História Cool kids never die - Capítulo 10


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 13
Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, meus nenes <3 <3

Capítulo 10 - Capítulo 9 - The after-party


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 10 - Capítulo 9 - The after-party

                       Olivia Stephenson

 

 

                  Parecia o apocalipse. Jovens correndo sem parar de um lado pro outro com a policia atrás, por que tem tantos aqui? Não tem nenhuma outro crime mais importante, um sequestro ou roubo? 

                  Um quase me pegou, mas ele era muito gordo e não conseguiu correr atrás de mim, deve ser daqueles que comem donuts demais no expediente. Eu sai do quarto queimando de vergonha (que é uma coisa que geralmente não sinto) após o quase incidente com o Sr. satanismo, pra ir atrás de Bettany e Alexis. Eu, como a mais lúcida, precisava salvar minhas amigas de serem presas. Imagino como os pais delas reagiriam, principalmente o de Bett, que é um general pirado. 

                   Desci as escadas quase tropeçando nos saltos e encontrei Bettany caída no corredor, quase sendo pisoteada. Eu cheguei perto e dei um chutinho leve pra ver se acordava. Nada. Tive que ajoelhar e chacoalhar ela com toda vontade, pra minimamente ver seus olhos azuis abrindo com muito esforço. Gritei no ouvido dela "BETT, VAMOS!". Ela não fazia menção de levantar sozinha. 

                   Dei um tapa em seu rosto, até que forte. Com muito esforço a loira levantou e totalmente apoiada em mim conseguimos finalmente sair do corredor. Recebi uma mensagem de Alexis dizendo que estava bem, então fui carregando Bett para meu carro. Ela ficava murmurando um monte de coisas sem sentido e acenava para quem passava fugindo. Deixamos a casa. Meu carro se encontrava estacionado do outro lado da rua; larguei ela deitada nos bancos de trás e fui para o do motorista.   

                   Um grito mais alto que todo aquele barulho chamou minha atenção. Frank tentava fugir que nem um maluco de um guarda. Algo acendeu na minha cabeça e decidi que iria ajuda-lo. A parte mais egoísta, que geralmente é a dominante no meu cérebro gritava: "VAI PRA CASA LOGO, SUA DOENTE, DEIXA ESSE PERDEDOR AI", mas a minha bondade alcoolizada falou mais alto. 

                   Atravessei a rua de novo e peguei a primeira garrafa que vi, pra jogar nos pés do guarda e assusta-lo, mas com uma péssima (ou ótima, dependendo da situação) mira, acertei na cabeça, o cara caiu na hora espero que só desmaiado. Frank, ligeiramente surpreso com minha atitude bondosa, veio na minha direção me puxando pela mão de volta pro meu carro. No caminho levei um belo tombo, mostrando que não estou tão sóbria assim e estourando meus joelhos. 

                   Fiz ele me carregar no colo, que só aceitou porque eu estava prestes a chorar. 

                   Frank entrou no banco do carona e eu finalmente dei partida, de um jeito bem errado. É tão proibido dirigir bêbada! Eu me esforçava pra continuar em linha reta, por mais difícil que fosse. Notei que o garoto ao meu lado rezava pra chegar vivo. Em alguns momentos era obrigado a pegar no volante, me impedindo de bater em postes e outros carros estacionados, cada vez que isso acontecia, meus olhos enchiam de lágrimas e eu ficava resmungando que ele não confiava em mim. 

                   Consegui com muito custo entrar no condomínio e parei em frente a casa de Bettany, que chegava a roncar no banco de trás. Juntos, tiramos ela de lá e com ajuda foi bem mais fácil carrega-la pra dentro de casa. Quase tive um treco ao dar de cara com o segurança gigante da casa dos Hayes-Momsen, mais parecia uma estátua no meio da sala. Ele não pareceu se abalar com a cena, então fomos para as escadas. 

                   Subitamente, Bett resolveu acordar e se jogar encima de mim. Caímos juntas nos degraus, quase bati a cabeça no corrimão, fazendo um barulhão. Temi que os pais dela acordasse, como eu ia explicar isso para aqueles neuróticos? Frank a puxou pelos braços e eu segurei os pés. Deu certo, subimos assim, então mostrei pra ele onde era o quarto dela. 

                   Tive que jogar todo o conteúdo da bolsa de Bettany no chão pra achar as chaves e quando consegui abrir a porta, me assustei com o estado do local. Tudo de cabeça pra baixo e não era assim que estava quando passei aqui antes da festa, até a cama afastada da parede e todas as roupas fora do closet. Mas eu não podia me importar muito com esses detalhes. 

                   Largamos a loira na cama. Organizei o travesseiro e a cobri bem aconchegante, dei um beijo na testa de Bettany. Antes que eu me afastasse, ela segurou meu pulso, tinha acordado, apesar de muito zonza. Estava chorando. 

