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História Coração Artificial (Kim Taehyung) - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


ois amoraaas! Se hidrataram hj? Kkk eu não.
mas tá aí mais um capitulo hehe.
Boa Leitura!

Capítulo 14 - Chapter Fourteen


Fanfic / Fanfiction Coração Artificial (Kim Taehyung) - Capítulo 14 - Chapter Fourteen

                        ZOE

Aquele momento que você paralisa e sente que não é capaz de processar praticamente nada do que está acontecendo naquele instante. Quando suas pernas de repente se encontram bambas e a voz embargada. Segura o choro por aquela sensação horrível de estar no lugar errado na hora errada, a sensação de medo. Medo do que possa acontecer. Medo da realidade.


—S-senhor Kim?—Meus olhos arregalam-se diante da imagem que tenho em minha frente.


Ele sabia que Taehyung e eu nos encontraríamos aqui?


Por um momento permaneço estática. Não há muito o que fazer. Fomos pêgos no flagra, eu fui pêga no flagra.


O olhar julgador do homem me analisa. É visível o medo que me acerca, quando noto um lado de seus lábios elevar. Seu olhar queima sobre mim, enquanto ambos nos mantemos calados, porém, não desfrutamos da mesma sensação. Ele parece gostar do que está presenciando.


—O-o que o senhor faz aqui?—Mesmo com a voz mirrada, eu questiono.


—Ah, criança...—Ele executa pequenos e vagarosos passos em minha direção.—O que uma garota tão pequena e fraca como você, está fazendo aqui á essa hora da noite, hm? Não acha perigoso?


Mantenho-me olhando para um ponto fixo á minha frente, porque não consigo encarar a face daquele que, lentamente, dá uma volta, parando atrás de mim.


—Não acha tolice se arriscar assim para se encontrar com um Android?—Seu riso anasalado soa rente ao meu ouvido, fazendo-me tremer dos pés a cabeça. Eu estou visivelmente com muito medo.—Se ao menos ele fosse confiável...


Tomo coragem e viro-me em meu eixo, afim de encarar o homem que mantém em seu rosto, sua melhor expressão vitoriosa.


—O que você quer dizer com isso?—Franzo o cenho.


—Taehyung é um robô, uma máquina. Acha mesmo que ele possui sentimentos por você?—Deixa escapar um riso soprado.—Ele não foi atualizado para esse tipo de relacionamento ainda, criança.


Permito que minha boca fique entreaberta, porque desejo dar-lhe uma boa resposta, entretanto, de meus lábios nada sai. Não consigo pensar e nem dizer nada, somente sinto um pressentimento ruim dentro de mim, fazendo com que meu coração se aperte mais e mais.


—Ele te prometeu amor? Lhe propôs uma fuga para viverem felizes para sempre, juntos?—Seu riso anasalado agora se transforma em gargalhadas.—Não seja tão ingênua, garota. Taehyung jamais será um humano de verdade. Como pretendia viver ao lado de um android, hm? Assim como todos os aparelhos tecnológicos, Taehyung precisa de atualizações, e o essencial; energia. Ele precisa carregar sua bateria em tempos e tempos. O que iria fazer se de repente ele desse um bug, como naquele dia em frente á minha casa? Eu sou o único que pode fazer com que ele funcione corretamente. Taehyung precisa viver comigo, não com uma adolescente sem noção como você.—Ele inclina a cabeça levemente para o lado, vislumbrando minha face que, sei que é visível minha fisionomia tristonha.—Pare de fazê-lo criar ideias malucas.


—Mas, eu...


—Fique longe do meu projeto, entendeu?


A minha vida é realmente complicada. O que eu posso dizer agora, diante de todas suas palavras que me deixaram totalmente sem defesa? Ele é o criador, a mente por trás de Taehyung, então, não há nada que eu possa fazer no momento. Eu estou incondicionalmente desiludida.


—Eu não quero fazer o que está me pedindo...


—Okay.—Ele me dá as costas e caminha em uma direção oposta de mim.—De qualquer maneira, ele não se lembrará de você mesmo.


—Espera!—Exclamo, vendo-o já um pouco distante.—Você... Você está com ele? Você fez ele se esquecer de mim?


O homem apenas vira seu rosto minimamente para me fitar por cima dos ombros.


