História Cool kids never die - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 20
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada a todos que estão lendo, principalmente pra quem favoritou! (LoreWay estou falando de você, linda)
O apoio de vocês é muito importante <3 <3

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Sweet revenge


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 5 - Capítulo 4 - Sweet revenge

                               Lewis Stephenson 

 

 

-Espera, deixa eu ver se entendi bem. - falei, assimilando as coisas ao que Gerard e Frank assentiram sorrindo. - Querem que eu ajude vocês a se vingar da minha própria irmã? 

-Garoto esperto! Entendeu direitinho! - Frank bateu palmas.

              Falando em voz alta parecia mais absurdo ainda. Como eu ia dizer pra eles que isso nunca ia acontecer? Os dois me encaravam com expectativa, olhos brilhantes. Olivia é minha irmã! Como eu poderia fazer mal a ela sem me sentir um lixo depois, simplesmente não dá. Alem disso ela é assustadora, é como desafiar Nero ou Calígula, qualquer um dos dois não é uma boa ideia. 

-Não vou fazer isso. - cruzei os braços, era minha decisão. 

-Como não, Lewis ?! - Gerard gesticulava muito, sinal de nervosismo. - Sua irmã é o demônio na terra! Anteontem te empurrou da escada e quase quebrou minha cara, ontem destruiu o sonho de garotinhas que queriam ser líderes de torcida, ningém sabe o que ela pode fazer hoje!

-Ela é uma psicopata, cara! - Frank tentou me convencer. 

-Eu que moro na mesma casa que ela, se tudo der errado sou o primeiro a morrer!

-Não vai dar errado e sabe por quê? - Gerard parecia empolgadão. Colocou o braço ao redor do ombro do irmão, que até então se manteve quieto. - Mikey vai ajudar a gente!

-Eu vou? - ele franziu o cenho. - Não me lembro de ter concordado com isso. 

-Claro que vai! Ela também faz da sua vida um infortúnio, não é?

-Na verdade, não. Olivia nem lembra que eu existo. - deu de ombros. - Concordo com Lewis, sua ideia é péssima. 

-Belo irmão você! - bufou e fechou a cara. 

-Precisamos acabar com o regime de terror que vivemos nessa escola, gente. - Frank, o agitador das massas, deu um soquinho leve no ombro de Mikey. - Sem vocês não conseguimos, porque eu e Gerard somos burros demais. 

-Com isso eu concordo. - falei e recebi um murro bem mais forte do garoto de cabelos compridos. - Olha, o que vocês tem em mente? 

-Até agora? - Frank sorriu misteriosamente. - Nada! Que parte de "somos burros" você não entendeu?

-Eu tenho um plano, sim! - empurrou o menor. - Vamos tirar algo que ela goste muito!

-Tipo o quê? - levantei as sobrancelhas.

-Não sei, você que é irmão dela, diz ai o que Olivia Stephenson mais ama no mundo. 

              A resposta é tão obvia. 

-Ela mesma. 

-Alem disso. 

-Deixa eu ver. - coloquei a mão no queixo, pensativo. - Bettany Hayes, Alexis Hernandez, Dylan, o carro, Beatrix... 

-É ISSO! - Frank gritou de repente, assustando todo mundo. - Vamos sequestrar a Bettany! Deixamos ela na minha casa até perceber que sou o homem da vida dela, isso deixaria Olivia furiosa, tenho certeza.

-Fala baixo, porra, a gente ta no meio do corredor! - Gerard o empurrou mais uma vez, quase fazendo com que ele batesse nos armários. - Esse plano é uma droga. Bettany é tão insuportável quanto Olivia, se eu pudesse me vingava dela também.

-Não fale assim da minha futura esposa! Ela tem uma personalidade forte, só isso. 

-A Sra. personalidade forte já te obrigou a comer lixo.

-Pra provar que o meu amor é verdadeiro!

-O carro. - Mikey falou lentamente, como se estivesse lidando com um bando de idiotas (o que é verdade). - Podemos roubar o carro dela. 

              Virou um pandemônio. Gerard e Frank tentaram coloca-lo nos ombros, pra celebrar sua admissão na vingança, o que foi uma cena ridícula (e engraçada); o baixinho mal aguentou levanta-lo sem quase cair, mesmo que Mikey seja um saco de ossos de tão magro. O garoto de óculos ficou reclamando que se não o largassem não ia ajudar em mais nada. Rolou então uma dancinha de vitória, porque me juntei à eles. Eu pensei bem; Olivia é realmente maquiavélica, sempre foi, quem sabe isso não modifica seu caráter, pelo menos um pouquinho. Podem me achar um trouxa, eu só acredito no bem da humanidade. 

