História Cool kids never die - Capítulo 8


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 15
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, meus amorecos <3 <3

Capítulo 8 - Capítulo 7 - Not too late to apologize


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 8 - Capítulo 7 - Not too late to apologize

                                                    Frank Iero 

 

 

-Eu aceito que os outros não lembrem de mim. - uma menina aleatória parou na nossa frente, fumando. Tinha um visual incrivelmente lindo. - Mas vocês vão acabar me magoando...

-Tem muita gente nessa escola pra lembrar. - Gerard a encarou, entediado. - Como sabe desse esconderijo?  

-Está partindo meu coração em mil pedacinhos! - ela teatralmente colocou a mão no coração. - E você, pequeno grande homem, sabe quem eu sou? 

               Só uma pessoa me chamava assim. Abri um sorriso alegre, finalmente reconhecendo quem está na minha frente. Ela pareceu perceber e abriu os braços, tão feliz quanto eu. Levantei correndo e me joguei nos braços da nossa velha amiga. Ela foi embora há tanto tempo. Não esquecemos dela, mas um dia Taylor parou de responder nossas mensagens e não atender mais as ligações. Sumiu.  

-Taylor! - minha voz saiu estranha por meu rosto estar na curva do pescoço dela, que é vergonhosamente mais alta que eu. - Tá parecendo uma modelo!   

-Obrigada! - ela riu, tímida. 

               Gerard, chocado demais pra reagir do jeito certo, apenas levantou e lhe deu um abraço desajeitado, com os braços meio molengas, enroscando a manga da sua blusa no cabelo gigante e loiro claro de Taylor. Boas vindas do jeito dele. Nós três sentamos novamente e acendemos novos cigarros. Ela exigiu ser atualizada de todas as novidades que aconteceu desde que tinha saído. 

               Foi tanta coisa!

               Lewis ser nosso amigo agora chocou ela. Quando Taylor saiu, ele ainda era do time e o reizinho (um hétero falso) da escola. Bom, agora não tão mais nosso amigo, considerando que está furioso com a gente após o "decapitar a ruiva" que gerou a morte do gatinho branco da irmã dele. Culpa nossa mesmo. Ele nem apareceu na escola ontem, devia estar se sentindo péssimo.  

                Gerard passou milênios reclamando sobre como foi ruim ter que fugir do condomínio de ricos com uma máscara de palhaço, quase não conseguiu escapar de Dylan Morris, que saiu atrás do "ladrão" pra defender sua namorada.     

-Aquele cara corria que nem um maluco! - ele exclamou, contando em detalhes o que aconteceu naquele dia. - Quase cheguei sem pulmões em casa!

-E Gerard corre que nem a Phoebe naquele episódio de Friends! - acrescentei. 

-Não acredito que fizeram isso! - Taylor esticou as pernas, rindo, mas logo fechou a cara. - Espera, Olivia está namorando Dylan? 

-Acho que sim, sei lá. Eles vivem se agarrando por ai - dei de ombros. - Você não está focando no que importa!

-É, não. - balançou a cabeça negativamente, olhando para o nada. - Não mesmo. Conta mais coisas. 

-Beijei Bettany. - lancei um sorriso convencido. - Logo seremos um casal. 

               Isso fez com que fez Gerard revirasse os olhos, já que não apoia esse projeto meu de casar com a mulher dos meus sonhos. Ele só não achou a dele ainda, mas quando encontrar vai me entender perfeitamente. Taylor ficou mais embasbacada ainda com minha informação. 

-Você e minha prima? - assenti sorrindo. - Por que, pequeno grande Frank? Você é bom demais pra ela. 

-O que quer dizer com isso? 

-Te explico. - entrelaçou os dedos aos meus, carinhosamente. - Bettany é uma garota superficial e ignorante. Ela não merece a sorte de ter alguém como você. Vai partir seu coração, se já não tiver feito isso.

-Várias vezes. - Gerard se intrometeu, o grande estraga-prazeres. 

-Viu? Tem que arranjar alguém que realmente goste de você. 

