História Convém a mim, Perplexidade - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Lírica, Originais, Poesia
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Palavras 551
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Lírica, Literatura Feminina, Poesias, Seinen
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu não sei se isso pode ser considerado poesia mesmo — até hoje eu não sei as regras exatas —, ou não... mas foi um desafio mesmo, responder à tal declamação, então...

Capítulo 1 - Único


Convém a mim, Perplexidade  

 

Dê-me voz, neste momento, caso contrário  

Ah! Que importância há, se não o fizeres?!  

Pois é suficiente esta tortura 

Pulsar de amargura da qual me acusas! 

  

Falarei de mim, para ti, que se recusas a ver-me em ti 

Porque é inadmissível, que acuses somente a mim 

 

Por que insistes? Queres descrever-me  

Por que supões as coisas segundo os cursos de tuas vontades?  

  

Se possível, eu poderia sentar-me sabiamente 

Para descrever a vida  

Mas nem sábio sou ou posso aproximar-me de ser 

Pois veja o tanto que causo! 

Ainda que seja o mesmo a ameaçar os ímpetos que permeiam vida ou morte  

O decurso do ciclo é o mesmo aprendizado:  

Onde ouve-me e cairá de joelhos, pagando pelo desejo da ruína 

  

Todavia, teu agouro persistente e tenaz 

Em insistente, incumbir-se de insensatez 

Deixa-me às margens de satírico comportamento  

Em deleitar-me troçar-te as emoções, sentimentos  

E composição de tu, minh’alma 

Seja o que há, para tu, que ousas 

Supor ser possível dar-se por vítima 

Isolando-se de minha presença? 

  

Tua efêmera valentia e atrevida audácia  

A faz pensar ser capaz de supor amor, ao acusar-me de nosso egoísmo?  

Recorde-se de teus desejos, de teus anseios 

E tudo que aceitas pensar e sozinha, aturar!  

Sozinha desejar!  

Sozinha, querer que seja assim!  

Como ousas me acusar?!  

  

Tua conduta tão firme em insignificância dramática como vítima!  

Estas a achar-te digna do que o Amor, não é?  

Persistes nas utopias?!  

Minha querida, por que é que não me vês?!  

E compreendes que o vermelho que me compõe  

É o mesmo carmesim nobre que maquina golpes 

Desejos irrefreáveis, orgulhosos e perigosos? 

 

Arriscado para que sejas o que vês!  

Uma tragicomédia em supor que o erro é meu 

Que tolice estás a fazer com o Amor, em supô-lo?! 

Argumentá-lo e querer defini-lo?! 

Não é esse mesmo, o erro constante  

De tua teimosa espécie?! 

Autônoma, achar, decretar e definir? 

E que caia no fim, pois é justo!  

 

Estás realmente a te apegar à pretensão  

E supor que podes separar-te do que sou 

Do que sem mim, tu ainda serás?  

Humana, mortal, vívida atriz de dramaturgias  

Que supõe tragédias por não aceitares ao Amor como é!  

  

Irrefreável ao deixar-se sentir,  

Ordenado ao disciplinar e imperativo, 

Não se prostrar a ti com pífia pena  

Para que a faça achar ser insuportável amar  

Ao não seres correspondida  

  

Resta a ti, saudade, persistir o lamento neutro  

Da frieza em que se estagnara  

Teu amor deixar-te assim  

Como bom pupilo do sentimento que não se expõe 

Cumprimento ao papel de teu, nada ser 

Se não uma memória, um aprendizado 

Tangível consequência 

Em despedida inconsolável 

  

Agora, deixe-me em paz! Sentir o que convém a ti, em mim 

Por ti, remoer 

Para que talvez um dia entendas 

Que amar também é sofrer 

Sofrer o que as cortinas ao se abrirem 

Expõe que vivencies: “Venha, tu que se diz apaixonada! 

E se conclua por tal. Encare, lute” 

Mas o que tu fizeste? 

 

Me acusas, como se o natural contrato 

Estivera quebrado 

Não seja pretensiosa, mortal, mortal que és 

Tu, já te prostrara 

 

Não necessita de meus impulsos, 

Para que os próprios murmúrios de teus pensamentos 

Te engane, enxergues o orgulho ferido 

O egoísmo não mimado 

Voltando-se para mim, em hostilidade 

Supor que eu, ao sentir por você 

Sou o único culpado. 

“DomPedroZero” | T. 

06.08.2018 


Notas Finais


Dedicação (Retruque), do combinado: @Min-Giih \(o\)

Pois afinal, minha cara, eu não iria desperdiçar a ideia por nada — claramente com um quê de veterana que sou, não? Perdoe, mas foi irresistível, impulsionar indignação!

https://www.spiritfanfiction.com/historia/algofilia-13899659/capitulo1 — Indicação de uma bela leitura!


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