1. Spirit Fanfics >
  2. Coração de Aço >
  3. Pondo fogo no paraíso

História Coração de Aço - Capítulo 36


Escrita por:


Capítulo 36 - Pondo fogo no paraíso


Fanfic / Fanfiction Coração de Aço - Capítulo 36 - Pondo fogo no paraíso



Winnfield, Lousinana 



Michael 



Inalo um cheiro de café fresco, imediatamente posso sentir o gosto da bebida na minha boca, suspiro e abro meus olhos. Estou tão bem disposto. O colchão não é tão novo, e nem tão macio, mas foi suficiente pra me dar uma noite de descanso dos deuses. Ainda com preguiça de sair do meio daquelas  cobertas quentinhas, viro de lado olhando os primeiros raios de sol entrarem pelo quarto. O céu está divido em nuances de cores espetaculares, um azul anil tomando conta de tudo, misturada ao alaranjado do sol, é o brancos das nuvens. É tão lindo que me deixa sem voz por segundos. Não só  meus olhos são agraciados, mas também meus ouvidos com o cantos doce do rouxinol pousado em algumas das árvores robustas e gigantescas que posso ver a perder de vista pela propriedade. Que bela manhã de Sábado.

Ainda boquiaberto espreguiço-me, tento prolongar mais meus minutos na cama, mudo a posição agora voltando o corpo pra cima, fitando o teto por alguns segundos. Logo puxo o travesseiro e sento na mesma. De imediato fiquei um pouco zonzo, mas não estou passando mal. É que ver a Melissa em frente ao espelho do quarto, usando um biquíni tão minúsculo que parece sumir sobre à sua pele, deixando a vista todos atributos naturais do seu corpo, desde às curvas desenhadas até o bumbum lindo e redondinho, fez meu coração parar por alguns segundos.




Acho que ele foi bater em outro lugar...




Atrito meus dentes um contra o outro, depois passo minha língua entre eles. Minha mão está coçando pra meter um tapa naquela bunda gostosa e  arrancar aquela calcinha que quase não se vê entre o traseiro farto. Sinto meu corpo entrar em combustão, a testosterona está nesse momento em níveis mortais pelas minhas veias. Consumindo a minha carne. Me fazendo imaginar tanta putaria que deixaria qualquer diretor de filme pornô assustado. Seguro meu pau que pulsa sem parar, se eu levantar daqui agora e pegar essa mulher ela não vai andar por dias.

- Ah você acordou - Virou-se sorrindo – Bom dia amor.

- Vem aqui amor, me dá um beijinho  – Dou palmadinhas no colchão - Melhor, deita aqui comigo.

- Deitar? Você já viu o dia lá fora? Está lindo. Deixa de ser preguiçoso amor e  sai daí.

- Me diz uma coisa por que você está assim, tão gostosa logo de manhãzinha?

- Por que o sol está quente e aqui tem lugares lindos pra nadar, é eu só estava esperando você acordar. Vamos tomar café, depois vamos pra lá, andamos a cavalo a tarde e por fim ainda tenho um surpresa pra você.

- Já entende que você programou nosso dia todo. Mas ainda não me respondeu por que tão gostosa ? – Ela gargalhou – Me desculpa amor mas usando isso que deveria até ser crime por quase me matar, não me faz ter vontade nenhuma de sair desse quarto.

- Fico feliz que gostou do meu biquíni, mas você vai ter que por seu amiguinho pra dormir de novo amor. Enquanto você se arruma, te espero lá em baixo. Eu te amo - Sopra um beijo pra mim, enrola uma canga rosa na cintura e põe os óculos saindo do quarto.

Não posso sair do quarto assim, estou estalando de tão duro. Preciso me acalmar antes. Saio da cama e vou direto tomar uma banho de água bem gelada. Depois de alguns minutos, bem mais calmo, saio da ducha e  me seco, visto uma roupa leve, pego meus óculos e o chapéu indo me encontrar com ela. Piso na sala vendo todas às janelas abertas, ouço algumas vozes e risadas vindo da cozinha e sigo pra lá. Passo pela porta, vejo Melissa e a sua mãe sentadas a mesa, que está repleta de coisas deliciosas pro café da manhã, faminto me junto à elas.

