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História Coração de Caçador - Capítulo 19


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Notas do Autor


Espero que gostem desse spinnoff, se gostarem trarei continuação! Boa leitura a todos!

Capítulo 19 - Spinnoff: Um novo nascer do Sol.


Alguns anos depois...

Acordei de manhã com o típico cheiro de pão, por alguma razão meu pai faz isso todas as manhãs e eu amo as coisas que ele e minha mãe fazem juntos! Fica tudo muito melhor.

A pior parte desse cheiro é que significa que é hora de acordar e me arrumar para ir para escola...mas tudo bem! Pelo menos um pedaço de pão quentinho anima o meu dia antes de qualquer coisa!

A verdade...eu esqueci de me apresentar! Eu me chamo Kara, tenho 12 anos e possuo cabelos negros e uma pele clara além de uma heterocromia em meus olhos, um deles é vermelho como fogo, iguais aos do meu pai, enquanto o outro é azul como o céu, assim como os da minha mãe...e bem acho que depois disso... não preciso nem mais apresentar meus pais...

- Kara! Vem comer! Ainda está quentinho do jeito que você gosta! - ouvi meu pai me chamando - Se rápido eu como tudo!

- Keo! Você sabe que não precisa falar isso que ela já vem...- pude ouvir minha mãe brigando com ele.

- Já tô indo! - falei terminando de me vestir, colando minhas calça jeans e minha camiseta junto com a minha blusa favorita, afinal o dia estava frio.

Desci o mais rápido possível e assim que cheguei lá meus pais já estavam sentados na mesa me esperando para comer com eles.

Meu pai, apesar de já estar com seus 37 anos não parecia com isso, acho que ele sempre usar roupas de verão ajudavam nisso e também o fato dele não parar quieto também...e o fato dele ser bombeiro e ter o corpo com músculo acho que influencia nisso também.

Minha mãe também não parecia ter 37 anos, seus longos cabelos negros e sua pele clara faziam um par perfeito...apesar de trabalhar bastante como mangaká e dubladora ela sempre mantinha a expressão alegre e cheia de energia.

- Vem vamos comer - falou meu pai sorrindo para mim - Hoje eu te levo e te busco então pode enrolar um pouco mais...

- Eu amo esses dias!- falei sorrindo para ele e dando um abraço no meu pai, os abraços dele são sempre quentinhos! O oposto dos da minha mãe que são mais gelados, porém eu amo os dois! Cada um é especial do seu jeito!

- Só ele que ganha abraço é? - falou minha mãe num tom de ciúmes me olhando.

- Claro que não! - falei pulando nela e a abraçando.

- Você realmente não perde o ciúmes né Blu? - falou Keo rindo.

- Nem você...- disse minha mãe rindo e eu caí na gargalhada junto, as manhãs bem cedinho são minha parte favorita do dia parece que tudo vai ficar bem o dia inteiro.

- Bem, vamos comer antes que esfrie! - falou meu pai.

- Sim! - gritei junto com a minha mãe e começamos a comer.

Alguns minutos depois...

Eu já estava a caminho da escola com o meu pai e como toda vez que ele ou minha mãe me levava a gente ia ouvindo música, eram as nossas favoritas, é bem engraçado porque a gente fica cantando e dançando no carro sem se importar se tem alguém olhando ou não e eu amo quando a gente faz isso.

- Se cuida viu - falou meu pai sorrindo para mim - Não se esquece que eu venho te buscar na primeira aula depois do almoço para irmos para a casa dos seus avós.

- Não tem nem como esquecer disso - falei sorrindo - Obrigada pela carona.

- De nada e boa aula - pude ouvir ele falar enquanto saia do carro e corria para a escola, por mais que fosse mais rápido eles saiam mais tarde de casa então fica praticamente igual.

Eu corri escola a dentro e coloquei meus fones de ouvido e fiquei ouvindo minhas músicas, querendo ou não aquilo me ajudava a lidar com o que estava por vir...

- Olha quem chegou...- pude ouvir uma voz de Estaphanie  por meio da minha música mas aumentei ainda mais o som buscando abafar ainda mais o som da voz dela.

Eu não conto o que acontece aqui na escola para meus pais, não quero preocupar eles com isso, sei que posso confiar neles mas acho que se eu contar só vai piorar para o meu lado, afinal era a filha do diretor e suas amigas que ficavam pegando no meu pé então seria o mesmo de tacar gasolina no fogo.

- Não vai responder olho de vidro?! - falou Estaphanie arrancando os fones da minha orelha, aquilo me irritava.

