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História Cook (for) me - Capítulo 5


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Notas do Autor


Opa, sexta chegou hihi

Capítulo 5 - Casal


Katsuki

 

Estar em um relacionamento com o seu chefe é bem menos complicado do que achei que seria, na verdade, é bem divertido provoca-lo na frente dos outros cozinheiros apenas para ver a sua reação.

Às vezes, Izuku fica todo envergonhado e inventa alguma desculpa para fugir, em outras ele me desafia de volta, mas de um jeito que os outros não percebam.

Embora nenhum de nós sejamos discretos, os outros funcionários não parecem incomodados, até arrisco dizer que estão felizes pelo chef deles. Ontem mesmo, aquela tal de Shinsou me agradeceu por fazer o Izuku sorrir de verdade com mais frequência.

Foi bem bizarro, na verdade, porque eu nunca tinha reparado o jeito “falso” que o Izuku se comportava na frente das pessoas, porém não foi preciso muitas horas para compreender o que o zumbi me falara.

Ainda mais depois daquele desabafo sobre o irmão do Natsu ser o culpado pelo acidente, na moral, deve ser difícil manter um sorriso no rosto quando tudo a sua volta lembra a sua mãe em coma.

Pesado, eu sei.

- E ai, bro, esqueceu dos parças?

Franzi o cenho e virei o rosto em direção à voz, dando de cara com um alegre Kirishima, que apesar de ser normalmente irritante, era um belo de um amigo.

- Fala ae, seu bosta.

Ele riu, parando bem ao meu lado, as mãos no bolso de seu casaco indicando o frio que sentia.

- Trabalhando muito?

- Você nem imagina. – assenti.

Visto que a cada dia que passava, o restaurante ficava mais famoso, tornando quase todas as noites tão lotados como se fossem sábado.

- E ainda arranjou um namorado.

Kirishima fez aquela cara de “não saio daqui até você me contar tudo”, como se nós fôssemos algum grupo de garotas do ensino fundamental.

- Eu já te contei o suficiente. – revirei os olhos.

- Você só me disse o nome e que ele trabalha com você. – comentou emburrado. – Se quiser eu falo mais sobre a minha namorada também.

Bufei pronto para lhe dar uma resposta, porém antes que pudesse, Izuku apareceu em meu campo de visão, seu sorriso tímido e as bochechas coradas quase me fazendo correr até si só para beija-lo logo.

- Bro? – Kirishima ficou me olhando meio esquisito. – Tá tudo bem?

Então percebi que já estava na hora de apresenta-los, por isso respirei fundo, sabendo que esse espeto ambulante com certeza deixaria o meu namorado constrangido.

- Izuku, esse é o Kirishima. – falei quando nossas mãos se encontraram, puxando-o até o meu lado. – E esse é o meu namorado, Kiri.

Eram nesses momentos que a gente gostaria de ter uma câmera, sério, porque a cara dele foi impagável.

- Espera ae, você é o chef mais novo a ter um empreendimento de sucesso no Japão! – afirmou surpreso e ao mesmo tempo entusiasmado. – Meu Deus, bro, você disse que ele trabalhava com você, não que era o seu chefe.

- Menos, Kirishima. – suspirei, tentando diminuir o claro desconforto que certo verdinho estava mostrando. – Tá, ele é meu chefe e daí?

- Ah, foi mal, eu não quis parecer estar julgando vocês. – desculpou-se por ser tão impulsivo. – Bom, prazer Midoriya.

Ótimo, era óbvio que o estagiário de jornalismo saberia o nome completo do meu namorado.

- O prazer é todo meu, Kirishima-kun. – todo educado, Izuku o cumprimentou. – E não se preocupe, o Kacchan havia me dito que você podia ser um pouco “demais”, mas que não fazia por mal.

Então aquele ruivo idiota me deu aquele olhar de “já estão tão íntimos” após ouvir o apelido que Izuku me dera, fazendo eu lhe lançar um outro olhar que dizia “não ouse”.

- Nós podíamos marcar um encontro de casais.

Sabia que eu deveria tê-lo deixado se afogar naquele verão, puta que o pariu, Kirishima.

- Seria uma ótima ideia.

Então eu deixei que eles combinassem o tal “encontro”, o que durou poucos minutos, graças ao meu bom Deus, permitindo-nos entrar na cafeteria, que era onde havíamos combinado de nos encontrar após o almoço.

- Ele não é tão irritante, Kacchan. – Izuku o defendeu quando me ouviu reclamar. – Kirishima-kun só quer estar presente na sua vida.

