História Cool kids never die - Capítulo 7


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 13
Palavras 2.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, meus pãezinhos de mel <3 <3

Capítulo 7 - Capítulo 6 - Miss nothing


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 7 - Capítulo 6 - Miss nothing

                                             Taylor Momsen

 

 

 

            Foi tão maravilhoso ver aquele olhar surpreso vindo de Bettany Hayes. Tão gratificante! Nada como ver alguém que me humilhou durante a vida toda quebrar a cara. Ela sempre gostou tanto de me tratar com desprezo e eu não sabia como me defender muito bem, era bobinha. Em casa era sempre minha mãe se perguntando o porquê de eu não ser como a prima Bettany, tão magra, linda e popular; mesmo que me magoasse, ela continuava dizendo esse tipo de coisa. 

            A verdade é que essa temporada longe de Nova Jersey foi muito difícil, até mais complicado do que como minha vida era aqui antes.  Me custou tanto, e não falo só de bacon e refrigerante. Minha mãe me enviou para a Flórida para que eu ficasse em um acampamento especializado em fazer gente gorda perder peso. É um lugar em que coisas como pão e felicidade não entram. Totalmente controlado por militares, como o meu tio. Eles nos acordavam as cinco da manhã, dai começava o dia: exercício físico, estudar, comer coisas saudáveis demais pouco gostosas e depois mais exercício. Como uma porra de campo de trabalho forçado na China.   

            Era odioso. 

             Quando fiquei do jeito que minha mãe queria, finalmente pude voltar pra minha cidade natal e me livrar do meu pai e da madrasta má, que nem me queriam lá mesmo. Agora pelo menos estão livres de mim, tem a casa enorme toda só pra eles e o bebê que acabou de nascer. Pude então finalmente voltar pra ela, de quem senti tanta saudades; mesmo que agora provavelmente nem lembre de mim. Eu preciso vê-la de novo. 

             Não conseguia parar de pensar nisso no carro. Nem estava apertado no banco de trás, porque eu, minha prima e mãe somos pequenas (agora pelo menos). Bettany mexia freneticamente no celular, ignorando o mundo ao redor, principalmente a mim. Mesmo que sua mãe repetisse um milhão de vezes como era bom me ter de volta e que seríamos muito amigas, mesmo que eu preferisse arrancar minhas próprias pernas e braços do que socializar com ela. 

-Não deixe Olivia com ciume dessa amizade, hein. - tia Lucy falou com uma risadinha. 

-Sério, mãe? - a loiruda finalmente tirou os olhos do aparelho e a encarou com escárnio. - Eu nunca trocaria Olivia, muito menos por essa perdedo... 

             O carro deu freou tão bruscamente que até eu perdi a linha de raciocínio. Paramos em um acostamento, no meio de uma estrada escura. Tio Evan virou a rapidamente e nos encarou no banco de trás, a expressão controladora de sempre, esse jeitão de maluco que faz a família toda ter medo dele, parece eternamente um soldado com trauma pós-guerra. Eu apostei com meu pai qual seria o fim dele; votei em clinica psiquiátrica e meu pai em infarto ou AVC. 

-Do que você ia chamar minha sobrinha, Bettany?

-Perdedora. - ela falou simplesmente, sem nenhuma vergonha ou apreensão sequer. - Porque trabalho com fatos. - abriu um sorriso zombeteiro.

-Não se preocupe, tio! - falei rapidamente, notando que o clima do carro era tão denso que quase dava pra cortar com uma faca. - Vou acabar conquistando minha priminha. 

             Eu queria mesmo que ela calasse a boca e voltasse ao celular como antes, não tava tão ruim. E queria mais ainda que Evan brigasse com a menina metida e muito, mas o nome Olivia me fez a defender correndo. Elas ainda são amigas, e muito pelo jeito, vou usar isso a meu favor, do jeito que aprendi na praia. 

             Minhas palavras pareceram acalmar sua raiva e o carro voltou a andar, ainda bem. Bettany me observou com olhos semicerrados, como se perguntasse o porquê da ajuda. Eu não iria dizer a ela, pelo menos não agora que acabei de chegar, mas logo saberia os motivos. 

              Chegamos finalmente na mansão dos Hayes e fomos direcionadas a uma mesa arrumada com extremo bom gosto e elegância, daquelas com vários garfos para comidas diferentes, muito sofisticado. Tinham pratos que eu jamais tinha experimentado antes, como foie gras e caviar, isso era só o começo. 

              Minha mãe, que tinha entrado muda, comia caviar em uma torradinha, o dela e o meu já que odiei o negócio, é salgado com textura de geleia, exótico demais pra mim. Ela parecia levemente apreensiva e eu achei que era por estar degustando coisas refinadas, com medo de fazer algo errado e ser julgada, mas não. 

-Evan. - disse, atraindo a atenção não apenas dele. - Eu conto ou você conta?