-Por favor, fica. - as lágrimas escorriam pelo seu rosto. - Não quero dormir sozinha. 

-Bett. - falei com afeição, afagando seus cabelos. - Eu e Frank não podemos dormir aqui.

-Não posso ficar sozinha. - nunca na minha vida a vi tão vulnerável, chega a ser assustador. - Essa casa é assombrada!

-Você só está confusa, amiga.      

-É assombrada! - apertou meu braço com mais força. - Eu não deixei minhas coisas assim, vocês não podem me deixar com os fantasmas... 

                   Eu não podia abandona-la assim, eu e Frank íamos ficar. Peguei um dos pijamas de Bettany e me troquei no banheiro do seu quarto, apesar de estar com um certo medo de ficar sozinha, foi por isso inclusive que fiz com que ele ficasse também, Frank queria ir pra casa de algum amigo. Arrumei o lado de sua cama enorme e depois disso coloquei um edredom no chão, para a total indignação do garoto.   

-Não vou dormir no chão!

-Você não pode dormir com nós duas! 

-Pois eu vou, sim! - jogou o cobertor na cama novamente e empurrou Bettany mais para a beirada e deitou.

-Não vai ficar do lado dela! - me joguei entre eles. - Você pode abusar da minha amiga enquanto durmo, seu tarado! 

-Eu jamais faria isso! - minhas palavras parecerem o ofender profundamente. - Sou uma pessoa decente!

-Vou ficar no meio e pronto! 

-Por que me ajudou se acha que sou um abusador? Devia ter continuado como a bruxa terrível de sempre. 

-Não sei... - me ajeitei até me sentir confortável. - E não sou uma bruxa!

-É. - puxou metade do meu travesseiro pra si. - Você é muito pior. Inferniza a escola toda. 

-Isso não é verdade!

-Você sabe que é. Todos tem medo de você. - se cobriu até o pescoço. - Se não for por Bettany e Alexis, todos te odiariam. 

                 Virei de costas pra ele, pra que não visse meus olhos ficando úmidos. Chorando pelas palavras de um excluído estranhíssimo que dias atrás apenas me fariam rir e dizer coisas três vezes piores. O que está acontecendo no mundo? Achava que todos tinham inveja de mim, que queriam ser como eu. Sempre foi assim. Por que não consigo dizer algo cruel para ele e dormir como um bebê? Bettany tinha adormecido novamente e eu provavelmente não ia conseguir fazer o mesmo.

                 Enfiei meu rosto no travesseiro, coisa sempre faço quando me sinto horrível; como quando Beatrix morreu ou quando Lewis destruiu os Louboutins que comprei em Nova York em uma brincadeirinha sem graça. Fiquei um bom tempo assim, até sentir uma coisa estranha.

                 A cama parecia estar... se mexendo.

                 Balançava cada vez mais intensamente, como se alguém a empurrasse pra longe com brutalidade e depois puxasse de volta de novo. Tirei a cara do travesseiro, pronta pra reclamar com qualquer um dos dois que estivesse fazendo isso, mas eles dormiam como pedras. Após um solavanco forte, Frank finalmente acordou também. 

                 Sentei com dificuldade, tentando me equilibrar, enquanto ele me encarava com olhos arregalados. Arranquei os edredons de cima de mim, o que foi ruim, já que tinham grudado nos meus joelhos sangrentos, mas me sentia tão abalada que nem prestei atenção na dor. Nós dois levantamos, mas não Bettany, ainda descansando como se nada de errado tivesse acontecendo.  

                  Como se tudo já não fosse assustador o suficiente, ela começou a balançar mais do que a própria cama, parecia uma convulsão. Levou as unhas até o rosto e pescoço, se arranhando com violência. Mesmo absurdamente chocada, não podia ficar só assistindo, corri para impedi-la de continuar se machucando; fiquei encima dela e agarrei seus pulsos, tentando segura-los sem muito sucesso, só consegui que ela arrancasse pedaços da minha pele. Ai minha pele macia tratada a cremes caríssimos... queria chorar mais do que antes, mas tinha que ser forte.   

                   Frank parecia uma estátua de cera; eu queria poder ir até ele e dar um tapa naquela cara pálida e tira-lo daquele transe, mas logo resolveu tomar alguma atitude e veio me ajudar, segurando as mãos dela com mais força do que eu tenho. As coisas também começaram a sair sozinhas do lugar: perfumes se espatifando, quadros caindo da parede e, o pior, o abajur voou da cabeceira direto na cabeça do garoto ao meu lado, que choramingou de dor, enquanto um filete de sangue escorria pela sua têmpora.   

