História Conversas - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Isso são... Gemidos?


Fanfic / Fanfiction Conversas - Capítulo 1 - Isso são... Gemidos?

Dormitório da Academia de Heróis – Tia Ella POV ‘S ON

— Hn.... Aizawa... assim machuca, caramba!...

— Se você não mexesse tanto as pernas, doeria menos...

— Vai devagar!

— Tsc...

. . .

Bom, essa era a conversa atrás da porta do quarto do famoso Eraserhead, também chamado de Aizawa-sensei por seus alunos da classe 1-A de heróis da Yuuei, a mais prestigiada Academia de Heróis do mundo.

Grudados na porta, estavam Jirou, usando seus poderes para captar melhor a vibração do outro lado da madeira, Bakugou, o responsável por ter escutado o que não deveria, e claro, todo o resto da sala Aizawa.

— M-mas que diabos está acontecendo lá dentro?! -a cara de Jirou estava da cor de um tomate- Isso não é uma vibração comum na propagação do som! -todos falavam entre sussurros, já que seu professor não sabia o que se passava da porta para fora.

— O que houve, Jirou-chan?! -Asui perguntara com curiosidade-

— T-talvez... O Bakugou esteja certo.

— ...

— Não acredito que um professor da Yuuei esteja realmente fazendo isso a essa hora e aqui!

. . .

As carinhas ficaram iguais as da amiga, ninguém entendia o motivo de Aizawa Shouta estar desobedecendo as regras de convivência do dormitório e da própria escola.

E pela voz feminina, sabiam que se tratava de Midnight-sensei, a professora que tomou responsabilidade pelas aulas que eram dadas por All Might, antes de sua aposentadoria. Além disso, ela é conhecida como A Heroína Proibida para menores de 18 anos.

Sua individualidade é um castigo tortuoso para qualquer pessoa, principalmente, para os homens.

Hoje era o último dia que os alunos teriam para arrumarem suas coisas e se prepararem para viajarem até Okinawa, a ilha Sul do Japão que faz calor o ano inteiro, fazia parte das horas obrigatórias complementares que eles precisavam cumprir durante as férias de verão.

Mas os barulhos vindos do quarto de Aizawa, chamaram a atenção de Bakugou, que estava se dirigindo até lá justamente para tirar algumas dúvidas importantes sobre a viagem... Isso começou a atrair a atenção de quem passava no corredor e agora, lá estava toda a sala, curiosa, constrangida e ansiosa com a situação que possivelmente, estava acontecendo.

— Nós não podemos deixar o Aizawa-sensei continuar, é contra as regras da escola! -Iida falou burocrático e vermelho pela vergonha-

— E você vai ter coragem de ir lá, parar os dois?! -Bakugou falou meio impaciente- Nós nem sabemos se é isso mesmo! E já foi dito que não podemos entrar no quarto dele sem permissão ou morremos na hora!

— Você sendo sensato? Isso é que é novidade. -um certo Todoroki pronunciou indiferente-

— Cala a boca, seu Pavê de merda!

— Ah sim, você se magoa fácil com a verdade.

— Seu-

— Chega, os dois! -Yaoyorozu chamou a atenção deles- Antes de mais nada, devemos perguntar ao Aizawa-sensei se está tudo bem, alguma coisa pode ter acontecido com a Midnight-sensei.

— Ah, é claro que aconteceu, ela está ocupada gozando na cara dele! -Bakugou retrucou simplista, vendo a representante corar mais que o normal.

— Kacchan! -Midoriya dissera constrangido.

— Hey... -Jirou interrompeu- I-Isso é...

— O que foi, Jirou? -Kaminari a olhou curioso-

— A cama... está rangendo!

. . .

— A-Aizawa... -um gemido fora escutado por todo mundo do outro lado da porta, assustando Jirou por conta da frequência com a qual ela conseguia captar.

A menina se afastou rapidamente.  

— Você quem pediu assim, não fique reclamando, Kayama...

— Sua brutalidade é um deleite...

— Se falar isso de novo, vou te quebrar no meio...

— Você faz isso só comigo ou gosta de fazer isso nas outras também?

— Me poupe dessa conversa, Kayama...

. . .

— O-Outras?! -Mineta foi quem indagou, vendo todos lhe encararem- Quer dizer que o Aizawa-sensei pega várias professoras diferentes ao mesmo tempo?!

— ...

— Ele é incrível! -o nariz do baixinho começou a jorrar sangue pra fora, mas todos deram de ombros.

— Nunca imaginei que um professor da Yuuei pudesse cometer tal desacato em plena luz do dia, em véspera de viagem para Okinawa. -Tokoyami engoliu seco e nervoso-

— Tá incomodado por quê? -Bakugou sorriu de canto- Todos os adultos fazem isso, até seus pais.

. . .

