História Cooly Doctor - Capítulo 3


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Categorias Doctor Who, Furi Kuri
Personagens 12º Doctor, Personagens Originais
Tags 12º Doctor, Flcl, Fooly Cooly, Furikuri, Haruko, Naota
Visualizações 7
Palavras 1.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Agora é que a história começa para valer, eis que Naota se depara com uma estranha cabine azul estacionada no beco de sua cidade. O que isso poderia significar para ele, no final das contas?

Capítulo 3 - Outro Estrangeiro


Fanfic / Fanfiction Cooly Doctor - Capítulo 3 - Outro Estrangeiro

Você não leu errado, era uma cabine telefônica, que nem essas que a gente vê por Londres. Só que essa era azul e tinha o formato de uma caixa. No topo dela, tinha uma placa escrita "Police Public Call Box", e ao lado da porta, outra placa, escrita: "Telefone policial. Livre para uso público. Aviso e assistência obtidos imediatamente. Oficiais e carros respondem todas as chamadas. Puxe para abrir."
Sendo assim, eu pensei que a escolha mais lógica era que eu devesse abrir. Mas fui surpreendido quando ela abriu no lugar e apareceu a imagem de um homem. Esse era tão... peculiar quanto Haruko era. Na verdade, à sua maneira. Esse homem, ao menos, tinha um aspecto mais elegante e de aspecto meio intelectual, ainda que com traços bem modernos, como um estranho óculos de sol. Enquanto Haruko adotava um estilo bastante yankee, este homem claramente já se passou por britânico. Escocês, eu acho. Ele era um pouco alto, mas o que mais chamava a minha atenção eram os seus olhos arregalados, de jeito sério mas atento, como se fossem os olhos de uma coruja, e um longo e alto cabelo grisalho estilo Ludwig van Beethoven, que davam o aspecto de ser um homem lunático assim como a Haruko. Ele saiu da cabine meio tonto, explicável e óbvio, e aparentemente, um pouco frustrado:

- Ah! Eu devia ter mirado melhor os pousos, certamente estou te fazendo sofrer muito ultimamente.... Bem, vou dar um jeito nesses arranhões depois... – Ele falou como se a cabine fosse ouvi-lo, mas quando percebeu a minha presença, que estava parado sem entender o que acontecia, de uma forma súbita ele até que ficou contente em me ver.

- Oh, olá! – Ele fala com naturalidade. – Você saberia me dizer que lugar é este, quais coordenadas, qual planeta, qual data, qual ano e quais referências temporais são usadas por aqui?

-.... Mabase... - A minha resposta foi curta, vaga e direta, pois eu realmente queria esconder o meu sentimento de confusão.

-.... Oh, bem, estou na Terra, de novo. Aparentemente, Japão. Espero não ter me confundido com aquele planeta baseado em animes novamente.... Bem, pelos trajes, aspectos urbanos, cultura aparente e tecnologia... estamos no começo do século XXI. Bem-vindo aos anos 2000, baby! Ainda se adaptando aos consoles portáteis e curtindo rock alternativo?

- Só me diga quem é você! – Já perturbado pela confusão ocorrida, eu quis pular conversa fiada.
- Perdoe-me pela inconveniência, eu sou o Doutor.

- Doutor quem?!

- Essa é uma boa pergunta, a única, na verdade...

- Por que você está aqui?

- Eu só vim porque você me chamou, é claro.

- Ora, é claro que eu não te... eu te chamei? – Pensando bem, qualquer coisa poderia acontecer comigo naquele momento. E ele confirmou isso:

- É claro que chamou! Até cantamos uma música juntos! Parece que você gosta de Pink Floyd tanto quanto eu, que por sinal, me lembra de quando eu estava agora a pouco apresentando um pouco do ritmo de Roger Waters para Mozart.... Mas então, o que você deseja, meu rapaz?

-.... Como eu vou saber se você pode me ajudar?

- Por favor, você acabou de ver uma cabine telefônica saindo do espaço! Tenho certeza que eu posso fazer alguma coisa, mesmo que apenas uma pequena poeirinha no universo confuso da sua mente...

- Nada disso! Eu já aprendi por experiência própria que andar com alienígenas esquisitos traz problemas e... – De qualquer jeito, ele me puxa à força. Como um escocês, ele realmente tem paciência curta e quer partir direto ao assunto principal. – O QUE ESTÁ FAZENDO?!