- Quem tem olho de vidro é a sua mãe - respondi tentando pegar meus fones de volta porém Anna me empurrou de volta para a cadeira me fazendo cair sentada quase batendo cabeça na parede.

- Olha só ela fala - falou Estaphanie me olhando para mim com aquele maldito sorriso sádico dela, aquilo me irritava mas algo que aprendi com o meu tio foi por mais irritado que você esteja não demonstre e mantenha a expressão fria e serena.

- Vocês não vão me tirar do sério hoje - falei me levantando e olhando seria para Estaphanie - Agora me devolva meus fones...

- Para o seu azar eu não vou devolver - falou guardando em seu bolso - O meu quebrou e que bom que você me deu o seu...

Tá isso não vai ficar barato, até ficar me perturbando e sumir com as minhas coisas eu consigo aguentar mas roubar na cara dura...e ainda tirar uma com a minha cara isso eu não vou deixar barato.

- Só vou pedir mais uma vez...- falei seria, pude sentir minha raiva subindo e eu serrando os punhos olhando para elas - Me devolva eles...ou...

- Ou o que?! - falou Rafaela chegando perto das outras duas - Vai tentar brigar com a gente?

- Vou - falei olhando para elas, não podia deixar isso passar batido, já havia tolerado muita coisa.

- Devolva para ela - falou Rafaela olhando para mim - No almoço a gente resolve isso...mas não vamos pegar leve com você olhos de demônio...

Estaphanie jogou o meu fone para mim e saiu rindo junto das outras duas, independente do que vai acontecer eu não posso deixar isso barato...meus pais haviam me ensinado a me defender mas deixaram bem claro que era só para se eu fosse atacada primeiro ou me sentisse em perigo, nunca entendi o porquê deles terem feito, mas agora querendo ou não teria uma utilidade.

- Você vai mesmo fazer isso? - ouvi a Melissa falar atrás de mim me olhando preocupada, acho que ela é minha única amiga.

- Vou...- falei olhando para ela sorrindo - Não se preocupe...eu cansei de aguentar isso quieta.

- Porque não fala com os seus pais? O Keo-san e a Blu-san parecem se preocupar muito com você...- falou ela me olhando.

- Não quero preocupar eles - falei me sentando e guardando meu fone num bolso interno da minha blusa - E também não adianta reclamar na coordenação...acho que no fim só iria piorar.

- Então eu vou com você - falou ela segurando minha mão e sorrindo - Vão ser duas contra três quero ver bater na gente.

- Não - falei seria olhando para ela - Só quero que qualquer coisa corra para a direção e chame alguém...

- Tem certeza? - falou me olhando enquanto o professor entrava na aula.

- Tenho - disse bem séria e sorri - Independente do que vai acontecer vou manter minha palavra e minha determinação hoje.

- Falou bonito! 

- Certo pessoal chega de conversa - falou o professor chamando a atenção de todos - Abram seus livros...

E lá vamos nos para mais um dia cheio de aulas...que saco, mas pelo menos quero que acabe logo...

Algumas horas depois...

Finalmente acabou a primeira parte! Agora minha hora favorita: almoço! E daqui a pouco eu já vou embora! Só preciso aguentar mais um pouco...mas hoje o meu almoço será diferente...se elas realmente vierem querendo briga...eu não vou aguentar quieta e dessa vez...vou revidar.

- Vai mesmo sair da sala? - falou Melissa preocupada.

- Sim - disse e pude sentir minha visão ficar mais aguçada - Minha mãe me ensinou a não fugir dos problemas, meu pai também mas de um jeito...bem diferente.

- Então...vou ficar por perto... como você me pediu - falou Melissa nitidamente preocupada - E seus olhos estão brilhando...

- Acho que é de família...isso também ocorre com os meus pais - falei me vendo pelo reflexo, sorrindo ao ver aquilo, depois comento com eles isso acho que vão gostar de saber disso.

- Boa sorte - ouvi Melissa dizer enquanto saia da sala segurando minha marmita, aposto que está deliciosa afinal foi minha mãe que fez.

Assim que cheguei no pátio percebi que todos me olharam, aparente os boatos de eu ter batido de frente com a Rafaela correram bem rápido pela escola.

Podia ouvir, conforme passava pelas pessoas, que eu era louca ou que era literalmente um demônio, não apenas os olhos, eu simplesmente os ignorei e fui para o lugar que geralmente eu ficava quando ia para o pátio, era um lugar que ficava atrás de um prédio e sabia que elas sabiam que eu gostava de ficar naquele lugar então agora era só esperar...