-Eu falo. - ele largou seu patê de pato (que também não me agradou) e pigarreou. - Alison e Taylor vão morar aqui. 

              Isso fez Bettany entrar em uma sessão de engasgos mais uma vez. Ela teve que tomar quase três copos inteiros de água pra voltar ao normal, estava vermelha até o pescoço quando pareceu bem o suficiente pra falar. 

-Eu posso saber por quê? - perguntou aterrorizada. - O que aconteceu com a casa delas? 

-Perdi o emprego, querida, seu pai vai me ajudar por enquanto. - minha mãe parecia tão envergonhada e vulnerável, que meu coração apertou. 

-Não se preocupe, prima, vamos ficar o minimo possível. - cruzei os braços, defendendo nossa dignidade. - Não quero me sentir uma invasora. E não precisamos de caridade!

-Não é assim, Taylor! Não queremos que se sinta desse jeito! - Lucy tentou rapidamente concertar o que a filha disse. - Vamos adorar a presença de vocês aqui!

-Fale por você... - Bettany bufou. Todos ouvimos um som de pancada. - AI! 

          Ela tinha levado um chute  da mãe.               

          Meu tio pareceu a beira de um ataque de nervos, então rapidamente mudei de assunto. Todos começamos a falar sobre o patê refinado, ou foie gras se você for rico e acostumado com essas iguarias caras. Eu desisti de comer  essa nojeira quando me contaram do que é feito. 

          É figado gorduroso de pato! 

          Depois do jantar todas as minhas bagagens então foram trazidas para a casa e as da minha mãe também. É uma residência tão grande e cheia de quartos que pudemos até escolher em qual ficaríamos. Todos já tinham mobília, do tipo chique e na moda. Escolhi um bem em frente ao de Bettany, porque sei que vai odiar. Ela se recusou a me ajudar a desfazer as malas, fui sozinha depois. 

          Era bastante coisa, então me custou tempo, até que eu decidisse que ia continuar só no dia seguinte. Quando ouvi toques da porta, esfreguei as mãos para esquenta-las e abri. Tio Evan segurava a filha pelo braço, irritado, a loira também não parecia nem um pouco feliz. Ele a sacudiu levemente, pra chamar sua atenção. 

-Desculpa, você é bem-vinda. - mais uma chacoalhada, que pareceu a deixar em dúvida. - Te amo? O que mais devo dizer?!  

-Só isso está bom. - ele largou o braço da garota e se dirigiu a mim. - Espero que não se sinta mal, Taylor. 

          Eu apenas balancei a cabeça sorrindo e murmurei um: "Tá tudo ótimo!". Tudo está realmente muito bem. 

          E vai ficar melhor ainda. 

 

 

....                                         ....                                      ....

 

 

           Acordei no dia seguinte com um susto, um apito foi tocado em plenos pulmões no meu ouvido. Bettany estava em pé próxima a cama, com braços cruzados, cara de poucos amigos e o apito preso em uma corda enrolada no seu pescoço. Nem entendi o que aconteceu. Cocei os olhos, bocejei calmamente. Me espreguicei e sorri. Quanto mais lenta eu era, mais ela se irritava. 

-Bom dia! - sentei na cama macia. Tive um sono de princesa. 

-Bom dia? - deu um forte empurrão no meu ombro, que me fez deitar novamente. - Perdeu o medo da morte, Taylor? 

-Posso saber o motivo de tanta agressividade, priminha? - continuei sorrindo, calma como um monge. 

-Eu não sei como e muito menos porque. - seus olhos quase faiscavam de raiva. - Você mexeu nas minhas coisas. 

-Não fiz isso. - franzi o cenho. Por essa sacanagem sou inocente. 

-Mentirosa... ontem, antes de dormir, tranquei meu quarto e você! - apontou pra mim. - Entrou e desarrumou minhas coisas! Está tudo revirado! 

-Você consegue perceber a falta de sentido no que está dizendo? - não consegui segurar novamente o riso. - Como entrei lá se estava trancado? E o que ganho bagunçando suas coisas de menininha? 

-Infernizar a minha vida! 

           Ela saiu jogando os cabelos e com os saltos fazendo um estrondo no meu quarto. Assim que a porta foi batida com violência, fiquei séria e pensativa. Realmente não fui eu, mas acho que tenho uma noção de quem brincou com as coisas dela, ou melhor o que fez isso. 

          Só não sei o motivo de isso estar rondando Bettany.

         Me arrumei sem muita pressa, colocando minhas roupas habituais, a única coisa que mudou foi o tamanho. Desci as escadas sentindo o cheirinho de café fresco me guiando para a cozinha. Assim que me viu, priminha deu um pulo da cadeira e saiu quase correndo. Resmungou "Olivia já está indo!". Ficou apavorada com a possibilidade de eu pedir carona. Apenas continuei tranquilamente mastigando minhas bolachas e tomando café. 