                   Assim como tinha começado, logo todos os eventos estranhos pararam e Bettany desmaiou de novo. A cama também parou de tremelicar. O quarto parecia terrível. Sai de cima da loira, que dormia como um anjinho. Antes que eu pudesse comentar qualquer coisa com Frank, ouvimos batidas na porta. Claro que os pais dela tinham que acordar justo agora que o quarto está todo revirado, que tem um menino que não devia estar aqui e eu pareço um bagaço. 

                   Sussurrei  "se esconde" para ele, que foi desesperado para o banheiro. Tentei ajeitar o cabelo e peguei um roupão de Bett, me enrolei até o pescoço, parte que tinha sido mais atingida pelas unhas e abri a porta, com uma falsa expressão sonolenta. 

                   Mas era só Taylor (não mais) treme-chão. 

                   Senti meu corpo todo relaxar e respirei fundo. Ela ainda usava as roupas da festa e maquiagem muito pesada, eu queria mesmo comentar como ela tinha exagerado no lápis, mas não parecia apropriado no momento. 

-O que foi? - perguntei com uma falsa calma, todo o poder de atriz que eu podia usar no momento. 

-O que aconteceu ai? - rebateu com outra pergunta e me deu uma observada completa.

-Nada. Não aconteceu nada. - soltei uma risada mais falsa que o cabelo platinado de Taylor, que não pareceu acreditar nem um pouco. - Bettany já está dormindo. 

-Eu ouvi a maior barulheira.

-A gente só estava... - meus olhos foram puxados pelos azuis dela como imãs. Eu quis contar a verdade. Senti vontade de falar sobre como coisas estranhas aconteceram, queria pedir ajuda. Mas simplesmente não era sensato envolver Taylor nessas loucuras sobrenaturais. - Brincando de guerra de travesseiros.

-Jura? - ela sorriu. - Foi nessa brincadeira que você se machucou assim? - apontou para meu pescoço arranhado. Nem percebi o roupão aberto. 

-Sim, foi um acidente. 

-Gostaria de ter assistido essa guerra, principalmente se você estava usando esse pijaminha. - seu tom era estranhamente malicioso para uma garota. Senti meu rosto esquentando horrores. 

-Essa conversa ta estranha. - ameacei fechar a porta. - Estou com sono, boa noite. 

-Espera! - ela colocou o pé, impedindo. - E seu joelho, foi na guerra também? 

-Ah, isso não, eu cai na rua mesmo.     

-Você tem que cuidar disso, senão vai infeccionar. - Taylor sorriu então. - Posso fazer isso pra você, vem comigo! - pegou na minha mão, me puxando pra fora. 

-Não precisa, estou bem! - eu não queria deixar Bettany após toda aquela bizarrice. 

-Vai com ela, Olivia, esse joelho ta feio mesmo. - Frank surgiu atrás de mim. - Eu fico de olho aqui, não se preocupe.

-Você participou da guerra de travesseiros! - ela riu incrédula pra ele. - Não consigo acreditar, pequeno grande Frank! 

-Sou um cara de sorte mesmo. - finalizou, extremamente convencido. - Vai logo, ruiva.

                   Ele me empurrou pra fora e fechou a porta. Taylor entrelaçou seus dedos aos meus novamente e, me surpreendendo de novo com minhas atitudes inusitadas, não reclamei. O quarto dela é bem em frente. Ela abriu a porta e sorriu envergonhada, pedindo desculpa pela bagunça, mesmo que eu não estivesse me importando com isso.  Me fez ficar em uma poltrona e sentou na cama, após pegar uma caixinha branca de primeiros-socorros. 

                  Deu tapinhas no próprio joelho, indicando que era pra eu apoiar minhas pernas, o que eu prontamente fiz.  

-Você beijou o Dylan? - acabei deixando escapar. 

-Não, Olivia. - ela soltou uma risada rouca. - Dylan precisaria ter peitos pra me interessar, se é que você me entende. 

-Ah...  

-Pois é. E você, beijou Gerard? - eu podia perceber uma preocupação estranha na voz dela, mas podia ser só impressão minha. 

-Não, a gente só ficou brigando.

-Eu imaginava. - ela passou algum liquido incolor nos meus joelhos, ardeu tanto que até dei um pulinho. - Desculpa, preciso limpar! 

                Quando ela terminou, eu não tinha vontade de ir embora. O quarto de Taylor parecia tão calmo e em paz; a loira percebeu, porque eu fiquei sentada com as penas encima dela mesmo após ter finalizado os curativos e com um sorriso enorme perguntou se eu queria ficar. Minha mente gritava pra eu aceitar e ter um fim de noite com sono bom, mas lembrei do estado da minha melhor amiga, toda machucada e com coisas esquisitas acontecendo ao redor dela.

                 Neguei e após agradecer voltei para o quarto da frente, em que Frank, sentado no chão, observava Bett dormir. Eu fiquei ao lado dele e fiz o mesmo até o sol nascer. 



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