História Convicção - Capítulo 29


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Itachi Uchiha, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sasuke Uchiha
Tags Itagaa, Leeneji, Narusasu, Romance
Visualizações 221
Palavras 4.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - A marca do amor.


Fanfic / Fanfiction Convicção - Capítulo 29 - A marca do amor.

Yamato estava suando frio, muito nervoso e com as mãos trêmulas, Sai estava sendo operado pela bala que havia levado no braço direito, suas lágrimas desciam sem vergonha alguma, era um Alfa deveria manter sua máscara diária, porém era seu único filho, e além disso um segredo que guardava a sete chaves estava a ponto de vir à tona, precisava ser forte, mas forte do que nunca, ao ver Fugaku chegando levantou da poltrona que estava sentado na sala de espera do centro cirúrgico e antes que o delegado fizesse qualquer pergunta aos recepcionistas se apresentou ao seu capitão, precisava confessar sua maior vergonha.

- capitão.

- Yamato, como está seu filho?

- está sendo operado nesse momento.

- tenho certeza que ele sairá novo em folha, e um grande policial e investigador de primeira linha, tenho muito orgulho dele e sei que tem demais.

- obrigado pelas palavras, mas eu preciso fazer uma confissão, meu senhor.

Nesse momento Yamato saiu com Fugaku para o pátio de fora do hospital, Fugaku tinha certeza que naquele momento diante de tanta destruição e mortos, Yamato confessaria que ele era o traidor que estava dentro da polícia infiltrado ao mando de Rasa Sabaku, Fugaku ainda não sabia direito que medida tomar depois da confissão, contudo teria que ser algo rígido, pois várias pessoas morreram, Yamato não poderia perde somente a farda da polícia teria que ser preso, julgado e condenado por cumplice de diversos homicídios.

- chefe, o senhor tem dois filhos, um é Alfa e tenho certeza que e seu grande orgulho, Itachi e um homem honrado, sábio e carismático com todos, podendo até vir a se tornar o futuro imperador do Japão. Sasuke apesar de ser um ômega, puxou o seu pai Madara Uchiha, e por isso acredito que o senhor se sinta bastante privilegiado de ter um ômega com tamanha força e ousadia.

Fugaku arregalou os olhos diante do elogio ao seu filho caçula, mas achou que Yamato só estivesse fazendo isso para aliviar sua barra, nenhum tipo de puxação de saco faria Fugaku amansar, eram muitos mortos, muita desgraça causada por um homem só, além de que havia uma organização criminosa pior que a Yakuza e tantas outras que vieram antes lideradas por um maníaco que seria detido a qualquer custo.

- tenho certeza que ama seus dois filhos, ama com um amor pleno e incondicional, não é mesmo?

- claro Yamato.

- eu só tive um filho, minha esposa faleceu quando ele tinha dez anos, eu tentei casar de novo, mas ninguém era igual a minha Lyu, então eu talvez tenha errado em procurar em outras mulheres o que só poderia existia em uma.

- Yamato, onde você quer chegar?

- eu menti capitão, eu lhe enganei, enganei a todo mundo, mas foi por amor, foi por que Sai e tudo o que eu tenho.

- explique-se melhor.

- Sai não é um beta.

- seu filho não é um beta?

- não senhor, eu sei que praticamente me humilhei para que o senhor e outros superiores o aceitassem, mesmo ele tendo tirado o melhor resultado da academia de polícia, ele ser um beta fez com que muitos o olhassem de banda, mas a verdade e muito pior.

- Sai é um ômega?

- não senhor.

- seu filho não é um Alfa, isso eu tenho certeza, ele não é um beta, ele não é um ômega, e o que então?

- trans.

- o que?!

- meu filho, nasceu mulher.

- como é Yamato?

- eu tive uma filha, ela se chamava Saiko, eu a amava muito, minha esposa a adorava e a vestia como uma boneca, ela era nossa princesa, mas depois que minha esposa faleceu, ela começou a se comporta de outra forma, começou a mudar completamente, cortou o cabelo cumprido que vinha até abaixo de sua cintura, começou a usar roupas de menino, começou a se injetar hormônio, e do nada chegou comigo e disse que não seria mais ela e sim ele. Sai.

- Sai é uma mulher?!

- sim senhor.

- meu Kami-sama.