- Se quiser que eu vá embora, eu vou! Mas antes, eu gostaria que você conhecesse a TARDIS! – Falou apontando para a cabine.

-... Você chama essa coisa de "TARDIS"?

- Mas respeito com ela! Não é jeito de se tratar uma dama chamando ela de "coisa".

- Tá bom, tá bom, me desculpa... mas "TARDIS"?

- Claro! "Tempo Através de Relativas Dimensões In Spatium!" – A essa hora, ele já estava entrando. Sem escolha, eu o segui, pensando que seria breve, e também ridículo.

- Não acho que essa cois... digo... essa cabine vai ser muito interessante. Ela só tem um metro quadrado afina.... – Não pude completar a frase pois simplesmente não consegui pensar após ver o que testemunhei naquela hora. A cabine telefônica deu espaço a um vasto cômodo centralizado em uma estação de pesquisa que mostrava coordenadas de lugares e épocas do universo. Além disso, várias regiões e caminhos interiores, prateleiras de livros extraterrestres e decorações com luzes circulares azuis por toda a região. Eu diria que aquele ambiente circular tinha, pelo menos, 20 metros de diâmetro. 20 vezes mais do que vi lá fora.

- O que acha?

-... Interessante. – Minha resposta foi vaga novamente, creio que aquele não era o melhor momento para eu exprimir algum tipo de “espanto”.

- Só isso? Não notou mais nada mesmo?!

- Ela é maior por dentro do que por fora... – Não dava para esconder a surpresa, mas não era como se eu não tivesse visto algo assim antes.

- É, eu esperava mais ênfase, no entanto.

- Colega, eu já vi robôs gigantes literalmente saindo da minha testa. O que você esperava?

-.... – Parecia que ele estava processando essa informação no seu cérebro alienígena. "Robôs gigantes saindo da minha testa", foi o que ele ouviu. Logo depois, saiu em busca de certas informações que ele recusou qualquer tipo de interrupção minha. Será que ele reconhecia a N.O.?

Após um tempo de pesquisa, o Doutor voltou a falar comigo:

- Meu jovem..., qual é o seu nome?

-... Naota Nandaba.

- Você conhece o poder chamado "N.O."? – Eu não disse?

- Sim...

- Quando foi a última vez que isto apareceu por aqui?

- Um mês.

- E quando foi que ela desapareceu?

- Um mês...

-... Onde ela está agora?

- Fora do planeta, eu acho. Ao menos, Haruko saberia dizer...

-... Haruko... esse nome não me parece estranho...

- Então você conhece Haruko Haruhara?

- Vivi mais de 1000 anos e tive que renovar muita memória. Um humano comum não conseguiria armazenar tanta informação. Eu sei disso. Eu vivi a vida de uma pessoa assim.

- Você tem mais de 1000 anos?!

- Na verdade, essa é a minha vida formal. Considerando o tempo que eu fiquei preso em uma fortaleza espiritual no intuito de chegar ao meu planeta natal, acho que por agora eu teria... cerca de 1,3 bilhões de anos. Isso é quase o dobro da existência do seu planeta!

-... Eu bem que percebi que você é um estranho que nem a Haruko... por outro lado, você parece ter um nível de maturidade humana avançada para um extraterrestre.... Eu admiro isso.

- Acredite, se você conhecesse minha antiga face, então, você não iria me aguentar...

- Acontece... claro, afinal, você já é um senhor de idade...

- Não, com certeza que não. Eu tenho idade física para ser seu irmão...

- Do meu pai, só se for. Este aí já deve estar nos jogos olímpicos.

- Que seja...

-.... E você? O que estava fazendo por aqui?

- Eu estava só de passagem. Vagando desde que eu... esquece. – Naquele momento, ele realmente parou. Queria esconder algo. Era como se não quisesse falar, ou quem sabe, nem soubesse.

- Esquece? Por quê? O que aconteceu?

- Esquece você, pois eu também me esqueci. Esqueci de tudo desta vez...

- Você não parece se sentir muito bem, Doutor. Não gostaria de falar o que está sentindo?

-.... Eu estou confuso... É como se a minha vida inteira tivesse sido apagada da minha memória..., ou pelo menos, só essa vida mesmo...

- Sei como é...., ao menos eu acho que sim. Eu não sou a mesma pessoa desde que eu me despedi da moça que mudou minha vida...

