História Coração De Demônio - Capítulo 22


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá ^^ pequenos demônios ❤
Como vocês estão? Bem? Espero que sim ^^

Sem falar muito aqui hoje só... vamos para o capítulo, espero que gostem e desculpem qualquer erro no mesmo !!

~Boa Leitura~

Capítulo 22 - Paz Momentânea


Fanfic / Fanfiction Coração De Demônio - Capítulo 22 - Paz Momentânea




A manhã chega em Devil's Heart, fria e quase como um presságio de algo ruim, a chuva que ainda cai, escorre pelas ruas e leva por elas, sangue inocente, derramado durante a madrugada. No noticiário das seis, informam que oito pessoas foram assassinadas na pequena cidade, em apenas uma noite, tal número assusta alguns moradores, os deixa, um pouco mais receosos. 

Aonde alguns tentam seguir normalmente com suas vidas, até destino nenhum, outros, começam a desconfiar de algo errado acontecendo, algo que está no ar pesado de Devil's Heart, está no sangue de cada nascido por ali. Os mais espertos e talvez até bem prevenidos, temem que a história de um dos fundadores de Devil's Heart esteja se repetindo então alertam os mais próximos. James Hemmings, pensa apenas que algo ruim acompanha a pequena cidade de interior, o garoto de penteado extravagante, permanece ainda ao lado primo afinal, havia dito que não o deixaria sozinho. 

O doutor retorna ao quarto de Evan pela manhã, caminha enquanto mexe em seu celular, assiste um vídeo no aparelho ao se aproximar lentamente do paciente, que consegue notar a expressão de surpresa no rosto do doutor, tendo os olhos ainda na tela do celular.

- O que foi doutor? - pergunta um pouco assustado, o vê rapidamente pausar o vídeo e deixar o celular na cama, ao lado de Evan.

- Não é nada grave afinal, deve ser apenas uma montagem feita por jovens, postaram um vídeo mostrando a cena de um dos assassinatos em Devil's Heart, deve ser fake.  - sorri debochado, descrente, imagina que todo o sangue visto no vídeo é  falso, o local mostrado é assustador e chega a embrulhar o estômago pela quantidade absurda de sangue ao chão. - Eu não vou mentir para você, o seu caso é complicado e um dos mais estranhos que já vi. - exclama após pegar os papéis referentes ao moreno.

- Porque diz isso doutor? - James pergunta ao se levantar, aproximando-se do primo do primo e dele.

- Porque quando o Evan chegou aqui, pedi para o examinarem mas em todos os exames, nada apareceu. - explica ao mais novo brevemente. - Aparentemente você não tem nada Evan. - volta o olhar para o moreno na cama.

- Se eu não tenho nada, porque não sinto as pernas? - Evan não entende, assim como o doutor, que nada encontrou nos exames então responde negativamente ao questionamento do moreno.

- Eu não sei, você não sofreu nenhum trauma no acidente,  nada que possa te impossibilitar de caminhar. - 

- Então porque ele não consegue andar? - James se senta ao lado do primo, na beira da cama, pega a mão do mais velho, os dedos do mesmo estão trêmulos. 

- Não tem muito o que ser feito, você está bem segundo os exames, talvez possa ser algo psicológico, entende? - entrega alguns papéis ao moreno, que apenas ajeita a mente para aceitar a sua nova condição física. - Você precisa tomar alguns remédios, eu anotei tudo na receita, os nomes e horários. -

- Sim, entendo. - assente brevemente e já imagina, a vida dali para a frente.

