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História Controller. - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Filmes e pipoca.


Shinsou mesmo que não sentisse fome alguma, foi a reunião dos amigos na lanchonete.

Quaisquer olhar direcionado para Shinsou, o mesmo ficava tão nervoso que aparentava que todos do colégio sabiam do que fez ontem a noite, desviava de todos como se caso mantivesse a conexão firme, podiam ler seu pensamento e rir da sua cara por agir como uma criança que fez merda e não quer que descubram.

— Que demora, Shinsou! — Mina afastou-se do local livre, que Hitoshi logo compreendeu que seu lugar estava marcado para se sentar ao lado da rosada, assim o fez. — Está bem? Parece desconfortável.

"Ah pronto. " Pensou, quase enfiando o rosto no prato quente de Denki, como uma fuga para as bochechas que não perdiam sua coloração, não sabia se era pelo sol que pegou na praia, ou de vergonha. Chutava ser os dois. E deveria estar péssimo se na sua face, algo além de "esse muleque não dorme" Passou na cabeça da amiga, que notou seu comportamento estranho.

— Acho que ainda me sinto cansado da praia. — Mentiu, mas se esforçou para manter o tom entediado de sempre. O que nunca foi problema, tanto que seu apelido no grupo era "zumbi", mas hoje nada aparentava estar do seu lado.

— Não parecia cansado quando... Estava com o Bakugou. — Se Sero estivesse na sua frente, com certeza sua perna chutaria o meio das pernas do maldito fita crepe. Além da malícia, notou-se o deboche. Mas também, não negaria, ficar com Bakugou na praia foi incrível, o explosivo deu-se o trabalho de suportar o drama todo do Hitoshi enquanto se manteve na água, não o xingou rudemente, só quando conseguia o empurrar e o loiro era estapeado por uma onda forte.

Teria de o agradecer, aos olhos de outros, podia até ser exagero de sua parte pensar com tanta certeza isso, mas não mentiria se perguntassem: Passar o dia na praia com Katsuki, não foi ruim.

Ainda na madrugada, quando fora chamado para terem tal conversa, que ao retornar no dormitório, se impressionou consigo mesmo por formular todas aquelas frases sem quase afundar a cabeça na areia, mas conseguiu, e ainda teve o beijo. Os beijos. Pois os lábios eram somente separados quando a falta de ar retornava, pois em seguida sorriam um para o outro, a boca avermelhada por algumas mordidas, e logo voltavam a envolver suas línguas em uma sincronia somente deles.

Foi bastante clichê para Shinsou, na praia, a lua refletindo na água de maneira borrada, o céu límpido, e dois adolescentes se beijando. Poderia usar a palavra "dois adolescentes apaixonados se beijando" Mas não seria exagerado em já titular assim, por mais que soubesse que seu coração ficasse "quentinho" Com a presença do loiro, parecia que estava o forçando a retribuir algum sentimento.

Nem notou que mau respondeu Sero, pois estava ocupado demais lembrando de Bakugou o beijando, e sua boca só soube sorrir e não xingar o amigo debochado.

Só voltou a realidade quando estralaram os dedos na frente de seu rosto, o tirando de devaneios.

— Com todo respeito, mas presenciar você sorrindo e olhando para o nada é meio assustado, tipo- ai! — Denki foi chutado por Mina, que teve a pontaria certeira para o meio das pernas do Kaminari, que ao reclamar da dor, acusou a Ashido pelos golpes baixos. Assim distraindo a mesa.

Tinha muito o que agradecer para Mina, que respeitando seu espaço, começou a falar com Kirishima sobre a vitória do ruivo no vôlei na praia, felizmente não foi mais assunto entre os amigos.

Bakugou chegou minutos depois, alertando Shinsou de algo que até então sendo no automático, ignorou.

Pov Shinsou.

"Puta merda, eu corri dele na sala. " Engoli em seco, minha saliva parecia pregos na boca, e meu corpo todo ficou tenso ao ver Katsuki. Que somente quem o conhecia muito bem poderia notar que a cara "séria" Estava mais para irritada.

"Puta merda, eu irritei ele. "

Eu estou sendo infantil e sei disso, afinal o que fiz foi algo normal. Explorei meu corpo e a sensação acabou sendo boa, mas é vergonhoso admitir para alguém simplesmente: Oi, banquei o Dj ontem e gostei bastante.

Era algo natural se tocar, e cá estou eu, agindo como se tivesse cometido o pior dos erros ao fazer.

— Agora que o Bakugou chegou, posso dizer... Então, hoje as 20:00 passará um filme de terror. Alguém topa assistir comigo?