Merda, como eu odeio quando ele está certo, esse projeto de gente com brócolis no lugar do cabelo.

- Vamos parar de falar dele. – puxei o seu rosto, beijando os seus lábios. – E começar a falar da gente.

Ele riu de um jeito fofo e nós nos sentamos no sofá, rapidamente fazendo os nossos pedidos, para logo em seguida voltarmos a flertar. Talvez fosse bobeira, mas gostávamos de ficar nos provocando como dois adolescentes idiotas.

- Ne, Kacchan, eu estava pensando e queria saber se você gostaria de... de conhecer a minha mãe.

Sugeriu assim que a garçonete trouxe os nossos pedidos, pegando-me um pouco de surpresa.

- T-Tudo bem se você não quiser! – suas mãos começaram a se mover, denunciando o seu nervosismo. – Na verdade, esquece q-que eu disse isso, tá?

- Eu vou adorar conhecer a sua mãe.

Eu me senti um idiota por tê-lo deixado tão desconfortável, mas logo compensei colocando a mão sobre o seu pulso, impedindo-o de surtar ali mesmo.

- Kacchan.

Murmurou meio choroso, usando a mão livre para enxugar as poucas lágrimas que ousaram descer por suas bochechas.

- Você se preocupa demais, chef. – brinquei para descontrai-lo.

Tão logo sorrindo aliviado ao ouvi-lo rir, engatando em uma conversa sobre a sua infância, criando um clima gostoso e saudoso que me fizeram perceber algo bem significativo.

Eu estava me apaixonando, porém não só por ele, como pelo futuro que poderíamos ter juntos.

&

Izuku realmente possui um talento divino, sem brincadeira, e não canso de observa-lo enquanto trabalha bem ao meu lado, visto que ele teve de substituir o zumbi de última hora.

Por isso não me contive nos olhares, atento tanto as suas habilidades quanto as caretas que fazia durante o trabalho, sorrindo admirado ou fazendo um biquinho frustrado.

Ele era lindo e admitir isso me faz querer gargalhar da minha desgraça, porque esse projeto de gente está tomando a minha vida, mas nem por um segundo desejo para-lo.

Merda, tê-lo como namorado é tão bom que tenho medo do que faria se ele por algum motivo decidisse ir embora, ainda bem que Izuku é decidido demais para desistir da gente.

Não contive o sorriso, ainda de olho na maneira que temperava o molho, provando-o e parabenizando a si mesmo como uma criança de cinco anos faria.

- Perfeito, Izuku, simplesmente perfeito. – elogiou com um sorriso orgulhoso e uma pose toda pomposa.

Eu quis muito beija-lo e provavelmente o teria feito se o cheiro de queimado não tivesse chegado ao meu nariz, alertando-me que o meu devaneio fora longo demais.

- Puta que o pariu. – xinguei, tirando o bife do fogo e por sorte apenas as cebolas haviam queimado.

- Sonhando acordado, Bakugou-kun?

O grisalho provocou, surgindo logo atrás de mim e fazendo uma daquelas suas expressões maliciosas que me davam vontade de esmurra-lo até o seu nariz afundar.

Tá, exagerei, mas ele me irrita pra valer.

- Só admirando o que me pertence. – respondi, vendo-o encenar uma morte, como se a minha resposta tivesse sido fatal.

- Que cheiro de queimado é esse?

Talvez fosse a minha vez de encenar algo, quem sabe um desmaio, só não entendam errado, isso não é medo... é puro respeito do chef dominador para quem eu trabalho.

- O que você aprontou, Katsuki? – e lá vinha aquele olhar suspeito junto de um cruzar de braços.

- Não briga com ele não, Midoriya.

A felicidade em forma de pessoa veio me defender, o que vale ressaltar que achei bem estranho, mas logo entendi que a sua intenção era deixar o Izuku sem jeito.

- Afinal parte da culpa é sua. – sorriu e podia jurar que haviam crescidos dois chifres e um rabo de diabo em sua pessoa quando ele completou. – Já que ele estava te admirando como um bom namorado faria.

E pronto, Izuku se tornara um tomate com brócolis, todo encolhido e tímido balbuciando sobre não ter culpa de nada, mas ao mesmo tempo se desculpando pela distração que causara.

Tsc, esse idiota.

- Você não fez nada de errado.

Revirei os olhos, puxando-o para o meu peito e lançando um olhar de “cai fora” para o grisalho que pareceu entender o recado, rapidamente sumindo da minha vista.