- Despedidas acontecem naturalmente na nossa vida... Eu já me despedi de umas 23 pessoas importantes, sendo que a última eu tive o desprazer de me esquecer de quase todas as informações sobre ela.

-... Me desculpe... eu não pensava que fosse ser algo tão grave assim...

- Não tem problema. Se não fosse por essa pessoa, no entanto, eu acho que teria respondido um pouco mais agressivamente mesmo. Acho que consigo compreender vocês humanos muito melhor do que antes. – Ironicamente compartilhávamos semelhanças. De fato, irônico, e magnífico também. E a minha cara despertava interesse, e com um gesto, pedi sem falar para que continuasse sua história:

- Eu acho que o nome dela era "Clara"..., o sobrenome eu não lembro, obviamente. Não lembro nada. Eu sei, no entanto, que teve uma grande inteligência tentando nos controlar e a conclusão definitiva do futuro de Gallifrey e da Guerra do Tempo. Eu sei que o meu planeta está vivo em algum lugar por causa dela. Eu sei que desafiamos o medo do escuro e que eu fiquei quase cinco bilhões de anos preso em uma fortaleza, morrendo e renascendo, só para poder dar a ela um futuro digno. Eu sei que eu estive com ela em Gallifrey e ela me falou algo importante, mas mesmo que eu tentasse, não conseguiria me lembrar do que era. Mas eu sei que era ela. Eu sei, mas não lembro..., como se fosse uma história que você ouviu na infância, lembra das cenas que te marcaram fortemente, mas faz muito tempo para você detalhá-la.

Pensando no que ele acabou de desabafar, eu fiquei quieto. “Clara”... combina com Oswald, eu acredito... Mas ele tentou quebrar o silêncio de alguma forma:

- Então, quer ir para algum lugar? Minha agenda já esvaziou desde que... bem, você já entendeu, né? – Insistindo em falar, ele continuou: - Mas eu já protagonizei viagens suficientes. Que tal você fizer isso desta vez? Afinal, não é sempre que eu me intrometo na vida de um “companion” logo de primeira...

- “Companion”?! – Ainda meio confuso, e ele percebeu isso muito bem, deixei que ele explicasse o que queria dizer:

- Significa “acompanhante” em inglês. Basicamente, estou pedindo que viaje comigo. Só que dessa vez, não usarei o velho “sequestro” rotineiro. Eu quero que você me mostrasse esse lugar. Que tal isso: me mostrar sua cidade?

- Você não iria gostar daqui. Nada de interessante acontece. Apenas o usual...

- O usual costuma variar de comunidade para comunidade. Aliás... – Depois disso, ele me mostrou uma análise vasculhando o perímetro de toda a área de Mabase, revelando seu verdadeiro interesse de forma tão rápida, a quanto tempo as coisas não acontecem de maneira tão direta.... Por sinal, de acordo com aquele computador, Mabase ainda possuía partes contaminadas com alguma espécie de vírus alienígena. E a identificação sugeria que fosse N.O. Resquícios de um estranho passado, que por algum motivo, seria compartilhado com este estranho doutor. Por aquele momento, eu estava terrivelmente preocupado.

-... Não é possível! – Exclamei, tentando exprimir as sensações daquele momento.

- Não é provável, eu diria. – O Doutor falou, me corrigindo de forma ousada, enquanto desligava o computador.

- Isso é... “Furi Kuri”...

-... Temo que, de uma forma ou de outra, vou ter que ficar nessa cidade onde nada de interessante acontece.

- Está bem. Mas saiba que isso não vai ser um passeio turístico, e a resposta já está recíproca.

- Percebo. – Ele falou, forçando a memória de uma forma embaraçosa, como se meditasse. – Sim, é algo importante: - Ele parecia deduzir o que eu perguntaria – Já passei por isso uma vez.... Castrovalva mostrava-se ser muito mais interessante do que aparentava.... Achas mesmo que...

- Mabase. – Complementei, vendo que ainda não estava habituado a decorar certos nomes.

- Mabase, ela não será tão chata quanto parece. Mesmo a cidade mais chata do mundo é legal por ter mérito nesse quesito.

- Certamente Doutor... – E o mérito em seu quesito era, competindo com Haruko, essa bizarrice. Poderia ele superar? Não, eu acho que não...



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