História Cool kids never die - Capítulo 11


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 10
Palavras 2.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, meus xuxus <3 <3

Capítulo 11 - Capítulo 10 - Their Satanic Majesties Request


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 11 - Capítulo 10 - Their Satanic Majesties Request

And if we close all our eyes together 

Then we will see where we all come from  (Sing This All Together - Rolling Stones)

 

 

                                        Frank Iero

 

 

                Eu era simplesmente incapaz de me mexer. Não parecia mais humanamente possível pra mim, não após toda aquela "sobrenaturalidade" da madrugada. Ainda sentia uma dor considerável na cabeça após ser atingido por um abajur flutuante, mas me faltava coragem pra ir lavar o sangue ou colocar gelo. 

                Temia que se levantasse, todas as coisas estranhas aconteceriam de novo de forma pior e eu não teria como impedir. Me perguntava se esse era o mesmo sentimento de Olivia, totalmente estática do meu lado; olhava ao redor do quarto o tempo todo, com medo de algo ataca-la pelas costas.  Eu pensei em conforta-la, retribuir por ter acertado um policial ontem pra me salvar, mas em um momento o cansaço falou mais alto e eu simplesmente cochilei encostado no criado mudo. 

                Um sono bem fraco e perturbado, cheguei a sonhar com as unhas compridas, pintadas com um esmalte rosa, de Bettany Hayes rasgando minha pele como fizeram com o pescoço da ruiva, que escapou de ficar pior por pouco, mas ainda fez um estrago considerável naquela pele macia e bem cuidada de gente rica. 

-Bom dia, bobinho. - primeiro foi o cheiro de café fresquinho que me acordou, depois as palavras ditas com gentileza e uma voz estranhamente melodiosa. Abri os olhos e dei de cara com o rosto fantástico de Olivia sorrindo pra mim. Ela me deu um prato e a xícara. - Espero que goste de ovos com bacon de manhã e café puro, porque foi a única coisa que consegui trazer. 

-Claro que gosto! - abri um sorriso agradecido pra ela e peguei as coisas de sua mão. - Obrigado, ruiva. 

-Ótimo! Depois só precisamos arrumar um jeito de te tirar daqui sem que o pai general pirado de Bett veja. 

-Ele é o quê? - perguntei preocupado, a boca cheia de bacon. 

-Ele foi general do exército americano, era bem importante. - deu de ombros, como se não fosse nada. - O Sr. Momsen é meio surtado, sabe, se ele ver um garoto no quarto da filha vai ter um treco. 

-Meu Deus... - tomei um grande gole de café puro bem feito, muito melhor que o que faço na minha casa, esse provavelmente é caro com grãos de ouro. - Sobrevivi aos fantasmas, mas será que posso dizer o mesmo do general Momsen? 

-Eu vou te ajudar, anão. - ela riu e me deu um empurrão fraquinho, percebi então que usava o mesmo vestido da festa de novo. - Ele me adora. 

-O que aconteceu com você? - finalmente questionei. - Foi abduzida ou algo assim? 

-Como assim? 

-Você está sendo legal! Me salvou, trouxe comida e vai me tirar daqui em segurança. - quanto mais eu falava, mais surreal parecia. - Geralmente você só ri da minha cara, diz coisas más e de quebra ainda me agride de algum jeito.   

-Não sei do que você está falando, nunca fiz essas coisas.

-Semana passada você empurrou seu irmão da escada, quase... 

-Olha, isso foi no passado, não tem porque ficar relembrando. - me interrompeu. - Eu sou incrivelmente legal e maravilhosa, além de um espetáculo de linda, não tem nada de estranho nisso, okay? 

-Ok! - ri da pressa dela em esquecer as coisas, mas ainda com um jeitinho egocêntrico de ser, mesmo que fosse difícil de acreditar na nova Olivia boazinha. - Mas Alexis não está aqui, não precisa fingir.