- Por favor...- assim que abri a marmita que eu tinha acabado de esquentar consegui ver um pedaço de lasanha - Obrigada mamãe! - disse começando a comer mas assim pus a primeira garfada em minha boca a marmita que estava em meu colo foi chutada longe.

- Sabia que o demônio estaria aqui - falou Rafaela rindo e me olhando - Por que ia comer? Só para vomitar com os meus socos?

- Você que vai apanhar...se vier com graça - falei me levantando e olhando para as outras duas abutres que já estavam lá, o fato de ter chutado minha comida tinha me irritado muito já - Eu já sabia que não ia vir sozinha...afinal abutres ou vacas nunca ficam sozinhas - falei de propósito, já que elas vão querer brigar então vou tacar mais fogo nisso (não faço ideia de quem ela herdou a língua afiada... não mesmo kkkkk).

- Olha só...- falou Estaphanie me olhando - A demônia está pondo as garras de fora.

- Deixa ela falar... enquanto ainda pode - falou Anna indo para meu lado esquerdo enquanto Estaphanie foi para o direito.

- Bem...acho que sei o que vão tentar fazer - nesse momento senti Estaphanie puxa meu cabelo enquanto Anna me deu um soco no meio do estômago e me segurou por um braço contra a parede, sentia minha cabeça bater contra a parede e Estaphanie segurar meu outro braço contra a parede.

- Agora você vai ver...vai aprender a não desafiar a gente - falou Anna rindo.

- Bem vamos começar...- falou Rafaela estalando os dedos, minha raiva fervia dentro de mim e comecei a sentir os socos em minha barriga e rosto.

A cada novo soco minha raiva aumentava ainda mais, não conseguia me desvencilhar delas, mesmo forçando ao máximo para me soltar delas.

- É só implorar perdão que eu paro - falou Rafaela dando mais um soco em minha barriga.

- Vai...se... FERRAR! - minha fúria explodiu, o chão tremeu e a parede atrás de mim explodiu e uma série de explosões ocorreu pela escola, juntamente com fortes labaredas que ocorram por conta da explosão.

Diversas pedras e pedaços de metal rodavam a minha volta acertando elas e pude as ver correndo, mas aquilo não parava eu não conseguia fazer parar! Eu não sei o que está acontecendo!

- Alguém me ajuda! - nesse momento as pedras continuavam a rodar e destruir tudo a minha volta - Socorro! Papai! Mamãe! - gritei no meu mais profundo desespero.

Poucos minutos antes...

Keo on. (Quando tiver o nome de alguém do lado da palavra significa que vai ser na perspectiva dessa pessoa tá? Só estou avisando para evitar confusão).

- Acho que ela vai gostar de sair mais cedo - falei no telefone com a Blu - Consegui sair mais cedo...o capitão me liberou já estou indo buscar ela e vamos direto para aí.

- Tomem cuidado ouviu? Vou estar esperando vocês - falou Blu.

- Vou desligar agora, beijo e te amo - falei podendo ouvir que ela também me ama, não importa quantas vezes eu ouvisse isso sempre parecia que era a primeira vez.

Sai do carro e fui em direção a escola quando vi a explosão e sentia meu coração bater mais forte e rápido.

- Kara! - gritei abrindo o portão da escola e pude ver os seguranças vindo na minha direção, porém apenas ignorei eles, eu estava com o distintivo no pescoço então sabia que eles não ia me parar.

Nesse momento várias crianças começaram a correr para fora os seguranças iam guiando elas pass fora enquanto eu ia para dentro, aquilo não me assustava, mas o fato de eu poder perder minha filha sim... aquilo me deixava apavorado... nem na luta com Rushifā eu senti tanto medo quanto nesse momento.

- Keo-san! - ouvi uma voz conhecida me chamar e vi que era a Melissa que tentava levantar uma pedra que Havaí prendido uma pessoa em baixo.

Corri até ela e discretamente usei as chamas a minha volta para arrancar aquela pedra dali.

- Cadê a Kara?! - falei controlando a chamas a nossa volta apagando elas sem dificuldade nenhuma olhando para ela.

- Ela deve estar no pátio atrás do prédio dois...quando eu saí ela estava apanhando da Rafaela e as amigas...fui chamar alguém para parar a briga - falou Melissa me olhando, senti minha temperatura aumentar.

- Quem é Rafaela? - falei olhando para ela.

- A filha do diretor ela sempre pegou no pé dela...- falou Melissa me olhando - Ela nunca contou porque achava que isso iria piorar a situação...