- Bom dia Sra. Sullivan - Digo ao me sentar.

- Bom dia Michael – Sorriu - Então dormiu bem ?

- Por um acaso você acha que eles dormiram Cindy ? - A voz alta de Roger espalha-se pela cozinha me cortando, fazendo Melissa rir e a mãe fechar o cenho.

- Pelo amor de Deus Roger não seja idiota - Repreende o comentário do marido que me parece gostar de soltar comentários bobos, um piadista. Não posso negar que foi engraçado a cara da Sra. Sullivan – Não dê ouvidos ao que o meu marido fala Michael, ele é um palhaço assim mesmo.

- Ah que isso, sem problemas – Coloco um pouco de suco no meu copo.

- Então depois do café o que vão fazer? – Tira o chapéu de cowboy, marrom, com uma fita envolta da aba.

- Pretendemos ir ao lago – Diz Melissa respondendo o pai. 

- Ah sim, o lago é lindo. Michael vai gostar. Aquele lago me traz tantas lembranças, muito boas por sinal, não é meu bem ? – Põe à mão no ombro da mulher.

- Para Roger - Diz acanhada – Você não devia estar supervisionando o plantio de tomates agora ?

- Sim, na verdade estou atrasado. Só passei mesmo pra tomar um pouco de água. Mas já vou .... – Põe novamente o chapéu – Um  bom dia pra vocês, eu te amo - Beija a mulher, se olham com amor e ele se vai. É uma relação a se espelhar. Se completam, é se amam incondicionalmente.

- Como meu marido preciso fazer algumas obrigações, então vou deixar vocês tomando café. – Sorriu e saiu da mesa. Acabo de comer com Melissa, é saímos também.

Andamos pelo campo de mãos dadas, ela me guia por entre as árvores. Passamos pela porteira, acabo perguntando pra ele se não seria melhor ir de carro, mas a mesma afirma que é perto. Caminhamos como um jovem casal do interior fugindo dos pais pra se encontrarem, qualquer coisa nós  faz rir, além de que qualquer árvore era o point perfeito pra pararmos e nós pegarmos um pouquinho. Demoramos mais do que ela disse pra chegar no famoso lago, mas quando finalmente chegamos sinto que valeu a pena ter sim saído daquele quarto.

Paro soltando um “Uau" da boca, por que as águas parecem mágicas. Brilham em contato com o raio de sol e o azul nelas me lembram o mar do Caribe. Dá  para ver de onde estou a areia branca, mas tão branca que chega a doer os olhos. É um paraíso escondido. Uma paraíso agora só nosso.

Escuto o corpo da Melissa ao pular na água e a vejo emergir do fundo, me chamando pra entrar. Tiro minhas roupas e pulo só de  cueca. Até pensei que poderíamos nadar nu, seria perfeito. Mas acho melhor não... vai alguém aparece. Não preciso de uma foto minha pelado na capa do Tmz.

Debaixo da água sigo às ondas que o corpo da Melissa faz e a alcanço, seguro sua mão e ela se aproxima tocando meu rosto bem meiga. Como uma sereia seu corpo se encaixa perfeitamente entre aquelas flores aquáticas que colorem o fundo, seus cabelos também dão um show a parte balançando junto à água corrente. Ela é uma deusa aprisionada em carne humana.



A deusa do amor.





Subimos juntos quando o ar acabou, é nos beijamos. Subo as mãos pelo seu corpo escorregadio e muito molhado, seguro seus cabelos tombando sua cabeça pra trás, sugando com os lábios a pele do seu pescoço, na intenção de deixar minha marca na mesma. Volto a atacar seus lábios, com luxúria, avidez, desejo. Meus dedos se misturam nos cabelos aprofundando mais meus lábios nos seus. Chupo sua língua, molho sua boca, quero que ela sinta o quanto necessito entrar nela agora. Sem nem pensar, desfaço o laço da alça do biquíni que está preso ao pescoço, as fitas caem no ombro, mas o pano ainda está colado aos seios. Com os mesmo dedos, desço pelas costas e abro o resto. Jogo a peça sobre à grama que tem em toda beira do lago.

