História Cooly Doctor - Capítulo 4


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Categorias Doctor Who, Furi Kuri
Personagens 12º Doctor, Personagens Originais
Tags 12º Doctor, Flcl, Fooly Cooly, Furikuri, Haruko, Naota
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Palavras 1.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Nostalgia Caoticamente Perigosa


Fanfic / Fanfiction Cooly Doctor - Capítulo 4 - Nostalgia Caoticamente Perigosa

Saímos da TARDIS e fizemos rumo às ruinas da Mechanical Mechine. Aquele prédio em formato de ferro de passar roupa ainda me dá arrepios relacionados ao tempo em que tentava neutralizar o N.O.
Estranhamente, para um homem de aparência tão rígida e severa, ele até que apreciou a cidade. Talvez porque eu dei más expectativas, e ele deve ter ido um pouquinho longe demais. No caminho, ele decidiu continuar a conversar:

- Como você chamava a energia N.O., exatamente?

- Furi Kuri?

- Exato. Fale-me mais sobre "Furi Kuri".

-... Furi Kuri, seria algo como “Trabalho Frenético", o apelido que Haruko e eu demos à energia N.O. como uma referência à forma que ela era desbloqueada.

- Ah sim! "Fooly Cooly", você diria. Talvez por isso que eu entendi como se fosse alguma expressão em japonês.

- ?! Mas você não sabe falar japonês?

- Tentei minha sorte em algumas aulas de japonês com Murasaki Shikibu. Por maior que fosse seu conhecimento com a gramática, nunca consegui me apegar verdadeiramente ao idioma.

- Mas você fala tão bem! Parece até que é fluente!

- Ah sim, isso explica. Se andasse mais comigo, talvez se perguntaria porque aliens e anglo-saxões todos falariam japonês também. Ou você acha que a Haruko também perderia tempo aprendendo um idioma específico de uma região da Terra, que por sinal nem é um dos mais falados?

-... – Pensando bem nisso, ele tinha razão. Era uma perda de tempo. Quem deseja implantar o caos cegamente não vai querer saber em quem causar.

À medida que conversávamos, mais perto chegávamos da Mechanical Mechine e as ruínas daquela fábrica. Ficamos analisando por um tempo algumas fontes, mas nenhum sucesso obtido. Então, subimos até o topo. Vendo aqueles escombros e a altura da cidade, eu fiquei parado, assistindo à cena. Quando você é ator em algum episódio da vida real, não é possível você ser também telespectador dessa cena ao vivo, portanto, você só poderia assisti-la através de reprise. E era o que estava reprisando na minha cabeça...

"O PODER DE ATOMSK É SOMENTE MEU E NINGUÉM MAIS DEVERÁ CONSUMI-LO!"
"Ela não desistirá dessa obsessão! Acaba com isso de uma vez por todas!"
"Eu te amo..."
"Você não pode vir, Naota! Você é só um garota, no final das contas..."

Fiquei tão distraído nessa loucura que quase não me lembrava do que eu ia fazer ali com o Doutor. Na verdade, não percebia nem que ele também desviou o foco da missão para mim.

- É a Haruko? – Ele perguntou, pensando no que eu poderia pensar, e estando correto novamente. – Ela era importante para você...?

Uma vez que o Doutor perguntou isso, eu não respondi nada. Deixei que a conclusão fosse mútua.

- Eu entendo. Clara também era assim..., ao menos o que eu sei dela...

- Tens sorte de ela não tenha causado nenhum problema contigo. – Falei, em referência a todo o caos que ela nos submeteu. – Eu acho que você não é o tipo de gente que gostaria de uma vida caótica assim tanto... - Um pouco frustrado com esse engano, ele retrucou dizendo:

- Já me compararam com um dalek, para você ter noção. – Mesmo que eu não soubesse o que é um dalek, eu deixei passar, adicionando mais comentário:

- Sabe, eu tomaria cuidado se fosse você. – Falei. – Existem pessoas que não conseguem se livrar da dependência de viver no caos. E uma vez que ele se vá, é hora de sair à procura de uma nova vida...