- Ela devia ter contato! - falei com os olhos brilhando, eu sentia isso, minha raiva estava estalando, mas não podia demonstrar minha raiva...quando eu tirasse a Kara daqui esse diretor ia escutar algumas coisas - Obrigado eu vou atrás dela...

- Seu olhos estão brilhando assim como os dela...- falou Melissa.

- Olhos brilhando?! - falei me assustando - Tá...conseguir sair sozinha? 

- Consigo...- falou Melissa correndo para a saída.

- Obrigado de novo! - falei correndo chamas a dentro, conforme as coisas dessbavam ao meu redor eu desviava facilmente, usando as chamas para ler o terreno eu conseguia desviar de tudo sem dificuldades.

Podia não ter mais combates como antes, mas mesmo assim eu não parei de treinar nem a Blu, desde que eu entrei para os bombeiros meu controle de chamas e meus poderes aumentaram, podia ter envelhecido mas mesmo assim não parei de querer me superar e melhorar nem por um momento siquer.

- Socorro! Papai! Mamãe! - consegui ouvir o grito de Kara, meu coração disparou e minhas chamas envolveram meus braços e pernas e comecei a usar elas como propulsores, algo que eu já fazia a algum tempo mas aquilo era totalmente diferente.

- Kara! - gritei e nesse momento uma grande massa de concrero foi lançada na minha direção - Hi ken: Honō no Bakuhatsu! - disse acertando um soco com as mãos cobertas em chamas que assim que entraram em contato com o concreto explodiram e eu pude seguir sem grandes problemas.

- Pai! - quando olhei de onde vinha a voz meu coração disparou.

Diversos grandes blocos de concreto e pedaços de metal rodavam ao redor dela, o chão tinha desabado e ela estava literalmente por um fio de cair, porém eu conseguia ver os olhos brilhando dela... então eram os poderes dela...isso vai ser difícil...

- Você está pegando fogo! - falou ela desesperada se mexendo e o chão a sua volta tremeu.

- Não se mexa! Eu te explico tudo depois! - falei num tom sério porém sereno, não posso parecer assustado e de imediato sorri - Eu vou te tirar daí mas você precisa ficar calma!

- T-ta...- falou ela ficando parada.

Droga Keo! Pensa em algo! Sua filha está em perigo e não consegue controlar os poderes...já sei...

- Vou te tirar daí... - falei com as mãos cobertas em chamas e comecei a correr e as pedras juntamente com os pedaços de metal começaram a voar em minha direção - Círculo de Fogo! 

Minhas chamas se espalharam e eu comecei a desviar das pedras, porém elas me perseguiam, não posso arriscar que elas atingiam minha filha, mas não posso usar minhas chamas... não quero assusta-lá...

- Pai cuidado! - gritou Kara quando uma pedra saiu do chão e voou em minha direção.

- Katsu! - falei e a pedra explodiu, por sorte foi uma pedra que estava dentro do meu círculo e eu consegui chegar até ela - Você precisa se acalmar...

Nesse momento peguei ela no colo e pulei para o ar desviando das pedras.

Kara on.

- Como eu vou me acalmar?! - falei segurando no meu pai, que para a minha surpresa não tinha nenhuma queimadura, como ele fazia aquilo?!

- Eu não sei...- respondeu ele desviando das pedras sem me soltar - Eu te prometo depois eu e sua mãe te contamos tudo mas agora você precisa parar...

- Como assim eu?! - falei e nesse momento uma pequena pedra quase nós atingiu mas uma mão feita de chamas a segurou e a jogou longe - Sou eu que estou fazendo isso?

- Sim...- disse meu pai me segurando bem firme - Mas você não consegue controlar...e pelo que a Melissa me falou você teve um episódio de raiva e isso despertou seus poderes... então...precisa ficar mais calma que eles vão parar sozinhos...

- Mas eu não sei como me acalmar! - falei com lágrimas nos olhos não quero machucar meu pai.

- Nem...eu sei! - falou ele batendo o pé no chão criando uma série de explosões nas pedras a nossa volta - We will, we will rock you - cantou meu pai sorrindo de um jeito bobo.

Claro! Como eu não pensei nisso antes?! A música sempre me acalmou principalmente quando eu canto com os meus pais!

- WE WILL, WE WILL ROCK YOU! - comecei a cantar bem alto junto com o meu pai e quando dei por mim tudo havia parado e eu já estava sendo carregada para fora.

Minha visão ficou turva e meu sentidos se foram...

Continua...(?)


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Fiquem com Rikudou e como eu falei é só um piloto do spinnoff então...já sabem o que fazer se quiserem mais!


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