Rodeio o polegar pelos bicos durinhos, aperto a fazendo gemer, seguro-a no colo fazendo suas pernas me agarrarem e chupo, sugando cada bico. Passando devagar meu dente pela pele, trilhando caminhos com a minha língua. Acariciando cada pedacinho daquela região gostosa com a boca. Chupo sem parar, com calma quero fazer ela gozar só com meus lábio. Depois de morder levemente cada um, ela arquejou, gemendo alto, fazendo ecos a nossa volta.  Ainda com ela nos braços, caminho pra sairmos da água, na borda a deito  onde a mesma deixou estendida sua canga e tiro sua calcinha. Enfio dois dedos dentro dela, sentindo deslizarem com facilidade, entro e saio enquanto meu polegar esfrega no seu clitóris. Ela geme, implora por mim, se contorce sem sentindo agarrando os matos ao lado.

- Me chupa amor, me deixa gozar na sua boca - Diz sem ar, com a voz falhando.



Adoro quando ela pede. Implora!




Abro suas pernas, a vendo remexer devagar ansiosa pelo minha língua, mas de repente ela ergueu o tronco, sentando.




Ah não! Logo agora ?




- O que foi?

- Vamos nós  vestir, escutei algumas vozes. – Diz ela olhando aflita ao redor.

Só pode estar de sacanagem, no começo até achei que fosse brincadeira dela, mas ela realmente começou a se vestir, então faço o mesmo, colocando minha cueca e pulando na água, outra vez tenho que por meu “ Amigo" pra dormir.



Saco!




Melissa ficou sentada lá, depois pulou também na água. Ficamos abraçados até ver vindo entre as árvores, uma casal montados a cavalo.

- Olá Melissa – Diz a mulher, cabelos castanhos, caídos ate o antebraço, encaracolados. Olhos cor de folha seca. Usando um vestido azul longo, com botas nos pés e um chapéu na cabeça.

- Oi Judith.

- Quanto tempo né? – Gargalhou, mas ao contrário do que a voz cordial diz os olhos não mostram tanta felicidade ao ver Melissa.

- Pois é, faz bastante tempo – Se encaram e Melissa olha pro homem que parece estar abobalhado a vendo. Odeio esses homens babando na minha mulher – Olá Blake.

- Melissa... caramba faz tempo mesmo que não nos vemos.

- É... Amor esses são meus primos de segundo grau, Judith e Blake Sawyer.

- Olha, olha nunca tivemos alguém tão famoso por aqui, me sinto até lisonjeada. É um prazer te conhecer, Michael Jackson.

- Digo o mesmo Judith – Sorri para a garota que me olha de um jeito esquisito, na verdade do mesmo jeito que o tal Blake olha Melissa. Eles são bem estranhos.

- Pois é, espero que a nossa cidadezinha te agrade Rei do pop – Diz com desdém, não gostei desse cara. Não sei algo entre nós não bateu.

- Pode ter certeza que vai, agora já estamos indo. Não é amor ?



Estamos indo seus "empata foda" !




- Sim meu bem.

Saímos da água e nós  vestimos, enquanto eles ainda nós  observavam. Que situação horrível. Quero ir logo daqui, Melissa pegou suas coisas e fomos. Me vi em um filme de terror onde o casalzinho está lá de boa e de repente aparece uns caipiras estranhos pra estragar.

- Esse seus primos são bem estranhos.

- Não liga amor, eles sempre foram assim.

- Mas me diz o que tem de errado com a mulher, Judith? Ela não me pareceu muito feliz.

- É uma longa história, meu pai e o dela tinham uma sociedade, eles arrendavam as terras juntos, contratavam funcionários pra ajudarem a arar tudo, cortar, fortalecer o solo, plantar e cuidar das rameiras de uva. Era na época um negócio novo, mas com a chegada da fábrica de vinhos por aqui, parecia ser sensato investir. No começo ia tudo bem, só que a ambição do Eddie passou dos limites, ele começou a roubar o dinheiro todo que meu pai investia, então quando meu pai descobriu desfez a sociedade e o denunciou a polícia. Ele ficou preso mas pagou fiança e foi solto. Depois disso a Judith passou a odiar todo mundo da nossa família, é principalmente eu. Ela sempre tinha uma competição comigo totalmente sem sentido, fazia de tudo pra se mostrar melhor do que eu. Mesmo com o tempo me parece que ela ainda continua a mesma.