—Desista de Taehyung.


NO DIA SEGUINTE....


Com a mochila nas costas e fones no máximo, executo passos vagarosos pelo corredor da escola. Eu queria ficar sozinha e me atormentar mais um pouco pelos acontecimentos dos últimos dias, mas, acabo por encontrar com Rose num dos bancos por ali.


—Nossa, quem morreu?—Ela solta seu comentário assim que me vê.


Minha esperança de felicidade. Isso que morreu.


Tiro os fones dos ouvidos e me sento ao seu lado. Deixo escapar uma lufada de ar, demonstrando minha exaustão, e ela permanece com sua fisionomia de interrogação, observando cada movimento meu, em silêncio.


É claro que ela notou a diferença da minha fisionomia. Rose me conhece bem o suficiente para saber quando algo está certo ou não, acontecendo comigo.


—Problemas de novo, amiga?—Indaga.


Isso já nem é novidade para mim. Tudo o que vem acontecendo comigo nos últimos tempos, foram problemas em cima de problemas.


Meus pais voltaram para casa, porém, não consigo me sentir bem com isso; Jungkook também retornou, e tudo o que posso pressentir são complicações.


—Deixa eu adivinhar... Taehyung.


—Eu não quero falar sobre isso, okay?—Minha voz sai embargada, pois, não há como disfarçar a vontade de chorar imensa que me apossa.


Bem que poderia existir uma máquina do tempo, onde eu entraria para viajar para o momento em que Taehyung propôs aquela ideia. Se eu pudesse voltar àquele instante, com toda certeza eu teria feito uma loucura de imediato. Mas, infelizmente não podemos prever oque irá acontecer, e muito menos voltar no tempo para tentar mudar certas coisas.


O Senhor Kim sequer o permitiu vir para a escola. Não há vestígios de sua presença em lugar algum, não o vi desde aquela vez, nas montanhas.


Eu sinto falta dele.


Será que ele está bem? O que o Senhor Kim irá fazer agora que eu sei do seu segredo? Estaria eu, em perigo? Não... Não é como se ele tivesse uma cara e atitudes de um assassino.


Inspiro profundamente o ar, relaxando meus ombros logo em seguida. Meu corpo estava ali, naquele corredor, sentado sobre aquele banco cimentado, mas, minha mente, meus pensamentos estavam em um lugar distante dali.


Não demora muito até que o sinal alto e irritante toque, indicando o fim do período escolar. Os portões se abrem, Rose me chama para que possamos ir juntas, entretanto, permito que ela vá na frente. Eu preciso de um tempo para mim.


Caminho em direção á rua, chuto umas pedrinhas aqui, outras ali, não desejando muito chegar tão cedo em casa. Meus pais estavam lá, e não duvidaria de encontrar Jungkook também, já que o mesmo, não compareceu á escola hoje.


Minhas orbes varrem os comércios na rua, logo parando em um ponto que eu me lembro bem de ter ido ali muitas vezes, inclusive, um lugar que eu gosto muito; sorveteria da dona Hinata.


Permito que meus passos me guiem em direção á sorveteria, não demorando muito á adentrar no local.

—Zoe, que bom te ver!—A mais velha exclama animada, assim que me vê.



—Tudo bem com a senhora?—Aproximo do balcão, sem desfazer o sorriso formado em meus lábios. É realmente agradável estar com ela outra vez.


—Eu estou ótima, mas, você não está acompanhada hoje? E aquele seu amigo, hm?—Não demora até que noto-a me lançar uma piscadela.—Aquele rapaz tão bonito.—Eu rio.


É claro que ela não perderia a chance de me dizer o quão lindo Taehyung pode ser. Ele realmente ganhou a admiração dela.


—Bem... Eu não o vi hoje. Então, vim sozinha mesmo. Tava com saudades do melhor sorvete do mundo.


—Ah, não exagere, filha.—Diz, sorridente.—Mas, sente-se, vou atender minha cliente preferida.


—Ah, não exagere.—Rimos juntas.


[...]



O tempo estava passando, os sentimentos ruins, dentro de mim, aumentando. A ansiedade e agonia de uma espera de qualquer movimento diferente, um acontecimento novo, uma aparição de alguém, a falta de informações ou de qualquer coisa, relacionada àquele assunto, faz de mim uma pessoa de condições mentalmente deploráveis.