- eu tentei tirar isso da cabeça dela milhares de vezes, bati, tirei tudo que ela gostava, castiguei, tentei até isola-la em casa, mas ela fugiu e foi morar com outra garota chamada Ino.

- Ino, a namorada do Sai, mas perai, ele não tem um filho com essa moça?

- inseminação, de verdade o filho é da Ino, mas as duas registraram, por que minha filha conseguiu mudar de identidade na China, ela retirou os seios e mudou de nome para Sai.

- Yamato, eu não sei o que dizer, ou o que pensar.

- capitão, eu só estou jogando no ventilador por que Sai está sendo operado, e com certeza alguém vai acabar lhe dizendo que meu filho tem uma vagina.

- Yamato, isso é muito grave, não vai ser fácil permanecer com o Sai na polícia diante disso, as pessoas mal aceitam os ômegas, que dirá um policial trans.

- Rasa sabe.

- Rasa sabe?

- ele conhece todos os Alfas do Japão, sabe que eu era pai de uma menina, então essa moça só pode ser o Sai.

- ele chantageou você?

- sim, eu tentei fazer Shisui não prendê-lo, estava com medo da casa vir abaixo.

- você ajudou ele a fugir?

- eu iria mata-lo naquela noite, chefe.

- o que?

- perdão, eu iria matar Rasa, e simularia um suicídio por enforcamento.

- por isso estava puxando tanto o saco daquele desgraçado, estava mudando o foco, tirando de você.

- chefe, eu sei que agi mal, eu sei que fui um canalha, mas um pai e capaz de tudo por seu filho.

- Yamato não vai ser fácil, ainda mais por que os outros vão olhar para Sai de outra forma, por mais que ele seja forte, valente, um excelente atirador de elite, tudo vai mudar.

- eu sei.

- eu poderia muito bem guarda esse segredo, contudo assim como o Rasa descobriu, outros iriam acabar descobrindo e você seria chantageado pelo resto da vida, a não ser que virasse um matador profissional e isso te levaria a pena de morte mais cedo ou mais tarde.

- eu sei.

- eu vou tentar te ajudar.

- faria isso senhor?

- como você mesmo disse, eu amo os meus filhos de maneira incondicional, eu entendo você.

- obrigado, muito obrigado, o senhor não vê o meu filho como uma aberração já me deixa muito grato.

Aquela conversa deixou Fugaku sem chão, Shisui chegou depois no hospital, avisou seu tio que todos já estavam no palácio imperial e diante das acusações contra Rasa terem chegado ao nível que se encontrava, as policias de Iwagakure, Relâmpago e nevoa estavam prontas para encontrar e trazer Rasa a julgamento imediato. Fugaku ficou satisfeito, todavia continuava abobalhado, Fugaku contou ao seu sobrinho o que tinha conversado com Yamato, Shisui chegou a cair da cadeira.

- pelo amor de kami-sama, isso e um absurdo.

- eu vou para o palácio imperial junto com Yamato, Sai, Kiba e Shino, quero que você fique de olhos bem abertos, existe um traidor, e eu vou acha-lo, custe o que custar, eu vou achar e vou acabar eu mesmo com esse filho da puta.

- conte comigo meu tio, eu serei seus olhos nessa aliança pela cabeça de Rasa Sabaku.

- a Akatsuki precisa ser detida.

- ela vai meu tio, com certeza ela vai cair, junto com aquele monstro.

XXXXX Pela manhã XXXXXX

- calma meu filho, não se mexa tanto, está recém-operado lembras?

- papai, não sou de papel.

- tenho certeza que não é.

- CHEFE! AAI!

- Sai, eu disse para você não fazer esforço, deita direito.

- Sai apesar de você está em recuperação, acredito que todos da força policial de Konoha estão correndo risco de morte com esse louco à solta, por isso quero que os sobreviventes da noite de terror vão todos para o palácio imperial.

- eu no palácio? Caraca! Nunca imaginei isso.

- e uma ordem soldado.

- sim senhor, chefe!

- aguardo por você e pelo seu pai as duas da tarde no aeroporto de Konoha, tenho certeza que aquele maldito não vai colocar a cara pra fora tão cedo, ele vai esperar um momento certo, Rasa e muito astuto.

- vamos pega-lo, chefe.

- conto com você, Sai.

- Ai meu braço.