— Ah, Deus, não! Não, não, não, não! -Momo aterrou a cara nas próprias mãos- Bakugou, você me fez imaginar algo que não queria!

— É só por causa disso que nós nascemos... -ele riu animado- Mas sinceramente, é estranho demais saber que o Aizawa-sensei transa.

— Bakugou-kun! -Iida repreendeu-o.

— O cara é a Preguiça em pessoa, tá óbvio que é estranho ouvir ele transar desse jeito!

— P-por mais que você tenha razão nesse sentido -Uraraka interveio- Não muda o fato de que o Aizawa-sensei ainda não nos passou nenhuma orientação pra amanhã e nós ainda temos que sair na hora do almoço.

— Sorte a dele ter trancado essa porta... -Kirishima disse meio pensativo- Mas eu acho que o fluxo aí dentro, tá intenso demais para ele sair tão cedo do quarto.

— Aí Pony-Tail, consegue passar alguma sonda por baixo da fresta da porta? -Bakugou olhou Yaoyorozu, que quase explodiu de vez na vergonha, mas pensou que daria certo (ao mesmo tempo que daria errado).

— N-não tenho certeza, por quê?

— Porque se eles realmente não estiverem transando, não é mais fácil tirar a dúvida dessa forma do que esperar eles terminarem seja lá o que estejam fazendo?

. . .

— Isso é invasão de privacidade!

— Mas você também está curiosa, não está?

— Ainda assim, eu não vou espionar o Aizawa-sensei, e se eles realmente estiverem fazendo?! Nunca mais vou conseguir dormir na vida!

— Eu também não quero saber como é o corpo dele sem roupa. -Todoroki concordou-

— Por que a gente só não bate na porta e pergunta? -Sero olhou todo mundo com mais confusão que o possível.

. . .

E então, o barulho do outro lado ficara ainda mais alto, e os gemidos de Midnight, ficaram insuportáveis tanto para os ouvidos quanto pra imaginação dos pobres alunos.

Todos eles, sem exceção, não sabiam mais onde esconderem seus rostos... Da parte de Aizawa, nem um piado, ficaram mudos quando os gemidos se transformaram numa espécie de choro resmungado.

Não muito depois, tudo parou e a sala pôde parar de grudar as costas na parede do corredor.

— Tá legal, o que a gente faz agora? Chama o Diretor? -Iida perguntou nervoso-

— Tá maluco?! -Mineta quase lhe batera- Ele nunca perderia o tempo dele vindo resolver algo assim!

— Gente... -Midoriya cortou ambos- Vamos apenas escutar o que está acontecendo, por enquanto.

— Deku de merda, você por acaso não entendeu a situação, né? -Bakugou reclamou mais irritado- Você ao menos sabe o que é sexo?

— C-claro que sei! -corou-

— Tsc, agradece a sua mãe por ela ter sabido fazer duas bolas pra você, seu merda!

— Como se você tivesse duas bolas de boliche dentro da cueca. -Kaminari soltou a piada e viu o loiro cuspir fogo para cima, da forma mais assustadora possível-

— É sério que vão discutir pra saber quem tem mais saco escrotal ou não? -Ashido resmungou brava- Vocês são extremamente idiotas!

— Ué, e as mulheres não brigam pra ver quem tem mais peito?

— Não é necessário, toda mulher sabe que independente do tamanho, basta apenas ficar pelada e vocês, babacas, ficam de pau duro.

— ...

— A-Ashido-chan, não precisa jogar tão baixo assim... -Momo pediu atordoada, esse tipo de conversa não parece ser tão constrangedora via mensagem no grupo da sala, mas pessoalmente...

— Todo mundo já sabe que o menor pau da sala é o do Mineta.

— Ashido!

— Por acaso andou entrando no meu quarto pra ver, Ashido-chan? -o próprio respondeu num sorriso pervertido, o que a deixou incomodada.

— Nojento.

— Você quem começou, não venha com essa! Além do mais, sua informação está errada.

— Vai dizer que ao menos, chega na média, Suco de uva ambulante? -Bakugou riu, dando corda na provocação de Ashido.

— Sim, talvez seja maior que o seu, Esquentadinho!

— Tsc, eu sou o número 1 em tudo! Inclusive no tamanho do meu Bakugou!

— Que nome ridículo pra dar... -Jirou segurou a risada num murmúrio-

— Aí, se eu enfiar em você, vai atravessar a sua boca, Maldita!

— Claro, claro, agora vocês vão ficar contando o tamanho que vocês têm? -a rosada continuou a provocar, para a infelicidade de metade da sala.

— Deku de merda... -Katsuki a ignorou- Quanto mede? -ou não...

— Mede o quê?

— Tsc, essa porra que você usa pra mijar, idiota!

— EH?! -ele ficou vermelho- E-eu não sei, eu nunca medi...

