História Corações de Aço - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Família, Insinuação Ao Sexo, Lobos, Revelaçoes, Romance, Traição
Visualizações 13
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ola boa noite e boa leitura

Capítulo 12 - Capítulo 12


Aaron

O que fizera?

Não levara Limey para aquelas árvores com a intenção de beija-la e encurrala-la como um animal, isso também não era inteiramente verdade pois uma parte de si não rejeitou a idéia do corpo dela colado ao seu, sua boca doce contra a sua, suas línguas dançando num ritmo sensual. Merda eu estava metido numa confusão das grandes. Na verdade era como se não soubesse bem o que o tinha me levado a fazer isso, era fato que eu estava nervoso e inquieto mas teve uma hora que eu simplesmente sumi. Não, não sumi mas apenas fiquei ausente como se eu fosse apenas um expectador assistindo de fora enquanto meu lobo tomava conta e pegava o queria.

Ao pensar no risco que Limey havia corrido comigo me deixou apavorado de uma maneira que eu nunca havia ficado. Durante a maior parte da vida, a minha metade lupina sempre ficou presa dentro mim mesmo com rédeas curtas, eu não queria ceder a esse desejo animal e acabar por fazer uma loucura.

Quando mais jovem eu era impetuoso, precisamente depois da morte dos meus pais, me avô embora tentasse ele nunca conseguiu suprir essa falta que me consumia de dentro para fora. Não foram poucas as vezes que cheguei em casa com o rosto e o corpo ensanguentados, provas que eu tinha saido para o mundo além e arrumado brigas com qualquer que fosse o infeliz que cruzasse o meu caminho. Me avô berrara em meus ouvidos o quanto eu era imprudente e o quanto colocava em risco o futuro do Clã ao agir dessa forma. Então como se para mim fosse um castigo ele me mandou para o treinamento militar, me forçando a aprender tudo que me era necessário. Se era pra ficar revoltado com o mundo todo ele dizia, então faria bom uso dessa testosterona toda para algo útil. Treinei o máximo que pude, tanto em técnicas de combate quanto em estratégias táticas, absorvi tudo que me fora ensinado e quando completei dezoito anos vi a oportunidade de finalmente sair e fazer algo que mudasse as coisas.

Ainda me lembro bem da expressão de Annia quando anunciei que iria para fora da muralha e lutaria por nosso povo e nossos pais, ainda consigo ouvir seu choro agudo de angústia e medo profundo de que talvez jamais voltasse a me ver com vida.

Como se lamentasse tudo que havia me pedido para fazer meu avô tentou me dissuadir de sair, mas eu simplesmente não queria mais ficar aqui quando as lembranças eram dolorosas demais para suportar. Resignado ele apenas me abençoou e me pediu para ir com outros seis guerreiros.

Naquela mesma noite sai para fora com meus companheiros e rastreamos onde o exército inimigo se encontrava, eu já tinha tudo orquestrado na mente, mas ao chegar próximo o bastante das inúmeras tendas e fogueiras percebi que matar agora me daria muita satisfação, mas enganar e destruir esse pelotão de dentro para fora era ainda mais satisfatório. Então localizando a tenda do general responsável por aquele agrupamento, me encarreguei de entrar em sua mente durante o sono e faze-lo acreditar que ele iria receber seis novos recrutas pela manhã e que ele devia os receber bem e sem nenhuma desconfiança.

Dali para frente eu trilhei meu caminho através de mentiras bem elaboradas, estratégias que os levavam a acreditar que venceriam para só no final perceberem que estavam caindo numa armadilha que eu mesmo havia montado, me tornei um excelente espião, tão bom que ninguém percebia a raposa dentro do galinheiro. E assim com o tempo fui me esquecendo da parte de mim que era um lobo e me concentrei tanto nisso que não havia me transformado nenhuma vez durante os dez anos que fiquei fora.

Sai dos devaneios e me vi parado do lado de fora da casa do meu avô, o único que poderia esclarecer e colocar um fim na minha tormenta. O encontrei sentado folheando um maço de pergaminhos, ele olhou para cima e me viu, seus olhos não traindo nada do que se passava naquela cabeça de cabelos brancos.

-Preciso conversar com o senhor.

Ele assentiu com a cabeça e indicou o assento vazio diante dele.

-Avô… aconteceu algo hoje que não compreendi.

Ele ficou em silêncio como se soubesse que eu precisava de tempo para jogar para fora tudo que estava na minha mente. Ele largou os pergaminhos e se concentrou em mim.

-Diga.

Respirei fundo e contei o que havia acontecido entre mim e a Limey. Quando terminei ele não deixou de me encarar.

-Você já sabe que seu lobo é vinculado a ela. Mas disse que teve uma hora que você parecia não estar presente?

Assenti com a cabeça.

Meu avô respirou fundo e falou.

-Aaron, quando você era criança sempre te disse que o nosso lobo interior era tanto parte de nós quanto uma entidade própria não se lembra?

-Sim. Mais o que isso tem a ver?

Ele balançou a cabeça.

-Tem a ver o fato que você ficou em abnegação por quase dez anos filho. Deixou muito tempo se passar. Se você não tomar de volta o controle ele vai se apoderar de você permanente.

Gelei até a medula.

-Quer dizer que quando Limey e eu estávamos…

-Sim. Ele estava lá também e tomou o controle o suficiente para trocar de lugar com você, empurra-lo para longe compreende?

Assenti emudecido.

-Mais isso não aconteceu nas outras vezes que vim aqui. Porque agora?

Ele sorriu tristemente.

-Porque ele se vinculou a ela e você ainda não completou o laço. Isso faz com que a sua parte lupina fique inquieta e fora de controle.

Deuses acima. O que eu estava escutando era pior do que eu imaginava.