-Certo... - observei atentamente nossas mãos unidas. - Você gosta de mim? 

-Sou mais as meninas, Frank! - desta vez os dois riram juntos da minha cara. - Alem disso seríamos um casal muito estranho, você teria que usar salto.  

-Saco!    

               Eles continuaram conversando, entretidos. Mas meus pensamentos voltaram para o ano passado. Como é fácil me fazer de idiota, basta ser uma garota bonita e me iludir com algumas palavras vazias. Naquela festa, ela me disse que estava sóbria (em minha defesa eu também estava muito bêbado mesmo), eu acreditei e planejamos um monte de coisas antes de ir pra minha casa. Mas não aconteceu nada demais, nós dois desmaiamos antes de tudo ficar interessante. E quando acordei ela já tinha ido embora; meus pais ficaram um tempão perguntando quem era a "loira misteriosa" que saiu correndo de manhã.  

                Não importa o que eu tenha feito esse tempo todo, nada era o suficiente para Bettany Hayes. Porque as coisas não são como Taylor disse, ela que é boa demais pra mim. Quem sou eu perto de todos que ela anda? Não consigo me encaixar perto dela, mesmo que eu tente o máximo possível.

               Por mais que eu ignore e faça piada com as coisas, ainda dói. Cada rejeição é dolorosa. Principalmente por eu nunca mais ter conseguido tocar nela. E provavelmente nunca mais vou ter essa oportunidade de novo mesmo. Talvez eu devesse ouvir os meus amigos, simplesmente desistir. Mais ou menos isso. Quem sabe ela não acaba mudando de ideia e me dando uma chance?

               Sou um cara cheio de esperança.  

               Ouvimos o sinal e tivemos que sair do lugar que gostamos tanto de ficar. Taylor nos deu balas de menta e fomos para o corredor com pessoas apressadas indo de um lado para o outro. Vi de relance a figura alta de Lewis no seu armário, pegando livros. Sai pedindo licença pra chegar até ele, com os dois ao meu encalço. Eu chamei o nome dele, várias vezes, mas percebi que fones de ouvido impediam que me ouvisse. Quando estava perto o suficiente, pulei na frente dele e fiz um sinal de pare. 

-Parado em nome do amor! - continuei do mesmo jeito, braço esticado e mão perto do rosto dele.

-O que foi agora, Frank? - tirou os fones. 

-Queremos que desculpe a gente, Lewis. - Gerard surgiu com a loira do lado. - E volte a andar conosco.    

-Mas...

-POR FAVOR! - ele ia negar mesmo, então apelei. - Queremos comemorar seu aniversário!

-Ah, vocês lembraram! - sorriu meio acanhado.

-Meus pais ainda não voltaram, vamos fazer uma festa pra você! - acenei para Mikey, que passou abraçado com a namorada Alicia. - Nessa quinta, que é feriado. 

-Meu aniversário é amanhã. 

-Quer fazer uma festa quarta-feira, gênio? - Taylor finalmente se pronunciou.

-Quem é essa?

-É a Taylor, ela voltou pro nosso grupo! - falei, mas ele ainda parecia não saber. - Lembra de uma menina muito gorda que você zoava o tempo todo? É ela!

-Muito obrigada, Frank. - ela sorriu com sarcasmo. - Mas, é, essa era eu.

-Treme-chão? - perguntou pensativo, mas logo se arrependeu quando ela apenas fez "sim" com a cabeça. - Quer dizer, me desculpe por aqueles apelidos! As coisas estão diferentes agora.

-É, já sei de tudo. - seu sorriso passou de irônico pra sincero. - É bom conhecer o novo Lewis gente boa. 

              Parecia que eles iam se tornar amigos. Que bom. Lewis voltou com a gente pra sala de aula, mas Taylor foi para outra, ela entrou em outra turma do segundo ano. No caminho passamos por Dylan Morris e, não sei o que me deu, mas disse: "festa na minha casa quinta-feira, pro aniversário do Lewis, aparece por lá" 

              Dylan apenas respondeu: "Demorou, Iero" e sorriu, com aquela cara maldita de modelo da Calvin Klein que faz até o mais hétero dos homens estremecer. 