- Irei liberar você para ir para casa e trarei uma cadeira de rodas mas peço que retorne, a cada quinze dias, para que eu possa avaliar o andamento seu caso. - 

- Tudo bem. - Evan assente antes que o doutor deixe o quarto, vira-se para o primo, que o retribui o gesto em silêncio. - Eu acho que foi esse lugar, James, essa cidade... tem alguma coisa errada aqui. - 

- Porque pensa isso? - questiona se levantando, caminha até a janela grande do quarto, onde os olhos encontram mais uma vez, a chuva forte e o céu escuro da cidade. - Eu também estou começando a desconfiar que tem algo acontecendo nessa cidade, com todas as pessoas daqui, alguma coisa além das lendas assustadoras. - 

- Eu não sei o motivo mas parece que este lugar está amaldiçoado com algo que ficou invisível até recentemente, até... antes de perder os... - interrompe as palavras pois ocultou do primo não ter mais poderes algum.

- Sim, eu também acho e confio em você. - vira-se para o primo e sorri gentilmente. - Mas nós vamos ficar bem agora, não pense mais nisso. - comenta e aproxima-se do outro. 

- Sim, vamos ficar bem. - Evan pega a mão do primo. - Obrigado por não ter me deixado sozinho ontem. - agradece e o mais novo assente timidamente. 

- Eu te amo, não poderia te deixar sozinho nunca. -  aproxima o rosto ao dele e o beija suavemente, Evan retribui o gesto calmo e carinhoso.

- Obrigado por estar comigo e desculpe ter dito aquelas coisas ontem. - diz antes de James se sentar na cama e ajeitar-se ao lado de Evan, abraçando o mais velho. 

- Eu já disse que amo você, nada que você diga vai mudar isso. - explica sorrindo para o moreno, o observando bem de perto. - Acho que já me acostumei com você assim, diz bobagens o tempo todo... - termina rindo, assim como o mais velho.

Após o doutor retornar ao quarto, empurrando uma cadeira de rodas para o paciente com um caso estranho de complicações. James rapidamente se levanta da cama mas não afasta-se, sabe que o primo pode precisar de ajuda.

- Eu posso te ajudar se quiser Evan. - estende a mão ao jovem, que com dificuldade senta-se na cama mas nega ser ajudado pelo doutor.

- Você pode me ajudar James? - pergunta ao olhá-lo e o mais novo rapidamente assente.

- Sim. - James pega o primo e o ajuda sentar-se na cadeira, antes de ajeitar os pés dele na mesma. - Podemos ir então? - questiona se colocando um pouco atrás do mais velho.

- Sim, irei acompanhar vocês dois. - o doutor aproxima-se da porta e abre a mesma. 

James rapidamente passa a guiar o primo, que ao deixar o quarto, leva o olhar para o chão do local, teme o contato visual com qualquer um por ali. 

- Você sabe algo sobre o Eduardo doutor? - James pergunta olhando para ele, que caminha ao seu lado, pelo corredor estreito do hospital. - Houve alguma melhora no caso dele? -

- Eduardo Martin? - 

- Sim, nós somos amigos dele e eu ficaria muito feliz em saber se ele está melhor. - explica ao outro, que demora um pouco para dizer algo, observa a tela de seu celular, enquanto caminha, rumo ao estacionamento do hospital.

Ao chegar, James aproxima-se do carro com o primo e o doutor. Após pensar se deve dar alguma informação sobre o paciente, decide fazer.

- O caso dele é um pouco complicado, talvez mais do que o caso do Evan. - comenta observando James, abrir a porta de seu carro e ajudar o primo sentar-se no veículo, puxa o cinto de segurança para colocar nele mas é impedido pelo moreno.

- Eu consigo fazer isso, obrigado. - Evan pega e fecha cinto de segurança. - Vamos logo para casa James, por favor. - termina batendo a porta do carro.

- Posso falar um pouco com você? - o doutor toca o ombro de James, que assente então ambos, com alguns passos, afastam-se um pouco de Evan. - Você precisar deixar ele fazer as coisas no tempo dele, entende? Não fique muito em cima e ajude apenas quando for necessário, dessa maneira ele não vai sentir que não consegue fazer nada. - 

- Sim, entendo, eu vou cuidar dele doutor, obrigado por tudo. - sorri e logo estende sua mão para o outro, que a aperta gentilmente. 