- É a primeira vez que você queima algo. – murmurou todo dengoso, fazendo-me perceber como eu o mimava. – Você estava de olho em mim?

Ergueu o rosto, nossos olhares se encontrando e criando aquela bolha que parecia nos isolar do mundo, então ao invés de respondê-lo com palavras, juntei as nossas bocas.

Beijando-o com calma, mas ao mesmo tempo gula, como se fizesse dias que não sentisse o seu gosto ou a textura de seus lábios que, diga-se de passagem, eram divinos.

- Ah, eu sempre quis ver vocês se beijando!

E lá estava a mais nova “empata foda”, conseguindo ganhar da prima que entrara na casa e interrompera o que poderia ter sido o nosso primeiro beijo.

- H-Hagakure-san.

Izuku choramingou, escondido em meu peito, completamente envergonhado, acabando por me fazer sorrir ao invés de mandar aquela estraga prazeres se ferrar.

- Poxa, Toru-chan, não deu tempo de tirar a foto. – aquele palhaço sorridente reclamou, claramente frustrado.

- N-N-Natsuo!

Meu namorado simplesmente entrou em “curto-circuito”, fazendo-me colocar as mãos em suas bochechas, mandando-o olhar bem nos meus olhos e respirar devagar.

- Ignore esses intrometidos. – falei, vendo-o assentir. – Porque eu vou continuar te beijando.

Seus grandes olhos verdes ficaram ainda maiores com o fim da minha afirmação, e como prometido, eu o beijei de novo e de novo. Até o momento em que a sua timidez sumisse, permitindo que um lindo sorriso se formasse em seu rosto.

- Você é impossível, Kacchan. – ainda no conforto de meus braços, Izuku depositou um selar em meu queixo, afastando-se bem devagar. – Mas eu gosto.

Podíamos ouvir aqueles dois fofocando, apesar de estarem do outro lado da cozinha, e não nos importávamos, pois o momento havia sido bom demais para ter o seu feitiço quebrado tão facilmente.

- Hora de voltar ao trabalho. – pisquei para si, adorando o som da sua risada que veio em seguida. – Continuamos em casa mais tarde.

- Mal posso esperar.

Ditou, as bochechas rosadas aumentando o seu charme e me fazendo imaginar como ficaria o seu rostinho sapeca no meio das minhas pernas. Por sorte, a minha fantasia logo se concretizaria, já que o expediente estava para acabar.

&

Ele é bom. Ele é muito bom. É tudo o que consiga pensar ao passo que a temperatura do meu corpo sobe, deixando-me ofegante e entregue, parece que Izuku de fato sabe dominar na cama.

- Você é tão gostoso, Kacchan.

Murmurou com a boca beijando a minha glande, quase me fazendo rosnar frustrado pela sua provocação, já que o meu chef dos sonhos estava diminuindo o ritmo toda vez que eu estava perto de ejacular.

- Eu vou me lembrar disso, Deku. – ameacei.

Arfando ao assisti-lo lamber os próprios lábios, os olhos verdes brilhando em minha direção antes de se voltarem ao meu pênis ereto que estava bem a sua frente.

- Não se preocupe, Kacchan. – ditou, o tom doce e sensual me motivando a devora-lo. – Pretendo te enlouquecer essa noite.

Puta merda como eu amo esse Izuku desinibido!

Então continuei apoiado nos cotovelos, meu abdômen contraído e o olhar preso na maneira como esse verdinho gostoso me chupava. Guloso e habilidoso, Izuku prosseguiu naquele joguinho por mais alguns poucos segundos, provavelmente notando o quanto eu precisava gozar.

- Vem pra mim... vem, Kacchan. – sussurrou com um aperto na base de meu pênis, arrepiando-me e enfim me permitindo ejacular. – Muito bem, Kacchan.

Ah, eu vou fodê-lo tanto esta noite.

- Tão bonito. – elogiou.

Passando as mãos pelo meu peitoral enquanto eu me recuperava dos espasmos que ainda me atingiam, sorrindo para si em um mudo sinal de “prepara-se”.

Mas contrariando todos os meus planos, Izuku deitou a cabeça em meu peito e empinou aquela bunda maravilhosa, gemendo abafado em meu mamilo ao mesmo tempo em que se preparava.

Parece que alguém estava cumprindo a palavra de me enlouquecer, engoli em seco, porém permaneci deitado de costas na cama, visto que notei ser deleitoso demais vê-lo se tocar.

