História Contrição - A Oração do Credo - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Danzou Shimura, Deidara, Haku, Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Indra Otsutsuki, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kurama (Kyuubi), Madara Uchiha, Mei, Menma Uzumaki, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, Tobirama Senju, Utakata, Zabuza Momochi
Tags Igreja, Leegaa, Milq, Naruto, Oração, Padre, Pecado, Pecaminoso, Religiosa, Sasodei, Sasunarusasu, Sns
Visualizações 60
Palavras 1.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tô em êxtase, não me segura se não eu grito AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Fic de férias que fala more?!

Capítulo 1 - Creio em um só Deus


Fanfic / Fanfiction Contrição - A Oração do Credo - Capítulo 1 - Creio em um só Deus

Creio em um só Deus…

 

✝ — ✝

 

Era deveras mais uma quarta-feira comum dentre todas as outras do mês, isto se não estivesse trajando o preto habitual, em um lugar não tão comum assim para uma criança de oito anos se estar. A brisa soprava fortemente levando consigo as gotículas de água e arrepiando ainda mais os cabelos rebeldes da criança, seus olhos já não tinham brilho, e pressionava os dedos na barra de sua camisa, a fim de suprir a vontade de chorar na frente de tanta gente. Jamais imaginou que o sorriso de sua matriarca não iluminaria mais os seus dias, ou que os conselhos severos de seu pai, deixariam de ser o empurrão para que o garoto fosse uma pessoa forte.

 

Tudo isso era demais para uma criança, pois à alguns meses este havia perdido toda a atenção de seu irmão mais velho, que agora com quinze anos, teria se tornado um prodígio e treinando incansavelmente para se tornar um policial renomado, assim como o patriarca. O menino Uchiha se sentia só, mas sempre era alegrado por um incentivo de sua mãe, que era tão bondosa consigo.

 

E pensar que nunca mais ouviria ela dizer que o pai o amava incondicionalmente, que a frieza de suas palavras apenas escondia o real motivo delas, a preocupação. E que seu irmão o adorava, só não estava presente por querer dar um exemplo melhor para ele. Ele preferiria mil vezes uma atenção direta, do que as desculpas de sua mãe, porém, eles eram Uchihas, não fazem nada diretamente.

 

Mas sua vida era boa, seus pais não eram ricos, mas tinham uma vida tranquila, seu pai era delegado, sua mãe uma dona de casa bondosa. Não poderia reclamar de seus dias, isto até aquele acidente, ambos estavam saindo de um dia de cinema e foram abordados por um rapaz mascarado, que tirou a vida de seus pais, na sua frente. Sasuke com certeza nunca seria o mesmo, ainda mais que o meliante hesitou em atirar contra o garoto e sumiu nas sombras. Essa história nunca foi tão familiar, mas preferia apenas ler sobre ela.

 

Agora o garoto estava lá no cemitério, ouvindo a voz tranquila de um padre, zelando pela alma de seus falecidos pais. Seu irmão havia sumido, nunca sentiu tanta a falta dele como agora, apesar de que sua madrinha estava o abraçando pelos ombros, tentando inutilmente confortar o menino órfão. Os caixões desciam, e conforme o garoto engasgava com o choro que viria a qualquer momento, as gotas de chuva engrossaram e molhava cada vez mais o solo recém escavado. Não percebeu quando as lágrimas tomaram conta de si, e quase que com um grito mudo por socorro recebeu um abraço ainda mais apertado da mulher de cabelos alaranjado, sendo pego no colo, não teve forças para se afastar, e apenas se rendeu ao abraço, mergulhando assim na amargura que agora seria sua vida.

 

A graça do senhor Jesus Cristo,

O Amor de Deus

e a Comunhão do Espírito Santo,

sejam com todos vós.

Amém.

 

A benção foi pregada e assim todos se retiraram da lápide, o garoto havia adormecido nos braços de sua madrinha e agora responsável. Ambos foram para a casa da mais velha, que deixou o garoto repousar em sua cama para que a mesma fosse arrumar o quarto de hóspedes com os pertences da criança. Não tardou para que o quarto fosse arrumado, lençóis trocados e travesseiros afofados, então com toda delicadeza em si, colocou o menino sob o leito e selou a testa do mesmo, orando do fundo do coração para que todos os santos zelasse de seu querido afilhado.

 

— Que os anjos velem seu sono, e faça-te crescer um garoto sábio e forte, meu pequeno Sasuke.