- E traga ele de volta, preciso ver como ela vai estar daqui a algum tempo. - 

- Tudo bem, voltaremos, até mais. - assente e vira-se, caminhando em direção ao seu carro, entra no veículo. - Vamos para casa, já ficamos aqui muito tempo. - 

- O que ele disse para você? - Evan pergunta mas logo percebe, o primo demora um pouco para responder, parece estar pensando em suas palavras. 

- Não disse nada muito importante, apenas para cuidar de você e para retornarmos. -  

- Hum... então porque se afastaram? - 

- Não pergunte tanto, apenas relaxa, pode ser? - sorri para o mais velho, que assente mesmo sem acreditar no primo. 

Ao chegarem no hotel na beira da estrada, a chuva ainda cai com força, James deixa o veículo após estacioná-lo e abre a porta para o primo.

 - Eu te ajudo. - fala após o mais velho soltar o cinto, James o pega nos braços, se molhar é inevitável devido a tempestade forte da manhã, após entrar na casa, James ajuda o moreno a sentar-se na sala. - Eu já volto aqui. - comenta ao ligar a televisão, entrega o controle da mesma ao primo. 

Retorna ao carro e fecha a porta deixada aberta, assim como os vidros, apressa o passo até casa, quase tremendo devido a chuva gelada caindo.

- Então vai ser assim agora? - Evan pergunta vendo o mais novo sentar-se ao seu lado no sofá. 

- Está falando do que? - observa brevemente suas roupas, um pouco molhadas mas logo retribui o olhar do primo.

- Estou falando sobre ficar nessa casa. - 

- Sim, nós vamos ter que ficar aqui, a sua casa está aos pedaços então acho que aqui, é o único lugar que temos, pelo menos agora. - 

- Sim mas eu quero reformar a minha casa, não pretendo ficar aqui por muito tempo. - vê o primo se aproximar um pouco mais e pegar a sua mão, suavemente, enquanto a troca de olhares se mantêm.

- Nós vamos fazer apenas o que te deixar feliz, certo? - James pergunta ao sorrir gentilmente. - Não se preocupe com nada agora. - vê o mais velho assentir timidamente.

- Certo, obrigado por me aturar e também por me ajudar. - abraça o primo, que retribui o gesto prontamente. 

- Eu não estou fazendo nenhum sacrifício, nada me faz mais feliz do que estar com você. - explica antes de beijá-lo suavemente. - Te amo muito Evan, tudo vai ficar bem com você. - após interromper o beijo, Evan assente novamente. 

- Eu tenho que dizer algo James, é muito sério. - observa os olhos do outro, ainda bem próximos aos seus. - Eu fui o causador de tudo isso. - 

- Não foi sua culpa, você não poderia saber que ia sofrer um acidente. - sorri tentando confortá-lo mas Evan sente-se culpado, as palavras presas na garganta pesam então nega com a cabeça. - Você não teve culpa de nada anjo. -

- Eu fiz um acordo com o homem que costumava encontrar em todos os meus sonhos, ele apareceu para mim. - explica e logo o sorriso no rosto de James desaparece. - Disse que entregaria o meu filho então eu acreditei. - balança a  cabeça negativamente, agora sabe que foi enganado. 

- Porque fez isso? Você já estava indo atrás da Maite, bastava encontrá-la e pronto! - 

- Sim mas era muito incerto, eu precisava buscar ela e esperar que me levasse até o meu filho, fiz isso porque achei que seria mais fácil. - 

- Eu sei que fez... mas não foi mais fácil e nem vai ser! - o observa durante alguns segundos, Evan nada diz então James se levanta. - Eu vou pegar uma coisa no quarto, já volto aqui. - comenta antes de deixar a sala. 

Sozinho, sente o local esfriar bastante e após isso, vê a fumaça densa e escura atravessar o vidro da janela fechada, entrando na sala.  A escuridão que Evan vê, rapidamente se transforma no homem já conhecido por ele, veste roupas brancas, senta-se ao lado do moreno.  

