História Cool kids never die - Capítulo 9


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Categorias My Chemical Romance, Taylor Momsen
Tags Comedia, Drama, High School, Horror, Sobrenatural
Visualizações 13
Palavras 2.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Queria agradecer os novos favoritos, meus amores! Obrigada de verdade <3
Boa leitura, meus lindos <3

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Party monster


Fanfic / Fanfiction Cool kids never die - Capítulo 9 - Capítulo 8 - Party monster

                                             Gerard Way

 

 

              Taylor disse que ia dar um jeito de conseguir comprar álcool. E eu confiava um total de 0 por cento nela. Momsen sempre foi completamente maluca e parece estar ainda pior desde que voltou. Ela pediu pra que encontrássemos ela em frente a loja de bebidas, já passava de meia hora do horário que combinamos, no começo de tarde da quinta-feira. 

               Se não for por ela, não teremos como comprar álcool. Frank ao meu lado, já parecia desesperado e desiludido. Andava de um lado pro outro, puxando os cabelos curtos. Me perguntava o que podia ter acontecido a Taylor tão repetitivamente que eu estava prestes a ir pra casa. 

-Cara, eu já sei! - Frank sentou novamente na calçada. - Vamos pedir para Dylan Morris! Ele sempre consegue tudo o que quer. 

-Por que Dylan ajudaria a gente? - tirei um maço de cigarros do bolso, já levando um a boca. 

-Porque ele é legal! E muito lindo, pode seduzir a menina do caixa da loja e...

-NADA DISSO, MEUS IRMÃOS! - Taylor surgiu na nossa frente, com o cabelo dividido em trancinhas, usando um shorts muito curto e blusa rasgada do nirvana. - Cheguei!

-Que bom. - sorri com toda a ironia existente no meu ser. - Só está quarenta e cinco minutos atrasada!

-Cala a boca, Way. - arrancou o cigarro da minha boca e jogou longe. - Sou a salvação de vocês! - enfiou a mão na bolsa e puxou três cartões. - Voilà!   

-O que é isso? 

-Identidades falsas! Para nós três. - deu uma na minha mão e outra pra Frank. - Assim podemos comprar bebidas sempre que tivermos vontade!

-Taylor, você é... - Frank observou bem sua identidade falsa com atenção, parecendo chocado. 

-Muito foda? Sim, sim, guarde os agradecimentos pra depois. 

-NÃO! Muito burra! - ele quase colou o objeto nos olhos dela. - Minha identidade diz que sou um muçulmano de vinte e cinco anos!

-O quê? - o sorriso convencido saiu da face dela. - Sério? 

              Foi quando fui finalmente ver o absurdo que dizia na minha. 

-É. - comentei calmamente. - E eu sou russo. Gerard Dimitriev. 

-Ninguém vai acreditar que me chamo Frank Said-Bashirah!

-Você pode ter a mãe branca... - ela deu de ombros, envergonhada. -Desculpa, gente. Vamos tentar, por favor!

-Que merda, Taylor! 

              Seria melhor ter pedido a ajuda de Dylan Morris mesmo. A contra gosto, levantei da calçada e passei pela porta de vidro, entrando na loja de bebidas. Um sininho tocou, chamando a atenção da menina do caixa, mas ela não ligou muito pra gente, só ajeitou o óculos e voltou a prestar atenção na revista esportiva que lia. 

              Meu plano é entrar mudo e sair calado, porque não sei se posso imitar um sotaque do Leste Europeu com propriedade. 

              Taylor pegou um carrinho, parecendo super confiante, já colocando vários fardos de cerveja. Peguei algumas garrafas de vodka, para deixar claro minhas (falsas) origens russas, e Frank outras de tequila. A garota foi enfiando várias outras bebidas no carrinho, o que me faz ficar preocupado em como essa festa vai acabar. 

               Essa era a parte fácil. Quando Taylor pareceu satisfeita que veio a parte tensa. Seguimos para o caixa, em que a moça agora também mascava chiclete. Ela nos olhou super entediada e começou a passar na máquina as inúmeras garrafas, quando terminou, fez mais uma bola com o chiclete rosa.

-Identidades. - disse lentamente, quase sonolenta. 

-Claro, minha senhora. - Taylor foi a primeira, entregou prontamente a dela, que foi analisada. 

               A loira deu uma cotovelada leve em Frank, que tremendo que nem um maluco, tirou a dele do bolso e deu para a caixa, que franziu o cenho. 

-Você é muçulmano? 

-É... - era perceptível as gotas de suor escorrendo da testa dele. - MINHA MÃE É BRANCA. - literalmente gritou, me fazendo ter mais vontade de sair fugido da loja. 

-Certo. - ela devolveu o cartão pra ele, expressão semi desconfiada.        

               Eu entreguei a minha, tentando ficar de boa. "Não inglês" falei com um sotaque vagabundo quando a moça  pegou e viu que eu sou supostamente "russo". Ela sorriu então e passou a falar fluentemente aquela língua complicada, para o nosso desespero. Eu só ficava concordando com tudo, com um sorriso idiota na cara; ficou naquele monólogo pelo que pareceu uma eternidade. Quando ela parecia satisfeita, cobrou pelas bebidas. Taylor jogou o dinheiro e saímos quase correndo, carregando milhares de sacolas.  

