História Conversas da Meia-Noite - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Bakugo Katsuki, Uraraka Ochako
Tags Bakuraka, Kacchako, Katsuki Bakugou, Katsuocha, Ochako Uraraka, Romance
Visualizações 558
Palavras 2.121
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi.
Não costumo colocar muitas coisas nas notas do autor, então, por favor, leiam com atenção as informações abaixo:
> A fanfic vai estar, a maior parte, na visão da Ochako, mas terá alguns capítulos na visão do Bakugou também;
> Não pretendo fazer uma fanfic tão longa;
> Classifiquei como +16 por causa da linguagem do Bakugou (boca podre k);
> Tenho 2,3 capítulos prontos.

É, acho que é só isso mesmo...

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Um estudante?


Há quase uma semana os alunos da UA se deslocaram de suas casas para os dormitórios.

A classe A ainda estava se adaptando a sua nova e espaçosa casa, ao mesmo tempo que aprendia a compartilhá-la uns com os outros e lidavam com as recentes regras: não é permitido nenhum menino vagando na ala do dormitório das meninas até certa hora e vice-versa e, claro, também havia o toque de recolher às dez da noite. Houve protesto por algumas partes dos estudantes, mas graças a Aiwaza estes foram obrigados a cooperar eventualmente.

Para Uraraka, no entanto, esse arranjo fora, sem dúvida, perfeito, considerando que seus pais não teriam mais que se preocupar com várias despesas de ter um filho em casa. 

Mas dormir sob um novo teto pode ser mais difícil do que pensava originalmente.

Sentada no travesseiro diante da televisão e ao lado da mesa lateral em seu quarto, a manipuladora da gravidade se inclinou para frente e apoiou sua bochecha esquerda em uma das mãos; encarando a tevê, embora não se concentrasse no que ela tinha a oferecer.

As orbes castanhas se dirigiram ao relógio em na mesa, e soltando um pequeno suspiro, ela disse:

— É... Já é meia noite. — sua expressão aos poucos se mostrando preocupada. Massageou as têmporas, tentando se acalmar, desejando que o sono que tinha lhe abandonado uma hora retornasse.

Ochako notou que esse fenômeno começou cerca de quatro dias atrás; depois de um longo dia na escola ou treinando se sentia levemente cansada, logo após, dirigia-se aos chuveiros, jantava com todos e se despedia, apenas para ficar deitada na cama bem acordada até as primeiras horas da manhã.

Olhou novamente para o aparelho alto, perguntando-se o que poderia fazer em uma situação como esta. Agarrou o controle remoto e desligou a tevê para encaminhar-se até a janela do quarto e contemplar o céu claro e noturno.

Devo sair? Talvez isso me ajude a descansar, cogitou. A mesma ideia veio à mente em um dia anterior. Ela sempre decidiu ir contra, já que Aizawa declarou que era proibido deixar o dormitório depois do toque de recolher. O prédio tinha um pátio agradável, no entanto. Além disso; ficar em seu quarto esperando a exaustão chegar já provara ser inútil.

Abrindo a porta ligeiramente e tão silenciosamente quanto podia, a manipuladora da gravidade espreitou o corredor do quarto andar, analisando a esquerda e a direita.

Silêncio total.

— Uma caminhada rápida para esfriar minha cabeça, isso é tudo. — sussurrou, enfiando a chave do quarto no bolso do casaco rosa que usava.

De repente, algo se moveu, fazendo com que Uraraka pulasse de forma instintiva devido ao susto. Levou a mão esquerda até o peito e de canto olhou o outro lado do edifício através das grandes vidraças do corredor. Deixou escapar um suspiro aliviado quando reconheceu que era somente um estudante que saiu do quarto e não um professor em potencial patrulhando a área.

Mas, espere, um estudante?

Estreitou os olhos, vendo um garoto de cabelos loiros dando passos rápidos em direção ao elevador com uma expressão irritada no rosto.

— Bakugou? O que ele está fazendo aqui? — fixou suas orbes castanhas no garoto e o seguiu a cada movimento dado, até que este desapareceu atrás de uma parede longe de sua visão.

Depressa entrou em um dos elevadores também.

Assim que a porta abriu, Ochako pressionou os botões para enviar a máquina até o piso da entrada.

Seu processo de pensamento foi rompido no instante em que observou seu reflexo no espelho; um fio de cabelo saindo, o que corrigiu em seguida. Analisando seu corpo, ela reparou que suas roupas a deixavam inapresentável; aquele seu casaco rosa com manga comprida e os shorts de dormir da mesma cor estavam todos surrados, curtos e um tanto sujos. Definitivamente, acreditava que não encontraria ninguém àquela hora.

Seja como for, é só Bakugou, considerou.

O elevador parou, abandonando a manipuladora da gravidade em um primeiro andar completamente quieto.