- está vendo só, fica de teimosia e nisso que dá.

- tá bom pai, pare de reclamar.

Ao sair do quarto de Sai uma enfermeira veio até o chefe de polícia contar que Sai era uma mulher, Fugaku disse que Sai era um homem, e a enfermeira rebateu dizendo ter visto o órgão genital feminino não o masculino, Fugaku disse que aquilo não fazia de Sai uma mulher e sim o que estava em seu coração, a enfermeira queria discutir, mas Fugaku foi curto e grosso dizendo que jamais permitiria que alguém ousa-se dizer alguma coisa contra um dos seus melhores soldados, ela se calou e ficou indignada.

As enfermeiras entravam no quarto de Sai com caras feias, narizes empinados, o tocavam com um certo nojo e ele não pode deixar de reparar nisso, no entanto Sakura apareceu no quarto, ela soube por uma colega que Sai estava internado por que havia levado uma bala no braço, o moreno tomou um susto com a chegada da rosada.

- o que faz aqui sapatona?

- olha quem fala, eu já soube o que tem de fato dentro dessa cueca.

- Ino, te contou?

- o hospital inteiro está comentando.

- espero que Fugaku não descubra, ou estou perdido.

- você ficou gostoso.

- isso é uma cantada?

- não, isso é um quero pegar você mais tarde.

- Sakura, fala serio.

- o que a Ino tem que eu não tenho? Ou pior o que nós todos não temos?

- sem graça.

- salvou minha vida, eu só queria retribuir.

Sai selou um beijo nos lábios de Sakura, agarrou a rosada pela nuca e começou a beija-la com paixão, as línguas foram se entrelaçando, os lábios queriam muito devorar a boca alheia, Sakura abraçou o corpo do moreno com cuidado para não machuca-lo e depois de perde o fôlego, eles se soltaram.

- louca!

- que tal uma festinha, você, eu a Ino?

- obrigado, vou pensar.

- não demora, por que não é sempre que eu fico facinha.

- duvido.

Em Tokio.

Naruto acordou tomando um tremendo susto seu amor não estava ao seu lado na cama, olhando pelo quarto encontrou Sasuke com os olhos voltados para o que deveria ser o jardim imperial, o loiro levantou da cama sem fazer barulho e então agarrou Sasuke por trás recebendo uma risada de surpresa e alegria, Sasuke estava feliz e Naruto mesmo sem saber ao certo o motivo também ficou feliz, o moreno arrastou seu marido para o banheiro para que eles tomassem banho juntos, a verdade e que estava louco para ir tomar café e vê seu avozinho querido e idolatrado.

- nossa, mas que euforia, dattebayo!

- vamos Naru-kun, quero chegar logo na mesa do café.

- tudo isso e fome, não imaginei que seu estômago estivesse roncando tão cedo, ttebayo!

Sasuke chegou a sala de jantar e viu seus avôs sentados, Hashirama foi quem se manifestou primeiro, contudo foi deixado no vácuo, pois Sasuke saiu disparado em abraçar Madara, Hashirama fez bico e Naruto gargalhou da cara do imperador, Itachi chegou logo em seguida e apertou a mão de seu avô, Gaara estava com o rosto da cor dos cabelos escondido atrás de Itachi, Yashamaru desceu com a ajuda de uma bengala, Madara se levantou para cumprimentar todos os convidados.

- sejam bem vindos a nossa casa.

- vô esse aqui e meu esposo Gaara, ele é um fã do senhor.

- e um prazer Gaara.

Gaara estava tenso, receoso, ele olhava para Itachi e olhava para a mão estendida de Madara, por impulsividade abraçou Madara e o apertou como se estivesse com alguém muito querido que não via há muito tempo, Madara podia sentir naquele abraço uma criança machucada pela vida, cheia de traumas, dores e frustrações, parecido com ele, e isso fez Madara beijar a testa do ruivinho. Yashamaru apertou a mão de Madara, fez uma reverencia e somente com o olhar conseguiu passar sua gratidão.

- bem como sempre Madara e o queridinho e eu sou o ignorado.

- vovô!

- vou lhe dá um abraço Hashirama-sama.

- obrigado, como se chama?

- Naruto, sou o marido de Sasuke.

- e um imenso prazer, sentem-se fiquem a vontade.