           Minha mãe me deixou na escola, onde fui tratada como novata, mesmo sendo veterana no Newark. Caminhei pelos conhecidos corredores para a primeira aula, de inglês. O professor não me apresentou como aluna nova, então todos continuaram me encarando como se não me conhecessem, mas a maioria já fez piada comigo. Só não se lembram. 

          Estava ansiosa para o intervalo, queria ver todos meus antigos conhecidos. Talvez por isso, essa primeira parte da manhã tenham passado em ritmo lento, quase parando. Quando o sinal da terceira aula tocou, fui a primeira a sair da sala. 

           Eu a vi perto dos armários. Seu cabelo ruivo caia nas costas, tão brilhante. Meu coração vacilou perigosamente quando ela virou e pude finalmente encarar seu rosto lindo, depois acelerou novamente. Olivia parecia mais bonita ainda do que antes. Não consigo nem lembrar quando me apaixonei por Olivia Stephenson, mas parece que foi desde sempre. A garota não pareceu me notar e seguiu com Bettany para o banheiro das meninas. Respirei fundo e fui atrás.

-... Ai eu disse: você não pode comprar uns Manolo Blahnik e deixar pelo menos a parte dos pés interessante? Só vai precisar vender sua casa pra ter um par! - as duas gargalharam de alguma pobre coitada, até que notaram minha presença. A ruiva ficou parecendo confusa comigo a observando tão profundamente. - Perdeu alguma coisa aqui, cara pálida? 

-Só vim ver minha priminha. - dei de ombros. Menti mesmo. Simplesmente travei quando ela se dirigiu a mim, então improvisei. 

-Você não é minha prima. - Olivia pareceu mais perdida ainda. - Só tenho uma, ela se chama Mary Jo e foi tentar ser atriz na Broadway...

-É minha prima. - Bettany a interrompeu, falando baixo. - Amiga, essa é a Taylor, lembra? 

         A ruiva então arregalou os olhos, assustada e surpresa. Abriu um repentino sorriso de fascínio. Me encarou dos pés a cabeça várias vezes, ato que fez minhas bochechas esquentarem e atingirem uma coloração avermelhada, coisa que sempre acontecia antigamente, bastava que ela passasse perto de mim. 

-Taylor treme-chão? - apenas concordei, era um dos meus antigos apelidos. 

- Saco de banha. - Bettany relembrou mais um.   

-Sopa de gordura. 

-Roda de trator...

-É, tudo isso! - as cortei rapidamente, senão aquilo ia continuar pela eternidade. 

-Uau, isso que é mudança! - pegou um batom e retocou nos lábios, eu encarei cada segundo. - Bem vinda ao mundo das que usam tamanho dois. Devia dar algumas dicas para a Jane, ela tá precisando. 

          Ela ajeitou os cabelos, fez carão de modelo pela última vez e saiu puxando a loira pra fora do banheiro. Não foi o reencontro que imaginei na minha cabeça, porque o que eu tinha fantasiado era: Olivia simplesmente ia gritar de alegria e me dar um beijo fantástico. Eu fiquei mais uns minutos, repensando que apesar de não ser como nos meus sonhos, não foi tão ruim assim. Ela me analisou, certo? É um começo, e parece ter gostado do que viu...

           Fui para o corredor abarrotado de gente passando de um lado para o outro. Eu me sentia meio anestesiada, com o corpo todo entorpecido. E confusa. Com toda a empurração, acabei esbarrando no que pareceu ser uma parede de tijolos... mas, ah, não, é apenas Ethan Hall. Ele virou, pronto pra dar um soco, com sua tipica atitude de selvagem, mas quando me viu abriu um sorrisão. 

-Momsen! - essa sim foi uma recepção inesperada. - Deixou metade de você na Flórida? - perguntou brincalhão. 

-Ahn... é mais ou menos isso. - ri também.

-Quando me contaram que você voltou gostosa eu nem consegui acreditar! - estranhamente, ele foi me encurralando aos poucos no armário, até que seu rosto estivesse a meio centímetro do meu. - Quando vai rolar? 

-Acho que nunca, Hall. - eu estava simplesmente incrédula. Ethan Hall dando em cima de mim! - Olha, a gente gosta da mesma fruta. 

-Você é... - sai de perto dele, pronta pra ir atrás dos meus velhos amigos.

-Extremamente lésbica? Sim!

           Sai rindo da cara de tacho que ele ficou, não muito acostumado a ser rejeitado. Me dirigi ao fundo do prédio da escola, quanto mais eu me aproximava, mais o cheiro de cigarro se intensificava. Tirei os meus do bolso, ajeitei minha blusa do Black Sabbath e surgi sorrindo para os dois garotos que batiam papo quase tranquilamente, consegui captar "Lewis não fala com a gente...". Quando me viram, a conversa subitamente parou.

-Eu aceito que os outros não lembrem de mim. - comecei, após uma longa tragada. - Mas vocês vão acabar me magoando...           



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