- Você fez isso comigo! - exclama o jovem, sente ódio por ter sido enganado e medo, por ver o sorriso assombroso dele.

- Eu não, você fez isso com você. - esconde o sorriso cínico e observa diretamente os olhos do moreno, nada de incomum é mais mostrado ali. - Você não é nada agora! - novamente sorri. 

- Aonde está o meu filho? - derruba uma lágrima ao ver a coisa tocar sua coxa com uma das mãos, aperta o local com força. 

- Eu vou entregar ele afinal, o trouxe para essa cidade mas duvido muito... que você irá até a porta para recebê-lo. - Evan o encara, os olhos estão carregados de lágrimas. 

James volta e rapidamente senta-se ao lado do primo, que vê mais uma vez, o homem transformar-se em uma espécie de fumaça escura e cinzenta, deixa a sala,  saindo pela janela. 

- O que foi? - James pergunta ao perceber que  Evan parece querer chorar, tem os olhos cheios de lágrimas.

- Não foi nada, porque você trouxe o seu notebook? - observa o objeto sobre as pernas no primo. 

- Eu vou começar uma pesquisa sobre Devil's Heart, quero ver se encontro algo sobre as lendas que costumamos escutar por aqui. - respondeu antes de escutar a campainha tocar. - Quem será? - questiona olhando para o primo, que já imagina quem está na porta.  

James se levanta rapidamente e deixa a sala. Evan aguarda um pouco e logo vê o mais novo retornar, com algo nos braços, envolto em uma manta de cor azul clara. 

- É um bebê, quem será que deixou ele aqui? - se senta ao lado Evan, que ao escutar o choro alto do bebê, se emociona e sente o coração pulsar acertadamente por estar próximo ao filho. 

- Esse é o meu filho. - explica derrubando algumas lagrimas, estende os braços ao primo, que entrega a criança ao pai, as lágrimas do mesmo caem. - Você é lindo... - os olhos de Evan brilham em meio as lágrimas, olhando para o pequeno. 

- Como isso pode ter acontecido? - James pergunta vendo o primo sorrir alegremente para o bebê em seus braços. - Tem certeza do que está falando Evan? - 

- Foi aquela coisa, ele trouxe o meu filho até aqui. - retribui o olhar do mais novo.

- Então pelo menos temos algo bom agora. - sorri e beija a bochecha do primo, que mantém o sorriso bobo no rosto, observando o do filho. 

- Toda essa droga valeu a pena agora. - Evan abraça o pequeno, enquanto dúzias de lágrimas felizes escorrem por seu rosto, logo sente os braços de James,  envolvendo os dois em um abraço apertado. - Eu te amo tanto filho. - sorri, terrivelmente feliz, assim como James ao ver o mais velho sorrir.

James resolve adiar um pouco a pesquisa sobre o lugar em que vive afinal, finalmente Evan parece estar um pouco feliz. Passaram algumas horas cuidando do pequeno, após algum tempo, James o coloca para dormir em seu quarto e retorna à sala. 

- A Maite esteve aqui ontem, eu falei isso? - deita-se ao lado do primo no sofá e o abraça.

- Eu não quero saber, estou feliz agora, não quero que nada estrague isso. - Evan diz vendo o mais novo ajeitar-se no sofá e deitar a cabeça no ombro do moreno.

- É verdade, vamos falar sobre o nosso filho então, qual nome você quer dar para ele? - levanta a cabeça um pouco para retribuir o olhar do mais velho.

- O seu nome. - sorri e James afasta-se, confuso, se senta no sofá.

- Porque o meu nome? - 

- James Hemmings, esse será o nome dele. - ainda sorrindo, puxa o primo, que se deita novamente então Evan o abraça. - Porque eu te amo, você é quase um anjo. - aperta forte o mais novo.

