História Cool kids never die - Capítulo 6


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 15
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, to tão feliz com os novos favoritos e comentários!!!!
Obrigada, Mal_Necessrio <3 <3
Boa leitura, meus docinhos

Capítulo 6 - Capítulo 5 - She's back


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 6 - Capítulo 5 - She's back

                                                Bettany Hayes

 

 

            As coisas estão tão caóticas após o quase roubo do carro de Olivia. Começando pelas constantes patrulhas policiais por todo o condomínio. Dia e noite. E a contratação de seguranças particulares por quase todos os moradores, incluindo a minha família que aderiu à moda. Nosso segurança chama Clayne, nome feio e cafona, aceitável pra um segurança; ele é alto, forte e eternamente carrancudo. Nunca tentou falar comigo ou se aproximar, então não posso reclamar.

            Meu pai, que era militar, fez questão de entrevistar pessoalmente todos que se candidataram a segurança. Ele sempre começava a conversa com: "Bom, fui general do exército americano, sei reconhecer coragem...". E continuava com um papo enorme. Foi tão vergonhoso. Demorou horas pra ele finalmente escolher alguém. E nem foi um cara bonito, foi a porcaria do Clayne.  

             Tudo nessa casa é constrangedor, alias. Não consigo nem listar de tão ruim, mas em primeiro vem com certeza o senhor Evan Momsen, ex-general. Como todo bom militar, ele fez o favor de transformar nosso lar em uma ditadura. Em segundo vem minha mãe que é tão submissa e tonta que nunca nem cogitou a possibilidade de se impor. 

              Eu gosto de agir como se tudo na minha vida estivesse sobre o mais perfeito controle; casa incrível, notas ótimas e vida maravilhosa. Ninguém precisa saber da verdade. Nenhuma pessoa pode ter noção que até se a respiração da minha mãe, ou a minha, estiverem fora do comum meu pai vai notar e dar um chilique, como se fossemos soldados de baixa patente que ele pode humilhar. Nossa sorte é que nunca nos agrediu fisicamente. 

              Foi marcante o dia em que ele descobriu que eu assinava as coisas como Bettany Hayes, ao invés de usar o sobrenome dele. Eu acho Bettany Momsen uma porcaria, faz parecer que sou irmã da ridícula da Taylor, graças a deus é muito melhor ser filha única. Foi uma quebradeira sem fim, com as decorações da casa voando pra todo lado e a gritaria. Aparentemente era uma desonra à família dele. Ainda uso Hayes. Os escândalos dele nunca surtiram muito efeito comigo.  

              Olivia obviamente sabe de tudo. Ela já me ajudou a pular da janela do meu quarto para a piscina pra que eu tivesse abrigo na casa dela, após uma onda de fúria do Sr. Momsen, por um motivo que nem lembro mais. Meus pais gostam muito dela, porque Olivia é uma ótima atriz. Ela finge ser uma quase santa e eles acreditam de olhos fechados, o que é ótimo, porque tenho passe livre pra ficar com a minha ruiva sempre que eu quiser.  

              Na segunda-feira, Olivia se recusava a sair de casa. Estava destruída após o assaltante ter assassinado sua gata. Abri a porta do seu quarto já as oito da manhã, atrasadas demais. Ela estava de pijama ainda, deitada com o rosto enfiado no travesseiro. As luzes todas apagadas, que eu logo acendi e ela sequer reclamou. Gimme more tocando sem parar. Desliguei o alarme dela e me aproximei. Toquei no seu cabelo todo bagunçado, sussurrando "Amiga, vamos..."

-Não posso sair, Bett - nem tirou a cara do travesseiro, o que dificultou a compreensão das suas palavras. - Estou morta por dentro. 

-Meu amor, você precisa levantar! - sacudi seu ombro, coberto por uma blusa de manga comprida grande demais pra ela. - Tem que dar o primeiro passo. 

-Não posso! - ergueu-se em um pulo, rápida demais. - Minha Beatrix Kiddo morreu! Um ladrão-palhaço a atropelou!

               Observei atentamente seu rosto, os olhos naturalmente verdes esmeralda pareciam inchados e com olheiras mais profundas que o normal; pálida e com os lábios secos, cabelos totalmente lisos, diferente do ondulado habitual. Não é a Olivia fabulosa de todo dia. 

-Eu sei que está triste. - sentei ao seu lado na cama e lhe dei um abraço de lado. - Mas vou te ajudar a superar. Eu e Alexis. Vamos ficar do seu lado. 

