— Minha casa tem enfermaria, é de praxe em nossa família, muitas crianças… Tios bagunceiros… Coisas assim. Você está bem, Yuto? Parece que está tonto… Respira hun, não comece a hiperventilar, vai fazer mal a você, respira… Respira hun, isso, assim…

— Eu estou na sua casa… sua casa mesmo?

 Eu deveria parecer algum lunático porque no fim ela riu baixinho e segurou minhas duas mãos sorrindo para mim e ficando tão fofa, mais tão fofa que eu quase desmaiei, não sei lidar com isso gente, não sei, juro!

— Você está seguro aqui, está tudo bem, só me diga se está se sentindo melhor e eu vou ligar para sua casa e…

— Não liga! – Gritei e depois tremi me sentindo um idiota, meu deus, me leva! – Quer dizer, eu mesmo ligo e bem… Sabe, minha família é meio preocupada demais e eu me machuquei… Ahhhh… quer dizer, não é isso, eles são legais mas bem… esquece.

Desisti de falar porque tinha certeza que já tinha estragado qualquer ínfima chance que eu podia vir a ter com ela. Meu deus Yuto, meu deus!

 Eu pensava frenético, mas então, então… Eu senti ela se aproximar e arregalei os olhos pronto para desmaiar, porém acabei assistindo impactado ela bater na minha cabeça de leve com a mesma mão macia que segurou as minhas frias e suando segundos antes – eu estava meio em transe – Tocando em mim como se eu fosse um gatinho e sorrir um sorriso que nossa, mais dois desses e eu ia ficar cego:

— Vai ficar tudo bem, confia em mim, ninguém mais vai brigar com você, nem te machucar, é uma promessa.

Meu espírito desprendeu do meu corpo e eu tive a maior epifania da minha vida.

 Eu estava loucamente apaixonado, era um laudo irreversível, ponto final. Poxa, não se diz aquele tipo de coisa para um sub de família como eu, não se diz, é pecado mortal. A gente fica mole, fraco e com pensamentos submissíssimos do tipo me dê colo e faz cafune na minha cabeça e diz que eu sou seu para sempre. Esse tipo de coisa errada… Ela era uma pessoa normal, eu não podia ter aquele tipo de pensamentos gente! Ai deus, me leva dois!

— Yuto, diz alguma coisa sim? - Ela pediu com voz mansinha e pronto, eu virei uma poça de choro antes que me controlasse. Por que eu pago mico meu deus!? – Ei, ei… Tá tudo bem…

— Não ‘tá não! – Disse soluçando – Você é uma garota normal, mais velha, legal, bonita e agora me faz uma promessa dessa? É injusto!

— Como…?

 E então ela me encarou piscando e depois deitou a cabeça de lado como se estivesse com um problema de matemática na cabeça e não soubesse resolver, fala sério, ela e os primos dela eram geninhos! Aishiii…

 A vida era mesmo cruel. Porque eu fui me apaixonar por uma garota que não sabia o efeito daquele tipo de palavras em mim?

 Enxuguei meus olhos e encarei a ponta dos meus dedos sobre meu colo, me senti derrotado, pior do que o herói no drama que estava acompanhando quando levou um fora da mocinha pelo rei chato e do mal:

— Pode pegar meu celular, por favor?

— Claro.

 Ela se levantou e eu quase chorei chamando ela de volta.

 Assim que voltasse para casa ia pedir ao meu pai para me levar no psicólogo que aquilo estava indo longe demais. Além disso eu tinha a Luhana me esperando e…

— Como ele está?

 A voz da minha colega de classe me fez erguer os olhos assustados e olhar para a garota na porta com um sorriso leve e um bebê no colo. Um bebê a coisa mais linda do mundo que tirou de mim um sorriso bobo e um awnnnnnn soprado.

Toda a tragédia grega da minha vida foi deixada de canto enquanto eu olhava para a menininha de lacinhos rosa nos poucos fios de cabelo e um olhar que me era muito familiar… Nossa, parecia o pai Channy. A versão neném, fofinha, feminina e cute do amor dele…

— Essa é a minha irmã mais nova, Yuto. Laila. Quer pegar ela no colo?

