História Coração Alugado - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Min Yoongi (Suga)
Tags Auto Preconceito, Lemon, Menção!vhope, Yoonkook
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Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas!
Boa leitura <3

Capítulo 4 - Aluga-se Um Toque


Coração Alugado

Cap. 04: Aluga-se um Toque

A M A R O

 

Yoongi acordou bem.

Quando abriu os olhos percebeu que estava deitado sobre o peito de Jeongguk, e que o mesmo o abraçava pela cintura. Ele não havia acordado, o rapaz ainda mantinha seus olhos bem fechados, e quando tentou se levantar, as mãos o apertaram o impedindo de sair. Tentou mais uma vez, mas não conseguia fazer o garoto solta-lo, Jeongguk era bem mais forte que ele até mesmo em estado de sonolência.

— Jeongguk, eu preciso ir trabalhar.

Demorou um pouco até Yoongi conseguir ouvir algo parecido com um “não” sair como um murmúrio, enquanto o mais novo o puxava ainda mais para cima de seu corpo e o apertava como se temesse sua fuga.

— Jeongguk, vai me fazer atrasar.

— Fica mais um pouquinho. — em meio a mais um murmúrio o Jeon empurrou o corpo de Yoongi para o lado e o abraçou com ambos os braços e também com as pernas. Yoongi era pequeno, mais se parecia com um urso de pelúcia estando naquela posição.

Agora sim Yoongi não tinha como sair. Ficou ali por mais alguns minutos, e não era ruim, pelo contrário, estando ali podia sentir algo parecido com carinho vindo do rapaz. Virou sua cabeça para o lado, onde conseguia visualizar o rosto do rapaz dormindo, ele era tão bonito, e quem não conhecia sua profissão o julgaria como o ser mais puro desse mundo.

O que estava fazendo ali? Jeongguk era quase uma criança, ainda carregava o mesmo semblante inocente de um garotinho. Mas por que ao mesmo tempo se sentia tão atraído pelo mesmo? Era quase surreal, Jeongguk conseguia ser o que queria tanto ter.

E que ao mesmo tempo desejava nunca querer.

Se odiava por ser assim, por ser o que detesta, por ser covarde, por se prender. Min Yoongi era praticamente um grande pássaro preso em uma gaiola fabricada por ele mesmo, gaiola esta que se encontrava com a porta aberta, todavia o pássaro não sabia voar.

Jeongguk poderia lhe ensinar a voar?

— Eu preciso mesmo ir, mas você pode dormir mais.

Aos poucos Yoongi conseguiu ir se soltando, o Jeon havia apagado completamente e dormia em um sono profundo. O Min conseguiu tomar um banho e ir se vestir no próprio quarto, por mais que ainda olhasse fixamente para o rapaz com medo de que ele acordasse e visse seu corpo.

Não queria que ninguém visse seu corpo, sempre fora assim.

Desceu para tomar café, e foi a primeira vez que tomou café sozinho com um sorriso no rosto, aquela cadeira por mais vazia que estivesse, parecia carregar a presença de alguém. Só de saber que no andar de cima dormia alguém já era suficiente para se sentir confortável.

Não havia ninguém para lhe abraçar antes de ir ao trabalho, todavia isso não o incomodou, os abraços dados pela manhã já lhe eram suficientes. Nenhum calor se compararia com aquele. Aquela casa não estava vazia, pela primeira vez não estava. Era inexplicável, todavia Yoongi não pediria explicações, e guardaria apenas para si aquele conforto imenso, quando a porta fosse fechada ninguém mais precisava saber do que ali ficava.

O caminho até o trabalho foi regado a uma boa música no rádio, sem nenhuma discussão, nem rádio chata sobre meteorologia. E sorrir para a recepcionista era tão raro quanto o “bom dia” ser dado para o segurança. Não estranharia o fato de todos estranharem.

Seu dia estava sendo bom, incrivelmente bom, era quase como se flutuasse sem motivo, seu humor era um dos melhores. O que Jeongguk não fazia? Estava se permitindo ser a pessoa que queria ser, nem que fosse apenas naquele dia, só para sentir o gosto que tem, e ser simpático não doía tanto assim. Mas é como dizem nas histórias dramáticas “Tudo o que é bom dura pouco”.

Estava arrumando uns papeis na sala de reuniões quando sentiu braços rodearem sua cintura e um peso sobre seu ombro esquerdo, em seguida uma voz carregava de malicia sussurrou seu ouvido:

— A noite foi boa, Sr. Min?

Yoongi sentiu um gelo na barriga, um gelo conhecido, que apenas Taehyung era capaz de causar, não precisava nem se virar para saber quem era, aquela voz grossa era inconfundível.

— O que está fazendo? — tentou manter a calma, não deixaria o Kim estragar seu bom humor.

Taehyung não era ruim, apenas ardiloso demais, e no fundo sentia medo do mesmo, quase como se o Kim fosse uma grande bomba que poderia explodir a qualquer momento, nunca sabia o que ele faria a seguir, era indecifrável, e cada movimento seu parecia ser calculado. Uma cobra a ponto de dar o seu bote.