-O que seria de mim sem você, Bett? - sorriu pela primeira vez, mesmo que tenha sido um sorriso murcho e desanimado. 

-Nada. Você não vive sem a minha pessoa. - a segurei pelos ombros, obrigando a ficar cara a cara comigo. - Agora vamos dar um jeito nessa sua cara de pastel, pelo amor de Deus!

               A arrastei até sua penteadeira com luzes e comecei pela pele. Já estávamos super atrasadas e Alexis não parava de mandar mensagens e ligar de cinco em cinco minutos. Eu respondia como podia, mas me mantive concentrada em não arrancar muitos tufos de cabelo da ruiva ou queimar sua cabeça com o babyliss. 

               Escolhi uma roupa bonita pra ela, que não parecia ter condições de fazer isso, mas quando ameacei ficar de cara feia, foi colocar as roupas que selecionei sozinha. Voltou com uma postura terrível, meio corcunda, como se carregasse pesos na coluna. Fui até onde ela estava, a ajeitei na base da força e dei os sapatos que tinha escolhido por darem um belo toque final ao seu look. 

-Olha aqui, Olivia! - mexi nas ondas recém feitas com cuidado. - É pra andar igual a Naomi Campbell, não o Quasímodo! 

                Quase a carreguei pra fora do quarto, a próxima luta seria faze-la comer, coisa que não gosta de fazer nem quando está alegre. Levei ela pra cozinha onde tive que quase empurrar metade de uma maçã goela abaixo de Olivia. Ela não estava colaborando. 

                Lewis chegou de repente e encarou a cena meio assustado. Minha mãe é psicologa, ela diz que quando alguém desvia muito o olhar e não consegue deixar as mãos quietas, é sinal de que está escondendo algo, ou insegurança, era exatamente assim que ele estava; mais estranho que o normal. 

-Algum problema? - perguntei, mesmo sem muito interesse. - Por que não foi pra aula? 

-N-nenhum e porque eu não quis.  - balançou a cabeça mais que um bobble head. Agora ele também gagueja aparentemente. - Olivia, come a maçã! 

-Não estou com fome. - ela cruzou os braços como uma criancinha mimada. - Não vou comer e pronto!

-Ah, vai sim!

                Ele se juntou a mim na batalha. Lewis é tão alto e musculoso quanto qualquer outro jogador do time de futebol, então teve zero dificuldades em segurar os braços finos e magrelos da irmã enquanto eu enfiava a fruta na boca dela, que mastigou a contra gosto, reclamando que iriamos mata-la engasgada.  

                Chega a ser engraçado imaginar que já fui apaixonada por ele. Sim, já gostei de Lewis Stephenson! E o universo me castigou fazendo ele ser secretamente homossexual. Foi o maior tombo da minha vida, tão grande que fiquei absurdamente bêbada na festa de Lisa Summers e beijei o primeiro cara que passou pela minha frente, Frank Iero. Esse segue sendo um arrependimento colossal, um ato que me persegue até hoje. Semana passada mesmo, Frank enviou um monte de flores pra minha casa, não imaginam como foi difícil inventar uma desculpa que convencesse meu pai de que aquilo não era nada.

                Fui obrigada a queimar todas as flores na frente dele quando tive a oportunidade e falar pela trigésima vez pra que me deixasse em paz. 

                Olivia jogou as chaves do seu carro pra mim, porque não tinha vontade de dirigir. Ela estava tão mal, que sugeriu que levássemos Lewis também, ao invés de chama-lo de perdedor e rir da cara dele como sempre. Eu queria gritar um sonoro: "AMIGA, TA MALUCA?"

                Ele não aceitou, disse que não se sentia legal pra ir a aula. Nem esperei que ele terminasse a frase e arranquei com o Porsche, para a casa dos Hernandez, antes que Lexis tivesse uma sincope. 

                 A garota estava na calçada, com os livros na mão, parecendo tensa até ver o estado deplorável da ruiva no banco do carona, toda tristonha e sonolenta, mas com maravilhosos óculos de sol caríssimos. "É Armani, viu!" disse, parecendo um pouco a Olivia it girl de sempre, que conheço e amo. Prontamente a morena começou a tentar faze-la se sentir melhor, daquele jeitinho carinhoso dela. 