Nem uma pessoa absurdamente inteligente poderia explicar a energia de Mina em plena segunda-feira, ainda mais para filme de terror. Nunca foi fã desse estilo, não por ter medo- confesso levar alguns sustos- mas nada que pudessem me titular como medroso, como Denki e Sero, que sempre eram confiantes assistindo filme, até uma cena de suspense quebrar toda essa confiança.

— Não, irei dormir.

— Como se você fizesse isso. — Ignorei a piada indiretamente direta de Kirishima sobre minhas olheiras. — Vamos, Shinsou! Será legal, Bakugou irá também!

Ouvi o bufar irritado do loiro, mas não pude encara-lo, porque estava receoso do olhar que pudesse receber, se seria raiva ou desconfiança, esperava tudo menos um sorriso. - que seria bem vindo se fosse o caso, porque puta merda, que sorriso esse fodido tem. -

— Não concordei.

— Poxa, Bakugou... Nem para ver o Denki chorando de medo? — um golpe baixo por parte do Eijirou, já que Kaminari chorando era a cena mais terrível que já presenciei. Não sabia que alguém poderia ficar tão enrugado e ranhento até ver Denki chorar por tirar nota boa em uma prova.

Enquanto começaram a zombar da forma birrenta que Kaminari agiu pelo comentário de Kirishima, não participei do assunto. Pensava que Bakugou estava ocupando zombando do amigo também, mas quando fui o encarar, ele também me encarava.

Eu controlava mentes, não as lia, mas seus olhos carmesim eram tão fortes para meu psicológico, que compreendi o que ele quis dizer.

Ele quer falar comigo.

E eu quero correr por me sentir constrangido de novo.

.

Quando as aulas acabaram, fui de imediato para o dormitório. Bakugou talvez quisesse conversar comigo naquele momento, sim? Mas novamente fui controlado no impulso, e que caralho de impulso.

Meus planos até dormir seriam: Ligar o ar condicionado até me sentir no próprio inverno rigoroso entre meus moletons, enquanto lia um livro sobre a vida ferrada de algum personagem fictício, que me distraiu em focar nos problemas do personagem estrangeiro do que nos meus próprios.

Problemas que eu mesmo criei, mas essa parte é óbvia.

Antes que pudesse passar para a última folha do livro, escutei socos fracos na minha porta. Fechei o livro sobre meu colo, indo de encontro para seja lá quem que queira me perturbar agora.

E óbvio que seria Mina, com seu sorriso de rasgar bochecha. Mas já sabia o que ela queria ali.

— Não. — Me adiantei, prestes a fechar a porta de novo. Mas a força que usei foi fraca, então a rosada manteve a porta aberta com rapidez, como se já esperasse tal atitude.

—Por favor! Pelo menos vê metade do filme... A maioria da turma está lá, por favorzinho. — Suspirei fundo. Cansado da Ashido e seu olhar pidão como Gato de Botas para sabotar alguém, cansado também de eu cair com jeitinho nos olhos escuros brilhando e implorando minha presença para o filme idiota.

— Deixa eu colocar um sutiã, pelo menos. — saiu tão natural aquilo, mas já estava tempo suficiente para me acostumar - um pouquinho- com esses peitos. Mas, bem que eles poderiam ser menores, né? Pareço uma personagem tirada diretamente de algum hentai.

Mas, mais uma vez a Mina estava abusando da sorte, ela me puxou porta a fora.

— Que mané sutiã! Somos todos família! — "Mineta gosta de incesto, então" Argumentei comigo mesmo, mas deixei quieto para não quebrar a animação da Ashido.

Já disse que correr tendo seios grandes dói? Então, dói demais. Quando essa quirk finalmente ter passado, vou correr diversos quarteirões só para matar a saudade de não ter "dois sacos de cimento" Balançando no ato, e adquirir a mania de colocar o antebraço abaixo deles para amenizar o desconforto.

Ao chegar na sala, percebi ter sido enganado pela própria Mina. Com excessão da Momo e Todoroki, o Bakusquad estava todo ali.

Que assim notando nós dois, sorriram e acenaram, com excessão de Bakugou, que somente me encarou e voltou a atenção para a tela.

.

Não teve novidade, já que Kirishima falou ter visto o filme antes então sabia sobre todas as cenas de susto. Denki chorava e Sero tremia mais que um Pisnher raivoso, porém era de medo. Mina fazia algumas piadas da burrice da protagonista ir atrás dos amigos que sumiram num local escuro e ensanguentado, Momo pulava no sofá algumas vezes e Todoroki dizia não compreender o porquê um filme de terror sempre tinha corvos. Bakugou se irritava com as cenas de suspense desnecessárias que tinha, ou quando Denki o usou de escudo para o proteger do demônio das cenas. Eu levei alguns sustos, mas como já disse, nada que pudesse me titular medroso ou surpreso demais.