-Frank, que droga! Não estou fingindo! - bufou nervosa, jogando os cabelos dramaticamente pra trás. - Também sou capaz de fazer coisas boas. Será que pode, por favor, acreditar?

-Certo... - semicerrei os olhos, mas logo abri um sorriso divertido. Gerard sempre diz que acredito rápido demais em meninas bonitas, então resolvi fazer isso e dar um voto de confiança pra Olivia. - Isso que dizer que é minha amiga agora? 

-Ah, se você quiser ser meu amigo... - ela parecia tímida. Olivia Stephenson envergonhada! Algum alien mexeu mesmo com o cérebro dela, era a única explicação. - Isso provavelmente está doendo. - tocou com cuidado no ferimento na lateral da minha cabeça. - Vou cuidar disso antes de te ajudar a sair. 

                Ela saiu novamente e logo voltou com Taylor e um kit de primeiros socorros, ela nos perguntou o quão violenta foi aquela guerra de travesseiros com um sorrisinho sacana. Nesse meio tempo, Bettany resolveu acordar, parecendo chocada por eu estar no quarto dela tomando café, com a prima dando uma de enfermeira, a melhor amiga comendo uma salada de frutas e o quarto em uma completa bagunça. Pensando bem é uma coisa estranha pra ver logo de manhã; ela não lembrava de absolutamente nada do que tinha acontecido.

                Ela quis me por pra fora, mas fui mais uma vez defendido por Olivia, que disse pra que parasse de ser louca e relaxar, porque a noite de ontem já foi intensa o suficiente. Pareceu totalmente malicioso para a mente pervertida de Taylor. 

-Deviam ter me chamado! - exclamou com um bico. - Sou boa em... guerras de travesseiro. 

-Pode ter certeza que você não ia querer estar aqui na madrugada de ontem. - Olivia respondeu arregalando os olhos.

                Taylor passou a me chamar de pequeno grande campeão. Depois de devidamente alimentado e com curativo feito, era a hora de me ajudarem a ir embora sem ter que dar de cara com o general. Me despedi de Bettany, que não deu muita atenção, só ligou para Olivia mesmo. A loira foi para o andar de baixo, distrair o tio, enquanto minha nova amiga ia me avisar quando passar correndo. Demorou um tempão, mas ela finalmente me chamou e eu dei uma estirada do primeiro degrau até a porta de entrada, tão rápido que até fiquei tonto e fui para a liberdade. 

                Ouvi ela se dizer tchau e logo saiu também, disse que ia me levar pra casa, que está provavelmente destruída. Só de pensar em como tenho que arruma-la sozinho fico deprimido. A unica coisa que me assusta mais do que minha residencia arruinada, era a noite passada. Não dava pra esquecer; e se todas as noites de Bettany forem assim? Eu e Olivia não estaríamos lá pra ajuda-la.        

                 Eu queria fazer algo. 

-Também não consegue esquecer? - sua voz me tirou dos pensamentos preocupados.

-De jeito nenhum. - balancei a cabeça em negação. - Tipo, o que foi aquilo? E se acontecer de novo hoje? 

-Sim! Eu não queria deixar a minha Bettany tão vulnerável, sozinha naquele quarto. - tentou me encarar e prestar atenção no transito ao mesmo tempo. - Temos que tomar alguma atitude.

-Qual? Chamar um benzedeiro? Ver se aquela mansão foi construída em cima de um cemitério indígena? Tacar fogo em tudo? 

-Ou a gente pode simplesmente ir na igreja conversar com um padre e buscar informações. - revirou os olhos e riu em seguida, fiz o mesmo 

                 Meu deus... Olivia é mesmo minha amiga agora! Vamos sair juntos e comer frozen yogurt igual as líderes de torcida geralmente fazem! Ou ao menos é o que imagino que é uma coisa que elas façam... 

-Você sai pra comer frozen yogurt com as suas amigas? - casualmente questionei. 

-Hum... as vezes, por quê? 