-Quer dizer que eu preciso completar o laço que nos une para ele me deixar em paz?

Isso era um tanto ridículo se pensasse no lado racional.

-Basicamente sim. E Aaron? Tem de resolver esta situação, pois o batedores voltaram com mensagens nada amigáveis.

Mudei meu foco para as inúmeros pergaminhos em sua mesa.

-O que diz?

Ele me passou todos e aquilo que li me deixou enojado.

-O novo rei está ajuntando seu exército. Tudo indica que ele estará marchando para cá em pouco tempo.

Olhei diversas vezes os números e as localizações.

-Não me lembro de haver tantos pelotões espalhados assim pelo continente.

Ele comprimiu os lábios.

-Parece que o antigo rei estava escondendo seus números de nós.

-Podemos mandar mensagens para os outros clãs e pedi ajuda.

-Foi algo que pensei. Mas temos de saber com que velocidade esse enorme exército se moveria.

Minha mente deu um solavanco.

-Já sei de uma pessoa que poderia responder essa pergunta.

-Oh sim?

Ele pareceu bastante interessado.

-Avô é hora do senhor conhecer a Alta Comandante do Exército Real Limey Alanzel.

Um mensageiro foi incumbido de trazer Limey até aqui e outro de chamar os demais líderes de tropas, em pouco tempo a pequena sala estava repleta de lobos tanto machos quanto fêmeas, todos eles abaixaram o olhar em sinal de respeito para com seu Alfa e seu herdeiro. Quando todos estavam a falar sobre uma possível guerra, Limey entrou acompanhada por minha irmã, seus olhos encontraram os meus por um breve instante e depois nada, ela desviou o olhar para meu avô que se levantou da cadeira e caminhou para até ela.

-Você deve ser a Limey certo?

Estendeu a mão entre os dois e depois de um segundo Limey a apertou, seus olhos meios desconfiados e indagadores.

-Sou de fato.

Meu avô sorriu.

-É um prazer conhece-la senhorita Alanzel. Te trouxe aqui para que possas nos ajudar a compreender algumas coisas.

Os olhos cor de ônix foram direto para a mesa do escritório onde um enorme mapa do nosso continente estava aberto com várias foguras a enfeitar o papel.

-Suponho que tenha a ver o com esse exército grande se movendo no seu mapa.

Sua perspicácia era algo digno de se admirar. Limey cruzou as pernas e encarou meu avô com um olhar de aço, era a comandante encarnada.

-Como um exército deste tamanho passou despercebido por nossos espiões?

Por um momento achei que ela não iria responder, mas depois de pensar ela falou.

-Tínhamos ordens de ocultar nossos números. Antes de eu ser trazida até aqui, o falecido rei tinha me incumbido de machar para o sul. Mais agora suponho que quem está a frente seja Kairo.

Todos na sala trocaram murmúrios apreensivos.

-Quantos?

Perguntou Elian, treinadora dos arqueiros que ficavam na muralha.

Limey apenas a olhou sem nenhuma emoção e disse.

-Duzentos mil soldados de infantaria. Todos bem treinados e disciplinados.

Alguém xingou nos fundos da sala.

-Nunca venceríamos um exército desse tamanho e dez vezes o nosso número!

Disparou Anika da porta, ela pertencia ao pelotão de sentinelas da patrulha. Os olhos no entanto estavam sobre Limey, um ódio mal escondido pairava entre as duas.

-Com que velocidade se movem Limey?

Tornou a perguntar meu avô.

Raspando uma unha pelo braço da poltrona ela respondeu.

-Rápido. Com o bom tempo a seu favor, estaria aqui em menos de duas semanas. Mas o novo rei não é tolo, tem um motivo para ele está exibindo seus números.

-Que seria?

Perguntei. Ela nem sequer olhou para mim, e sinceramente não pude culpa-la por agir assim.

-Uma mensagem.

Respondeu meu avô, dando um aceno de reconhecimento para Limey. Ela assentiu.

-Sim. Provavelmente ele espera que com o seu exibicionismo ele alcance seus objetivos com muito mais rapidez. Além de incutir o medo que pode ser mais fatal que qualquer arma.

-Se você está aqui. Quem é o sucessor?

Seus olhos ficaram distantes por um segundo.

-Yran Lionel. Meu imediato.

-O que você acha Aaron?

Me obriguei a focar no que estava diante de mim e pensar com clareza.

-Acho que devemos nos preparar. Mandar mensagens para os outros clãs e saber quantos deles viram para ajudar. Reforçar as defesas da muralha e intensificar o treinamento.

-Muito bom. Faremos isso.

Meu avô se levantou e todos fizeram o mesmo.

-Limey? Quero você nos conselhos de guerra, preciso de alguém que conheça as estratégias do nosso inimigo. Acho que você e meu neto podem formar uma base a parti da dai.

Os olhos dela se arregalaram juntamente com os meus. Quando pensei em abri a boca ele acenou com uma mão.

-Estão dispensados.

Como um todos sairam, Limey avançava para perto de Annia quando a segurei pelo braço, não muito forte, mais o suficiente para ela parar. Ela olhou para mim e para a mão em seu braço.

-Podemos conversar um minuto?

Annia olhou e deteve para nos observar, as sobrancelhas juntas. Olhando para Limey agora percebia algo que não tinha visto antes, o nariz estava um pouco vermelho e os olhos inchados, parecia ter chorado recentemente. No entanto seu olhar era glacial quando respondeu para mim.

-Não. Não podemos.

E ela simplesmente se soltou da minha mão e continuou andando.


Notas Finais


Ai Tamara sua linda. Só vc pra me fazee escrever hj tbm! Que vc não pede chorando que eu faço sorrindo ? Beijo até o próximo! 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...