— E-eu posso…?

— Claro que sim. Aqui.

 E ela me trouxe a bebê que eu peguei com todo o cuidado do mundo evitando resmungar do meu cotovelo que passou a arder como uma entidade maligna alheia e invasora do meu corpinho sensível.

— Ela tem dois anos, mas parece ter um, não é?

Minha crush disse de forma suave e eu assenti sem ter coragem de olhar para ela, ao invés disso eu encarei minha colega de sala, confuso:

— Você mora aqui?

— Sim, eu moro – Então ela piscou divertida – E você já conhece minha prima Bi, pelo visto.

Meu deus, elas eram primas, da mesma família, ahhhhhhhhhhh!!!

Surtei internamente, mas por fora eu consegui me controlar e apenas abracei mais forte a bebê para que ela não se mexesse e caísse do meu colo, eu estava sobre uma maca em uma espécie de salão misturado com sala de médico. Aquilo era uma mesa de tomografia no canto, ou era impressão minha? Quem tinha aquilo em casa?

— Quantos médicos tem aqui, desculpe a pergunta?

Perguntei para a Luhana um pouco chocado, ela gargalhou:

— Seis. Mas dois são da área de psiquiatria, acredite, é pouco.

Abri a boca chocado. Hein?

— Nossa família é bem grande, Yuto – E minha crush voltou a se sentar ao meu lado e me estendeu o celular – Somos mais de cem pessoas ao todo.

— E eu achei que a minha família fosse tumultuada, senhor!

Disse e então me senti quente e envergonhado, porque eu não sabia ficar quieto? Eu ‘tava louco? Mas graças a minha continua sorte estranha daquela tarde, elas riram e concordaram. Até a bebê gargalhou me deixando todo bobo e querendo roubar a menina para mim.

Não me julguem!

— Opa que estou ouvindo minhas meninas rirem animadas aqui dentro.

 E um homem entrou no salão médico bizarro e eu quase cai da maca.

 Pela segunda vez meu espírito saiu do meu corpo e voltou tamanho o susto. Era meu pai, mas não era meu pai. Era a versão mais velha do Chanyeol e acho que mais alta. Não sabia dizer, não sabia, mas a voz era mais baixa, mais suave e algumas diferenças eram bem claras, contudo era como ver meu pai, só que sua versão um pouquinho mais velha.  Os cabelos estavam longos também e a pele dourada, como se tivesse tomado bastante sol. Só que o sorriso, era exatamente o mesmo, um sorriso caloroso que aquece a gente por dentro e da vontade de correr e abraçar.

— Papa!

 A bebê ergueu os bracinhos e eu fiz auwnnnnn de novo porque ela era uma fofa cute que dava vontade de morder e guardar em um potinho. O Chanyeol versão praiana veio para nós, pegou ela no colo com uma das mãos e fez um carinho suave no meu rosto com a outra: Quase fiz auwnnnnn outra vez.

— Como está nosso pequeno skatista? Eu estava preparando um chá para você já que Luhana estava toda animada com o amiguinho novo e fiquei preocupado quando soube que tinha se machucado. Tomei a liberdade de pedir aos meninos que adiantassem a tarefa de vocês para não terem problemas, tudo bem? Nini está com a lição lá dentro. Acha que consegue ir andando ou quer que eu chame um dos meus maridos para pegá-lo? Ainda não liguei para os seus pais, estávamos esperando que você acordasse, mas já são quase sete na noite, eles devem estar preocupados, não?

 Eu não sabia se estremecia de medo com a bronca que eu ia levar, se eu ignorava mais uma hora da minha vida de castigo e aproveitava a comida da casa da minha crush, se me fazia de forte e falava que eu ia andando, se faria manha e ganharia colo ou se ficava ali ainda muito chocado, por sinal, com a versão de um dos meus pais só que estilo dono de casa amável e que fazia eu ter desejo de deitar em um sofá e pedir para cantar para mim. Eu amava meus pais, amava mesmo e todos os meus tios e tias, porém aquele homem passava uma vibe tão calorosa que eu me senti muito consciente que nunca tive alguém me olhasse daquele jeito… e eu não sabia explicar, não sabia mesmo.