- Ne, Kacchan, eu posso cavalgar em você hoje?

- Hoje e sempre, bebê. – respondi sem cerimônia, falhando miseravelmente em esconder a minha ansiedade.

Ele sorriu daquele jeitinho que dizia “pareço um anjinho, mas posso me comportar como um diabinho”, excitando-me.

- Vem aqui, seu gostoso.

Puxei o seu rosto para um beijo, roubando todo o seu oxigênio e fazendo questão de chupar o seu inferior, aproveitando dos sons manhosos que saiam de sua boca.

- Já tá pronto pra mim, anjo?

- Uhum. – anuiu todo dengoso, quase me fazendo esquecer das suas provocações de mais cedo. – Prontinho para andar a cavalo.

E lá estava o sorrisinho ardiloso que me fazia perder o ar, permitindo que ele me dominasse, sentando-se de uma vez só em meu membro novamente duro.

- Porra!

Pulsei em seu interior, sentindo as suas paredes se contraírem a minha volta, acostumando-se com o volume intruso e tornando aquele início ainda mais gostoso.

- Aah, Kacchan. – choramingou deleitoso.

De cabeça caída para frente e mãos espalmadas em meu abdômen, Izuku passou a se mexer, primeiro para frente e para trás, como se estivesse se aquecendo.

Minhas mãos logo se aconchegaram em suas coxas, apertando e massageando tanto para agrada-lo como para descontar um pouco da tensão sexual que nos cercava.

De repente, seus olhos se encontraram com os meus e acabei perdendo o ar, um lindo e safado sorriso se desenhou em seu rosto assim que o seu quadril subiu, descendo forte logo em seguida.

Foi a minha vez de ir para o céu e voltar, gemendo alto e clamando pelo seu nome, porque Izuku era bom demais para não ser parabenizado por isso.

- Seu fodido gostoso. – rosnei, fazendo-o rir.

- Não seja bobo, Kacchan.

Então o ritmo das reboladas mudou, tornando-se ainda mais delicioso, e eu estava tão quente que por um segundo cogitei a possibilidade de explodir. Contudo, passado alguns minutos, Izuku me pareceu um pouco cansado, não demorando a me pedir “ajuda”.

- Ne, Kacchan, eu quero mais forte.

Como se tivessem me dado uma dose de adrenalina, meu tronco se ergueu e minhas mãos se apossaram de suas bandas, apertando a carne macia com força.

Surpreso, mas com um sorriso sapeca em seu rosto, Izuku enlaçou os braços em meu pescoço e me deixou tomar o controle, dobrando os joelhos e o jogando para cima.

Fodendo como ele queria, forte e rude, fazendo-o gritar o meu nome e mais outras palavras incompreensíveis, aumentando não só o meu ego como a minha vontade de satisfazê-lo.

- Tá gostando de cavalgar, Deku?

Passei a beijar o seu pescoço, assistindo-o se contorcer todinho, apertando-me até lá em baixo, o que me fez arfar em deleito, tão logo gozando gloriosamente dentro de si.

- Só mais um pouquinho, Kacchan. – pediu, indicando que também estava próximo do ápice.

Então como um ótimo namorado, eu me empenhei em agrada-lo, sorrindo orgulhoso ao ouvi-lo soltar gemidos altos e entrecortados, atingindo o seu desejado orgasmo.

- Isso foi tão bom, Kacchan. – ronronou sobre a minha boca, tão logo nos beijamos.

Um ósculo mais calmo do que o usual, cheio de sentimentos que não estávamos tão acostumados a mostrar um ao outro, e talvez tenha sido o momento que acabara nos fazendo ser tão sinceros.

- Você me faz tão bem. – confessou ainda em meus braços e comigo em seu interior.

A minha reação foi beija-lo novamente, tentando mostrar que aquele sentimento era mútuo, já que frases bonitas e bem elaboradas não eram o meu forte.

Felizmente, Izuku pareceu compreender aquilo, deitando a cabeça em meu peito e sussurrando que gostaria de tomar um banho, fazendo o meu coração dar um salto no peito.

Porque não tem mais como negar, ele é o amor da minha vida e eu estou completamente fodido.

&

Mais uma semana se passou e o tal encontro de casais seria daqui uma hora, ou seja, estava terminando de me arrumar para buscar o meu lindo e delicioso namorado.

Toda vez que eu penso que o Izuku virou o meu chef dos sonhos na vida real, começo a sorrir que nem um idiota, motivo esse que fez minha própria mãe me parar e perguntar o motivo de tanta alegria.