-Só curiosidade mesmo. - cocei a nuca fingindo distração. - Quer comer um hoje?

-Eu vou adorar! - abriu um sorriso sincero. - Mas só depois da igreja. 

                 Agora eu me sentia o maior miserável da face da terra. Ela resolveu ser legal comigo e tudo que consigo lembrar é que conspirei pra roubar esse carro que estou nesse momento que acidentalmente levou a morte do gatinho de raça pura dela. Tudo que posso fazer é me retratar sendo um bom amigo. 

                 Hoje a tarde vamos na igreja. Olivia me fez prometer que não contaria pra ninguém e toda a história dos fantasmas ficariam entre nós. Temos o nosso primeiro segredo de amigos! Ela disse que se fosse preciso, eu podia falar o que todos estavam suspeitando, que nossa noite em trio não foi bem uma guerra de travesseiros, se é que me entendem... 

                  Ela me deixou em casa e disse que voltaria pra me buscas exatamente as três da tarde. Nesse meio tempo eu tomei banho (super necessário), escovei os dentes (tão ou mais importante que o item anterior) e arrumei o melhor que pude algumas coisas da casa. Recolhi as garrafas, limpei meu gramado e a quantidade de vomito era impressionante. 

                  Nesse meio tempo tinha que responder as mensagens dos meus amigos, preocupados se eu estava vivo. Taylor, que é uma bela fofoqueira, tinha espalhado o que achava que tinha acontecido no quarto de Bettany de madrugada e todos eles simplesmente não paravam de falar sobre isso, principalmente Lewis que me perguntava sem parar em caps lock "MINHA IRMÃ, FRANK, O Q VC FEZ COM ELA????!!!!!" 

                  Ele vai me matar...

 

 

....                                             ....                                      ....             

 

 

             Pontual como um relógio inglês, Olivia passou na minha casa. Ela elogiou minha faxina rápida, mas mal imagina que ainda parece um banheiro de balada em um domingo lá dentro. Resolvi ignorar toda a agitação no meu celular e me concentrar na investigação dogmática de hoje. Salvar Bettany da assombração.   

             Talvez eu esteja fazendo isso porque ainda sou um pouco apaixonado por ela, mas com certeza não tanto quanto eu era antes. Algo esfriou. Mas é possível que eu me sinta muito assustado por ela ser o centro de uma atividade paranormal bem esquisita.   

             Quando nós paramos na igreja, Olivia achou que seria uma boa ideia se a gente se separasse pra buscar informações mais rápido. Ela pediu pra que eu anotasse tudo o que fosse importante, para não perder nada. Com meu bloco de notas aberto no celular, segui em direção as freiras que regavam as plantas, enquanto a garota foi conversar com o padre. 

             Meu maior medo era simplesmente entrar em combustão ao pisar em um local sagrado desses, levando em consideração como gosto de fazer umas piadinhas profanas. Sou um pouco herege, admito. 

             Me aproximei das freiras, com o sorriso mais inocente e tranquilo que eu pude improvisar, ao menos eu estava tentando. Eram três, elas pararam o que faziam e me observaram com um semblante calmo, de quem reza todos os dias e serve apenas a Deus. 

-Pois não, filho. - uma delas, a mais velha, gentilmente me saudou, secando as mãos no hábito.  

-Boa tarde, senhora... senhorita... - droga, como se cumprimenta uma freira? Eu nunca sequer tinha falado com uma antes. - Serva do senhor...?  

-Só Beth está bom. - ela riu, parecia ser a mais bem humorada, já que as outras resmungaram que eu era um desrespeitoso e simplesmente foram embora. - No que posso lhe ajudar, menino? 

-Estou com uns problemas em relação a fenômenos paranormais... - resolvi ser sincero. Não parecia tão ruim. Se Beth fosse como as outras e um pouco mais grosseira diria: "se fode ai, seu idiota!". - Eu queria saber se a igreja pode me ajudar em com isso!