Ir para casa, ainda estava fora de congetação. Eu não poderia. Eu não queria.


Mas, não é como se eu pudesse esperar que um milagre caia do céu. Não é assim que as coisas funcionam. Já é hora de encarar e tentar superar oque, de fato, nem deveria ter acontecido.


Eu era apaixonada por um garoto, tinha o namorado dos sonhos de todas as garotas, e mesmo assim, meus sentimentos me fizeram olhar para um outro alguém. Se ao menos não se tratasse de um assunto delicado, talvez, eu não estaria numa situação dessas.


Quem em plena sã consciência se apaixona por um robô? E mesmo descobrindo toda a verdade, continua com a ideia ridícula de querer ter um sentimento recíproco? Me diz que isso tudo não passa de um sonho bizarro, daqueles que parecem demorar uma eternidade para acabar, daqueles que você deseja acordar, porém, infelizmente não tem a capacidade de fazer com que isso aconteça.


Tudo oque minha mente consegue processar são pensamentos, fantasias de como seria minha vida ao lado daquele que, no momento, se tornou praticamente tudo pra mim. Sonhos e expectativas em relação á alguém, cujo, supostamente é uma máquina controlada por uma outra mente, e que, eu acreditei ser sua real personalidade. É inacreditavelmente estranho como tudo é tão real, como tudo literalmente está acontecendo comigo de verdade.


Solto um suspiro de frustração, notando já estar perto de casa. Eu passei o dia todo perambulando por aí, mas, agora eu precisava mesmo voltar.


Enquanto caminho, permito-me fitar o chão. Encarando meus próprios pés, executando passos a contragosto.


É estranho sentir como se a vida não tivesse mais sentido, é realmente louco saber que o motivo por essa sensação, é uma pessoa, uma existência.


Totalmente distraída, sequer tenho tempo de perceber que há alguém á minha frente, resultando em um choque de corpos. A lateral de meu rosto mantém o contato com aquele abdômen por um instante. A vergonha pela falta de atenção faz meu corpo permanecer estático e minha coragem de fitar a face do indivíduo desaparece como pó. Enquanto permaneço assim, posso sentir cada dobra de seu abdômen, o perfume exala em minhas narinas, e é essa fragrância que me faz voltar á realidade, elevando meu olhar até seu rosto, assim que me afasto bruscamente.


—Taehyung?—Minha voz vacila, mal posso acreditar no que está diante de meus olhos.—Taehyung! Você está bem, meu amor?—Enlaço meus braços em sua cintura, apoiando a lateral de meu rosto em seu peito. Eu o abraço forte, porque não quero que escape de meus braços. Contudo, ele não parece querer fazer o mesmo, sequer toca em mim, apenas recua um passo, como um aviso mudo para que eu o solte.


Suas sobrancelhas se juntam, seus olhos escaneiam minha imagem, como se... Como se ele não estivesse me reconhecendo.


—Tae?—Será que deu bug outra vez?


—Quem é você?—É tudo o que ele diz. E então, eu comprovo o que o dia todo eu imaginei ter acontecido; ele não se lembra de mim.


—Tae, não faz isso comigo. Você me conhece, éramos amigos, aí... Você me pediu em namoro, lembra? Sou eu, Zoe. Sua... Sua namorada.


—Eu não sei o que te fez me confundir com seu namorado. Desculpa, preciso ir.—Ele faz menção de prosseguir seus passos, porém, não permito que se retire quando me coloco em sua frente, interrompendo seu trajeto.


—E-eu não estou te confundindo, Taehyung...


—Esse sequer é meu nome.—Diz, colocando suas mãos nos bolsos frontais de sua calça folgada, num tom bege.—Sou Taeji. Kim Taeji.


—Não, você é o Taehyung. E-ele... Ele apagou sua memória, por favor, você precisa se lembrar de mim, Tae, nós nos amamos, íamos fugir juntos, você lembra? Você propôs isso porque queria ficar comigo...


—Estranho...—Suas orbes me analisam mais um pouco, e ele aproxima seu rosto do meu minimamente.—Você não cheira á álcool. Está enlouquecida, talvez?