              Foi assim que a operação "decapitar a ruiva" teve início. 

              Eu já comecei protestando com esse nome, que Frank tinha sugerido, por ser tão horrível. Fizemos uma votação, que perdi de três a um. Eles faziam isso a cada coisa que eu discordava, diziam que sou bonzinho demais. "Precisa se rebelar." disseram quase ao mesmo tempo, "Morte à bruxa!" Frank completou.  

              Seguiu assim: a parte mais difícil seria de Mikey, obviamente, que pegou pra toda a inteligência da família Way pra si. Ele vai hackear as câmeras do meu condomínio e da minha casa; fazer o mesmo com o portão e o sistema de segurança. Tentar manter sob controle até que Gerard, que é único de nós que sabe dirigir, levar o carro chique da minha irmã pra casa de Frank, que está vazia já que os pais dele foram viajar. A minha função? Fazer uma cópia da chave do Porsche. Eles claramente subestimam minhas habilidades;  estou sendo tratado como o amigo burro, obrigado a dividir essa função agora com Frank. 

             Estávamos no intervalo, resolvemos comer, então ficamos na mesa mais afastada o possível, era uma quase fora do espaço aberto e arborizado que a escola tem, muito bom em dias de sol, péssimo nos de chuva. Queremos evitar confusão.

               Mas a confusão veio até nós. 

-A mocinha ta emburrada. - a voz de Ethan Hall se dirigindo a mim, tirou das distrações. 

-Sério? - Gerard revirou os olhos. - Você já foi melhor nisso. 

-Vai defender sua namorada sempre? - ele riu, como se essas frases homofóbicas fossem hilárias e geniais. - A garotinha não sabe se defender sozinha ?  

             Eu nem me irritava mais com isso. Me chamar de menina, como se isso fosse uma ofensa só mostra que o cérebro do Hall é do tamanho de um amendoim. As ofensas continuaram, e o seu bando de seguidores gargalhando como hienas, aposto que nem achavam engraçado de verdade.  

-Eu me pergunto. - todos os olhares viraram pra Olivia, que surgiu triunfante com Alexis ao seu lado, as duas com uniforme de líder de torcida. - O quão frágil é a sua masculinidade, Ethan. 

-Não se mete! - era perceptível que a firmeza dele diminuiu. 

-Você é bem inseguro, não é? - ela sorriu. Estava fazendo o que é melhor, destruindo auto-estimas. - Isso diz muito sobre a sua pessoa. Tem uma paixão secreta por eles? Porque só isso explica essa obsessão bizarra, Ethan. - Olivia se aproximou, subitamente séria e apontou o dedo na cara dele. - Essa escola é minha, entendeu? Se eu ver essa cena de novo te destruo antes que você consiga dizer meu nome completo. 

             Surtiu efeito, obviamente, inteligência ganha de força. Ethan saiu de perto provavelmente amaldiçoando todas as gerações dos Stephenson, com semblante de puro ódio. Eles nunca foram amigos, até conversavam amigavelmente em algumas festas, nunca ia imaginar esse tipo de embate, muito menos com Olivia defendendo a gente. Todos da mesa a encaravam chocados, é a menina malvada contra Johny Lawrance (o loiro valentão de karatê kid) bem na nossa frente!

             Ela mudou a cara de "maquina mortífera" para um sorriso meigo e olhar encantador. Tática perfeita pra conquistar qualquer um, se não for esperto esse tipo de coisa te cativa e você acaba fazendo o que ela quiser; foi essa expressão que fez com que nossos pais lhe dessem um Porsche conversível.

-Ethan é tãaaao estupido. - continuou com o sorriso agradável e se dirigiu diretamente a Gerard. - Jeremy...

-É Gerard, Ollie! - Alexis rapidamente corrigiu. 

-Isso, Gerard. - balançou a mão. - Eu vim me desculpar. Me perdoe por quase ter quebrado seu nariz, foi uma brincadeira sem graça e esse tipo de coisa não vai se repetir. Prometo! 

-Imagina, Olivia, claro que te perdoo. Tá tudo bem. - ele sorriu também e esperou que ela fosse embora, com seu tipico andar de modelo, levando a amiga junto. - Filha da puta falsa!

-Ei, não fale assim! Temos os mesmos pais! - reclamei, largando o hambúrguer de volta no prato, tinha perdido a fome.

             Eu não tinha mais tanta vontade de seguir com o "decapitar a ruiva". Eu sabia que Olivia não estava sendo muito verdadeira, provavelmente só queria fazer cena para convencer Alexis que ela não é mais uma pessoa ruim, mas mesmo assim, espantou Ethan e nos protegeu. O que não pareceu impressionar os outros caras, que ainda acham que ela merece se arrepender. Pra evitar que as coisas ficassem muito fora de controle continuei participando da operação.