— Você é atraente, Sr. Min. — Taehyung sussurrou ainda mais perto de seu ouvido, podia sentir a ponta do nariz do mesmo tocar em sua orelha, com aquelas mãos bobas descendo por seu corpo de forma indecente e sem vergonha nenhuma — Se eu não estivesse tão apaixonado pelo Hoseok eu não pensaria duas vezes antes de te jogar sobre essa mesa.

Limites.

Taehyung estava ultrapassando todos os limites possíveis, esquecendo-se até de que era com seu chefe que estava falando. Ele era um louco! Talvez essa fosse a única explicação. Como estava o suportando até agora? Jamais imaginara que o moço bonito do Marketing poderia agir daquela forma tão devassa. Depois que Luhyun se foi, seu mundo virara de cabeça para baixo, era a única explicação que conseguia formular.

— Taehyung, você está a ponto de ser demitido.

Ele o soltou.

— Você não sabe brincar.

O Kim caminhou até a janela, ficou em silêncio por alguns instantes, enchendo Yoongi de esperanças de que ele não fosse mais tocar em nenhum assunto desnecessário. Mas o silêncio durou pouco.

— Quem você comprou, Sr. Min?

Ou Taehyung era muito seguro de si, ou tinha certeza de que ele realmente havia comprado alguém. O Min se sentia surpreso diante de tanta certeza, e até suspeitava de que de alguma forma ele já soubesse. Era assustador, em alguns momentos. E o pior de tudo era saber que não tinha como mentir, tudo em si entregava o real motivo de seu bom humor, principalmente para Taehyung, que conhecia seu verdadeiro gosto pessoal.

— O Mr. Rabbit.

O Kim virou-se para ele, permanecendo ainda do lado da enorme janela de vidro, sua expressão era um misto de surpresa e curiosidade.

— Uau! — soltou, ainda com a mesma expressão e tonalidade de voz — Ele é bem caro, deve ser muito bom.

— É, ele realmente é muito bom. — não teria outra coisa para dizer, Jeongguk era tudo o que alguém poderia querer, ao ponto de ser praticamente impossível o descrever com algum adjetivo negativo.

Taehyung pôs as duas mãos nos bolsos, e o olhando por aquele ângulo, Yoongi conseguia ver o quão atraente ele era, era até estranho pensar daquela forma, mas até a aparência do mesmo gritava toda a sua personalidade, deveria ter reparado antes, tudo em Taehyung dizia quem ele era.

— Jeon Jeongguk, ele é amigo do Hoseok, já nos vimos algumas vezes, ele é muito bonito, ainda me impressiono como a cada dia que se passa ele parece ficar ainda mais atraente. — o Kim caminhava enquanto falava, estava indo na direção da porta de saída — É uma pena que o tenha conhecido depois que me apaixonei, nós dois nos daríamos muito bem.

E depois disso ele saiu da sala, e estranhamente Yoongi sentia seu sangue ferver só de imaginar Taehyung tocando em Jeongguk. Ele era seu.

 

[...]

 

Não almoçou em casa naquele dia.

Quando chegou não encontrou Jeongguk onde ele deveria estar, subiu as escadas pronto para reclamar do serviço do mesmo, já estava até com as palavras na ponta da língua. Estava irritado depois da péssima reunião que havia tido mais cedo, onde alguns sócios praticamente o obrigaram a almoçar com eles, o impedindo de vir para casa ver Jeongguk. Estava a ponto de explodir, e pelo visto, explodiria com Jeongguk.

Mas sua raiva morreu no momento em que o viu.

Jeongguk dormia tão sereno, descoberto e de forma desajeitada, quase como se tivesse dormido sem querer ali. Yoongi se sentiu calmo só de olha-lo. Sentou-se ao lado do mesmo, e por alguns momentos se permitiu ficar ali e admirar sua beleza, ver o quanto ele era angelical, e o quanto o som de sua respiração era tranquilo. Num momento de maior coragem, se permitiu tocar com a ponta dos dedos a sua face, sentir aquela pele macia na palma de sua mão. Tocou os lábios do mesmo, tão vermelhos e chamativos que chegava a ser apelação.

Mas que merda, Yoongi! Estava morrendo de vontade de beijar aquele garoto.

Se afastou. Caminhou até a porta de seu guarda-roupas e começou a se despir ali mesmo, acreditando que o sono de Jeongguk era profundo. Porém assim que terminou de desabotoar a camisa, ainda de costas para o Jeon, ouviu:

— Você tem uma tatuagem bonita.

Yoongi se virou assustado, mas preferiu não vestir a camisa de volta, era vergonhoso ter Jeongguk o olhando daquela forma, mas ao mesmo tempo queria dar aquele passo em sua própria segurança. Ele era um homem, homens ficam sem roupa na frente uns dos outros, isso era normal.