-Claro, claro. É uma coisa importante! - sorriu com ternura. - Vem, vamos sentar naquele banco ali, é onde bate mais sol, hoje está meio gelado, não acha? 

             Eu a segui para um dos lados do prédio divino, sentamos em um dos bancos de madeira. Estava frio como em todo o resto do lugar, só que mais isolado, mas eu não queria contradizer Beth, não depois de ela ser a única a me ajudar.    

-Descreva o tipo de evento, por favor. - ela repousou a mão no colo e focou totalmente em mim. Tinha um olhar castanho forte, que me deixou embraçado na hora. Parece que era capaz de ver todos os meus pecados.  

-Certo. - pigarrei, pronto pra começar. - É com uma pessoa que nunca tenha tido nenhum contato com o além e subitamente passa a ver suas coisas fora do lugar, sem explicação lógica. Tudo se mexe sozinho. A cama sai do lugar enquanto dorme. - eu falava rápido demais e Beth apenas concordava, com uma expressão de compreensão. -  O principal: convulsões, auto mutilação e amnésia. 

-Isso parece um Poltergeist... - estava pensativa. - Algo simplesmente deve ter grudado nessa menina. 

-Poltergeist. certo. - digitei no bloco de notas rapidamente. Até que percebi. É, captei com precisão. Sequer tive coragem de tirar os olhos do celular. - Eu não disse nada sobre ser uma garota... 

-Não foi preciso, Frank Anthony Thomas Iero Jr. - continuei encarando o chão, assustado demais pra fazer qualquer coisa. - Você não pode salvar Bettany Hayes. Não pode salvar nem a si mesmo. 

             Finalmente me subiu a coragem pra encara-la nos olhos. Não eram mais castanhos e sim completamente brancos. Olhos leitosos como o de uma cega. Abriu um sorriso nefasto que retesou todo o meu corpo. Queria ter força pra sair correndo. 

-Vamos, Iero, fale comigo. - cruzou as pernas. - Essa casca não lhe passa confiança? A velha Beth não é boa o suficiente? Achei que você entenderia o humor negro nisso, mas posso escolher uma melhor. Que tal Olivia? - a "coisa" notou que essa possibilidade me desesperou. - Eu adoraria ter aquela aparência, faz tempo que não possuo um corpo decente. 

-Deixe ela em paz! - a minha voz baixa e tremula não passava confiança nenhuma. Parecia um garotinho assustado (o que eu era no momento), mas pelo menos não gaguejei. 

-Vou pensar no seu caso... - continuou sorrindo com deboche. - Nada mal para um de terceira classe, não acha? Causei um transtorno e tanto na Paris Hilton caipira. 

-Como você está fazendo isso? - não fazia sentido pra mim. Há poucos dias tudo estava normal e agora há essas... coisas atrapalhando nossa vida. - Por que Bettany?

-Iero, Iero... você é burro! - deu um tapa consideravelmente forte na minha testa. - As respostas estão tão perto. Conversa com a respostas todos os dias. Não espere que eu vá falar mais do que isso, estou me divertindo demais pra te ajudar!

-Converso com as respostas?

-Todos os dias! - soltou uma risada gutural. - Meu superior está pertinho. Boa sorte tentando salvar Bettany Hayes

             Nessa última frase, a voz saiu grossa e demoníaca, como geralmente vemos nos filmes. A Beth possuída simplesmente piscou e levantou quando Olivia apareceu sorrindo. Apertou a mão dela como se não tivesse acabado de jogar uma bomba nas nossas vidas e saiu assoviando. Eu ainda me sentia congelado no banco. A ruiva sentou do meu lado, preocupada. 

              Só que eu não confiava mais em Olivia também. Uma garota popular e cheerleader que sempre me desprezou subitamente resolve ser gentil e fazer amizade? Não me parece nada normal. Não posso enfrentar essas forças sozinho, seria ótimo se a ruiva estivesse mesmo do meu lado. 

               Eu vou testar ela. 



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