- Nossa, não existe mesmo família perfeita – Ela negou com a cabeça enquanto seguíamos pra casa dos seus pais – Mas e o Blake ? ele me pareceu muito animadinho te vendo outra vez - Questiono olhando a frente, a estrada vazia e pelas campinas alguns belos cavalos a galopar, o vento  quase não é notado nesse momento. O ar está parado e muito quente.

- Blake é um maluco como a irmã, Michael. É o tipo do caipira machão, bruto, rústico e sistemático. Ele é daquele jeito. Agora esquece esses dois, só temos hoje pra aproveitar – Me abraça, paramos na estrada.

Só de pensar que temos que voltar me dá uma angústia, queria ficar aqui com ela, deitado sobre à grama, balançando na rede em baixo dos Ipês. Infelizmente a minha vida lá não pode parar, principalmente agora com Dangerous pra ser lançado, ainda tenho bastante trabalho e ficar aqui mais dias seria displicência da minha parte. Mas se eu pudesse ficaria aqui só mais o restinho desse ano.

- Verdade minha linda - Abocanho seus lábios vermelhos como cereja, até o gosto me lembra a fruta, suas mãos migram para o meio das minhas costas, me dando carinho até nos separarmos e irmos pro estábulo.

É um estábulo enorme, com baias separadas. Os cavalos tem pelos sedosos, bem cuidados, suas crinas são trançadas, no mesmo estilo que os índios sulistas faziam, lembro me de ver fotos de animais silvestres como os cavalos com as crinas assim nos livros de história. Melissa me leva até um que está na última baía, a magnitude da beleza do animal me fascina, como a natureza pode criar criaturas tão perfeitas. Os olhos são grandes e azuis, ele tem uma mancha ao redor de um deles mas nada que tire sua beleza. O pelo é branco como algodão, consigo toca-lo mesmo através do portão, ele é dócil e bem treinado, abaixou a cabeça como se me saudasse e dissesse: Sim, você pode tocar em mim.

- Meu pai sempre me disse  que não é o cavaleiro que escolhe o cavalo, mas sim ele que nós  escolhe. Ele te escolheu amor – Sorriu também acariciando o alazão - O nome dele é trovão, acho que vão  se dar bem.

Saiu me deixando com meu mais novo amigo, mas logo voltou trazendo um outro animal, posso ver seus pelos negros e seus olhos intensos também negros.

- Esse é o raio.

- Raio e trovão, vocês são ótimos em dar nomes - Gargalhei – Ele é muito bonito.

Ela pegou as celas, celamos os dois juntos. Nesse espaço de tempo o pai dela apareceu, Melissa me deixou com ele é foi vestir algo bom pra galopar. Fiquei conversando como meu sogro até ela voltar, subimos nós  cavalos e fomos até às montanhas. Galopar ao ar livre é uma coisa que eu simplesmente amo. O vento corre ao redor, você capita tudo com os olhos, a sensação de liberdade é fantástica. Seguro a rédea fazendo trovão parar, estamos na beira de um penhasco. É tão alto que não se vê o fundo, mas a visão é  de tirar o fôlego. Olho ao meu lado, os cabelos da Melissa ruivos balançam, os olhos calmos me encaram. É tanta coisa que sinto ao olhar dentro deles, sensação de que encontrei tudo que a minha vida necessitava. Tem tanto amor nessa troca. Ela me faz sentir tão amado, seguro de mim, forte , invencível. Não vejo a hora de por na sua mão esquerda o símbolo mais puro do nosso amor. O sinal de que seremos pra sempre um do outro.

- Podemos nós casar aqui – Digo, ela sorriu, olhando tudo ao redor.

- Seria incrível amor.

A vejo  puxar a rédea saindo da beira do penhasco e eu a sigo, fomos entre as flores amarelas que cobrem o chão, até ela parar e descer. Desço também, unimos nossas mãos e ela me leva.