Sasuke estava animado sentou do lado de Madara e queria ficar cheirando ele o tempo todo, Itachi apenas balançou a cabeça, e Naruto achou a coisa mais fofinha do mundo, Gaara estava entre Itachi e Yashamaru, está com eles era se sentir protegido, amado, era está em paz como jamais esteve. O dia tinha tudo para ser maravilhoso, entretanto Yashamaru puxou um assunto constrangedor logo de cara.

- o senhor nunca imaginou que Rasa pudesse está destruindo a vida das pessoas ao redor?

- pior que não, Rasa veio aqui diversas vezes, e sempre com um sorriso no rosto, um bom papo, preocupação com o país, eu admito que não se passava pela minha cabeça nenhuma desconfiança, senhor Yashamaru.

- um Alfa que está sempre disposto a paparicar o imperador jamais deveria ser visto como alguém sem falhas, Hashirama.

- eu sei querido, Mada-chan.

- Rasa e o cabeça de uma organização criminosa, precisamos pega-lo meu avô.

- eu tenho um interesse particular nisso, Itachi.

- como assim, vô?

- o símbolo que a Akatsuki divulgou em pichações por todo o país, e o mesmo símbolo dos carros que tentaram sequestrar Madara e levaram Zetsu.

- Zetsu?!

- sim.

- um médico negro de cabelo verde com manchas brancas em metade do corpo?

- sim, como sabe disse Yashamaru-sam?

- e uma honra ser chamado com o sufixo sam pelo grande Madara Uchiha, Zetsu é um dos cientistas aprisionados pela Akatsuki numa espécie de covil.

- ele está vivo?!

- sim, imperador.

- me chame de Hashirama.

- perdão, sou um ômega prefiro continuar chamando pelo título, Zetsu está numa espécie de laboratório, ele e responsável pela saúde dos ômegas, transporte de órgãos, partos e vacinas.

- ONDE FICA ISSO?

- calma Mada.

- eu não sei, ninguém sabe, quando fui sequestrado eles colocaram um capuz no meu rosto, eles só tiraram quando nós já estamos lá dentro.

- ah!

- calma Madara, assim que eles recapturarem o Rasa, encontramos o Zetsu, agora sabemos que ele está vivo, isso é um avanço enorme.

Depois do café da manhã, Sasuke foi para o jardim com Madara, mesmo estando morto de vergonha daquele que parecia um super herói na cabeça de Gaara, o ruivo topou ir junto, Madara era um homem simples gostava de ficar no meio do roseiral sentindo aquele doce perfume. Gaara se sentou aos seus pés e recebeu um cafuné de seu ídolo, Sasuke sentou do seu lado e ficou com a cabeça escorada no seu ombro, enquanto mexia nos cabelos do ruivo, viu a marca dos Alfas e isso lhe fez abrir seu coração.

- essa marca e a coisa mais preciosa entre um Alfa e o seu ômega e um símbolo de amor.

Gaara e Sasuke arregalaram os olhos e pareciam incrédulos com o que estavam ouvindo de seu maior ídolo, Madara era quase uma divindade para os ômegas e ouvir dele que aquela marca que tanto para o moreninho quanto para o ruivo era uma marca de opressão pareceu uma caixa da água de água congelante em cima de suas cabeças.

- como assim vô? Essa marca significa que temos um dono, que existe um Alfa que nos domina, que sabe onde estamos, o que estamos fazendo, e como marca gado.

- eu odeio essa marca no meu pescoço, principalmente quando chega o cio, eu não sou mais eu, ela queima no local e me faz virar um animal sedento por sexo.

- vô, o Hashirama mandou o senhor dizer isso pra nós?

- ah! Meninos, vocês são o retrato perfeito do que virou a nova geração ômega, as vezes me sinto culpado por isso, vou contar uma história muito dolorosa pra vocês.

- estamos ouvindo, vovô.

Sasuke se sentou no chão ao lado de Gaara, os dois amigos ficaram de olhos atentos, o amor que eles tinham por Madara era algo que chegava a constrange-lo, o Uchiha maior sabia que a maioria dos ômegas o viam assim e isso de certa forma o fazia carregar um peso de responsabilidade, Madara sabia que a lei ômega salvou a vida de muitos jovens, mas também trouxe malefícios que ele acabava por se culpar.