- Eu te amo Evan. - James sorri retribuindo o gesto apertado. - Precisamos comprar algumas coisas para ele. - 

- Sim, nós vamos comprar mas agora... pesquise sobre esse lugar, eu quero saber se existe alguma forma de recuperar o que eu perdi naquele acidente maldito! - o solta então rapidamente James se senta, pega o notebook novamente. 

- O que você acha que pode recuperar? - pergunta mas o primo demora um pouco para responder. - Vamos pesquisar aqui... Devil's Heart! - inicia a busca por lendas da região.

- Eu perdi os meus poderes depois do acidente, troquei eles na verdade, queria recuperar o meu filho mas agora que o tenho, quero ter o que perdi de volta. - responde olhando para a tela à sua frente, assim como o primo. 

A televisão ligada na sala, chama a atenção dos dois com  o plantão, que interrompe a programação normal do canal. 

" - Vinte e uma pessoas foram mortas em Devil's Heart, as autoridades dizem não saber por onde começar a procurar um culpado para tantas mortes, que vieram acompanhadas por uma grande virada no clima da cidade. - " 

" - Em todos os crimes, foram retiradas as cabeças das vítimas, que em todos os casos, tiveram estranhos símbolos escritos em seus corpos, voltaremos a qualquer momento com mais informações. - " 

- Foi a Maite! - Evan comenta logo atraindo o olhar de James. 

- Porque acha isso? - volta sua atenção para a pesquisa sendo feita. 

- Eu não sou idiota James, você disse que ela voltou para a cidade, essas mortes começaram a acontecer agora. - responde abraçando o primo. - Foi ela, quer ser forte e poderosa como ninguém foi. - 

- Achei algo que chama-se, coração de demônio. - 

Os dois passam a ler artigo encontrado e logo se assustam, percebem que se trata de suas vidas e da de todos que conhecem, tal artigo traz quarenta partes, postadas por um usuário não muito bem identificado.

- Coloca na parte quarteta, os últimos laços de sangue. - Evan pede e logo o mais novo atende. 

Após a leitura terminar, ao invés de respostas, os dois tem apenas novas perguntas. James retribui o olhar do mais velho, também assustado com o que acaba de encontrar em algum canto da internet.

- O que significa esse final? - pergunta ao olhar para Evan, que nega com a cabeça, enquanto observa o chão da sala, em silêncio. 

- Talvez isso não seja real, quero dizer... escreveram algumas coisas relacionadas a nós e aqueles que conhecemos mas o nosso futuro não será igual ao que está escrito ai, isso é bizarro! - 

- Eu sei, vamos buscar em outros lugares. - James volta a procurar coisas relacionadas a Devil's Heart. 

Seguem buscando e entrando em vários sites até que encontram um específico, que relata o início de tudo ali, exatamente quando a cidade foi fundada, o que James descobre é bastante interessante então logo começa a fazer algumas anotações, de nomes e lugares relacionados a Devil's Heart. Evan, sabe o que deseja então foca apenas em obter informações relevantes, não faz anotação alguma ou comenta com James o que lhe chama atenção em tal busca.

Retorna ao hotel, onde conseguiu um quarto bonito e grande, carrega uma mala grande e escura, assim como suas roupas, deixa a mala ao chão e deita-se na cama grande do quarto. As roupas da jovem estão molhadas pois a chuva ainda cai forte lá fora, Maite fecha os olhos e respira fundo algumas vezes, busca descansar a mente e esquecer todo o sangue que a poucos minutos viu. 

A atenção da jovem é roubada pelo barulho de algo caindo ao chão, se levanta devagar e põe a mão no bolso da blusa rapidamente, pega a faca grande que traz ali. A luz acesa do quarto começa a piscar sem parar, Maite observa tal fato e arrepia-se por completo. 

- Anthony, você está aqui? - pergunta a jovem mas encontra o silêncio no local como resposta, caminha devagar, escutando o som dos trovões e da chuva forte lá fora. 

A porta do banheiro está entre aberta então ao aproximar-se, Maite a empurra, terminado de abrir a mesma, rapidamente puxa sua faca a empunha ao peito do amigo.