- Vou sair com o meu namorado. – contei sem cerimônia, o sorriso se desfazendo ao que Mitsuki cruzava os braços. – Qual foi, velha?

- Não me chame de velha, seu ingrato! – bradou, uma carranca desenhada em seu rosto. – E você não me disse que estava namorando, estrupício!

- Pensei que não se importaria. – retruquei, deixando bem claro o meu descontentamento.

- Você está sendo injusto, Katsuki.

Então começou um enorme sermão, falando sobre como ela e o papai se importavam comigo e que eu devia dar mais valor aos esforços deles. Eu a escutei sem dizer nada, com preguiça de iniciar mais uma de muitas discussões.

Até que Mitsuki decidiu falar mal do lugar no qual eu trabalhava, enfurecendo-me de uma maneira surreal.

- Aquele lugarzinho não é nem reconhecido.

- Já chega!

Eu gritei, seus olhos se arregalando com a minha explosão, visto que fazia um bom tempo que elas não ocorriam, pois eu havia parado de me importar com todas as besteiras que eles diziam.

- Eu trabalho como cozinheiro e eu amo o que eu faço, mamãe. – não contive o desdenho pela sua figura materna. – E não se preocupe, porque logo o restaurante do meu namorado estará em todas as capas de revista.

Sua expressão foi impagável, porém ela já havia torrado toda a minha paciência e bom-humor, obrigando-me a dirigir resmungando e acabar chegando à casa de Izuku com cara de bunda.

Felizmente, ele já havia aprendido a lidar com o meu temperamento diferenciado.

- Cara feia para mim é fome, Kacchan. – brincou, um sorriso bonito e sapeca pintado em seus lábios.

Só foi preciso isso para que toda a minha vontade de tacar fogo em algo sumisse, como se o Izuku tivesse me enfeitiçado e isso é muito bizarro, eu sei.

- É você que vai me saciar, chef?

Questionei todo pomposo, rodeando os braços em sua cintura e o puxando bruscamente até mim, fazendo os nossos peitos colidirem. O movimento repentino o fez arfar enquanto os seus olhos brilhavam conectados aos meus, nossas bocas a milímetros de se tocarem.

- Posso ser a sobremesa mais tarde, Kacchan. – murmurou dengoso sobre os meus lábios, claramente me provocando. – Mas agora temos um jantar a comparecer.

E se desvencilhou do meu aperto, depois passou por mim e foi em direção ao meu carro, o grande sorriso exibindo o quanto estava orgulhoso de si mesmo. Ah, ele mal perde por esperar.

- Eu vou cobrar, hein?! – avisei e entrei no automóvel gargalhando, só para deixa-lo esperto. – Desse jogo, Deku, dois podem jogar. – e acelerei.

Por todo o caminho, Izuku fingiu que a minha “ameaça” não o afetara, mas eu sabia que todo aquele desdém era só fachada e, por isso, fiz o meu primeiro movimento assim que estacionei o carro.

- Você pode me permitir sair, Katsuki? – perguntou de braços cruzados assim que notou que as portas estavam travadas.

- Só depois que eu te provar. – afirmei, mordendo o meu lábio inferior.

Nem por um segundo escondendo a minha saudade do seu corpo, fazendo-o gaguejar sobre como iriam desconfiar do nosso atraso.

- Não pretendo demorar. – retruquei, porém ele logo arrumou outra desculpa.

- A-Além de que n-não podemos sair daqui d-desarrumados. – argumentou, suas bochechas cada vez mais vermelhas.

- E quem disse que vamos amassar as roupas?

Ponto para mim. A sua expressão confusa me permitiu celebrar com um grande sorriso, para logo em seguida deslizar as mãos até o zíper de sua calça, sem demora o descendo.

- Katsuki, o que você está...

A fala morreu em sua garganta no exato momento em que os meus dedos envolveram o seu pênis, inflando ainda mais o meu ego.

- Aqui não. – sussurrou, mas não me parecendo nada convicto do que dizia.

E com isso, acabei me aproveitando do seu estado submisso e o abocanhei de uma vez, ouvindo-o gemer alto e agudo, surpreso e deleitoso. Infelizmente, o nosso tempo era de fato curto, então não pude “tortura-lo”, contentando-me em apenas chupa-lo todinho.

- Aah, Kacchan. – apertou as mãos em meu couro cabeludo, pedindo por mais. – Céus!