— Ah, isso? — Yoongi tocou sua costela, bem onde a tatuagem de uma flor vermelha estava — Eu estava bêbado, nem lembrava no outro dia.

Se Yoongi contasse a história inteira, perceberia que aquele havia sido um dos melhores dias de sua vida, onde se permitiu ser o que sempre quis, e agiu da forma que queria, não da forma controlada a qual seus pais sempre lhe impuseram. Fôra naquela noite de bebedeira que Yoongi se envolvera com as pessoas mais erradas, e feito tudo de mais errado.

— Mas você tem dinheiro, poderia ter tirado se quisesse. — Jeongguk analisou, sendo que sua real intenção era descobrir os motivos que faziam Yoongi permanecer com ela.

Algo ele escondia.

— Ela me lembra alguém. — se resumiu a apenas isso, era uma longa história, que jamais fora contada.

E se dependesse do Min, ela jamais seria.

Jeongguk queria saber quem era esse alguém, porém sabia que não adiantaria perguntar, era evidente que ele não diria assim tão fácil, estava na cara que aquela história envolvia segredos de um passado até então estranho e confuso. Alguma coisa aconteceu para que Yoongi se fechasse tanto, e de certa forma Jeongguk acreditava que esse alguém tinha culpa no cartório.   

— Eu também tenho uma tatuagem, você quer ver?

Se Yoongi soubesse o local da tatuagem, ele não teria aceitado ver. Todavia, meneou sua cabeça afirmando, e encarou o rapaz enquanto ele lentamente desabotoava sua camisa de seda vermelha. Queria desviar seus olhos, mas se manteve firme o olhando. E quando a camisa deslizou para o colchão, o Min percebeu o quanto o corpo do mais novo era perfeito.

Mas que merda! Ele era lindo.

As asas da fênix se estendiam pelo peito malhado do rapaz, a tinta preta era bem definida pelo tom claro da pele. Yoongi fixou seus olhos, visualizando cada centímetro, enquanto a cauda se estendia pelo abdômen do mesmo. Era magnifico, estava o hipnotizando.

Lentamente se aproximou da cama, até parar diante do rapaz, a poucos centímetros do mesmo. Jeongguk estava de joelhos sobre a cama, sentado sobre seus calcanhares, o que o deixava quase com a mesma altura que Yoongi. O Min levantou sua mão, e em um momento raro de coragem ousou tocar a pele do Jeon, a ponta de seus dedos tocaram uma das asas da fênix, sobre o peito do rapaz, e ainda mais devagar Yoongi se permitiu descer seus dedos até a cauda, tocando o abdômen do mesmo.

Seus olhos acompanharam o caminho de seus dedos, contornou a enorme tatuagem voltando até o peito do mesmo e parando por ali, repousou sua mão inteira, e só então encarou Jeongguk novamente.

— Gosta do que vê, Yoongi? — o mais novo perguntou, da forma mais sugestiva possível.

Queria testar os limites daquele homem.

E Yoongi estava balançado.

— Nunca conseguiria ter um corpo assim, me sinto um fraco estando dessa forma ao seu lado. — confessou, seu corpo magro demais nunca fora seu orgulho.

Yoongi queria ser como Jeongguk era, porém nunca tivera tanta força de vontade, suas ocupações se resumiam em malhar a mente e não o corpo, e talvez sua baixa autoestima tenha influenciado em seu fechamento diante de outras pessoas as quais julgava serem mais bonitas.

Luhyun era linda, e diante dela Yoongi sentia vergonha de seu corpo.

— Você não precisa ter músculos para ser atraente, Yoongi. — Jeongguk o tocou, de forma sutil para que ele não fugisse, o Jeon tocou sua barriga — O seu corpo me excita do jeito que ele é.

A mão que outrora esteve sobre a barriga escorreu para as costas, e então o puxou, até que seus corpos colassem um no outro. Yoongi quis sair de perto, porém continuou ali, se culpando por estar gostando tanto daquele contato. Estava de joelhos sobre a cama agora, por ser menor, seus olhos se fixavam na clavícula do Jeon. Jeongguk tocou seu queixo e levantou sua cabeça para que o olhasse.

Yoongi não saberia dizer por quanto tempo apenas encaram um ao outro. O mais novo o abraçou e o puxou sentando novamente sobre seus calcanhares, o peso de Yoongi caiu sobre ele, abriu suas pernas prendendo as pernas do Min entre elas. Yoongi se permitiu encostar a cabeça no peito nu do rapaz, ele o apertou forte entre seus braços, o aconchegando ali como se quisesse protege-lo naquele momento.

E agora sentados na cama, completamente preso ao Jeon, Yoongi se sentia bem, como se aquele fosse seu real lugar no mundo. Sua mente ainda o culpava por se sentir tão bem nos braços de um homem, mas ao mesmo tempo seu corpo clamava por aquele contato.

Fechou seus olhos, ficaria li.

— Jeongguk, diga que me ama.

— Eu te amo, meu pequeno.  

   

 

[...]


Notas Finais


Yoongi e suas ordens...


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