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História Coração de Fogo - Itadori Yuji - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Cinema.


— Eu acho que não deveríamos estar aqui. — Itadori disse após alguns minutos de silêncio.

O shopping estava lotado de maldições de níveis baixos. As segundas eram sempre assim, cheias de estresse, o que facilitava o surgimento das pragas. Mas isso não interessava para Yugiri. Foi até lá fazer compras e sairia apenas com as compras.

— Não se preocupe, apenas finja que não está vendo. — respondeu calmamente enquanto andava.

— Fingir que não está vendo? Mas eles são maus!

Yugiri virou-se para Yuji e o olhou nos olhos com uma carranca séria.

— Escute. — sussurrou. — Não podemos atuar como feiticeiros numa área cheia de pessoas. Essas maldições, no máximo, só os deixarão um pouco cansados. Terça-feira é dia de limpeza, então finja que não viu e faça as malditas compras.

— H-hai.

No meio daquela burburinho todo, Fushiguro mantinha-se quieto, o que não era de se estranhar já que era o jeitinho dele. E pra falar a verdade, Yugiri gostava. Era confortável.

Depois do cansativo passeio no shopping, os três voltaram para a "casa", que na verdade era o Colégio Jujutsu. Yuji tinha feito o "teste de admissão" no dia anterior, e agora possuía um dormitório no lugar.

Com todos aqueles problemas, tinha algo de exímia importância que preocupava um pouco a garota: a gincana de intercâmbio no colégio gêmeo de Kyoto.

Uma pessoa indesejada estaria por lá, e com certeza era a última pessoa no mundo que Yugiri gostaria de ver.


Dia Seguinte

— Vai lá, Nanami, por favor. — implorei, fazendo a melhor cara de cachorro abandonado que eu tinha. Tem que dar certo. — Shishou, fofinho?

O loiro tirou o ingresso vermelho do bolso e colocou sobre a mesa, sem olhar na minha cara. Será que foi uma ofensa?

— OBRIGADA, NANAMI-SHISHOU!! — fiz cara de choro, o abraçando desesperadamente. Eu era uma mistura perfeita e absurdamente bem equilibrada do Satoru e do Nanami-shishou. Por favor, casem e se tornem logo oficialmente meus pais. — VOCÊ É O MELHOR!!

Com isso, sai saltitante da cozinha. A parte dois do meu filme favorito estava pra ser exibido nos cinemas e os ingressos tinham se esgotado. Mas por sorte eu tenho um mestre maravilhoso que comprou pra mim! Fico até emocionada com uma sorte dessa. Sorri, lembrando dos nossos momentos juntos. Nanami-shishou sempre foi mais fechado, mas ainda assim eu sempre me divertia com ele.

Peguei um trem até a escola, e lá me dirigi direto até o dormitório do Megumi. Ele iria assistir comigo. Sempre assistiamos filme juntos, menos quando ele tinha algo do clã pra resolver, então eu via sozinha ou com algum dos meus resposaveis legais. Mas hoje veríamos juntos!


— Não vou poder.

O olhei estática, vendo mentalmente todas as cenas que criei para aquele dia serem queimadas.

Megumi respirou fundo.

— EHH? Como assim não vai poder? — indaguei, cruzando os braços.

— Eu avisei pra você. Te ofereci meu ingresso, não precisava ter ido pedir pro Nanami-san. Não se lembra? — na verdade, lembrava sim. Mas preferia pensar que estava mentindo. — Preciso resolver alguns assuntos.

— Não pode mesmo ir? — desanimei um pouco.

— Alguma vez já menti pra você? — perguntou, colocando a mão sobre minha cabeça. Megumi era um pouco mais alto que eu, mas só tínhamos uns meses de diferença na idade.

— Não... — respondi, olhando pra ele.

— Pode ir com o Itadori. Ele vai estar livre hoje.