- Eu disse que tinha uma surpresa pro nosso fim de tarde – Segura minha mão, andando de costas na minha frente, sorrindo.

Tem uma toalha vermelha xadrez sobre à grama, duas garrafas de bebida, coisinhas pra comer, uma cesta com doces e girassóis pra enfeitar. Ela nem faz muito o estilo romântica, mas se esforça tanto pra me agradar que me deixa emocionado.

- Ah amor, você é perfeita - Suas mãos  me puxam  e sentamos na grama – Quando teve tempo pra fazer tudo isso ? – Indago por que estive com ela o dia todo.

- Na verdade eu só tive a ideia, foi a Dona Cindy que trouxe tudo pra cá. Quebrou um pouco o encanto?

- Nem um pouco, o que faz tudo ser mágico é esse seu sorriso – Abro o vinho rosé e nós  sirvo. Saio de onde estou e sento atrás dela, a fazendo encaixar entra as minhas pernas, encosta o corpo no meu, bebemos juntos. Sentindo o frio chegar. Beijo seu ombro tirando os cabelos que envolve os mesmos. Ela suspira, segura minha mão e a beija.  Depois de trocar muitas carícias, deixo minha taça vazia sobre à toalha e pego dois raminhos amarelados que tem do meu lado, sem ela perceber os tranço, fazendo dois círculos.

Saio de trás dela e sento na sua frente, pego sua mão e ela se assusta, mas sorri mesmo sem entender.

- O que é isso ?

- São as nossas alianças – Seus olhos marejaram – Não temos um padre aqui, nem um juiz mas temos duas testemunhas - Olhamos juntos pros cavalos e ela gargalhou, deixando um gota de lágrima descer pelo seu rosto.




Acho que Deus pode celebrar a nossa união.




- Melissa aceita ser minha pela eternidade ? – Ela está tremendo, os olhos vermelhos, o rosto banhando em lágrimas. Também estou emocionado, não é um casamento formal. Mas é o primeiro passo pra unirmos de vez nossas vidas. Casamento não é somente  um papel datilografado, reconhecido ou  uma certidão. Casamento é amor e  isso temos de sobra




Mas sim, eu ainda quero vê-la entrando na igreja.




Respira pra falar, limpo suas lágrimas, desembolando sua franja que está levemente molhada.

- Sim ! – Chora ao dizer, com as lágrimas querendo me tomar também deslizo o anel simples pelo seu dedo, o beijo junto ao dedo,  ela faz o mesmo comigo, me toca em seguida  e nós  beijamos.

- Estão vendo Raio e Trovão, agora ela é  minha esposa. Então podem parar de olhar pra ela, por que ela é  só minha - Brinquei a fazendo soltar a gargalhada mais gostosa do mundo, me agarra e deita sobre meu corpo me beijando com desejo. 

Ficamos abraçados até  o sol se pôr trás das montanhas, quando anoiteceu voltamos galopando pra fazenda. Subimos, observo  fascinado seu corpo nu ao ela se despir pra tomarmos banho, é sempre uma sensação diferente ao vê-la assim. Seu  corpo está mais farto, os seios principalmente, me parecem maiores. Talvez seja por que eu me enlouqueço sempre quando os vejo. Depois do banho  enquanto me visto vejo  ela se arrumar. Primeiro as lingeries de renda que são preciosidade no seu corpo, depois passa um pouco de creme por toda sua pele, esfregando a mão em cada centímetro, deixando aquele cheiro suave  que eu adoro sentir quando a beijo. Enquanto calço meus sapatos, ela sobe o vestido em tom carmim, estampado de flores, longo, aberto até o meio das coxas. Apesar da fenda, ele a deixa delicada.  Até o  cinto dando curvas ao corpo na sua cintura e o jeito que a mesma arrumou os cabelos, fazendo uma tiara com uma fita a deixando com o ar de “ Camponesa” é encantador. 