Acredito que ele não tenha ficado confuso, levando em conta seu alto poder de interpretação. Pois é, existia outra personagem na jogada. Mas eu não falarei sobre ela. Não paga a pena para literalmente ninguém. E também não convém lembrarmos de pessoas assim...

- Vamos, Naota. – Ele falou, querendo dar um fim nessa sádica nostalgia. – O passado existe realmente para guardar ideias que ficaram incompletas, que podem ou não continuar. Se sim, então a esperança domina. Se não, de nada vale desespero, pois ele não trará o que você deseja de volta mesmo...

-... A não ser que...!

- A não ser que o quê?

- Se a energia N.O. ainda está presente em Mabase... é porque a missão dela ainda não está completa! – Meu entusiasmo preocupou o Doutor. Era óbvio que depois desses meses, eu já tinha maturidade para saber do que penso. Mas o que eu penso não convém ao interesse de ninguém que seja normal. Nem mesmo um extraterrestre como ele.

- Isso é ridículo, mas eu acredito nisso também. – Ele falou em referência à Haruko, em qualquer sentido ou interpretação. – Entretanto, eu quero guardar os registros de energia para eu dar uma rápida averiguada, e então entregar para o conselho de pesquisa espacial, ou quem sabe eu vendo em um leilão.

Essa última afirmação me deixou bem espantado, por sinal, mas ele retrucou:

- É óbvio que eu não vou fazer isso. Poupe-me, por gentileza...

Continuando a nossa procura, achamos um abismo. Foi na proximidade desse abismo que eu evitei que um asteróide produzido por Furi Kuri se colidisse com a minha cidade, tudo usando uma guitarra como bastão de beisebol. A partir daquele dia, as pessoas me refeririam como "herói municipal". Conforme nos aproximamos do abismo, o sinal de N.O. aumentava cada vez mais...

- Vampiros de Veneza que me mordam! - Estranha exclamação, fez o Doutor. Ele checou mais uma vez aquele estranho rastreador em forma de barra. Mais estranho ainda é o barulho que aquela coisa fazia quando tentava rastrear algo.

- Ao que parece, a fonte só pode ser alcançada através do efeito que a desbloqueia.

- Então é isso... depois de quase um ano ter se passado, essa história de "Furi Kuri" ainda está presente na minha vida. - Depois disso, comecei a usar todo o meu louvor para comemorar esse desejado fato: - Mas que saco! Quando é que a puberdade vai ir embora?! Como ela gosta de duvidar a minha maturidade!

- Ou talvez você que se engane.... O jeito correto é desbloqueando ela através de contato direto, mas com uma mira certeira, cronologia perfeita e exata.

- E como estamos supostos a fazer isso?

- Por que não pulamos as etapas?

- É arriscado, especialmente porque se algum detalhe for esquecido, nossa pesquisa fica incompleta e sem qualidade.

- Não, na verdade eu quis dizer por que nós não vamos caindo pelas etapas?! - Ele disse enquanto me jogou ao lado dele numa atitude completamente suicida e louca.

- SE LEMBRA QUANDO EU DISSE QUE VOCÊ ME LEMBRAVA A HARUKO?! AQUILO NÃO ERA NECESSARIAMENTE UM ELOGIO! - Acreditava que aquelas seriam as minhas últimas palavras, então tentei ser bem sincero.

- Eu sempre quis falar isso depois de tanto tempo em desuso:... na verdade, não. Eu era um louco e não sinto falta de mim, mas se eu estivesse aqui, gritaria isso: GERONIMOOOOOOOOO!!!!

Sim, ficou muito estranho, um arrependimento ter gritado isso.

- Doutor, sou eu que narro a história, não você!

Ah, que saco...



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