                Chegamos no meio da segunda aula, espanhol. Lexis apareceu fluente, pedindo mil desculpas e causando sorrisinhos de compreensão na professora. Alexis é a menina dos olhos da escola, a cheerleader do bem. Eu não. Sequer dei uma desculpa e entrei de mãos dadas com Olivia, que nem tinha tirado o Armani do rosto. Nos dirigimos ao lugar de sempre, exatamente no meio da sala, onde todos podiam nos admirar e tentar ouvir nossa conversa. O lugar guardado a realeza estudantil.

                Chequei o redor da classe, infelizmente cruzando olhares com Frank, no fundo da sala, que abriu um sorriso brilhante, literalmente, se contar como o sol bateu no piercing que ele tem no lábio inferior. Antes que eu o ignorasse com facilidade, mostrei o dedo do meio. Joguei meu cabelo pra trás e fingi anotar algo no caderno. Por que não peguei uma pessoa apropriada naquela festa? Como alguém do time ou mesmo algum amigo de Dylan.  

                Até quando esse pesadelo? 

 

 

....                                                        ....                                                   ....                      

 

 

-Se arruma, filha, vamos buscar ela no aeroporto! - assim que entrei em casa após as aulas, minha mãe fala, toda ansiosa.  

-Ela quem? - me distraio colocando um quadro torto no lugar. - E como assim se arruma? Eu estou feia por acaso? 

-Não, minha querida! - finalmente me encara, notando que estou sim, bonita. - Você é sempre linda! Só estou cheia de coisas aqui. Vamos fazer um jantar de boas-vindas para Taylor! Ela está voltando da  Flórida. Se matriculou no seu colégio de novo. 

-Ah, Taylor está de volta! - fingi animação de maneira debochada. - Isso, mãe, prepare um jantar. A coisa que minha prima mais ama no mundo é comer mesmo. Melhor presente possível!

-Bettany Momsen Hayes! - antes que me repreendesse por falar a verdade, ela deu algumas instruções às empregadas. - O que eu disse sobre piadas com o peso dela? 

-Que são incrivelmente hilárias? - rebati a pergunta dela com outra. - Mãe, se ela não quer que façam piada com o fato de ela ser gorda, então simplesmente não devia ser gorda!

                Então implorou pra que eu não fosse má com a pobre Taylor, minha prima de primeiro grau. É filha da irmã caçula do meu pai e pelo jeito nossa futura vizinha, acho que ela vai voltar a se mudar pra mais perto de nós. Já estudamos juntas antes; era tão constrangedor ter alguém assim como minha familiar próxima, toda obesa, sem nenhum amigo. Me recusava a ter contato. Ela foi então morar na Flórida com o pai, já que os pais dela são separados. 

                 Esperamos que meu pai chegasse e todo o jantar estivesse preparado, então saímos para a porcaria do aeroporto com minha tia para buscar Taylor. Eu sequer prestava atenção a conversa deles, apenas torcia pra que ninguém da escola estivesse no mesmo lugar e me visse com a destruidora de reputações. 

                 Ficamos o que pareceu uma eternidade esperando de pé, até que me deu uma agonia e anunciei que ia comprar chá gelado. Quando voltei, com o canudo na boca, uma garota loira estava conversando com meus pais e tia, não esbocei reações, porque achei que era uma menina qualquer, pedindo informações. 

-Bettany! - ela exclamou, sorrindo. - Não vai me dar um abraço, priminha?  

                  Isso quase me causou a morte. O chá desceu de um jeito errado e não conseguia mais respirar, fazendo com que ela desse tapas, mais fortes que o necessário, na minhas costas. Essa não é a mesma Taylor que eu conhecia! Minha prima está magérrima e (deus me perdoe por dizer isso) com uma aparência extraordinária. Encontrei nas suas roupas algo pra criticar, estranhas como sempre.  

-Você está... diferente. - consegui finalmente dizer, com o rosto quase roxo. 

-Ah, você percebeu! Perdi alguns quilinhos na Flórida. - deu de ombros. 

                  Como eu não ia perceber ?! Essa parece a gêmea mais bonita da antiga Taylor. Quilinhos? Está mais para uma tonelada! 

                  Tive que agir como se não estivesse chocada e como se essa família fosse muito unida e feliz. Minha mãe ficava a todo instante me empurrando pra fazer amizade com a minha prima, mesmo que por dentro eu quisesse morrer. Partimos pra casa, para a droga de jantar de boas-vindas. 

                 No carro, fiquei com a cara enfiada no celular o tempo todo, apenas balançando a cabeça quando ouvia meu nome. Olivia não respondia nenhuma das minhas mensagens pedindo socorro. 

                 Parece que vou ter que sobreviver a esse jantar de qualquer jeito. 



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