- antigamente antes da lei ômega, todo o ômega tinha que ser possuído por um Alfa, e todo Alfa era obrigado a ter uma esposa e um ômega.

- acho que eles não eram obrigados, todos os Alfas deveriam se achar o máximo podendo ter duas opções de meter.

- ah! Gaara, não é bem assim, havia Alfas que não gostavam de homem, por mais que um ômega pareça com uma mulher, tenham seus sentimentos mais amostra e tenham o privilégio de engravidar, são homens tem piu-piu, e nem todos os homens querem se deitar com outra piroca.

- eu nunca tinha pensado nisso.

- eu sei meu neto, todos os ômegas são gays, mas nem todos os Alfas são, e os betas eram terminantemente proibidos de ter relações com outros homens.

- que dizer que beta não poderia ser gay?

- não Gaara, era ilegal e poderia se pegar até vinte anos de cadeia, se fosse ômega seria pena de morte.

- Kami, eu jamais ficaria com Naruto.

- exatamente.

- que pesadelo, vovô.

- por que acha que seu pai nunca quis ter um ômega? Ele poderia ter se casado com sua mãe Mikoto e ter um ômega. Seu pai nunca suportou a ideia, e olha que o Hashirama insistiu, mas o coração dele sempre foi da morena.

- ainda bem.

- mas voltando a nossa história, seu tio Kagami resolveu só se casar com um ômega, o papi do seu primo Shisui, muitas mulheres tentaram conquistar Kagami, nenhuma chegou nem perto de balança-lo, e então chegou a vez de seu tio Obito, meu filho caçula. Era domingo ele estava passando numa praça quando deu de cara com um ômega negro, achou a coisa mais linda aquele rapaz cor de café, ficou encantado, fascinado, e fez de tudo para conquista-lo, o ômega não queria ter um marido Alfa, não queria ser dominado por ninguém, ele era livre, e achava que ter um Alfa seria uma prisão pra vida toda.

- muito parecido com um certo ruivo.

- você é um santo agora, né Sasuke.

- meninos não briguem. Seu tio sofreu muito pra amolecer esse ômega, Obito fez o que pode e o que não deveria para conquistar Zetsu, enfrentou muitas barreiras impostas pela sociedade, e a maior de todas e justamente essa marca.

- por que?

- por que?

- Zetsu se recusava com ódio a receber a marca dos Alfas, ele jurou que jamais se casaria com Obito se tivesse que ser marcado, mesmo Obito tendo o tirado da prostituição, tendo o levado para se forma em medicina na China, mesmo Obito tendo até trocado de lugar com ele na cama, o que foi um escândalo na nossa casa o Hashirama queria até bate nele, mesmo tendo feito todas as provas de amor que Zetsu queria, a criatura continuava irredutível.

- nossa!

- que coisa vô.

- então eles casaram e o Zetsu permaneceu com a marca dos ômegas no pulso direito, Zetsu era cheio de vontade, não queria engravidar, só teria filhos se ele quisesse, não dormiam todos os dias juntos, só quando o Zetsu estava disposto, Obito tinha que comprar tudo que dava na telha do Zetsu, montou toda a clínica dele, e Zetsu nunca permitiu que Obito sequer entrasse nela.

- credo!

- isso era uma forma do Zetsu se sentir mais poderoso que o seu tio, Sasuke. Zetsu queria ser ele o dono do Obito, e isso me machucava profundamente.

- ser um ômega faz com que a gente se sinta pra baixo em alguns momentos, Madara-sama.

- Gaara, sou seu avô.

- o senhor?!

- você não é casado com o meu neto?

- sim.

- então sou seu avô.

- ah! Agora eu fiquei constrangido de vez.

- Gaara, me responda se futuramente o seu filho casar com um ômega que o machuque. Vai fazer o que?

- posso pular essa pergunta?

- não, pode responder.

- está certo, eu mandaria esse ômega para a China com um chute na bunda.

- viu como o sapato só aperta no pé de quem calça. Eu amo os meus filhos, aquilo me doía demais, e eu tinha que ficar calado, por que eu sou o responsável pela lei ômega, eu sentia que a culpa era minha pelo meu bebê viver oprimido. Tentando me entender com o Zetsu certo dia formos ao supermercado juntos, ele me adorava, tínhamos acabado de chegar quando duas vans pretas com nuvens vermelhas pararam, eu segurei o Zetsu com toda a minha força, mas tinha um homem enorme que veio me agarrar e outro grande também que puxou o Zetsu de mim, eu ainda rasguei a manga da camisa dele, mas não pude salva-lo.