               Ela estava sorridente e convencida. Eu queria esganar os dois por serem tão insanos, mas lembrei que eu também fingi ser um russo de vinte e três anos. Irônico a identidade de Frank indicar ser mais velho do que eu, considerando que tem a cara de um moleque de treze ainda. 

               Fomos carregando as garrafas para a casa de Frank, que parecia do avesso. Casa de homem solteiro. Taylor colocou as sacolas dela no balcão e olhou com nojo ao redor. Abriu a geladeira para guardar as bebidas e tirou uma meia que um dia já deve ter sido branca de lá. 

-Me diz como... 

-Só Deus sabe. - ele deu de ombros, desinteressado. 

-Temos que arrumar isso antes da festa!

                Começamos então a colocar a casa em ordem, mesmo que minha vontade fosse dormir até a hora de começar, pra ver se aguento essa noite. Taylor surgiu com vários produtos de limpeza e outras ferramentas, com muita empolgação e energia. A cada vez que a gente ameaçava sentar pra descansar, ela batia com o cabo da vassoura na nossa cabeça. Quando a casa parecia "morável" de novo, já passava das três da tarde. 

                Taylor saiu dizendo que precisava se arrumar. Frank me empurrou pra minha casa também, me mandou ir lavar o cabelo. Eu fui para o ponto de ônibus, exausto demais pra ainda ter que festejar a noite toda. Como deve ser obvio, as pessoas não me chamam muito pra festas desse tipo, então não estou muito acostumado. Mas esse é o aniversário do Lewis, e vou ficar empolgado por isso.

                Eu cheguei em casa e dormi.            

 

 

....                                                 ....                                               ....      

 

 

             Acordei com Mikey me batendo com um travesseiro. Várias vezes. Olhei no meu celular e já passava das dez e meia da noite. Trinta ligações perdidas de Frank e quinze de Lewis. "Merda!" resmunguei e corri direto para o chuveiro, ignorando meu irmão dizendo que eu ia perder a carona de Alicia. 

             Não deu tempo de lavar o cabelo. 

             Sai apressado e vesti a primeira roupa que caiu encima de mim quando abri o guarda-roupa extremamente desorganizado. Sai correndo me despedindo dos meus pais e me joguei no banco de trás do carro de Alicia, que me cumprimentou com um sorriso. Mikey reclamava sobre eu ser a Cinderela da casa. 

             Não moramos muito longe dos Iero, então não demorou muito pra chegar. Ainda não parecia uma tipica festa de filme, tudo ainda estava intacto. Entramos juntos, mas Frank logo chegou empurrando quem estivesse pelo caminho e me segurou pelo colarinho da minha blusa, perguntando aos berros onde eu me meti. Lewis veio logo atrás, sorrindo. Abracei ele e desejei de novo feliz aniversário (que eu já tinha feito ontem e entregado o meu presente também). 

             Taylor surgiu das sombras com um vestido preto extremamente colado e meias um pouco acima do joelho e me entregou um típico copo vermelho. Tomei um gole e percebi ser vodka pura. Essa garota é alcoólatra.

             Depois de algumas horas, já depois da meia-noite, uma avalanche de pessoas entrou pela porta, atacando as bebidas e lotando a sala de estar. Aumentaram o som e improvisaram uma pista de dança. Agora sim tinha começado. De trás de toda essa multidão, caminham as garotas que todos esperavam. As três espiãs demais chegaram. Olivia apareceu com um vestido que parece ter custado milhares de salários mínimos, segurando um presente, com suas amigas atrás de si, com roupas não menos caras.

             Vieram até nós e, para a surpresa de todos, a ruiva deu um abraço apertado no irmão. Entregou o pacote que segurava, sorrindo com expectativa. 

-Espero que goste! - ela teve que gritar pra ser compreendida. - Feliz aniversário! 

             Lewis abriu o pacote e quando vimos o que era, até eu desejei que fosse meu aniversário. Era um LP original de Are You Experienced, doThe Jimi Hendrix Experience, uma raridade! Ouro em forma de disco. Deve ter custado uma fortuna. Ele simplesmente a abraçou de novo, vibrando de alegria. 

-Eu amei! - falou no mesmo tom alto que a irmã. 

-Eu sabia! - ela riu, mas seu semblante logo mudou pra confuso. - Meu Deus, que musica é essa que ta tocando?

-É Marilyn Manson! - eu que respondi, bebendo um gole e me esforçando pra não fazer careta. 

-Vamos resolver isso. - segurou a mão das amigas e as puxou para o meio das pessoas, algumas já bêbadas. 

             The beautiful people foi interrompida e passamos a ouvir uma batida eletrônica genérica, tipica das baladas que essas meninas provavelmente vão todo fim de semana. Infelizmente ninguém estava com vontade de ir trocar de novo, então continuou assim. 