- Merda! Que susto Anthony... porque não respondeu quando eu te chamei? - vê amigo sorrir. 

- Você parece um pouco assustada para quem não tem medo de nada. - comenta ainda sorrindo ao deixar o banheiro, se senta na cama. - Quantos você conseguiu matar agora? - Maite aproxima-se com sua faca ainda em mãos. 

- Tem duas cabeças na mala. - bate com a faca na mala levemente antes de guardar o objeto em seu bolso, se deita no sofá. 

- Desse jeito não vamos conseguir nunca. - deita-se e fecha os olhos lentamente, na tentativa de descansar um pouco afinal, a noite foi bem longa e sangrenta para ambos. - Tenho uma pergunta para você, algo que não sai da minha cabeça desde que começamos esse ritual para tal entidade. - pensa no quanto ensinou a amiga desde que chegou em Devil's Heart, relatou a Maite, como é feito o ritual desejado pela jovem pois Anthony, já tentou fazer o mesmo ritual no passado.

O jovem se lembra de exatamente todo o seu passado em Devil's Heart, de onde viveu por ali e de como é feito o ritual mas ocultou da amiga que se recorda da cidade onde nasceu.

- Eu não tenho culpa se essa entidade exige um número muito grande de sacrifícios para conceder o meu poder. - Maite sorri, pensando em como tudo será perfeito após conseguir o seu objetivo final. - Qual pergunta? - 

- Quando tudo terminar, quem de nós vai ficar com esse poder todo? Afinal, apenas um vai se tornar poderoso. - 

- E você ainda tem dúvidas? É claro que sou eu! - responde rindo sarcasticamente ao se levantar,  aproxima-se da janela, onde observa a forte chuva que cai, tem um único desejo em sua mente e espera do céu completamente escuro, uma reposta positiva. 

- Já pensou que eu também posso querer esse poder? - Anthony pergunta se aproximando, coloca-se ao lado da garota, que não o olha diretamente. 

Pelo vidro da janela, Maite percebe algo um pouco estranho acontecer, não vê ali o reflexo do amigo.

- Anthony, como você faz isso? - cerra os olhos, buscando o reflexo dele mas no vidro, encontra apenas o seu. 

- O que? - o jovem retrocede alguns passos e afasta-se da janela.

- Nada, era só a minha imaginação. - responde e sorri fraco ao se sentar novamente no sofá, onde permanece olhando para o amigo, em silêncio por vários minutos. - Anthony, você consegue se lembrar de quando viveu nesse lugar agora que está aqui? - a pergunta da jovem quebra o silêncio que havia se formado no quarto mas o amigo, que se senta na cama, retribui o olhar e demora para responder. 

- Ainda não... vou terminar o que começamos e faça o favor de marcar esses dois ai. - se levanta e pega a sua faca sobre a cama do quarto, caminha até a porta e a abre, antes de deixar o quarto leva o olhar para a garota, que retribui o gesto. - Eu também quero o que vamos ganhar com tudo isso. - sorri cinicamente pois já sabe, não pode ter o que Maite ganhará quando tudo terminar.

- Depois falamos sobre isso, ainda temos tempo, eu pelo menos tenho. - levanta-se devagar. - Vou tomar banho, logo acompanho você. - diz antes do amigo deixar o quarto.

Ao entrar na recepção do hotel, o sininho da porta toca, as duas mulheres ali, logo olham para a porta, balança um pouco com o vento forte, não encontram ninguém  próximo a mesma então estranham tal acontecimento mas é só, a tempestade traz ventos fortes e por isso ignoram o acontecimento.

Anthony se aproxima do balcão calmamente então as duas se assustam ao vê-lo, trocam olhares, enquanto buscam  encontrar alguma explicação para o jovem que apareceu bem perto mas do nada, quase como um fantasma. A mais jovem das duas se aproxima e sorrindo, o cumprimenta.