— Ah, acabei esquecendo. Na cozinha tem pipoca de microondas. — A maioria ali soltou " Só falou agora? " Para Mina. Não que o intuito fosse se entupir de pipoca, mas Kirishima achava o complemento ideal para qualquer película.

Como suspeitei, não achei o filme lá tudo isso, então sai do sofá, me oferecendo para trazer a pipoca e refrigerante.

Enquanto escutava os estralos e o barulho do microondas da pipoca sendo feita, me escorei sobre o balcão. De braços cruzados e no aguardo para quando ficasse pronta.

— Mania de merda que você tem de fugir dos assuntos.— Se fosse o próprio diabo falando comigo, me assustaria menos.

— Quê?

— Fiz algo que não gostou? — Eu sabia que se repetisse o "quê? " Ele se irritaria, mas era tudo o que passava na minha cabeça no momento. E Bakugou como eu, estava de braços cruzados, mas na minha direção com uma distância considerada segura. e percebendo minha dificuldade para compreender seu questionamento repentino, continuou. — Hoje de manhã simplesmente saiu correndo da sala assim que falei com você, quando cheguei na mesa mau me olhou nos olhos... É por causa da praia?

Não era tapado de fingir que desconheci o tom de Katsuki, parecia desconfortável e até mesmo... Triste?

O que me deixou surpreso não só com sua voz mais mansa, e sim sua insegurança. Até porque o beijar foi incrível, e eu não conseguir o olhar hoje é porque me senti envergonhado o suficiente para isso. Agir por impulso deu esse pensamento ao Bakugou, o que ele não merecia após me cuidar tão bem.

— Não, Bakugou... E-eu só estava e-envergonhado.— Firmeza simplesmente me abandonou, agora eu parecia a senhora que anuncia o Omega 3. Porque é difícil admitir com minha timidez que me toquei e gostei. Mas Katsuki merecia sinceridade, e nem que eu tenha de escrever por falhar na frase, eu falaria o motivo. — Eu amei beijar você.

Como eu queria gritar para nosso pequeno grupo na sala que eu o amava, mas não poderia. Já estava sendo difícil conter minhas bochechas coradas por parecer desesperado em dizer "eu amei beijar você".

E pela primeira vez no dia, ele sorriu. E foi como me tirar do inferno e me levar aos céus, por que um sorriso tinha que ser tão belo?

— O que te deixou envergonhado? — Deu um passo a frente, e agora a distância entre nós se tornou sufocante. Porque eu queria beijá-lo, e ele não tirava o maldito sorriso do rosto, parecia divertido em me ver acanhado, quase prestes a entrar na geladeira e me esconder lá .

— Não é da sua conta.— Não queria ter dado uma resposta grosseira, mas novamente fui pego no impulso. Então suspirei, recuperando um pouco do raciocínio lógico, se é que sobrou algum. — Mas, fique tranquilo... Não estou de mau com você.

Sorri para ele, tentando o passar devida confiança, o que pareceu funcionar já que agora ele se encontrava cada vez mais próximo. Então pude notar a diferença de altura, Bakugou era alguns centímetros maior, e como Combo, seu corpo era mais musculoso, então eu parecia mais magrelo e baixinho do que normalmente parecia, ou porque estava tímido suficiente para tal coisa e me senti uma formiga.

— Hm... — Aproximou seu rosto do meu, nossos narizes se roçando cada vez que ele descia o olhar, como se quisesse relembrar cada detalhe da minha reação. Eu, já estava derretido o suficiente com algo pequeno, então senti meus lábios precisando dos dele, queria muito o beijar já que única vez que fizemos foi enquanto estivemos na praia.

E percebendo que meu olhar encarava mais sua boca do que seus olhos escarlate, sorriu novamente, mas o que pensei que se tornaria um selar, foi um beijinho rápido na bochecha. — Mas, eu estou de mau. Então sem beijos.

E o loiro desviou, agora abrindo o microondas - tinha esquecido que o objetivo principal era as pipocas- e tirando o pacote, logo tratou de procurar um pote grande para colocar o pequeno agrado. Enquanto eu tentava aceitar o fato que Katsuki me teve na palma da mão, brincou comigo por eu já estar vulnerável para em seguida dizer que não me beijaria.

Filho da puta desgraçado.

—Sério isso, Bakugou?

— Sério. — Respondeu, agora estava mais focado em servir os refris do que me olhar. agora quem estava irritado era eu, e mais constrangido ainda por me encolher em seus braços minutos atrás.

— Eu te odeio.

—Saiba mentir, Shinsou.


Notas Finais


Fico tanto tempo no quarto que é capaz de criar raízes.
EnfimKKKK perdoem qualquer erro. 💕


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