 

✝Quebra de tempo|Quatro anos✝

 

Logo a penumbra já trazia consigo à noite, era sábado e poucas luzes da casa estavam acesas, o garoto se encontrava no quarto de sua madrinha, perdido em pensamentos. Era janeiro, e aquele ano começaria um novo ciclo de sua vida. Mei, havia o instruído à frequentar a igreja do bairro, um ambiente tranquilo, que talvez ajudasse Sasuke a ocultar um pouco a dor que viveu à anos atrás.

 

A ruiva já não via felicidade nos seus amados olhos escuros, e com isso o colocou como coroinha da igreja, pelo menos ele passaria mais tempo com crianças de sua idade, já que o mesmo não frequentava a escola, estudava em casa com instrução da polícia, por medo do pequeno ser perseguido pelo mesmo que tirou a vida de seus progenitores. Agora se via diante do espelho portando uma camisa branca de botões, bem passada. A mulher atrás de si lhe penteava os cabelos enquanto o garoto subia as calças, um modelo social simples de cor escura.

 

Enfiou rapidamente os pés já cobertos com a meia nos sapatos engraxados, colocou as mãos nos bolsos da calça e se inclinou, ficando na ponta dos pés para dar um beijo no rosto de sua madrinha, que sorriu com o ato costumeiro. Ele amava a ruiva, apesar de não demonstrar, era muito grato por ela cuidar de si por todo esse tempo.

 

— Se cuida, meu anjinho. Hoje é um grande dia._ Deu um sorriso aberto, retribuindo o beijo dado em si na testa do menor. Este que apenas maneou a cabeça concordando, pegou sua mochila que jazia em cima da cama e se pôs à saída da casa.

 

A caminhada era curta, apenas cinco minutos de casa até a paróquia da igreja que frequentava, como agora tinha onze anos e logo menos faria doze, iria começar a catequese. Seus pensamentos iam desde seus pais mortos, irmão desaparecido, ao novo passo que estava dando em entrar na comunidade católica. Não sabia se estava preparado para lidar com pessoas de sua idade, pois as que encontrava na comunidade de coroinhas eram mais responsáveis e mais velhos. Logo estava em frente à grande construção e pôs se a entrar pela porta lateral, eram seis e meia da tarde e no mais tardar iria se iniciar a primeira reunião. Caminhou calmamente até a sala paroquial, onde haviam reunidas pelo menos quinze cadeiras com apoio lateral, este que era usado para suportar livros para estudo.

 

Foi o primeiro a chegar, escolheu a mesa mais à frente e se sentou. Dentro de sua mochila, tirou sua bíblia portátil, e passou a folheá-la, procurando especificamente decorar um ou dois versículos que o sacerdote havia instruído na última missa. Não demorou muito para que mais crianças chegassem, todas um ano ou dois mais velhos que o Uchiha, mas este estava tão entretido na leitura que não notou a sala se encher aos poucos. Foi tirado de seu transe por uma voz um tanto quanto adorável demais.

 

— Boa noite, pequenos._ o loiro cumprimentou diante da porta e entrou na sala fazendo o sinal da cruz no peito, ato que demonstra sua devoção, pedindo bênçãos para a aula._ Meu nome é Uzumaki Naruto, sou o catequista de vocês._ o sorriso que deu em seguida foi tão espontâneo que Sasuke sentiu seu rosto corar e apertou os dedos em torno da capa da bíblia que segurava.

 

— Naruto, qual sua idade?_ perguntou uma garota animada no fundo da sala após levantar à mão, a pergunta fez o pequeno moreno manear a cabeça e sair de seu transe. Engoliu seco e repousou a bíblia por cima do apoio.

 

— Tenho dezenove, é meu primeiro ano dando aula. Então, vocês já devem saber a oração que Jesus Cristo nos ensinou, certo?_ as crianças responderam de forma positiva em coro, e o Uzumaki sorriu se colocando à frente, ao lado da cadeira de um certo moreno._ Pois então iremos começar, por favor, todos de pé e peguem as mãos de seus colegas.

 

Estes então obedeceram, e formaram um círculo no meio da sala, pegaram as mãos uns dos outros e iniciaram o coro. Sasuke estava segurando a mão de seu catequista, e por um momento prendeu a respiração, não sabia o efeito que o mesmo havia causado em si, muito menos que este se repetiria todo sábado pelos dois anos seguintes. Respirou fundo e juntamente com seus colegas finalizou a oração.


— E não nos deixeis cair em tentação, nos livrais de todo o mal, amém.



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