 

 

....                                              ....                                   .... 

 

 

              Lewis pediu pra que eu convidasse a irmã dele. 

              Eu não queria chama-la, porque ela provavelmente vai rir e dizer coisas malvadas pra mim, como a bruxa de Wicked que ela é, mas por ele farei isso. Além disso se Olivia vier, provavelmente vai arrastar Bettany e Alexis também (eu prometi aos meus amigos que vou largar essa ideia de casar com a loira, eles só não precisam saber das minha segundas intenções).

               Estava deitado de barriga pra baixo no gramado do lado de fora do estádio de futebol americano. As cheerleaders trenavam suas piruetas depois de finalizarmos todas as aulas do dia. Bem legal de assistir, pegamos uma vista perfeita das roupas curtas e coladas de ginástica. Um solzinho leve coroava o momento, deixando o clima um pouco melhor que os últimos dias frios.  

-Parece um pervertido. - Taylor deitou ao meu lado.

-Eu não trouxe um binóculo. - apontei para o objeto na mão dela. 

-É, mas eu sou pervertida. - me uma piscadela sem vergonha e aproximou o objeto do rosto. - Quando vai falar com a abelha rainha? 

-Quando eu tiver a oportunidade de conversar sozinho com ela. - apoiei meu rosto na mão. - Onde Gerard se meteu?

-Mikey arrastou ele pra casa; somos só eu, você e líderes de torcida gostosas.

               Demorou bastante pra ela finalmente sair de perto das colegas. Olivia pegou uma garrafa vazia e entrou de novo na escola. Eu observava tudo ainda deitado todo molenga, até Taylor me dar um empurrão. Levantei rápido e sai desengonçado, tentando tirar o formigamento do meu pé direito. 

                A abelha rainha, como diz Taylor, estava no bebedouro, enchendo a garrafinha rosa com água. Ela soltou os cabelos, para em seguida arruma-los novamente em um rabo de cavalo. Eu me aproximava cautelosamente, queria surpreende-la. 

-Bonjour, Sex bombe!

                Ela me encarou por um tempão, com o rosto vermelho de fazer ginástica de líder de torcida, tomou um gole de água antes de responder. Sem risos até agora, me preparo para a parte da humilhação.  

-Que veux-tu, nain bizarre? - olhou despreocupadamente para as longas unhas com esmalte preto. - Traduzindo: O que você quer, anão bizarro?

 -Nossa, você é boa em francês! 

-Sou boa em tudo, Frank. - tirou os olhos das unhas e grudou nos meus.

-Agora você sabe meu nome! - ameacei abraça-la, que quase deu um pulo pra trás.

-O que você quer, criatura?

-Te convidar pra festa que vou dar quinta-feira.

                Falei que ia ter risada. Olivia deu uma gargalhada exagerada, ia recomeçar a dizer coisas ruins, quando continuei falando:

-Para o aniversário do seu irmão.

-Ah. - o riso parou tão rápido quanto começou. - Bom, se esse é o caso, então eu... apareço na festa. Pode avisar que vou. 

-Ótimo! Ele vai ficar feliz - cocei a nuca. - Dylan também disse que vai. 

-É mesmo? - ela sorriu animada. - Olha, anão, não se acostume com isso, mas vou fazer essa festa realmente acontecer. - passou por mim e saiu andando sem olhar pra trás. - É bom ter álcool! - disse por fim, antes de sumir da minha vista.

-Pode deixar! - respondi para as paredes.     

                Voltei para onde estava anteriormente com Taylor, que ainda assistia tudo com seu binóculo, super entretida. Antes que ela perguntasse, relatei da conversa com Olivia, que não saiu como eu tinha esperado, foi melhor. Só um pouco de ofensa e um pouco de riso, quem diria.  

                Taylor se recusava a ir embora, então ficamos por boa parte da tarde assistindo o ensaio das garotas mais bonitas da escola, revezando o binóculo.   



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