- o senhor nunca conseguiria, como o senhor e o tio Zetsu lutariam sozinhos pra se livrar daqueles caras?

- não era pra se livrar deles, eu sou marcado, eles me levaram para uma mata muito fechada, mesmo assim Hashirama nos encontrou em menos de uma hora através da marca. Ele sentiu a minha dor, o meu desespero, ele chorava feito uma criança comigo no colo, já o Zetsu não era marcado, nunca conseguimos encontra-lo, se eu tivesse conseguido segura-lo, Hashirama teria salvado nós dois, ou se ele fosse marcado, Obito saberia imediatamente, sei que ele me culpa, por isso foi embora para Londres, e eu nunca mais vou ter o amor do meu filho de novo.

- o neném está chorando, meu vermelhinho.

- MEU FILHO!

Gaara pegou Itan no colo e o colocou para mamar, Gaara sorria com o pequeno nos braços e chegava a cheira-lo com todo o carinho, pela marca Itachi sentia o amor enorme que o ruivo tinha por aquele bebê e isso fazia Itachi ama-lo com todas as forças, Itachi queria Rasa, queria mata-lo ele mesmo, mas precisava se controlar, vê Gaara com seu filho, dava ainda mais motivação ao Uchiha em querer acabar de vez com a Akatsuki, finalmente estava sendo feliz e ninguém estragaria isso.

- vovô a culpa não foi sua.

- eu sou o responsável pela lei ômega, se ela não existisse Zetsu teria sido obrigado a ter o selo Alfa em seu pescoço e meu bebê estaria comigo, esse peso nunca sairá de minhas costas.

- papi.

- Fugaku!

- meu papi querido, eu lhe amo tanto.

- não faz nem muito tempo que nos vimos pela última vez.

- não importa o senhor e o sol que ilumina o meu ser.

- oh!

- ai pai que lindo.

- será que ele me elogiaria assim, Itachi?

- lógico, meu amor, eu sei que ele sempre vai amar você.

- Yashamaru-sama e uma satisfação vê-lo de pé.

- agradecido.

- está dando em cima do meu tio, Shisui?

- só estou feliz por vê-lo bem, eu acompanhei a recuperação dele, no hospital, passei um mês inteiro ao seu lado, eu estou realmente feliz.

- novamente obrigado.

- os belos olhos verdes, num rostinho de anjo e cabelos loiros num chanel perfeito não tem nada a ver com isso, né primo?

- cala boca Itachi.

- pai.

- Kagami, finalmente você apareceu meu filho.

- tem uma ligação do Obito para o senhor.

- meu bebê.

- já vou ficar com ciúme.

- Fugaku?!


Notas Finais


Em 1999, a goiana Rafaela Damasceno foi uma das primeiras transexuais a entrar em uma universidade pública no Brasil. A estudante, que tinha na época 23 anos, ingressou no curso de geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG) cheia de esperanças e com o objetivo de seguir na carreira acadêmica. O preconceito e a intolerância de colegas e até de professores, porém, a obrigaram a abandonar o sonho e a sair da faculdade sem diploma.
“Se não fosse o ódio, eu não tenho dúvidas, hoje, eu seria doutora”, desabafa. Rafaela conta que, logo nas primeiras semanas de aula, percebeu que seriam tempos complicados. “No começo, era só eu passar que as pessoas se cutucavam, apontavam. Como se eu fosse um bicho.” As manifestações de preconceito se tornaram mais frequentes, e a dor de Rafaela aumentava. “Me chamavam de aberração”, diz, com a voz embargada, mesmo depois de tantos anos.
A gota d’água, que a fez desistir do sonho de ser uma educadora, foi motivada pela atitude de uma professora. “Durante uma aula, ela falou que tinha gente na sala que deveria estar em um salão de beleza ou em uma cozinha, não em uma universidade”, conta a hoje ativista dos direitos humanos. O trauma foi tão grande que Rafaela nunca se sentiu capaz de retomar os estudos. “Lembro de tudo e sinto medo. Não sei se consigo voltar a uma sala de aula.”


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