História Coração a Galope - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Minerva Mcgonagall, Rúbeo Hagrid
Tags Cavalos, Centauro, Ferradura Dourada, Floresta, Hipismo, Hogwarts, Magia, Shifters, Tigre, Yaoi
Visualizações 12
Palavras 1.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Lemon, Luta, Magia, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Shifter Tigre


Fanfic / Fanfiction Coração a Galope - Capítulo 3 - Shifter Tigre

A sensação da boca dele sobre a minha era indescritível, e talvez, só talvez, o fato de ela ser tão gostosa servia internamente como desculpa para a fraqueza da minha carne e o fato de eu não querer desgrudar da boca dele. Muito embora os lábios macios e a língua de veludo de Ekar não precisassem de desculpa. E como era prazenteiro, ahh....

                - Meu Merlin Ekar, não acho que Josh quisesse algo mais que você cumprimentasse o rapaz.

                Ele não pareceu dar bola, não estava nem ai mesmo. Na verdade, tudo o que ele fez foi aprofundar mais o contato, reafirmando a posse de minha boca com sua língua. Bem, ele era um conquistador bem-vindo. Apreciei cada centímetro de pele em contato com a minha até que eu perdi o folego novamente, maldito ar desgraçado, e Ekar se afastou, com a poha do sorriso de canto ainda nos lábios. Ele levantou as duas sobrancelhas e olhou pra Jascian, que só então percebi, nos olhava algo entre curiosa e desconfiada. Um olhar para Josh dizia que ele havia entendido o que quer que fosse que aparentemente o Poderoso Machão havia decidido que não ia me contar.

                - Qual a parte de: Não me chame de Poderoso Machão, você não entendeu? Além disso, basta que me pergunte o que quer saber e eu falo. Apesar de Josh saber de algumas coisas melhor do que eu.

                O simples som da voz do homem fez descer um arrepio na sua espinha. Tinha um timbre forte e másculo, era áspera e lembrava o tom de um rugido, como se ele estivesse em algum lugar entre normal e rouco. Mil ideias sobre momentos em que podia telo com a voz realmente rouca por motivos mais doces passaram por sua cabeça e antes que pudesse para-los a imagem solida de voltar do banheiro pela manhã e encontrar Ekar em sua cama, com os dosséis enrolados e ele próprio, enrolado em seus lençóis de seda cor de cobre e seu cobertor de peles vieram à tona. O frio vento do inverno do sul batendo na sua janela e o timbre de voz dele, refazendo o caminho do arrepio em sua espinha pedindo pra que Mickhael não ficasse no frio, mas que viesse de novo pra cama, se esquentar entre as peles. Sua resposta de que queria, mas que tinha que ir ao campo com os homens da estancia, ver cavalos e separar aperos de armas, pra uma caçada já marcada havia tempo, e seu Ekar gatinhando até a borda da cama e usando aquele mesmo timbre de voz, já rouca, pra convence-lo a ficar.

                Então havia o Ekar de verdade, com o rosto voltando novamente as feições duras, imóveis, e com seus olhos o traindo. A face dele escondia um rubor e seus olhos entregavam o calor que sentia, aparentemente, por saber o que eu estava pensando. Seus olhos entregavam emoções quentes. Luxuria, era o nome do que via nos olhos de Ekar. Desejo, também. Desejo,.. Quereria um homem que mal o conhecia passar uma manhã rotineira de inverno se querendo com ele? Por que?

                - Por que nós somos companheiros.

                - E como pode dizer isso, se não me conhece?

                - Eu sinto. Sou um shifter, um Tigre, e, muito embora isso não seja tão importante assim, ao menos agora, e não pra você, um Alfa.

                - Shifter?

                Eu realmente estava confuso, nós fomos apresentados e do nada, em questão de quinze minutos, eu imaginava manhãs rotineiras e sentia que o homem era um eixo de minha vida a ponto de compara-lo com Resuena. Como isso podia acontecer? Nada na sua vida jamais fora tão importante quanto era Resuena. Nada. E então do...

                - Você sabe algo sobre lobisomens? - Era Josh quem falava. Assenti, havíamos estudado o tema em Castelobruxo. - Um shifter é mais ou menos semelhante. Ele tem o animal, que não é necessariamente um lobo, guardado dentro de si, e o libera, assumindo sua forma, mas sem perder o controle de sua consciência...

                - A menos... - Agora era Ekar que o interrompia. - Que ele seja muito fraco, nesse caso, o animal dele toma conta. Pode apostar que não terá esse problema. – Pelo tom de voz e pelos olhos, eu podia jurar, nesse mesmo momento, que Ekar era um pavão, não um Tigre, como os havia ouvido dizer. Pelo olhar ofendido que lhe dirigiu também podia jurar que ele acompanhara o rumo dos seus pensamentos. Eu ri. Jascian me acompanhou, e Ekar olhou feio pra ela, que só fez segurar um pouco o riso.