- Posso ajudar? - questiona e logo o vê sorrir alegremente. 

- Eu preciso de você. - diz em tom de voz bem baixo então ela aproxima mais o rosto, é quando Anthony pega a faca grande e esconde atrás das costas, enquanto a observa. 

- Eu não escutei, desculpe, o que você disse? - 

- Eu disse que preciso de você. - responde e a vê sorrir gentilmente ao assentir. - Preciso de você morta! - sorri para ela, que logo arregala os olhos.

Anthony rapidamente profere um golpe no pescoço, perfurando fundo o local, após retroceder a  lâmina, ela cai no chão, atrás do balcão. 

A cena bizarra, espanta a segunda mulher na recepção, tenta correr na direção da porta e consegue, a empurra e abre mas tem os cabelos pegos por Anthony. O jovem a joga no chão, a mesma grita enquanto arrasta-se rumo à um dos cantos da recepção, observando o sorriso daquele que carrega uma faca de açougueiro. 

- Não adianta gritar não... - sorri e continua assim ao curvar-se e golpear várias vezes o peito e pescoço da vítima. 

Após a morte sangrenta, o jovem retira a parte que deseja do corpo de sua vítima, rasga a blusa ensanguentada dela e com a ponta da faça, corta superficialmente a pele da barriga, formando o símbolo um tanto estranho no local. Após Anthony terminar, uma peculiar entidade se fez presente, para se alimentar do sangue da mulher mas o jovem, não vê nada além dos dois corpos no local.

Maite entra na recepção e logo encontra Anthony, agachado e de costas, cortando fora a cabeça da mulher atrás do balcão. O garoto levanta-se, já com a cabeça dela em mãos e se aproxima-se da amiga, vestida com roupas novamente escuras, assim como ele. Maite abre a mala que carrega para o amigo e o mesmo, coloca a cabeça da vítima ali e pega a mala das mãos da jovem.

- Precisamos colocar o sigilo dela aqui. - Maite diz pegando sua faca, se aproxima do corpo atrás do balcão e ajoelha-se na poça grande de sangue, que envolve a vítima.

- Eu acabei me esquecendo mas na outra eu coloquei. - comenta guardando a segunda cabeça na mala, pega a mesma do chão vira-se para Maite, que já terminava de colocar o sigilo no corpo. - Eu vou levar essas duas para dentro. - 

- Certo, eu vou com você. - diz após terminar o que fazia, aproxima-se do amigo e deixam juntos a recepção. 

- Pode deixar que eu faço isso, acho melhor você ir cuidando dos hóspedes. - comenta aumentando um pouco o tom de voz, devido ao barulho da chuva que cai sobre dois, Maite assente e observa o garoto se afastar.

- O que tem de errado com você Anthony?... - se pergunta enquanto ainda o observa, parada em meio a forte tempestade, vê o amigo empurrar a porta e entrar no quarto do hotel. 

Maite segue até um dos quartos e bate na porta, sabe que tem pessoas nesse quarto, antes mesmo do homem alto e ruivo abrir a porta, perguntando o que a garota deseja.

Erick está sentando no quarto do hospital, assiste as notícias na televisão, são as mais macabras que ele já viu em Devil's Heart. Próximo às três horas, resolve se levantar e deixar do quarto para comer algo, já está ali ha algum tempo e ainda não almoçou. 

Segue até a pequena lanchonete, em uma rua próxima ao hospital. As ruas estão praticamente vazias, pode ser pela chuva forte sobre a cidade ou até por conta das terríveis  mortes que têm acontecido. Na lanchonete, poucas pessoas então, alguns minutos após o policial entrar no local e sentar-se em uma das mesas, é atendido pela garçonete, que logo traz o pedido de Erick. 

Ao terminar sua refeição, deixa o dinheiro para pagar a conta e levanta-se. Durante o breve caminho até o hospital, pede mentalmente para que o irmão consiga recuperar-se logo. Retorna ao hospital, onde rapidamente segue até o quarto de Eduardo, ao abrir a porta e olhar para o irmão percebe, nesse momento, o mais novo abre lentamente os olhos, fazendo Erick sorrir pela primeira vez em dias, feliz.

