História Coração de ferro - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Coração De Ferro, Julieta, Romeu
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Palavras 1.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - T01EP02: A mansão de circuitos


Como já havia dito, Alabama pode ser cinza as vezes. Mas naquela manhã, era o oposto de cinza. Estava com uma palheta de cores tão viva. Tão linda. Se eu pudesse ter umas tintas dessas cores, seria um enorme prazer.

Na mansão Robbie, os Andróids acabavam de se carregar. Eles acordavam. Alguns comiam, mas todos, sem exceção, sentavam na mesa. Hoje, a famosa jornalista Molly iria até lá entrevistar todos. Mas apenas Tonnie e Vicky eram assumidos para o povo.

Tonnie: Prontos para vestirem suas máscaras? Como vai ser ter que fingir uma pessoa que vocês não são?

West: Sei que isso chateia vocês. Mas... Não podemos nos assumir assim. É como sair do armário. Eu posso perder o emprego na padaria.

Tonnie: Os nosso pais são ricos. Para que você quer trabalhar? 

West: A questão é poder fazer coisas que os humanos fazem. Sabe que não é por causa do dinheiro. Se você não tivesse escolhido algo tão revelador quanto luta, poderia não ter sido descoberto.

Hazel: Ninguém tem culpa se os humanos tem preconceito com tudo. Inclusive entre eles mesmo. Mas agora não é hora para falar de questões morais. A Molly chegou.

Ela era uma moça alta, negra e com cabelos afro. Usava uma camisa amarela e uma jaqueta azul por cima. Saia e sapatos sem salto.

Molly: Pode começar a gravar já. Olá moradores de Sunshine, eu sou a Molly e hoje vamos mostrar para vocês a família Robbie que é composta de dois Androides. Parece que um deles está vindo nos receber.

Hazel: Olá senhora! Meu nome é Hazel sou a mais jovem. 

Molly: Você é uma Android? Tem algum Android aqui?

Hazel: Não querida... Eu sou uma... Humana. Venha, nós vamos responder algumas das suas perguntas.

Quando ela entrou, todos estavam nos sofás. Tonnie não escondeu a sua insatisfação com a mulher, Vicky e West ficaram fazendo rostos de pessoas amigáveis e Hill estava lendo, ignorando todos.

Molly: Aquele é um Android. Ele é que tentava entrar em rinhas de luta para lutar. Nos diga... Você sabe falar?

Tonnie: E você... Sabe falar? Oh meu Deus é um humano. Tem alguma pergunta? Quer que eu ative o meu modo Google Assistente?

Ela havia ficado com cara de besta. Pelo amor de Deus, olha as perguntas que ela havia feito. E justo para o mais grosso dos irmãos.

Vicky: Não ligue para o mal humor de Tonnie. Talvez o carregador dele esteja com mal contato.

Ela ria. Todos estavam tão sem jeito. Vicky sempre falava sério, mas tinha que parecer descontraída para não parecer meio... Robótica.

Molly: Vocês podem mostrar seus circuitos? Vocês brigam com os seus irmãos normais? E...

Antes que ela terminasse mais uma pergunta, West interrompia ela. Ele estava incomodado com a falta de privacidade. Molly estava sendo muito envasiva.

West: O que você quer dizer com "normal"? Todos nós somos normais!

Molly: Oh... Não me leve a mal, mas é que dois de vocês... Não tem coração.

West: Você não tem coração. Está sendo completamente envasiva e mal educada. Não precisamos viver nesse meio. Isso é humilhante.

Por um momento, West se esquecia que estava tudo sendo gravado e ao vivo. Logo uma gritaria começa a ser escutada do lado de fora. 

Hazel: Essa entrevista está encerrada. Vocês podem sair?

Molly: Está nos expulsando? Não tenho culpa se esse seu irmão "afeminado" está dando escândalos atoa.

Hazel: Chega! Não vou admitir mais preconceito perto de casa. Saia da minha casa. Agora! Ande logo.

Ao saírem da Mansão, ouviam as vozes grossas das pessoas indignadas com aquela situação. Eles não estavam indignados pelas atitudes da repórter, que era totalmente preconceituosa. Mas sim pelos robôs. Havia cartazes de "desliguem essas redes" e de "expulsem os Androids".

Molly: O povo está do meu lado. Esses monte de fio estão sendo filmados. E agora... Os contra-circuitos ganharam mais apoiadores. E essas duas máquinas seram desligadas!

Hazel empurra ela. Ela sai pelo portão. Hazel está tão enfurecida. Indignada. Ela não estava pensando muito bem. Não pensou no depois, apenas no agora. Em segundos ela rasgava a camisa e mostrava seu nano-coração. Que tinha os fios expostos.

Hazel: Eu também sou um Android. Eu não faço parte dessa raça que vocês são. Agora saem da nossa casa. Ainda tem humanos aqui.

Mentira.

Molly: Inacreditável, mais uma Android existe. Será que o resto também são fios e placas mães? O tempo irá nos mostrar. Aqui é Molly Duncan do jornal local, bom dia.

Eu acabava de acordar. Passei a madrugada pintando o rapaz misterioso e dormi até tarde. Acordei e tomei um banho. A água limpava finalmente as manchas de tinta violeta. Me enxugava e me vestia para almoçar na casa da minha família.

Uma mensagem de Mia fazia o meu celular vibrar.

"Deve estar dormindo, então já vou indo direto ao assunto... Você perdeu a maior gafe da Molly no jornal. E sabe a família dos Robbies? Então, a filha mais nova também é um Android. Incrível né?"

Eu apenas respondi com um emoji (🤨) e me dirige para a casa da minha família. Bom, uma hora eu teria que falar deles. Meu pai se chama Dave, e fundou na política o movimento contra-circuitos. Ele odeia robôs. Minha família inteira odeia os robôs. Eu não. Nada contra, nunca vi um. Nora, minha mãe, é aposentada, mas já foi professora de literatura. Young e Yuri são os gêmeos. Eles tem 14 anos. 

Quando chego já sou recebida com a mesa pronta e todos já começando a comer. 

Katherine: Nem conseguem me esperar para comer? Que fome é essa?

Nora: Sente-se filha. Estamos comendo por que você está atrasada. Pegue um prato eu te sirvo. 

Depois que comemos, brinco um pouco com os gêmeos e depois vou embora. Não tenho tanta paciência para lidar com a minha família. Eles não gostam de gay, negros ou de pessoas de religiões diferentes. Mas como preconceituosos natos... Não assumem isso.

Eu não tenho nada para fazer essa tarde. Não gosto de ficar incomodando a Mia o tempo todo. Ela é a minha única amiga. Então vou para o lugar que me fez ficar acordada de madrugada. Naquela faixa de pedestre. Onde senti os braços metálicos dele. Eu me apaixonei tão rápido. Será que ele é a água que regará minhas violetas interiores?

Continua...



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