— Com... ele? — espiei a fresta da porta do quarto ao lado. Yuji-kun estava sentado na cama, olhando calmamente para a janela, com fones nos ouvidos. Voltei meu olhar ao garoto na minha frente. — Dispenso.

— Por que? Ele é legal. Gosta de filmes e mangás, que nem você. Vão se dar bem.

— Pft, esse é o problema, Megumin. — relaxei as costas. — Dói mais quando a pessoa é legal.

— Hm? Como assim?

— Se eu me apegar nele e ele me abandonar, ou se eu me apaixonar e ele gostar de outra pessoa, o tapa vai ser maior... Então prefiro ter poucos amigos. Só você e os meus sensores são o suficiente pra mim.

Fushiguro respirou fundo de novo, dessa vez com um ar mais cansado. 

— Escute, não deve iniciar uma amizade pensando no fim dela. Aproveite os momentos, ria, sorria... Chama ele pra sair. — cruzou as braços, encostando o corpo no painel da porta. — E se divirta, Yugiri.

Suspirei, derrotada. Megumi fechou a porta e eu me movi um pouco, espiando dentro do dormitório do Yuji-kun. Bati na porta, esperando que ele a abrisse.

— Oi. — Yuji-kun me olhava um pouco confuso, e minha expressão a ele não passava ideia nenhuma.

— Ah, oi, Aogi-san. — respondeu. Estendi o ingresso a ele.

— Megumi não pôde vir comigo e eu pensei em chamar você.

— Eu vou! — respondeu entusiasmado, depois, sem esperar uma resposta, comemorou e fechou a porta. Consegui escutar a comemoração esquisita de dentro do dormitório.

É, serviria pra esta noite.

***

Ele estava drasticamente atrasado.

Eu o esperei na estação por 10 minutos e já estava começando a ficar desanimada, até que, por um milagre dos céus, Itadori-san finalmente chegou.

Gostaria de saber o que raios aconteceu pra ele ter se atrasado assim, ou talvez fosse algo próprio, mesmo que involuntário. Vai saber, né.

— Gomen! — resfolegou com força, apoiando o peso do corpo sobre as pernas. Parecia cansado. — Tive umas complicações. — ainda assim, um sorriso se abriu em seu rosto.

— Faltou pouco pra que eu desistisse de você. — disse, andando em direção ao trem, que esperava os passageiros entrarem.

— É que fui visitar meu avô e acabei passando do horário. O trânsito também não ajudou. — justificou com um sorriso, coçando a parte de trás da cabeça.

— Ah... diga que mandei um "oi".

— Ele não... — Itadori-san parecia desanimado, mas logo deixou de lado e iníciou outra frase contente. — Pode deixar! — sorriu de novo. — Digo sim.

Muito... sorridente. Eu não estava acostumada a conviver com gente assim. Excluindo meu responsável legal de cabelos brancos, claro.

Suspirei derrotada. Ia mesmo doer.


— Eu gosto de sentar no meio, é bem melhor.

Itadori havia comprado quatro baldes de pipoca e eu me encarreguei de encher a mochila de refrigerantes e salgadinhos de pacote. Foi divertido. Megumi não gostava de contrabandear comigo todas as vezes que vinhamos, mas Yuji-kun era um ótimo parceiro pra coisas assim.

Megumi não havia errado em dizer que ele era alguém legal.

— Megumi senta um fileira a frente dessa, todas as vezes. — disse, levando um pouco de pipoca até a boca.

— Conhece bem ele. — Itadori respondeu, dando de ombros. — São muito amigos, né?

— Somos irmãos. — calma, dei um gole no refrigerante.

— Hã? Irmãos?

— Não de sangue, mas somos. — sorri lembrando de todas os nossos momentos juntos. Fushiguro foi meu primeiro amigo.

E se tentar machucar ele, vou matar você; pensei, mas resolvi ficar quieta.


Notas Finais


Logo estarei explicando a história da Yugiri 🙈
Espero que tenham gostadokkkk beijinhos ❤❤


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