E não havia Bakugou à vista.

Questionou-se como ele desapareceu em tão pouco tempo. Tinha sido cerca de um minuto desde que o avistou.

O espaço estava escuro, apenas o brilho do luar iluminava através das grandes janelas do pátio. Estava deveras quieto sem alguém lá e, sobretudo, sómbrio. 

Andando com dificuldade, Uraraka avançava devagar para não correr o risco de cair acidentalmente em nada. A porta do quintal estava em frente à  porta de entrada principal; e para alcançar tal, era necessário atravessar a sala de jantar e, de imediato, a de estar.

Um passo de cada vez, enquanto movia as mãos para cima... Ochako estava cada vez mais próxima de alcançar seu objetivo, mas quando passou ao lado do terceiro pilar, grandes e agressivas mãos a agarraram; uma cobrindo sua boca e a outra puxando suas duas mãos atrás das costas, levando-a para detrás do pilar.

Uraraka arregalou os olhos e sua feição fez-se de puro choque ao entender o que estava havendo.

Ativou sua individualidade em quem quer que estivesse prendendo-a, fazendo este flutuar alguns centimetros no ar, e o golpeou fortemente por trás, derrubando-o no chão. Uraraka virou-se, respirando pesadamente, e viu o rosto de quem a agarrou alguns segundos atrás:

— Bakugou-kun...!? — Ela tentou controlar ao máximo sua voz de surpresa quando identificou o adolescente explosivo.

Agora sentada no chão, esfregou a parte de trás da cabeça e continuou:

— Eu sinto muito... — Acanhou-se como uma criança que acabara de levar reclamação dos pais.

Entretanto, seu pedido de desculpas não parecia ter surtido um grande efeito sobre o jovem; ele estava, aparentemente, furioso, e Uraraka o conhece  o suficiente para saber que quando ele está com raiva, é impossivel acalmá-lo.

Assim que ele abriu a boca para protestar em voz alta, Uraraka enviou as duas palmas para cobrir os lábios de Bakugou, bloqueando o inicio de sua ira e surpreendendo-o tanto a ponto de fazê-lo parar.

— Por favor, Bakugou-kun! Eu pedi desculpas! — Sussurou, inclinando-se para mais perto dele. E então suplicou: — Por favor, não grite! Se algum dos professores nos ouvissem, teriamos sérios problemas.

Bakugou a fitou por alguns instantes, como se dissesse que iria coperar, e levou ambas as mãos até o rosto para alcançar os pulsos de Uraraka e afastá-los de sua boca.

— Que porra foi essa? — O tom de sua voz era baixo, embora o que se qualificava como baixo para Bakugou fosse tão alto quanto uma pessoa falando normalmente.

— Eu poderia te perguntar a mesma coisa. Por que você se escondeu assim?

— Ouvi a merda do elevador abrir atrás de mim e quase tive um maldito ataque cardíaco. Fiz o que qualquer um faria. Pensei que fosse o desgraçado do Aizawa patrulhando ou algo assim. — Revelou, se acalmando um pouco.

— E por que me agarrou? Quer dizer, eu não teria te visto de qualquer maneira.

— Não sei, caralho! Você é uma cadela irritante fazendo perguntas.

Ochako engoliu seco e ficou em silêncio por alguns segundos, até que reparou em uma repentina contorcida de dor de Bakugou, e o questionou outra vez:

— Seu corpo dói?

— É claro que dói, idiota. Foda-se, eu deveria saber que você usaria sua maldita individualidade em uma situação como essa.

— Sinto muito. — Ela disse. Arrependia-se amargamente por tê-lo atacado. — Você não está sangrando, está?

— Não estou. E não preciso de toda essa preocupação, porra! — Levantou-se, indignado, ao mesmo tempo em que Uraraka fazia o mesmo. Então prosseguiu: — O que diabos você está fazendo aqui esta hora?

Ochako esfregou a parte de trás da cabeça enquanto um sorriso nervoso surgia por entre seus lábios.

— Eu não consigo dormir... Então, hum, pensei em dar uma breve caminhada para relaxar a mente. — Soava cabisbaixa. — Na verdade eu não consigo dormir faz um bom tempo. E você, Bakugou-kun?

— Eu também não consigo dormir neste lugar fodido. — Respondeu, enfiando as mãos nos bolsos de sua calça de ganga cinza.

Uraraka soltou uma risada fraca e fitou Bakugou com descrença. Era irônico pensar que o cara que havia dormido em vez de participar do concurso dos quartos — no primeiro dia que chegaram ao dormitório —, agora tinha dificuldades para adormecer.

— Por que você está me olhando desse jeito? — Ele rosnou. A irritação em sua voz era quase palpável,e isso casou um impetuoso receio em Uraraka.