                - ...A forma, - Continuou Josh, como se não tivesse sido interrompido, mas olhando debochado para Ekar, como se tivesse anotado o que acabara de acontecer. – não é, entretanto, alterada como a de um lobisomem. Veja, essa é a diferença entre um lobisomem e um shifter lobo; o shifter lobo se transforma em lobo, quando quiser, e o lobisomem se transforma em uma forma de lobo somente nas luas cheias. Também tem diferença entre shifters e animagos, mas não está nem na forma nem no tempo, só no contexto geral. O animago é um bruxo que estudou animagia e aprendeu a assumir a forma de um animal, que é, necessariamente, o seu patrono; já o shifter nasce com o seu dentro dele, que é necessariamente, o mesmo de um de seus pais, ou dos dois, e tem uma parte tanto de sua personalidade quanto de seu físico que são baseadas no espirito de seu animal.

                Olhei para Ekar, definitivamente, não era difícil achar as partes do Tigre nele.

                - Então... isso significa que pode se transformar em um tigre todas as vezes que quiser?

                - Poder, eu posso... – Ekar estava contrariado, de que adiantava ser um Tigre Alfa se, quando sabia que seu companheiro queria que o demonstrasse, ele não podia? Droga de...

                - Mas é claro, não vá pensar que eu quero vê-lo agora, nesse vagão socado de gente. – Micka fora rápido em afirmar. Se tanto ele quanto seu Tigre podiam suspirar de alivio? Podiam, deviam. E foi isso o que eles fizeram. Muito embora soubesse que o único desejo de seu Tigre fosse sair, se mostrar, exibir sua força e seu poder para seu companheiro, para em seguida toma-lo e marca-lo...

                A imagem dele tomando Mickhael, seu companheiro estendido em fundo negro, frente uma lareira, e Ekar sobre ele, levando-o rápido e duro como nunca fora... E de ele próprio, alcançando seu prazer e mordendo a junta do pescoço e do ombro de Micka, fazendo-o ter seu prazer como jamais tivera apenas por senti-lo marcado. Seu Tigre rugiu dentro dele, e, Ekar não era fraco, sabia o que estava fazendo e nos problemas em que poderia se meter, mas, talvez por causa do cheiro de seu companheiro, talvez por causa do olhar de Joshua e Jascian adivinhando o que ele estava pra fazer e dizendo não...

                Mickhael viu nos olhos de Ekar que ele faria alguma coisa antes de ele realmente fazer. Ouviu o leve tremor do que parecia um rugido mal contido e, então, viu o grande tigre dourado e negro que ocupava quase o vagão inteiro.

                Era lindo. Tinha um pelo indescritivelmente belo, incomparável com qualquer que jamais tivesse visto. Divinal, intocável, imperturbavelmente majestoso... E aqueles olhos, fixos nele por alguma motivo indizível. Olhava pra ele como se fosse uma presa.

                Ele não sabia dizer por que, mas não se sentia ameaçado. Nem um pouco. É claro, quando pulou por cima dele, deixando-o estendido, deitado, como pouco antes o homem que Ekar era havia feito, assustou o inferno fora dele, mas não com medo. Com medo nunca. Aquele tigre enorme, poderoso e forte, capaz de fazer-lhe em pedaços, ainda era, entretanto, seu Ekar. Mesmo quando abaixou o rosto junto ao seu e rosnou, não temeu ele, mas enganchou seus dedos em seu pelo macio e sedoso, e ouviu o rugido de seu tigre se tornar, então um ronronar baixo. Ele esfregou o focinho em seu nariz, e desceu, atritando o rosto do tigre até chegar em seu pescoço e ali...

                Ele preparou-se para sentir a dor, mas tudo o que veio quando o grande felino mordeu a junta de seu pescoço e ombros, tudo o que sentiu foi um prazer maior do que tudo. Não sentia mais seu corpo então, além das mãos que se agarravam ao pelo de Ekar. A sensação doce de calor desceu ondeando pelo seu corpo como se achegar perto do fogo. Era incomparável, entretanto, com qualquer gole de uma bebida quente em meio a um dia frio, ou a qualquer calor repentino que já sentira. E quando, como que, dopado com alguma anestesia forte, ele sentiu as presas saírem da carne e a língua áspera mas morna lamber a ferida... Viu tudo opaco, então, e só despertou do transe quando o seu companheiro buscou seus olhos.

                Olhando os olhos do Tigre de Ekar foi que deu-se conta: Estava para sempre ligado a es te homem, e não só ele como todos os seus segredos. Ele era, agora, para sempre seu, bem como Micka era para sempre dele. Eles se pertenciam mutuamente, mais que amigos, enamorados, amantes e namorados. Eram um do outro mais que maridos. E se fora muito bom nos primeiros vinte minutos, a primeira prova de que tinha tudo pra dar errado não demorou a aparecer. Veio na forma da vice-diretora ou diretora substituta Minerva McGonagall, com quem havia acertado por correspondência sua transferência para a nova escola, para a qual estava indo agora sem nunca a ter visto, já com um ponto na conta.

                - Sr. Rawbash, creio que tenhamos acertado que realizaríamos a sua Seleção das Casas a caminha da escola. Peço que me acompanhe ao vagão dos professores para tal. - Assim que não separamos, eu me sentei e ele virou-se para a porta, onde podíamos ver uma mulher alta e ereta, muito rígida e corada, com óculos quadrados e o cabelo negro preso em um coque firme. Usava vestes verde-esmeralda e em seguida olhou para o tigre. – Já o Sr. Lindberg, queira por favor dirigir-se a sala da direção logo após o Banquete.



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