             Pelo jeito a minha irmã vai perder a cabeça de qualquer jeito.   

 

 

             ....                                      ....                                                 ....

 

 

-Águia vermelha para Falcão maltês, como estão as coisas no covil da cobra? Cambio. 

-Quê? - resmunguei pressionando o celular na orelha com o ombro. - Frank, conversa que nem gente! - desliguei antes que ele respondesse. 

             Sábado a tarde, a nossa missão segue de vento em polpa. Olivia nunca tranca o quarto, então a parte de entrar pra procurar a chave foi simples. Só está difícil achar o que quero mesmo, Olivia nem perceberia que estive aqui, ela não liga pra muita coisa. Minha irmã saiu com Dylan, no carro dele, uma oportunidade perfeita de roubar o dela que está bonitinho na entrada de casa. Eu sentia esse pressentimento ruim de que algo não ia dar certo, mas ninguém me ouvia. 

             Foi quando notei a casa em que a Beatrix fica, é literalmente uma miniatura de mansão. A gata branca dormia tranquilamente; é uma dessas raças muito peludas com cara amassada, feia mas fofinha. Passei a mão na parte de trás da casinha e encontrei um gancho, onde estava pendurada a chave inteligente do Porsche. 

              Finalmente!

              Peguei com cuidado, não sem antes ouvir a gata reclamar, rosnando e sibilando como se fosse um filhote de tigre. Arranhou meu braço várias vezes antes que eu conseguisse tirar o chaveiro. Até o pet de Olivia é temperamental. Sai de casa, direto pra fazer a cópia. Como não tenho meu próprio carro, peguei uma bicicleta antiga e enferrujada então sai pedalando feito um lunático pelas ruas. 

              Nesse momento eu não tinha percebido, de tão afoito que estava, mas esqueci a porta do quarto da minha irmã aberta, deixando o caminho livre pra que Beatrix saísse.

              Quando voltei com a chave extra, coloquei a original onde estava antes, sem notar a ausência da gata. Liguei pra Gerard vir buscar logo o Porsche e acabar logo com esse operação maluca. Mikey, como bom gênio que é, já tinha sob seu comando as câmeras e todo o resto. No futuro ele provavelmente vai estar roubando senhas de banco e vivendo como milionário na Suíça. Depois de alguns tortuosos minutos, ele mandou mensagem, anunciando estar na porta. 

               Desci as escadas correndo. Pedi pra Rosa fazer um lanche pra mim, pra distrair e fazer ela ficar longe. Quando abri a porta, quase sofro o primeiro ataque cardíaco do dia. Gerard usava uma máscara horrível de palhaço. 

-Qual o seu problema ?! - coloquei a mão no peito. 

-Não quero que ninguém me reconheça dirigindo o carro da sua irmã! - falou com a voz abafada. 

-Claro, porque andar por ai com uma máscara de palhaço que nem o assassino da Mercedes daquele livro do Stephen King não chama muita atenção.

-Dá logo a chave antes que alguém apareça.

-Não vá atropelar nenhuma pessoa inocente que esteja numa fila em busca de emprego!

               Dei graças a deus por essa ser a última parte e a minha participação estaria finalizada, ser o amigo subestimado as vezes não é tão ruim. Passei a chave pra ele, que logo entrou no carro. Sem que eu pudesse impedir, Beatrix passou correndo pelas minhas pernas para a rua, bem onde Gerard acelerava o Porsche.

                Acho que nem preciso dizer o que aconteceu em seguida. 

                Foi o segundo semi ataque cardíaco do dia e esse foi quase fulminante. Coloquei minhas mãos na cabeça, puxando os cabelos; senti o desespero tomar conta de mim. A gata estava imóvel, próxima a roda. Gerard tirou a máscara e me encarou com os olhos tão arregalados que pareciam quase pular do seu rosto, mais pálido que o normal.

                Matamos Beatrix!

                Como desgraça pouca não é bobagem, outro carro chique parou atrás e dele saíram Olivia e Dylan. Gerard colocou rapidamente a máscara de novo e se jogou para o banco do passageiro, que dava para a rua, abriu a porta e saiu desesperado, fugindo pra fora do condomínio. 

-TENTARAM ROUBAR SEU CARRO! - berrar isso me pareceu a opção mais sensata.

                E foi mesmo. Olivia não disse nada, apenas foi até o bichinho branco desmaiado na rua, parecendo arrasada. Eu sabia que ia ficar mal, só que é muito pior que isso. 

                 Me sinto a pior pessoa do mundo. 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...