— Ah! Desculpe! — Disse, rapidamente erguendo as mãos para tentar acalmá-lo. — É que é tão estranho pensar que você tenha um problema tão comum assim...

Suas palavras pareciam irritá-lo ainda mais.

— Que porra você quer dizer, Uraraka?! Você acha que eu não sou normal ou algo assim? —  Seu brado fora tão exagerado que Uraraka tinha quase certeza que seriam pegos a qualquer momento.

De soslaio, tentando encontrar uma solução para o que poderia se tornar um grave problema, olhou para a porta do pátio, reparando que estavam somente a alguns passos desta.

Vai funcionar, pensou, embora não estivesse certa de que “convidá-lo” à ir até o pátio fosse acalmá-lo.

Uraraka encarou os olhos vermelhos tão ásperos quanto lixas; engoliu seco, e depois prosseguiu: segurou seus braços, fazendo-o institivamente retirar as mãos dos bolsos enquanto ela segurava seu pulso, conduzindo-o em direção à porta.

— Venha comigo! — Ela disse, esperando que ele não explodisse atrás dela, pelo menos até que estivessem fora do prédio.

Inesperadamente, Bakugou havia ficado quieto; não proferiu absolutamente nada durante o breve percurso. A manipuladora da gravidade esperava, no mínimo, que ele desse um chilique por ter sido arrastado até o pátio. Quando ambos atravessaram a porta de vidro, Uraraka tratou de fechá-la rapidamente.

— Você se irrita tão fácil. — Aproximou-se dele, séria, agora permitindo que sua voz fosse tão alta quanto quissesse, já que ninguém poderia ouví-los onde estavam. — Eu não disse que você era anormal... Bakugou-kun, por que sempre pensa que tenho algo contra você?

— Não minta pra mim, sua cadela! — Emitia pequenos flashes de explosão através das mãos.

Ochako franziu o cenho; confusa, buscando pequenas lembranças em sua mente que aparentasse que ela odiava-o: não havia nenhuma! Mesmo que Bakugou não se importasse com o que Uraraka achava ou deixava de achar dele, esta queria deixá-lo ciente de que o considerava alguém bacana.

— Sabe, eu te admiro! Sua determinação pra chegar onde quer... Sua individualidade... Muito legal, mesmo. E agora, quando você me contou sobre seu problema para dormir, eu fiquei feliz. — Ergueu as mãos até o peito, apertou os punhos, e continuou: — Eu gosto de você, então não me entenda mal.

Um constrangedor — e sufocante — silêncio inquietava Uraraka. Arrependeu-se. Fitou as gélidas orbes vermelhas à sua frente que passavam tanta indiferença e, estúpidamente, desviou o olhar.

Por que ele não diz nada? Questionou-se. Havia dito algo de errado?

Um leve tremor irrompeu seus pensamento, por causa da voz carregada pelo vento do garoto ao seu lado;

— Como eu deveria interpretar o que você falou? — Ele disse. Sua voz incrivelmente baixa.

— O quê?

— Você disse que gostava de mim, porra! — Elevou os braços diante do rosto. A vermelhidão podia ser vista em suas bochechas mesmo com seus braços tentando cobrí-la.

Ochako sentiu sua face fever quando entendeu o peso de suas palavras; não era exatamente isso que quis dizer. Tratou de alertá-lo:

— C-como amigo... A-amigo. — Gaguejou, acenando freneticamente as palmas das mãos quando entrou em pânico. — E-eu falei sem pensar, desculpe.

Que idiota... Insultou-se mentalmente, mordendo o lábio inferior.

As íris ferozes de bakugou estavam fixas em Uraraka de forma intensa. E, por um único momento, ela poderia jurar ter visto o que parecia ser um lampejo de... Decepção?

Bakugou abaixou as mãos do rosto, e proferiu:

— Não diga essas coisas para um cara, idiota. — A repreendeu, aborrecido, sustentando a sua habitual expressão novamente.

— É, eu sei! É algo que estou trabalhando. — Admitiu.

— Seja como for, já são fodendo duas horas da manhã, eu vou tentar ir dormir!

Bakugou apressou os passos, passando por ela e abrindo a porta de vidro.

Uraraka apenas o observou de volta ao prédio; caminhando até a área do elevador e desaparecendo de vista.

Suspirou.

Eu não o entendo. Deixou escapar, permitindo que os pensamentos transbordassem sua mente.

O que há com ele?

Mesmo que ela soubesse que não teria respostas, e que pensar nisso era um desperdicio de tempo, não poderia esquecê-lo com tanta facilidade.

E quem poderia culpá-la?

Era inesperado, e um tanto absurdo, pensar que Katsuki Bakugou, uma das facetas mais fortes da classe, foi incomodado por algo até o ponto que o impediu de dormir.



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