             Lá pelas três da manhãs, as coisas tinham saído totalmente do controle. Eu já tinha bebido muitas latas de cerveja e copos de coisas que nem lembro mais. Embriagado, mas não demais. Fui surpreendido por Taylor, também não muito sóbria, me puxando pela mão pra cima das escadas, para o quarto do dono da casa. Ela abriu a porta e quando entrei, fechou de novo, abafando a musica lá de baixo. Dei de cara com algumas pessoas sentadas bonitinhas em roda, com uma garrafa vazia no centro. 

             Entre essas pessoas, Frank, as meninas super poderosas, Lewis e Dylan. 

-Vamos brincar de sete minutos no paraíso! - Taylor exclamou, alegre. - Quem quer começar?

             Eu nem sabia que brincadeira era essa. Frank levantou a mão. Se dirigiu ao centro da roda e girou a garrafa. A ponta parou em Alexis, que arregalou os olhos e ficou mais vermelha do que já estava antes. Ela deu uma risadinha envergonhada e seguiu ele para dentro do guarda-roupa. 

-Mas o que é isso? - sussurrei para a loira ao meu lado. 

-Eles vão ter sete minutos pra fazerem o que tiverem vontade naquele guarda-roupa. - Taylor piscou um olho pra mim. - No paraíso. 

             Os sete minutos deles logo acabaram e pra minha surpresa, Alexis reapareceu completamente descabelada, com um Frank que parece ter ganho na loteria saindo logo atrás. As pessoas ficam realmente loucas nessas festas... "Eu, agora!" Taylor se esticou e girou a garrafa. 

             Por um instante, achamos que ia parar em Olivia, e a garota ao meu lado pareceu extremamente empolgada, mas se mexeu mais um pouquinho e ficou em Dylan. E ele sim, abriu um enorme sorriso convencido e foi rapidamente. Taylor o seguiu sem vontade nenhuma. 

             Olhei para Olivia, então. A ruiva parecia furiosa com a ansiedade de Dylan em levar Taylor para o guarda-roupa. A cada minuto que passava, mais a cara dela ia fechando, em uma careta de raiva, principalmente depois de a risada alta de Dylan ser ouvida. Após o "paraíso", eles saíram e florzinha fez questão de girar a garrafa com toda a força da sua irritação. Todos observavam curiosos pra saber quem ia ter o paraíso com a garota mais popular e desejada da escola. 

             Foi quando a garrafa parou de girar bem na minha frente. 

             Seu olhar esverdeado me encarou profundamente, sem parecer nervosa ou enojada. Olivia levantou em um pulo e segurou meu braço, quase me arrastando. Fechei a porta atrás de mim e notei que o lugar era bem mais apertado do que parecia, me deixando quase grudado a ela. Eu podia ver seu rosto pela luz que entrava das frestas, com uma expressão indecifrável. 

-Você acha que foi muito intenso? - sussurrou. 

-O quê ? - perguntei, tendo que me abaixar para a altura dela pra entender.

-O que rolou entre Taylor e Dylan aqui! - eu podia sentir o cheiro de flores que vinha do seu cabelo e pescoço, o que dificultava minha concentração, mas essa preocupação de Olivia me fez rir. 

-Não mesmo. - continuei rindo. - Eles não fizeram nada. 

-Como você sabe? 

-Ele não faz muito o tipo dela. - falei simplesmente. 

             Isso a tranquilizou. 

-Você me desculpou mesmo por ter quebrado seu nariz? 

-Não quebrou. - dei de ombros, me aproximando cada vez mais de forma involuntária. Nossos narizes quase se tocavam. - E, não. Não perdoei. Você é uma filha da puta falsa. 

-E você é um adorador do diabo!  

-Você é uma líder de torcida burra! - droga, eu ia beijar ela e me arrepender pra sempre depois. Era o álcool bagunçando minha cabeça.  

-Você é... - um alvoroço entre nossos amigos a interrompeu antes de mais uma ofensa. 

-É A POLICIA! - a voz esganiçada de Frank, seguido de um grito fino de menina nos alarmou. 

             Uma correria começou no quarto. Policiais apareceram berrando, mandando todos saírem e até algemando algumas pessoas. Olivia fez menção em deixar o guarda-roupa, mas eu rapidamente a puxei pela cintura e coloquei a mão na boca dela, impedindo de fazer qualquer barulho sequer. 

            Os agentes da lei ainda procuravam meliantes, revirando todo o quarto do pobre Frank, até que desistiram e foram embora, causar mais em outros cômodos. Finalmente pudemos sair, bem silenciosos. 

-Vê se meu irmão ta bem. - pediu antes de correr pra fora. 

            As pessoas ainda berravam e fugiam no andar de baixo e a policia pegava quem podia. Desci as escadas e fui para o quintal, onde um Lewis bêbado demais tentava pular a cerca para a casa do vizinho. Eu puxei a perna dele, que caiu no chão. Me deu vontade de rir, mas ajudei ele a levantar e fomos juntos atrás do meu irmão e Frank, mas esse já estava levando uma bronca.  

            Ele e Alicia estavam já no carro, nós dois entramos no banco de trás e finalmente a casa caótica de Frank foi ficando cada vez mais distante.                                            



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