— Tsc, deve ser pequeno...

— ...

— Kirishima, fala aí!

— Ahn... Talvez, 17? -chutou qualquer coisa, ele também nunca havia medido antes e nem se importava com isso, mas Bakugou sempre é insistente quando quer saber de algo.

— Quatro-olhos!

— 18,4 exatos! -Iida suspirou orgulhosamente-

— Tsc... -bufou- Pikachu, fala o seu!

— E-Eu?! -Kaminari tombou a cabeça- Ahn, sei lá, 16 ou 17.

— Aí, Pavê Napolitano, sua vez! -o sorriso ficou maldoso ao extremo-

— 19,8. -Shouto respondeu na maior indiferença do mundo-

. . .

— Não fode minha paciência, Trakinas! Como sabe que é isso mesmo?!

— Eu tive que medir quando fui fazer exames médicos.

— ...

— Como vamos saber que não é mentira?! -Mineta quem reclamou desta vez.

— A Yaoyorozu estava lá também.

— EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHH?! -a sala inteira encarou a morena, que corou nervosa.

— M-Mas eu não vi nada! Nós só moramos perto do mesmo hospital e fazemos exames lá! Eu nem estava fazendo exames junto com ele! -abanou as mãos desesperada.

— Yaomomo, estou chocada... -Hagakure riu sádica-

— Não espera que vocês dois já tivessem essa intimidade toda... -Uraraka sorriu de canto-

— E bota intimidade nisso... -Asui fez piada, dando o ar da graça pra sala toda.

— Que diabos vocês estão fazendo atrás da porta?

. . .

O clima de descontração durou breves segundos. Adeus, Mundo Cruel!

*

*

*

*

— Vocês são inocentes assim mesmo?! -Kayama ria alto, muito alto, quase jogando-se no sofá da sala do dormitório da classe 1-A de heróis.

Enquanto ela ria, Aizawa bufava cansado, era sempre tão difícil explicar as coisas do mundo adulto para crianças...

— Não sei o que escutaram, mas se pensaram besteira, pensaram muito errado.

— ... -ninguém disse nada.

— Olha só, gente... -a heroína proibida para menores parou de rir, recostando parte de seu peso nos ombros do colega de trabalho- Aizawa só me devia um favor e eu cobrei. Podem até achar estranho, mas ele é ótimo massagista.

— Eh?

— Nós dois sabemos muito bem das regras da escola e sabemos melhor que ninguém o que podemos e o que não podemos fazer como adultos já muito bem resolvidos, pessoalmente. -sorriu mais singela- Precisam entender que, nem sempre, as coisas serão o que estão pensando e menos ainda, que irão acontecer da forma que imaginam, eu me quebrei muito na última missão da Agência e por isso, Aizawa me fez o favor de massagear minhas costas, estavam muito doloridas. Mas mesmo que tivesse pedido para fazer aquilo, jamais faríamos isso na Yuuei, não é local para tal coisa e temos que levar em conta que estamos num dormitório repleto de alunos menores de idade, devemos ter respeito para com vocês, é o mínimo que fazemos como seres humanos de bom senso.

. . .

Agora com tudo explicado, eles fizeram mesura, pedindo desculpas pela atitude de mais cedo, Midnight não deu a mínima para a situação em si, mas achou engraçada.

Aizawa relevou porque sentiu ser sua culpa, caso tivesse dado as orientações antes, não precisaria estar se justificando de tal forma para seus alunos. — Mas agora, expliquem que história é essa de ficarem medindo suas intimidades. Virou competição, é?

— V-vocês escutaram?

— Pois é, vocês falharam em não falarem alto! -Eraserhead bufou- Ouvi coisas que não gostaria.

— A gente também. -Yaoyorozu concordou, batendo a mão na testa-

— Aliás, Yaoyorozu, Todoroki, podem explicar essa história dos exames médicos?

— ...

— É verdade, ainda quero saber como você soube do tamanho do Todoroki-san! -Ashido fez uma carinha feliz, junto das outras meninas.

— Eu contei pra ela. -Shouto resumiu tudo- Sem saber, marcamos exames para o mesmo dia, acabamos por nos encontrar lá, depois que fiz meus exames, a Yaoyorozu me disse que precisaria fazer uma tomografia, na qual o médico havia pedido, então falei sobre meus exames pra ela.

— Todoroki-kun, falar quanto você mede para uma garota, é meio indelicado, sabe? -Kayama riu de canto- Mas não importa, se vocês entenderam que certas conversas não devem ser ouvidas e sabidas pelos outros, então não façam mais isso, certo?

— Sim, Senhora! -todos concordaram-

— Agora... -ela lambeu a bochecha de Aizawa- seu pagamento pela massagem...

A classe quase surtou eufórica.

— Vou te matar, Kayama...

 

 



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