Poucos segundos depois, Izuku gozou dentro da minha boca, gemendo todo dengoso e “reclamando” sobre a minha cara-de-pau em toca-lo daquela maneira.

- Você ainda vai me deixar louco. – suspirou, um sorriso pequeno e bobo plantado em seu rostinho de anjo. – Idiota.

- Essa é a ideia, chef.

Só que antes que engatássemos em alguma “discussão” boba sobre quem de nós dois era o mais depravado, Izuku olhou no relógio em seu pulso e quase teve um ataque ao perceber que estávamos quase vinte minutos atrasados.

O que me custou um cascudo no topo da cabeça, mas nada que me deixasse arrependido, confesso. É, talvez o ninfomaníaco seja eu.

&

Surpreendentemente, o jantar de casais estava sendo divertido, a comida estava boa e Izuku parecia radiante, falando sem parar enquanto nossas mãos se encontravam por de baixo da toalha da mesa.

- Vou fazer uma confissão aqui.

A namorado do Kirishima deu uma risadinha, parecendo-me meio afetada pela sua quarta taça de vinho.

- Quando o Eiji me contou que o dono da Inko Flavors era tão novo. – ela parou por um longo segundo, olhando bem para o esverdeado que acabou corando. – Eu não acreditei!

É, ela estava bêbada.

- E você é tão bonito. – elogiou, fazendo um biquinho. – Vocês são um casal muito lindo.

- Obrigado, Minna-san.

Sempre educado esse meu namorado, acabei por sorrir orgulhoso do meu verdinho e incapaz de me conter, depositei um beijo em sua testa, adorando o rubor que se espalhara por todo o seu rosto.

- Olha como eles são fofos, Eiji!

Nunca imaginei que veria o Kirishima com uma namorada tão fraca para bebidas, é hilário, sério.

- Eu sei, baby. – foi a sua vez de mimar a namorada.

O que acabou criando um clima separado para cada um dos casais, ou seja, enquanto o espeto lidava carinhosamente com a embriaguez alheia, eu aproveitava para beijar o meu chef.

- Estou tentado a pedir a conta. – murmurei com os lábios sobre o canto de sua boca.

- Mas nós nem pedimos a sobremesa, Kacchan. – argumentou, lançando-me um sorriso convidativo.

- Prefiro comer a sobremesa em casa.

Eu me afastei só para que ele pudesse ver o sorriso desavergonhado que tomara o meu rosto, porém a mulher de fios róseos teve de ir ao banheiro, fazendo de nós o foco de Kirishima.

Então antes mesmo que eu pudesse intervir, as duas pessoas mais animadas da minha vida começaram a dialogar, minha única opção foi respirar fundo e ouvi-los.

Até aproveitei para admirar o meu chef dos sonhos, silenciosamente contando as sardas de sua bochecha esquerda, sorrindo que nem um bobo ao notar como Izuku me deixava mais calmo.

Se não fosse por ele, esse jantar já teria ido pro saco, visto que a minha paciência para “encontros” não era lá um exemplo a ser seguido.

- Sabia que o Bakugou tem medo de filme de terror?

Ouvi Kirishima dizer e só não ganhou um murro porque a sua namorada chegou bem na hora.

- Não seja estúpido, Kirishima, eu só não gosto de assistir, porque me dá aflição.

Era verdade, as imagens e os sons comuns de filmes desse gênero sempre me dão arrepios, coisa escrota do cacete!

- Mentir é feio, Kacchan.

O verdinho teve a coragem de me desafiar em público, fazendo aquela carinha de anjo, mas só eu sabia o que estava por trás dela e, sinceramente, que continuasse assim.

Ele é meu, tá?

- Ele deve gostar muito de você, cara. – o ruivo tagarela começou, ignorando os meus sinais de “pare ou morra”. – Nunca vi o Bakubro tão calmo assim.

Então os grandes e bonitos olhos verdes seguiram até mim, fitando-me de maneira amável como se estivesse me dizendo o quão feliz estava por ouvir aquilo.

- O Kacchan também me faz muito bem, Kirishima-kun. – afirmou sincero e com um tom doce.

Sabe quando você sente o coração esquentar e bater bem forte, e pensa que nada pode estragar a sua noite? Foi assim que eu me senti, mas a sensação só durou alguns minutos, até o momento em que Izuku atendeu o celular.

E pela primeira vez na vida, eu o vi perder o controle.


Notas Finais


Vcs já devem imaginar o motivo da ligação, certo?
Bom, esse capítulo também foi mt gostoso de escrever hihi
Até o próximo o/

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