- Edu, como você se sente? - Erick pergunta se aproximando do irmão rapidamente.

- Eu estou bem, fico feliz que você esteja aqui comigo. -  responde ao policial, que ainda sorrindo pega a mão do mais novo.

- Eu estou aqui com você. - Erick não consegue esconder a felicidade pelo irmão ter acordado, está aparentemente bem novamente.- Preciso sair para chamar o doutor e avisar que você acordou. - 

- Tudo bem. - Eduardo assente antes do irmão aproximar o rosto e beijar sua testa, deixa o quarto para chamar o doutor rapidamente.

Quando Erick volta ao quarto, está acompanhado do doutor e uma enfermeira, que se aproximam do paciente e logo começam a fazer algumas perguntas e exames rápidos.

- Eduardo, você parece estar bem agora mas ficará em observação, irei pedir alguns exames mais específicos. - o doutor diz vendo Eduardo levar uma das mãos a cabeça, mostra uma expressão de dor. - Está doendo aqui? - questiona tocando a cabeça do garoto, pressiona o local levemente com os dedos. 

- Um pouco. - responde e vê o doutor fazer algumas anotações e entregá-las para a enfermeira. 

- Eu volto em pouco tempo para fazermos os exames. - comenta antes de deixar o quarto ao lado da enfermeira. 

- Eu estou muito feliz que você tenha acordado. - Erick diz se sentando na cama, ao lado do irmão, que o retribui o olhar sorrindo. 

- Eu também estou. - comenta ainda sorrindo. - Sonhava com o Bernard. - 

- Você sonhou com ele? - 

- Sim, foi a única pessoa que vi enquanto dormia. - 

- Você se lembra do que aconteceu antes? Foi o Bernard que fez isso com você, ele atirou em você. - se levanta e senta-se na poltrona ao lado da cama. 

- Sim, eu me lembro mas acho que ele não queria me fazer mal. - responde e percebe logo, o irmão não parece gostar muito de suas palavras. 

- Como assim? Ele atirou em você Edu! - 

- Sim, acabou acertando em mim mas eu acho que isso foi apenas um mal entendido, desde o motivo que o levou ao bar, até lá atrás, quando saiu de Devil's Heart. - 

- E como sabe disso? - 

- O Evan me contou que o Bernard havia ido embora da cidade porque ele pensou que nós fôssemos namorados. - 

- Então ele queria atirar em mim? - Erick pergunta se levantando, aproxima-se da janela do lugar.

- Sim mas acabou me acertando então não se preocupe, agora eu estou melhor, tudo vai ficar bem quando eu conseguir falar com ele. - 

- Eu lamento mas isso não será possível. - fala e o outro mostra uma expressão confusa. 

- Porque não? - 

- Ele está preso agora. - 

- Certo então tira ele de lá! - exclama Eduardo mas logo vê o irmão balançar a cabeça negativamente. - Ele não teve culpa do que aconteceu. -

- Eu estou protegendo você dele, vou acusá-lo e fazer ele pagar pela dor que causou a você. - se senta novamente e logo atraí o olhar do irmão, parece visivelmente irritado. - Você não vai mais falar com ele, se quiser encontrar outro cara para namorar encontre mas esse não, só vai te trazer mais problemas! - explica e o mais novo cerra um pouco os olhos ao retribuir o olhar, quase bufando. - Eu sou o seu irmão mais velho e só estou te protegendo. -

- Eu não vou deixar que faça isso, não vou acusar ele! - o policial retribui o olhar ao irmão mas não diz nada, prefere dar lugar ao silêncio, que forma-se entre os dois pois agora, ambos, têm opiniões bem opostas em relação a Bernard.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e obrigado por lerem.
Bjinhos de escuridão e até... o proximo cap 😙❤


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