 E no meu coração surgiu do nada uma tristeza imensa de que aquilo devia ser o que uma mãe amor seria. Inclusive ele pegava a bebê como as mães que eu via na rua e invejava no silêncio da minha infância, ele me olhava como uma mãe olha para suas crianças e eu… Eu era um estranho…

— Lulu, pegue sua irmã.

 Eu pisquei quando vi ele entregar a criança para minha colega de sala e vir para mim e me abraçando e colocando minha cabeça no peito como se eu fosse um bebê também, talvez eu fosse…

— Não se preocupe, meu querido, está tudo bem hun, tudo bem.

 Minhas costas foram esfregadas de leve e recebi um beijinho na cabeça como naquelas cenas de dorama dramático que eu chorava horrores e eu fraquejei de vez. Eu nunca fui abraçado assim, e eu queria ter sido abraçado assim ao menos uma vez pela minha mãe… Mas minha mãe era do mal, não toda do mal, mas ela definitivamente não tinha nascido para ser mãe. Será que se eu pedisse para ir lá dia sim e dia não só para ser abraçado, eu ia parecer maluco?

Será que era porque ele parecia o pai Channy, mas uma versão pai/mãe/amor/extramilhaodevezesquentinho?

 Havia uma energia estranha ao redor dele, uma coisa inexplicável.

— Pronto, Channy pegou mais uma cria, como se já não tivesse filho suficiente, porque a gente não abre uma creche não é mesmo? Íamos ganhar dinheiro pelo menos!

— Não implica com o filhotinho, Baek!

— Não implica com o filhotinho, Baek! – A pessoa que chegou disse forçando a voz para o grave e foi tão engraçada que eu acabei rindo. Fui solto do abraço gostoso e encarei o homem recém-chegado só para dessa vez quase cair da maca em choque duplicado.

 Tio Baek? Digo, tio Baek versão platinada, mais velha e de salto? Oi?

Puxa ele era mais bonito, não dava para negar, os olhos estavam marcados a lápis e ele usava uma roupa toda negra e bonita. Parecia pronto para ir para uma balada… Ou a um clube de doms.

 Engoli em seco, meu deus, eu estava vendo coisas? Ele tinha coleiras? Não só coleiras como braceletes em um modelo que eu conhecia bem, muito bem aliás. Eu não daria mais de trinta anos para aquele Baek versão mais velha, linda e fashion.  Eu tinha caído na toca da Alice, não era possível!

 Então desviei os olhos para o homem que segundos antes tinha me dado o abraço mais materno da minha vida e vi que ele também tinha coleira e estava perto o suficiente para eu enxergar nomes nela. Não… Não era possível… Gente, não podia ser…

— S-sub, v-vocês são subs?

  Todo mundo olhou para mim de olhos arregalados - Até a bebê, meu deus - e eu quase saí correndo, ai deus, eu e minha boca grande, se joga da ponte Kim Yuto!

 Mas quem falou foi quem eu menos queria que pensasse que eu era um lunático, óbvio que era a minha crush:

— Você conhece submissos, Yuto?

— Bem… Er… sim?

Respondi em tom de pergunta agarrando a barra do meu agasalho de nervoso e cheio de tensão. Então todo mundo sorriu como se eu tivesse passado no teste da nasa e Bianca veio para mim outra vez apertando meu nariz como pai Sehun fazia:

— Você é perfeito, Yuto, perfeito.

— Bom, já que o problema foi resolvido, vamos tomar chá então?

 A versão do Channy praiana disse de forma animada e eu suspirei fundo. Meu deus, eu tinha morrido, só podia ser, era aquilo, não tinha outra explicação.

Você é perfeito, Yuto, perfeito.

Ahh como eu estava ferrado, muito, muito mesmo!

 


Notas Finais


Beijinhos!!!


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