 A beijo fazendo questão de sujar minha boca com o seu batom, ela limpa com os dedos e saímos para irmos até  o cais da cidade onde a mesma me diz ter muita música, comidas típicas e danças genuínas da região. Mas quando descemos nossos planos foram por água abaixo, o jardim está repleto de carros e pessoas que riem e bebem, tem também uma enorme fogueira e uma mesa repleta de comida, decorada nos mínimos detalhes. Tem algumas crianças correndo e elas passam por nós gritando e sorrindo indo se esconder em algum lugar da casa. Nós  olhamos sem entender e descemos a escada, imediatamente todos me olharam. Me sinto um E.T do jeito que me encaram. Curiosos, admirados até desconfiados.

- Droga Mãe. – Exclama nervosa - Ela me prometeu que não ia dar festas.

- Amor, nós casamos, sempre tem festas – Amenizo a situação, Melissa tem a personalidade forte e a mãe sabe bem, pelo jeito que a conheço não me espantaria se ela repreendesse a mãe por isso. Mas depois daquele meu comentário ela sorriu, esquecendo a promessa que mãe fizera e entrou na minha frente, envolvendo minha cintura com seus braços.

- Está feliz em estar casado comigo ?

- Sim, sou o homem mais feliz do mundo. Eu te amo e hoje é o nosso primeiro dia de casados, devemos comemorar.

- Também acho – Desliza sua boca na minha e nós  beijamos, mas paramos quando ouvimos o Sr. Sullivan nós  chamar para apresentar toda a família pra mim.

São tantas pessoas que duvido que eu consiga lembrar do nome de alguém. Mas são todos gentis, amáveis, me tratam tão bem que me fazem  ficar bem a vontade. Os mais velhos me contam todas às  história de quando mudaram para essas terras, bebemos e nós  divertimos muito. A medida que a noite foi encaminhado pra madrugada, o frio aumentou e sentamos todos ao redor da fogueira, comendo milho e maximelou assados no espeto, alguns contavam experiências fantasmagóricas de arrepiar a espinha, outros contavam piadas que nós faziam  chorar de rir. A noite está muito agradável, depois de beber muito vinho tive que ir ao banheiro, sozinho entro na casa e uso, depois de lavar as mãos saio e ao passar pelo corredor sou parado por aquela moça de mais cedo, Judith.

- Perdido?

- Não, só fui ao banheiro – Digo e já vou saindo, mas ela me segue até a sala e para na minha frente.



O que ela quer ?




- Você é a Melissa estão bem felizes, apesar de não entender o que um homem lindo como você está fazendo com ela. Ah ela é tão.. sei lá... sem sal.



Sem sal ? Ela está falando da mesma pessoa que eu conheço?



- Acho que você está enganada, a Melissa é uma pimenta, pura, ela queima, arde. Ela é a mulher mais incrível que eu já conheci por isso me apaixonei.

- Me disseram que vão se casar é mesmo uma pena, não se acha partidos assim mais, ela é tão sortuda. Mas mesmo noivo, não quer dizer que não possa ter algo com alguém mais interessante - Vem chegando mais perto, tocando em mim. 

- Por favor para. Vocês são primas, não sente vergonha em dar em cima de mim ? – Seguro suas mãos teimosas que tentam agarrar meus músculos do bíceps.

- A única coisa que eu sinto olhando pra você é tesão .

Me empurra contra a parede e tenta me beijar, mas eu a afasto e ela me olha raivosa. Que merda de mulher maluca!

-  Mais que bonito - Bate palmas  - Qual dos dois vai me explicar que merda foi essa que acabei de ver?

Ouço a voz calma da Melissa, mas ao olhar seu rosto vejo que de calma ela não tem nada.

- Não tenho que explicar nada, pergunta pro seu noivinho – Ajeita os cabelos dizendo  como se eu a tivesse atacado. Mas que ... Respira.

Tenta passar para sair, mas Melissa a empurra e ela cai sentada no sofá.

- Você não vai sair porra nenhuma até que eu tenha entendido a merda que está rolando aqui. Vamos... ? É você Michael vai ficar calado ou vai se explicar ?

Encaro seu olhos tomados pela raiva, ela está uma fera e agora eu tenho que arrumar um jeito de amansa-la. Olha o problemão que  essa pirada da Judith me arrumou, mas que diabos ! 


Notas Finais


👀


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...