—Tae! Eu não estou bêbada e nem fora de meu juízo.—Levo minhas mãos até seu rosto, permitindo-me sentir a textura macia de sua pele. O maior estranha esse ato quando franzi o cenho, mas, não desfaz o contato.—Eu sou a Zoe, Z O E! Você é Kim Taehyung, meu vizinho que se tornou meu amigo e depois meu namorado. Mas, seu pai não apoia, então, está tentando separar nós dois. Porque você é... B-bem... Eu acho que eu não poderia saber disso, e nem você, por isso ele apagou suas memórias, mas... Tae, você tem que lembrar. Você é... Um... Você é diferente, lembra? Não queria mais ser controlado pelo senhor Kim e então, resolvemos fugir. Mas, você não apareceu onde disse que iria me esperar... E então...


—Eu realmente preciso ir.—Interrompe-me, desfazendo o contato que fiz á pouco.—Você deveria procurar um psicólogo, garota. Tem um universo inteiro na sua cabeça.—E então, ele se vai.


Fico um momento processando oque acabara de acontecer. Taehyung literalmente me esqueceu. E agora?


Kim Taeji? Isso só pode ser brincadeira daquele velho.


Viro-me e encaro as costas do dono dos fios azulados. Ele certamente me acha uma maluca. Não são poucas as vezes que vira minimamente seu rosto para o lado, afim de encarar-me por cima do ombro.


Mas, por que há algo dentro de mim, contrariando os fatos?


Continuo observando-o até que ele vire a esquina, mas antes que assim o fizesse, noto-o me encarar intensamente pela última vez. Ele está...


Me chamando...?—Murmuro.


Faço menção de segui-lo, entretanto, sinto meus fios serem puxados para trás, obrigando-me á encarar o indivíduo que se faz presente.


—M-me solta!—Exclamo, e assim o faz rapidamente. Meu estômago embrulha só de ter que olhar para aquela imagem outra vez.—Senhor Kim.


—Eu disse pra você ficar longe dele.—Diz, entre dentes.


—Kim Taeji?—Rio ironicamente.—É sério?


—Ele não se lembra mais de você. Desista. Fique longe do meu filho!


—Ah! Então agora ele é seu filho? Não é mais apenas um projeto?


—Você não vai mudar de ideia, não é?—Indaga. Em sua fisonomia está explícita a raiva que lhe apossa.


—Não. Eu vou fazer Taehyung se lembrar de mim.


—Sabe que isso é impossível. Sou eu quem o controlo.


—Eu farei de tudo para que ele se lembre. Tudo.


—Ele é meu.—Seus olhos me fitam da cabeça aos pés.—Vadia.


Meu sangue ferve, a raiva me domina, e eu teria o esmurrado se Jungkook não tivesse chegado ali.


—Este homem está te incomodando, amor?—Sinto seu corpo parar atrás de mim. Os olhos de Kim vão até o moreno e seguidamente ri.


—Hm... Uma vadiazinha gulosa.


—O que você disse?!—Jungkook se coloca na minha frente, e eu sequer faço questão de tentar o impedir quando vejo-o dar um soco na boca do mais velho, sem pensar duas vezes.


Apesar disso, ele continua rindo em deboche. E não se importa com o sangue que escorre da lateral de seus lábios, quando ainda assim, verbaliza.


—Quem é você na fila, ein?—Jungkook cerra os olhos, Kim nos entreolha e antes de se retirar, complementa.—Deixe Taehyung em paz. Você já tem alguém para lhe servir de consolo.


O moreno vira seus calcanhares para me encarar, e eu engulo em seco.


—Por que ele disse isso? O que aconteceu enquanto eu estava fora, Zoe?—Meus olhos procuram qualquer ponto, menos sua face.—Você tem alguma coisa com aquele bizarro? Por isso está tão indiferente comigo? Olhe para mim, Zoe!—Sua mão segura meu queixo, prendendo minha atenção á si.—Você... Se apaixonou por ele?


Encaro seus olhos marejados, sua fisinomia ansiosa, esperando minha resposta. E a única palavra que sai da minha boca é:


—Desculpa.


Notas Finais


gente... confesso que esse capitulo não me agradou mt, MAS... espero q esteja pelo menos legível :)

bjsss, até o próximo ;)


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